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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ato Médico !

                                                           
A voz que clama no deserto



Aqui vou eu em mais uma polêmica! Desde 2004 aproximadamente, esse Pl n° 268/2002 vem sendo enfatizado de maneira significativa nas discussões entre estudantes da área da saúde. O que me chama a atenção era como o debate era sempre unilateral, e persistia em uma superioridade obsessiva de poder. Uma coisa bem luciferiana se é que me entendem, neste mesmo ano fui selecionado pelo Ministério da saúde e secretarias de saúdes do vale do Jequitinhonha pra vivenciar uma experiência que se tornou única em minha vida, o VER-SUS (Vivência e Estágio na Realidade do no Sistema Único de Saúde), foram selecionados 30 estudantes de todo o Brasil, dentre Psicólogos, Médicos, Fonoaudiólogos, E. Físicos, Nutricionistas, Biólogos etc. Havia uma característica interessantes entre os participantes, eram todos inseguros usando miragens superficiais.
Muitos debates calorosos eram feitos sob a perspectiva de uma saúde pública, precária e que paga até hoje um salário ridículo aos profissionais da saúde. Hoje penso que essa vivência patrocinada pelo Governo federal não passava de uma maquiagem no que seria a escravização dos profissionais paramédicos. Já naquela época os médicos eram os "lideres" do movimento, mostrando quem sabe, suas garras vindouras.
Esse debate todo vem atona porque este mesmo projeto de lei acaba de tramitar em debates nas redes sociais e no ministério público. Em abril aconteceu na comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado,um debate público envolvendo a classe médica os legisladores defensores e os profissionais da saúde e seus respectivos conselhos que manifestaram seu repúdio quanto a inviabilidade deste projeto de lei. Segundo a revista Comunicar, os dirigentes das instituições contrárias ao ato médico cogitam ir ao Supremo Tribunal Federal caso o projeto de lei seja aprovado, alegando que  a proposta atinge a autonomia das demais categorias de saúde e que o conhecimento específico das profissões deve ser respeitados.
Da maneira como está esse projeto visa rebaixar os profissionais da saúde não médicos, a simples subalternos técnicos medíocres que gastaram anos de faculdades e especializações. Até mesmo a prescrição terapêutica, nutricional, ou alguma manobra fisioterápica seria indiscutivelmente realizada pelos médicos, o que pode deixar margens para os planos de saúde entenderem que para um usuário procurar um Fonoaudiólogo ele tem que passar pelo médico, que o médico é quem vai poder prescrever toda a terapia. Então pode haver esse erro de interpretação.
Alguns pontos de discórdia estão no entanto ao analisar o conteúdo do Pl n° 286/2002, a diretoria do CFFa indicou o artigo 4°, incisos I, III, VIII e X, e o artigo 5° como os pontos que afetarão diretamente o exercício da Fonoaudiologia. Estes dispositivos no entanto definem o que faz parte do exercício da Medicina e restringem o que antes era a atividade Fonoaudiológica. Além disso, coloca nas mãos dos médicos a gestão exclusiva do serviços de saúde.
Isso é um regresso em todo avanço multidisciplinar de saúde, médicos, enfermeiros, terapeutas e toda a equipe fazem parte de um objetivo muito maior. Um outro fato importante nesta questão está relacionado aos cargos de chefia, em um dos itens do projeto, deixa margem para que profissionais de saúde não possam exercer funções de gestão pública tão comum e relevante hoje em dia.
Precisamos tomar uma atitude já, antes que seja tarde demais, a união com todos os representantes de classe, Farmácia , Psicologia, Biomedicina, Terapia Ocupacional, Enfermagem, entre outros, no intuito de pressionar o governo a não aprovação desta lei.
É uma causa de todos. Não é uma luta exclusiva de entidades profissionais representativas de classe. Penso que todos os profissionais de saúde precisam estar informados quanto ao impacto disso, aderir aos movimentos organizados e princialmente conversar com os representantes políticos regionais.

                                                           http://www.atomediconao.com.br/



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Bioenergias Conscienciais







O que são as Bioenergias?
Bioenergias, como o próprio nome indica, são todas as formas de energias da vida. Energia de plantas, animais e todos os seres vivos. Os seres humanos, além das bioenergias vitais, produzem pensamentos e emoções que qualificam a bioenergia comum transformando-a em ENERGIA CONSCIENCIAL. Nós produzimos informações bioenergéticas quando pensamos e sentimos.

Ela está presente em todos os lugares do Universo?
Tudo indica que sim. A Terra, por exemplo, é uma grande reservatório bioenergético. Todas as formas de vida e a própria massa do planeta, contribuem para a diversidade energética.

De onde podemos absorver bioenergias?
Somos sistemas semi-abertos. Recebemos e trocamos energias com o meio onde vivemos. As fontes mais conhecidas de bioenergias são os alimentos sólidos e líquidos, as plantas, o sol, o mar e principalmente o ar que respiramos. Essa espécie de ENERGIA IMANENTE que está em toda a parte de forma difusa, é uma das principais fontes de absorção para todos os seres vivos. Esta energia tem recebido diferentes nomes em diversas culturas, alguns preferem chamá-la de energia cósmica, energia primária, energia sutil, energia orgânica, enfim, são centenas de sinônimos que traduzem o mesmo conceito.

Qual a relação das bioenergias com o cansaço físico e mental, a irritabilidade, o mal estar súbito e a agressividade sem causa aparente, os desconfortos generalizados?
Processos emocionais de desequilíbrio como os aqui citados, costumam ter um alto custo bioenergético, queremos dizer, o dispêndio bioenergético com a emoção é muito alto. Não raro, uma pessoa se sente extremamente cansada após uma discussão acalorada ou quando é portadora de sentimentos negativos, como por exemplo, mágoa, ciúmes, ressentimento. As pessoas que trabalham horas a fio com o computador ou com atividades intelectuais prolongadas sem lazer, conhecem bem a "ressaca" deixada pelo vampirismo energético da tecnologia.

Nós podemos interagir voluntariamente com as bioenergias? Existem técnicas específicas para isso?
O nosso sistema bioenergético sobrevive através de mecanismos básicos de reposição. Mas existem técnicas para se trabalhar com o próprio campo bioenergético, melhorando a qualidade e até a quantidade de energia absorvida. O IIPC - Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, ensina desde a sua fundação em 1988, técnicas avançadas para o domínio bioenergético que permitem a qualquer pessoa proceder à própria análise e diagnóstico dos seus bloqueios eliminando-os progressivamente, com segurança.

O uso de artifícios, tais como: pêndulo, cristais, pirâmides e outros, têm o mesmo efeito das técnicas propostas pela Projeciologia?
Todas essas "muletas" substituem, muitas vezes, a falta de confiança que a maioria das pessoas vivencia quanto às próprias percepções bioenergéticas. É raro encontrar pessoas que depositem um grau razoável de autoconfiança na sua discriminação e domínio bioenergético. Daí, fica mais fácil transferir o esforço para o pêndulo, o cristal, etc., que continuarão a ser o atestado da nossa incompetência nesse aspecto. O mais inteligente é trabalhar com disciplina, técnica e senso crítico para suprir essa lacuna e poder dispensar o intermediário das nossas potencialidades.

Ao doar energia, corremos risco de ficar sem ela?
O que ocorre é que uma pessoa mal alimentada, com pouca massa corporal, abaixo do seu peso, com atitudes pessimistas, idéias fixas e muito medrosa, geralmente está mais predisposta a descompensar-se energeticamente. Uma pessoa lúcida quanto às necessidades básicas do seu organismo, sono, alimentação, etc., com uma postura pessoal mais positiva e algum altruísmo, pode ser um energizador de si mesmo, de ambientes e de outras pessoas, sem sofrer perdas energéticas. A maturidade do uso das bioenergias pode ajudar muito, empregando o discernimento ao invés das emoções.

A "vampirização" energética existe? Como pode ser evitada?
A maioria das pessoas desconhece os processos bioenergéticos, ignoram que são carentes e tornam-se vampiros sociais, conhecido de todos nós. Nem sempre, eles são identificados pelas vítimas que podem apresentar cansaço súbito, desânimo, sonolência, etc. É preciso buscar informação técnica correta, para sanar essa situação através do esclarecimento e não da superstição. Um bom domínio das práticas energéticas profiláticas e de autodefesa.

É perigoso usar as bioenergias?
O grande perigo é a ignorância dos processos energéticos. Com a prática todas as pessoas tem condição de avaliar as consequências do bom ou do mal uso das suas bioenergias na vida cotidiana, que passarão a ser um fator natural e indescartável melhorando a qualidade da nossa vida. O uso diário consciente das bioenergias é uma atividade prazeirosa e acaba sendo uma segunda natureza nossa.

Podemos desenvolver a projetabilidade, isto é, a capacidade projetiva através das bioenergias?
Sim. As bioenergias constituem fator desencadeante natural para a projeção da consciência. Logo, o domínio do processo bioenergético torna-se a chave da projetabilidade.

Referência: http://www.iipc.org.br/index.php/duvidas-frequentes/bioenergias

Para saber mais: http://www.consciencialucida.com.br/search/label/Energia



Agradecimento, um poema de amor




Como estonteante é sua beleza ó grande Moriá
Tão belos são seus montes, de suave imensidão.
Todas as manhãs , seu brilho nasce como os seios da  mãe Gaia.
A luz que emana do seu ventre! Ó glorioso escarlate.
Que somente na difusão de suas células fomos criados como uma fecundação de sua própria luz.
Centelha divina que dissipa as trevas inferiores, trazendo o calor do dia.
Felizes são aqueles que entendem os propósitos infinitos.
Existe uma troca nos ideais, não é apenas derivado do libido sublime, mas na fusão.
Vai além do simples desejo coibido, mas na difusão.
É uma espécie de prazer, mas é sentido apenas pelas gônadas das galáxias dimensionais.
Somos o universo em nós, somos todos um, é como um D´us, mas não são três, são apenas um.
Podemos sentir esse prazer, basta granjear os talentos, então:




“Entra no gozo do teu senhor!”




«O reino de Deus será como um homem que, ao partir para fora, chamou os servos e confiou-lhes os seus bens.   A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual conforme a sua capacidade; e depois partiu.  Aquele que recebeu cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco.  Da mesma forma, aquele que recebeu dois ganhou outros dois.  Mas aquele que apenas recebeu um foi fazer um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.  Passado muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e pediu-lhes contas.   Aquele que tinha recebido cinco talentos aproximou-se e entregou-lhe outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei.’  O senhor disse-lhe: ‘Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.’  Veio, em seguida, o que tinha recebido dois talentos: ‘Senhor, disse ele, confiaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que eu ganhei.’ O senhor disse-lhe: ‘Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.’» 
Mt 25,14-23


Leia A Vida de Jesus, por Enerst Renan: http://www.valdiraguilera.net/bu/a-vida-de-jesus.pdf

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Os Chakras e os Doze (12) Sistemas - Os doze chakras, Os vinte e dois Chakras, Os Chakras Superiores através das dimensões Vywamus

Os doze chakras




Milhares de anos atrás, os nossos amparadores espirituais nos deram algumas ferramentas para nos ajudar a crescer espiritualmente. Estes foram os nossos livros didáticos do
ensino fundamental, e temos aprendido bem. Mas, como evoluímos, os livros chegam novas, com base no primeiro. O conhecimento espiritual não é estático evolui como nós. Novas informações chegam quando estamos prontos para recebê-las.
É por isso que tantas informações nova estão chegando hoje.
Se você souber o que é um chakra, então você provavelmente sabe que há sete deles e que eles têm uma cor correspondente, ou vibração. Este conhecimento tem estado conosco há milhares de anos. E há milhares de anos, era verdade. Mas, como evoluímos o sistema de chakra evolui bem. O ser humano, subiu da quarta dimensão (ou parcialmente humana ascendeu) tem doze chakras, e eles diferem em muitos aspectos dos sete chakras da terceira dimensão.
Mudando de sete a doze tons são muito parecidos com novas modalidades de música. As vibrações são diferentes. As cores são diferentes. O som, a harmonia, é diferente.
E, claro, todo o ser é diferente.

Se você é um curador, você vai descobrir que algumas pessoas têm ativado os doze de seus chakras, enquanto outros ainda estão operando dentro do sistema de sete chakras. Se os doze chakras foram ativados, então a pessoa está em pelo menos, metade do caminho para viver em uma realidade quadridimensional. Por favor note que ao trabalhar com os doze chakras, é imperativo que você começa a limpar com o chakra superior e trabalhar para baixo.

Então, quais são os novos chakras e correspondências a sua cor?

Vamos começar a partir do topo e trabalhar nossa maneira para baixo.

Décimo segundo Chakra - Cor: Azul Turquesa
O décimo segundo chakra está três degraus acima do chakra da coroa, a aura. Ele corresponde ao ponto final da MerKaBa superior (de origem, ou o seu Eu Superior) que atenda ao MerKaBa humano, ou corpo de luz. Este chakra está associado com a energia masculina "Pai Celestial". É a nossa ligação à Fonte.

Décimao Primeiro Chakra - Cor: índigo Deep (profundo)
O décimo primeiro chakra está dois degraus acima do chakra da coroa, a aura. Ele corresponde ao ponto superior do MerKaBa humano. Abrange todos os chakras inferiores, por isso deve ficar claro ou todos os chakras terão problemas. Embora o décimo segundo chakra corresponde com o masculino, o décimo primeiro chakra corresponde à energia feminina, a consciência de Cristo de Maria, Kwan Yin, ou Mãe Terra. Sua energia irradia índigo profunda e engloba outras coisas em nós, por isso é associado com a compaixão e a conexão com toda a vida, incluindo a Mãe Terra.

Décimo Chacra- Cor: Amarelo
O décimo chakra é um passo acima do chakra da coroa, a aura. Sua energia irradia infinitamente num plano linear em todas as quatro direcções: frente, trás, esquerda e direita. Portanto, é o chakra que nos conecta com tudo. Também protege os processos Higher Mind.(memória elevada)

Nono Chakra- Cor: Magenta
O nono chakra é o chakra da coroa. É o portal para o resto do corpo. É também o chakra raiz superior, onde há criação e manifestação de energia ao vivo. Como tal, as questões sobre a abnegação, sentindo-se indigno, e até mesmo o sexo 4-D vai aparecer aqui.

Meio-tom Half-Chakra (8.5)(meio-chakra) - Cor: Ãmbar
Há um chakra meio-tom entre o oitavo e o nono chakra. Este chakra fornece uma conexão clara entre o do terceiro olho e da coroa, e ele governa a clareza mental e emocional. Problemas com qualquer uma dessas áreas geralmente aparecem aqui.

Oitavo Chakra - Cor: Prata
O oitavo chakra é o terceiro olho, ou visão interior. É a base para os chakras superiores e deve ser mantido limpo e claro. Seu raio de prata irradia como um cone, com a ponta do cone no início do terceiro olho, depois se espalhando na parte de trás da cabeça.

Sétimo Chakra - Cor: Ouro
O sétimo chakra é o chakra da garganta. Trata-se de falar a sua verdade, sem julgamento ou definição. Sua cor é o ouro Golden - Verdade. Utilize esta cor na cura quando as pessoas precisam de ajuda para compreender que a sua voz a cada matéria-voz.

Sexto Chakra - Cor: Roxo
O sexto chakra é o chakra do coração. O chakra do coração subiu preocupa-se com a consciência de Cristo, ou o amor universal. Isso é amor incondicional por tudo e todos. Durante a transição, muitos curandeiros podem ver os problemas do coração, porque este deve ser limpo, a fim de ascender. Se ele não pode ser curado no corpo físico, então as pessoas vão deixar para curar no outro lado.

Quinto Chakra - Cor: Verde
O quinto chakra é o plexo solar. Muitas questões anteriormente chakra tridimensional coração agora moram aqui, ou seja, o coração "inferior" funções como conectividade e relacionamento interpessoal (amor romântico e os amigos e família). Isto pode parecer uma despromoção para os sentimentos que todos nós realmente nos preocupamos, mas não é. Quando o coração superior, ou a consciência de Cristo, é aberta e clara, é quem inclui estes maravilhosos, sentimentos saudáveis de ligação com aqueles que amamos, mas também nos permite avançar para além delas e manter relacionamentos muito mais saudáveis.

Quarto Chakra - Cor: Vermelho
O quarto chakra é a sede das emoções, e que corresponde ao chakra de idade em segundo, atrás do umbigo. Questões emocionais estão centradas neste chakra.

Terceiro Chakra - Cor: Ultravioleta X
O terceiro chakra é o lugar onde o chakra raiz está no sistema antigo. Ela nos ajuda a entender a nossa necessidade de estar intimamente ligado com outras pessoas. Problemas com conexão ou intimidade pedem centro neste chakra. Eu chamo a cor associada a este chakra "Ultraviolet X", porque não tem nome e não pode ser visto por mais tridimensional dos olhos humanos. Encontra-se na freqüência ultravioleta.

Segundo Chakra - Cor: Y Ultraviolet
O segundo chakra é na sola dos dois pés. É o chakra da terra. Considerando que, em 3-D isto é mais de um aterramento simples, 4-D este chakra nos ajuda a sentir a Mãe Terra e saber que somos seus filhos. Permite-nos estar intimamente associados com o seu sistema de chakras, para os abusos da Mãe nunca mais pode acontecer com esse entendimento. A cor deste chakra também está na freqüência ultravioleta.

Primeiro Chakra - Cor: Translúcida
O primeiro chakra está abaixo de seus pés, na terra. Ele corresponde ao ponto inferior do seu MerKaBa, ou corpo de luz. Use a cor clara do chakra para o trabalho de cura em geral, juntamente com outra cor, "Luminosa Cor Y", que não esteja associada com qualquer um destes chakras.

Os vinte e dois Chakras


"Os chakras são a natureza da distribuição de agências e baterias elétricas, fornecendo força dinâmica e energética qualitativa para o homem." Djwhal Khul Como canalizado através de Alice A. Bailey Por Dr. Joshua David Stone

O entendimento mais comum do nosso sistema de chakra para a maioria das pessoas, é que temos sete chakras. Este é um entendimento válido se estamos apenas considerando as dimensões da realidade 3D. O fato é que temos oito chakras 4D e mais sete chakras na 5D.
Esta informação sobre os 22 chakras foi trazida através de Vywamus através da Fundação tibetano. O diagrama a seguir delineia estes 22 aspectos essenciais de nossa existência:



Os Chakras Superiores através das dimensões Vywamus - Dorothy Bodenburg / Terceira Dimensão

0 – Terra

1 – Base

2 – Polaridade

3 – Solar Plexo

4 – Coração

5 – Garganta

6 – Third Eye

7 - Crown

Quarta Dimensão

8 – Sede da Alma

9 – Corpo de Luz

10 – Integração das Polaridades

11 – Energias de Nova Era Consciência Crística

13 – Manifestação Vibratória, Comunicação

14 - Plano Divino

15 – Conexão Monádica

Quinta Dimensão

16 – Ascensão, Ser Universal

17 – Luz Universal

18 – 6 Divino, Intenção Dimensional Nenhuma Correspondência

19 – Energia Universal

20 – Existência

21 – Divino

22 – Fonte de conexão

A Terceira Dimensão - 3D

Nossos sete chakras principais são os que conectam o corpo etérico ou corpo energético do corpo físico. Os sete chakras estão dentro do corpo etérico, não no corpo físico denso. Cada chakra é um padrão específico de energia para um propósito específico. Desde a Convergência Harmônica, tem havido uma estrutura energética desenvolvido para permitir que a quarta dimensão a entrar em existência física.

O primeiro chakra
O primeiro chakra é a sede do corpo físico. É a ligação que se concentra a nossa vida terrena. Ele conecta-nos muito concretamente com a terra. Ele lida com questões como a terra, e de sobrevivência. No período inicial lemuriano foi o chakra da base, que foi mais aberto. O primeiro chakra lida com considerações sobre a sua presença aqui na terra. É a cor vermelha, e está ligado às glândulas gônadas.

O segundo chakra
O segundo chakra é o chakra da polaridade. Tem a ver com criatividade, masculina e feminina, equilíbrio e as nossas energias sexuais. A parte de trás do segundo chakra refere-se à sede do subconsciente. A glândula que está conectado é a glândula Lyden que se refere ao sistema linfático. A cor deste chakra é normalmente designado como a laranja. Este chakra foi enfocado na era Lemuriana com último desenvolvimento.

O Chakra do Plexo Solar
O terceiro chakra é a sede do corpo emocional. A glândula que se relaciona com este chakra é a glândula adrenal. A cor geralmente associada a esta glândula é amarelo. O período de Atlantis é a história da Terra focada no desenvolvimento deste chakra.

O Chakra do Coração
O quarto chakra lida com o amor incondicional. A glândula que está associado com ele é a glândula timo. A cor mais comumente associado a ele é verde. Este tem sido o foco da era cristã.

O Chakra da Garganta
O chakra da garganta lida com comunicação, expressão e do uso da vontade. A glândula associada a esta glândula é a glândula tireóide. A cor mais associada a este chakra é o azul. Este chakra é o que está sendo desenvolvido na Era de Aquário.

O Chakra do Terceiro Olho
O chakra do terceiro olho, tem a ver com interior ou visão espiritual. A glândula associada a este chakra é a glândula pituitária. A cor mais frequentemente associado a este chakra é violeta. O chakra do terceiro olho, também se relaciona com a mente consciente.

O Chakra da Coroa
O chacra coronário tem a ver com a mente superconsciente, a alma, o Eu Superior, o Monada/ ou Deus. É verdadeiramente a nossa porta para levar através das energias mais elevadas. A cor mais freqüentemente associado a este chakra é a luz branca, ou um arco-íris de luz branca salpicada. A glândula associada a este chakra é a pineal.

A Quarta Dimensão Chakras 4D
Minha experiência pessoal de tornar-se consciente de que nós tivemos mais de sete chakras ocorreu alguns anos atrás, quando Djwhal Khul me disse que tinha doze chakras. Eu acho que nós estávamos trabalhando com meus chakras na época e ele me disse que como uma pessoa evolui, os chakras superiores começam a se mover para baixo e descer para o ex-terceiro chakra dimensional. Nessa conversa, perguntei se os meus chakras superiores tinham descido. Ele me disse que durante esta conversa inicial que o meu chakra 10 estava na minha coroa e meu nono chakra estava no chakra do terceiro olho. Meu oitavo chakra estava no meu chakra da garganta, e assim por diante todo o caminho até o meu corpo e do sistema de chakra. Eu encontrei este pedaço de informação fascinante. Desde o momento que eu sabia que havia doze chakras comecei chamando meu décimo segundo chakra para dentro da minha coroa. Eu também comecei a trabalhar com foco a energia e qualidade deste chakra de forma mais clara na minha vida, que é a "Consciência Crística".
Em uma conversa posterior com Djwhal, ele disse que eu tinha estabilizado a 12 º chakra no chakra coronário e décima no terceiro olho, e a décima no chakra da garganta e assim por diante todo o caminho até o meu sistema de chacras. Foi apenas nos últimos três meses que eu me tornei ciente de Vywamus que há na verdade 22 chakras. Meu foco atual no meu próprio caminho espiritual tem sido a âncora agora o chakra da coroa em 15. O chakra 15 têm a ver com a nossa conexão Monádica.
O chakra 16, como eu mencionei em um capítulo anterior, é o chakra que está ancorado na coroa quando iniciar um sobe. Djwhal Khul definitivamente recomenda que antes da ascensão as pessoas não invoquem qualquer chakra mais elevado do que o décimo quinto chakra, pois há perigo de queimar o corpo físico com uma freqüência muito alta de energia. É permitido evocar as cores de energia que estão associadas com o dimensional quinto chakras.
Estas cores associadas a cada chakra será explicado como eu atravesso o sentido e a finalidade de cada um destes chakras, como explicado por Vywamus através da Fundação tibetano. Vou começar com a quarta dimensão chakras.

Oitavo Chakra
O oitavo chakra é o primeiro chakra da quarta dimensão, e é a sede da alma. No dimensional terceiro chakra da terra designada número zero representa a existência física. É sólida e concreta. A sede da alma torna-se agora a sede da nossa existência, assim como a terra era a base para nossa existência na terceira dimensão.
As cores dos chakras oito a doze são exatamente as mesmas cores do maior quarto raio dimensional (Esses raios serão explicados em grande detalhe em um capítulo posterior.) A cor do oitavo chakra é o verde esmeralda e roxo.

Chakras Visualização

                             

A norma, ou cores mais comuns que a maioria das escolas de pensamento utilizam para a visualização dos chakras estão listadas abaixo. Tenho também incluido as cores atualizadas que Djwhal Khul foi recentemente canalizado por mim.

Chakra Raiz: Vermelho, Violeta

Segundo chakra: Laranja, Índigo

Solar Plexus: Amarelo, Amarelo

Chakra do Coração: Verde, Pink (com uma pitada de violeta)


Chakra da Garganta: Azul Blue (com o triângulo laranja no centro dele)

Chakra do terceiro olho: Indigo Ouro

Chakra da Coroa: Violeta, Arco-íris branco

O nono chakra:
O nono chakra corresponde ao chakra base no chakra rede de terceira dimensão. O nono chakra corresponde ao corpo de luz. Tem a ver com alegria. Quando esse chakra é ativado o corpo de luz está agora no seu celular (em suas células) e sub-estrutura celular. A cor deste chakra é o azul / verde.

O décimo chakra:
O décimo chakra está associado com o chakra da polaridade na terceira dimensão. Tem a ver com a integração das polaridades. A boa integração do masculino e do feminino dentro de si mesmo. Este chakra realmente começa a funcionar quando a energia masculina e feminina estão em equilíbrio total. Isto é vivido como um estado de esforço, e alinhamento com a alma. A cor deste chakra é a cor perolizado.

O décimo primeiro chakra:
Este é o chakra das energias idade nova. Ele corresponde ao chakra do plexo solar no dimensional terceiro chakra, que liga o terceiro chakra do décimo primeiro chakra nos permite diminuir o presente e passado o trauma de vida armazenado no terceiro chakra. A energia sentimento décimo primeiro chakra será como
uma onda, e vai percorrer o seu corpo e de novo sem ficar no corpo ou sem conectar-se a um espaço de equívoco. Antes da quarta dimensão, estava disponível, quando alguém responde de forma emocional, seria unir-se a alguns equívocos já no corpo. A cor deste chakra é rosa / laranja.

O décimo segundo chakra:
O décimo segundo chakra é a consciência de Cristo, que é uma energia transformadora que conecta todas as formas de energia. É associado com o chakra do coração no chakra rede de terceira dimensão. É uma cor de ouro reluzente.

O Décimo Terceiro Chakra:
Este décimo terceiro chakra tem a ver com a manifestação de comunicação vibratória. Este é o chakra que é usado em materializar e desmaterializar coisas. É também o chakra usado no teletransporte. Este chakra também é usada para a cura. É violeta pálido na cor rosa.

O Chakra da Décima Quarta:
O décimo quarto chakra tem a ver com o Plano Divino. Ela permite que a mente mental para se render. O décimo quarto chakra está dizendo que você está permitindo que o Plano Divino para lhe mostrar o caminho, sem revisão ou a avaliação de suas crenças pensamento mental. Esse chakra corresponde ao terceiro olho no chakra do sistema de terceira dimensão. Ela está trazendo clarividência para a quarta dimensão. Está começando a ativar o indefinido. A cor deste chakra é profundamente azul e violeta.

O Décimo Quinto Chakra:
O décimo quinto chakra tem a ver com sua conexão Monádica. Corresponde ao chakra da coroa no dimensional chakras terceiros. O sétimo chakra é a sua conexão espiritual. Com o décimo quinto chakra sua
conexão espiritual é novo para o nível Monádico como discutido no capítulo sobre o início, quando se passa a quarta iniciação. Na quinta iniciação tornamo-nos fundidos com a Mônada. Isto leva-nos à porta de ascensão. Quando este chakra está funcionando ele está dizendo que a estrutura de sua alma é estável o
suficiente para lidar com a energia e o alcance das informações provenientes do nível monádico. É uma luz dourada / branca. A Quinta Dimensão Chakras - Tornar-se Ser Universal

O Chakra XVI:
O chakra XVI, como já mencionado, tem a ver com a ascensão e se tornando um ser universal. Novamente, é o décimo sexto chakra que desce para o chakra coronário, no momento da ascensão. Quando este chakra foi ativado, o Mestre deve decidir se ele ou ela vai ficar na existência física. O ser universal se move a partir de qualquer espaço de tempo, de qualquer dimensão em corpos diferentes e podem se adaptar a forma de energia necessária. Este Chakra é o primeiro chakra do sistema de chakra grade da quinta dimensão.
O chakra de ascensão para os Monad e Presença EU SOU e tornar-se um ser universal torna-se uma nova base de linha, assim como o oitavo chakra, a sede da alma, foi a linha de base no dimensional chakras quarto. A cor deste chakra é violeta branco.

O Chakra XVII:
O décimo sétimo chakra tem a ver com a luz universal, que corresponde ao nono chakra, ou o corpo de luz no chakra grade quadridimensional. Estamos passando de terceira dimensão que é sólido, a quarta dimensão que é sólido e luz, para a quinta dimensão que é a luz total. É multi na cor branca.

O Chakra XVIII:
O décimo oitavo chakra tem a ver com a intenção divina dimensional sexta. Este chakra, quando ativado trará a habilidade de trazer na sexta dimensão da realidade. Ao olhar suas cartas dos chakras, você verá que
existe uma lacuna entre o décimo oitavo e décimo nono chakra que diz, sem correspondência. A razão para isto é que no quinto nível dimensional não há correspondência com o plexo solar, porque uniu-se com o chakra do coração. É cor de rosa / dourado na cor.

O Chakra XIX:
O décimo nono chakra tem a ver com a energia universal. A energia do coração foi o foco em terceira dimensão. A consciência Crística é a energia em expansão na quarta dimensão. Na quinta dimensão, a correspondência é a energia universal. Esta energia universal está sendo sentida por aqueles que estão permitindo que a nova fonte de energia para vir por meio desta fonte, através do seu nível Monádica, através de seu nível de alma ao seu corpo físico. É na cor magenta.

O Chakra XX:
O chakra XX tem a ver com a existência. Na terceira dimensão que você precisava para se comunicar. Na quarta dimensão você fosse capaz de comunicar de uma forma mais alargada através de comunicação por vibração através da luz. Na quinta dimensão, não há necessidade de troca, é um estado de ser no caso de intercâmbio não é necessário para a comunicação. É violeta / na cor dourado.

O Primeiro Chakra Vinte:
O primeiro chakra vinte tem a ver com a estrutura divina. é a criação de um ponto de evolução, que é realmente de um ponto de resolução. Assim como você tem o terceiro olho que permite que você
seja clarividente na terceira dimensão, agora então você no caminho da quarta dimensão, o Plano Divino. Você está agora além da estrutura do quinto para o aprendizado que teve lugar durante a estrutura divina. Vywamus disse em relação a este chakra, e cito: "Agora, devo dizer-vos que nenhum de vocês tem
que se preocupar com isso, nos próximos dois ou três anos". É azul e de cor dourada.

A Segunda Chakra Vinte:
O segundo chakra vinte tem a ver com origem ou ligação Divindade. É na cor platina.



Copyright © 2004 Dr Joshua David Stone. Copyright © Dr. Joshua David Stone de 2004. All Rights Reserved http://www.theskullwhisperers.com/id64.html

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Política X Religião



Um Paradoxo.
                             
                               


Existe um ditado popular que diz que religião, política e futebol ninguém discute. Mas eu me atrevo em discutir sim, até por que primeiro, eu tenho uma opinião sobre o assunto. Segundo, eu não sou irracional, e terceiro; porque eu gosto de polemizar. Quanto mais eu me afasto destes assuntos, mais eles se inserem dentro do contexto de conversas em rodas de amigos. O que mais me intriga nesta questão é que aprendemos a desde muito cedo a não questionar absolutamente nada, e olhando de uma perspectiva mais ampla, parecemos animais adestrados segundo algumas normas pré estabelecidas por alguém ou alguma instituição. Pensando melhor, essa questão animal de tratamento nunca foi novidade pras pessoas, principalmente brasileiros. Aqui, algumas músicas tratam as mulheres como cachorras, vacas, éguas; os homens de touro, cavalo, cachorro, gays são veados, lésbicas são sapas. Estes dias mesmo um amigo me questionou por que as pessoas de algumas religiões são tratadas como ovelhas, ironicamente  as mais mansas, porque as mais rebeldes são bodes mesmo.

Interessante é que pensando sobre a política em um curso de extensão que realizei; (Política e desenvolvimento sustentável), e por este ano ser um ano político nas esferas dos municípios, os eleitores também são tratados por animais uma vez que aliados de um partido específico ou não vivem dentro de esferas chamadas "currais eleitorais". A coisa mais intrigante nisso é que, tanto em instituições religiosas quanto instituições políticas sobrevivem do suor do trabalhador. A primeira - dízimos e impostos - foi criada segundo as leis bíblicas. Vamos a definição de Dízimo:

Dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxa ou imposto, normalmente para ajudar organizações religiosas judaicas e algumas denominações cristãs. Apesar de atualmente estar associada à religião, muitos reis na Antiguidade exigiam o dízimo de seus povos.
Etimologicamente dízimo (latim decimus), significa a décima parte de algo. Historicamente eram pagos na forma de bens e encontra suas origens no Sacerdócio Levítico judaico (Lv 27, 30-34). Por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedec, ab-rogou o sacerdócio levítico com todas as suas as leis, dízimos e costumes, conforme narra Paulo na Carta endereçada aos Hebreus (Hebr 7, 1 - 28). Citando consecutivamente a questão do dízimo nos versículos precedentes,  Paulo arremata: "Com efeito, mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hebr 7, 12). E ainda: "O mandamento precedente é, na verdade, ab-rogado pela sua fraqueza e inutilidade" (Hebr 7, 18).

Hoje, os dízimos cobrados por algumas denominações e seitas religiosas, são normalmente voluntários e pagos em dinheiro, cheque ou ações, enquanto historicamente eram pagos na forma de bens, como com produtos agrícolas. Alguns países europeus permitem com força de lei que instituições religiosas instituam o dízimo como obrigatório.

O que mais eu gostava das aulas de história é que por mais que ninguém se interessasse com todas aquelas informações, eu sabia que de alguma forma , dento do meu contexto evolutivo isso serviria pra me fazer expandir consciencialmente. Se pararmos pra pensar, dízimos e impostos fazem parte do mesmo bolo, quando religião e estado eram forças co-equivalentes. Enquanto sacerdotes cobravam dízimos para a sustentação da casa do senhor, outros senhores também exigiam cobranças pelo uso de terras, administração das cidades e dos cidadãos. E o nome dado a isso era: Imposto!

"O imposto é uma prestação pecuniária para as pessoas, exigido pela autoridade devida, de modo permanente e sem remuneração por tal, para cobrir uma função pública necessária".
- Gaston Jéze 


Imposto (do latim taxo: estimar) é a imposição de um encargo financeiro ou outro tributo sobre o contribuinte (pessoa física ou jurídica) por um estado ou o equivalente funcional de um estado a partir da ocorrência de um fato gerador, calculada mediante a aplicação de uma alíquota a uma base de cálculo, de forma que o não pagamento deste, acarreta irremediavelmente sanções civis e penais impostas à entidade ou indivíduo não-pagador, sob forma de leis. O imposto é uma das espécies do gênero tributo. Diferentemente de outros tributos, como taxas e contribuição de melhoria, é um tributo não vinculado: é devido pelo contribuinte independentemente de qualquer contraprestação por parte do Estado. Destina-se a atender as despesas gerais da administração, pelo que só pode ser exigido pela pessoa jurídica de direito público interno que tiver competência constitucional para tal.

Em tese, os recursos arrecadados pelos governos são revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio de bens e serviços públicos, como saúde, segurança e educação. Mas não há vinculação entre receitas de impostos e determinada finalidade - ao contrário do que ocorre com as taxas e a contribuição de melhoria, cujas receitas são vinculadas à prestação de determinado serviço ou realização de determinada obra. Embora a lei obrigue os governos a destinarem parcelas mínimas da arrecadação a certos seviços públicos - em especial de educação e saúde -, o pagamento de impostos não confere ao contribuinte qualquer garantia de contrapartida.

Um questionamento que faço sempre é qual o objetivo real dos dízimos nas instituições religiosas uma vez que na maioria das vezes serve para levantar templos e disseminação de doutrinas diversas. A função real não seria, a assistência as viúvas, aos carentes os enfermos, a manutenção? Eu como religioso que já fui, vi coisas das mais tenebrosas por causa de dízimos e ofertas. Abro uma exceção pra comentar sobre isso sem entrar em detalhes de tais acontecimentos.



Do mesmo modo os impostos arrecadados pelo estado deveriam ser repassados para a saúde, educação, segurança dentre outros. Porém, o que vimos hoje, não é uma novidade do que sempre aconteceu. em épocas distantes, a relação da igreja e do estado eram entrelaçadas, e nenhuma decisão era tomada sem que a igreja pudesse decidir. Cabia então á Santa Sé o papel de coroar os reis e rainhas em seus templos suntuosos, além de a ordenação de patentes também decididas concomitantemente. O problema dessa relação é que a religião passou a ser a voz da verdade sobre todos os aspectos da vida do ser humano, e sob supostamente a outorga de D´us, legislavam deliberadamente até mandarem matar todos aqueles que iam contra sua autoridade e ensinamentos.

Diferentemente do que vimos hoje, a religião representada na "bancada católica e evangélica" usa os pretextos políticos para legislarem em favor de seus próprios interesses, perseguindo direitos humanos garantidos a negros e suas religiões, aos gays e as mulheres sob o seu corpo gerando ainda mais divisão, impondo uma opinião bíblica sobre os direitos invioláveis de cidadãos que pagam seus impostos, e vivem sob a perspectiva de um ponto de vista diferenciado das doutrinas cristãs.

Observo que na grande maioria são espertalhões instituindo benefícios para seus rebanhos específicos, não pensando na coletividade e no bem social de todos, deveres esses garantidos nos códigos de ética da carta magna brasileira; sua constituição. Há muito tempo essa relação religião x estado é uma relação paradoxal e não mais cabe dentro de uma política voltada á nova era em ascensão. Vemos cada vez mais as relações de estado laico e seus benefícios de cunho individual e coletivo, enquanto países sob o regime teocrático vivem á margem de um sofrimento estático do ponto de vista existencial evolutivo. Está na hora de cada vez mais olharmos essas relações de poder com desconfiança, cada um de nós está sendo representado pelos líderes que tem e/ou elegem, sejam eles políticos ou eclesiásticos. Precisamos acordar para perceber as reais intenções que se escondem através das aparências, dos ternos de seda bem talhados, das vozes esbravejantes que gritam em nome de Deus ou da família, e por fim, doutrinam as mentes das grandes massas impensantes.

Despertemos para nossa real existência, sob a óptica da responsabilidade do presente gerando um futuro mais verdadeiro e completo para as futuras gerações. Espero viver para um dia ver que não mais precisaremos pagar pra nada e nem ninguém nosso suor sagrado, esperando na perspetiva de viver intensamente o presente como uma grande dádiva da vida, sem o medo da morte, do futuro, nem do dia, e nem da noite.

Que os templos sagrados que devemos doar e cuidar sejam os nossos corações , corpos e mentes em satisfação e gratidão por tamanha obra prima da natureza divina, não esperando a felicidade e a paz vinda de fora mas de dentro de nossas próprias consciências eternas.




                     
Veja o documentário completo, não se assuste.

O coração é o centro do equilíbrio.



O Poder do Coração
(O Chakra Cardíaco)

O Chakra do coração é o centro do sistema dos Chakras. Nele se unem os três centros inferiores, físicos e emocionais, com os três centros superiores, mentais e espirituais e é também o ponto de encontro entre os aspectos racional e masculino, e o intuitivo e feminino.



"Pesquisas científicas recentes sugerem que o coração pensa e que as células têm memória, havendo uma relação entre esses dois processos...

Diante das descobertas da cardioenergética, podemos dizer que o coração é o maior responsável pela nossa saúde, e não o cérebro...

Paul Pearsall:
Como o psicólogo Abraham Maslow afirmou, a saúde é uma questão de ser, não de fazer. 'Quem' somos é primordial para o nosso bem-estar. A medicina moderna tem uma orientação muito mecânica. Ela busca explicações concretas e singulares. Não há dúvida de que o cérebro não está realmente na nossa cabeça, mas no corpo todo. As células do estômago e do coração falam com o cérebro tanto quanto o cérebro fala com o nosso corpo. O coração é muito mais do que um mecanismo bombeador. Ele não está a serviço do cérebro, mas é um parceiro para formar com ele nossa organização interna de manutenção da saúde. O coração secreta hormônios, como o ANF, que ajuda a regular todo o sistema do nosso corpo. O coração bem como o cérebro é um órgão hormonal. A questão em saúde não é 'a mente sobre a matéria', mas 'a mente é matéria'. Nosso corpo inteiro e todos os seus sete bilhões de células podem pensar, sentir e conectar-se com outras células. Por causa de sua imensa energia eletromagnética e de outras energias, o coração particularmente se conecta com outros corações. A saúde e a cura são questões de compaixão, de ligação e de estar consciente de que nós não 'temos' um corpo, mas somos o nosso corpo."


Referência: http://www.healing-tao.com.br/artigos/coracao.htm

terça-feira, 19 de junho de 2012

Crepúsculo de Delfos


 Conheça-te a ti mesmo, e conhecerás os Deuses e o Universo.
- Sócrates.

O colorido do céu mudou sua sombra.
O azul antigo, abriu-se numa síntese de tamanha beleza,
que hipnotizou a todas pítias e náiades.

Eram seis horas contadas sobre os Oráculos do Tempo.
Uma calmaria estonteante era sentida do Crepúsculo de Delfos.
O velho mundo é sentido, no enrugar da pele do olho do Ancião, do Templo do monte Parnaso.

Duas taças de Plêiades brindavam os Arcanjos do Grande Shekinah.
A luz gloriosa do arcan[j]o Mikah refletia o reflexo da verdade escondida atrás da epiderme.

Oh glóriosa presença!
O despertar dos anjos humanos está na centelha divina de sus mãos,
Mas poucos agora já conseguiram.
Seja qual for o desígnio da divina Lei, a esperança espera paciente;
Enquanto a escuridão da noite cega os olhos abertos pelo sol interior.
O santo Graal.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

O cérebro humano - Introdução


O que um órgão de menos de 1,5 quilos tem de tão fascinante? Quais mistérios estão envolvidos em um só componente da vida? Por que tanto fascínio em descobrir seus mistérios?


Ao longo das eras, o ser humano se desenvolve em aspectos muitas vezes fenomenais, porém, nada disso seria possível caso não tivéssemos um "aparelho" tão sofisticado quanto é o cérebro humano. O mais complexo órgão humano sozinho, é capaz de produzir todo o nosso pensamento, sentimento, memória e experiência do mundo, no entanto toda a complexidade envolvida em seu funcionamento e conectividade ainda é desconhecida. Cada neurônio pode fazer contato com milhares e/ou dezenas de milhares de outros através de minúsculas estruturas chamadas de -Sinapses- Nossos cérebros formam um milhão de conexão para cada segundo de nossas vidas. O padrão e a força das conexões estão mudando constantemente, e não há dois cérebros iguais, são nessas mudanças de conexões que as memórias são armazenadas e  a personalidade é formada, reforçando certos padrões de atividades cerebrais além da perda de outras.

Os neurônios se comunicam em uma variedade incrível de formas, os sinais de comunicação são realizados através de um mecanismo de liberação e captação de  neurotransmissores e neuromoduladores químicos como o glutamato,  dopamina, serotonina, acetilcolina, noradrenalina e endorfinas.

Algumas substâncias neuroquímicas trabalham nas sinapses passando mensagens especificas de solturas para locais de coletas chamados receptores. Outros de forma mais ampla, também realizam transmissões elétrica como sinais de rádio fazendo com que algumas regiões do cérebro se tornem mais ou menos sensíveis. Estes neurotransmissores são tão importantes que alguma deficiência neles está diretamente ligadas a algumas doenças por exemplo, uma perda de dopamina nos gânglios que controlam os movimentos conduz a "Doença de Parkinson" do mesmo modo, uma deficiência de serotonina , usadas por regiões envolvidas na emoção, pode estar ligadas á depressão e/ou distúrbios de humor, a perda de acetilcolina no córtex cerebral é característico da doença de  Alzheimer etc; Também pode aumentar a susceptibilidade de dependências de quaisquer espécie como doces, jogos, drogas, tv, e até mesmo o sexo, por que medeia nossas sensações de recompensa e prazer. 

Escaneamento cerebral:

Ficheiro:Brain chrischan 300.gif

Os sinais cerebrais são formados por pulsos eletroquímicos, coletivamente, essa atividade elétrica neuronal pode ser detectada por fora do couro cabeludo através do eletroencefalograma (EEG) Estes sinais tem ondas como padrões classificadas como ALFA (comum quando estamos relaxando ou dormindo) através de GAMA quando estamos neurologicamente ativos (pensamentos ativos). As sincronicidades de diferentes regiões do cérebro é de suma importância para todo o tipo de percepções.

Outras formas de imagem das atividades cerebrais indiretas são possíveis como a ressonância magnética (FMRI) ou tomografia por emissões de pósitrons (PET) monitor de fluxo sanguíneo, MRI scans, tomografia computadorizada (CT) scans ou imagens de tensor de difusão (DTI) que usam assinaturas magnéticas de diferentes tecidos como absorção de raios X, ou movimentos de moléculas de água nestes tecidos para
visualização cerebral.

Estas técnicas de digitalização revelaram com precisão quais áreas correspondem a determinadas funções. Alguns exemplos disso incluem movimentos, sensações, libido , escolhas, arrependimentos, motivações e até mesmo o racismo e/ou homofobia.

 Estruturas cerebrais:

As características anatômicas mais evidentes de nossos cérebros são as superfícies ondulantes- as fendas profundas são denominadas como sulcos e suas dobras chamadas de giros. Além de receber cerca de 25% de  todo o sangue que é bombeado pelo coração algumas estruturas são: Os hemisférios direito e esquerdo, os lobos frontal, occipital, parietal , as áreas de Broca e Wernicke o corpo caloso o cerebelo dentre outros.

OBS: Nos próximos posts falaremos mais sobre as estruturas envolvidas na produção da mente, suas funções e  possíveis patologias envolvidas.








TESTE QUAL DOS DOIS HEMISFÉRIOS VOCÊ USA MAIS

Observe a figura de abaixo:


Caso veja a mulher girando em sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do cérebro. Se no entanto, você a vê girar no sentido anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro.

Faça a experiência...Isso não é um truque de imagem! É um comportamento real e natural de seu cérebro!

Quando você começa a formular mentalmente questões matemáticas (que usam o lado racional do cérebro, o esquerdo), imediatamente a figura muda o sentido de giro para anti-horário.

Se você começar a cantar por exemplo, ou conseguir retirar todos os pensamentos racionais de sua mente e manter-se relaxado, há uma mudança para o giro no sentido horário (cantando ou relaxando, você usa o lado direito, o lado do pensamento subjetivo, intuitivo, artístico).

Caso sinta dificuldades de concentração para conseguir mudar os hemisférios ao seu comando, talvez seja o momento de começar a treinar melhor sua mente e aprender a meditar!

sábado, 16 de junho de 2012

Musicoterapia


MÚSICA E NEUROCIÊNCIA



RESUMO

O artigo analisa a relação da música com as neurociências, particularmente a organização cerebral das funções musicais. Os estudos de neuroimagem funcional revelam que a lateralização e a topografia da ativação cerebral durante o estímulo musical relacionam-se a múltiplos fatores, como familiaridade ao estímulo, estratégia cognitiva utilizada para o reconhecimento melódico, rítmico e tímbrico e mesmo treinamento musical prévio. A relação entre a música e as mudanças na atividade elétrica cerebral é sugerida a partir dos casos da chamada epilepsia musicogênica, das descrições das manifestações “musicais” de crises parciais psíquicas ou dos relatos anedóticos de mudanças dos padrões eletrencefalográficos interictais durante a audição de músicas de Mozart.

UNITERMOS
Música, função cerebral, assimetria funcional cerebral.
Música e Neurociências
Mauro Muszkat*
Cleo M. F. Correia**
Sandra M. Campos***
* Médico Neuropediatra e Doutor em
Neurologia, EPM – Unifesp.
** Musicoterapeuta e Mestra em Neurociências,
EPM – Unifesp.
*** Musicoterapeuta.

INTRODUÇÃO

O tema que iremos discorrer é sobre as várias faces entre música e a neurociência, principalmente no que tange à importância dos estudos em relação à organização cerebral das chamadas funções musicais. O interesse crescente nas pesquisas da relação música e cérebro, a meu ver, são reflexo de dois fatores. O primeiro relaciona-se à introdução recente de novas técnicas de neuroimagem, como a tomografia com emissão de pósitrons (TEP) e a ressonância magnética funcional (RMF), que permitem “visualizar” as mudanças funcionais e topográficas da atividade cerebral durante a realização de funções mentais complexas. Assim, já é possível estudar as mudanças regionais do fluxo sangüíneo do metabolismo e da atividade elétrica cerebral durante tarefas de natureza cognitiva, como, por exemplo, enquanto um indivíduo processa estímulos sonoros, sejam estes meros sons puros senoidais, ruídos, padrões rítmicos ou mesmo “música”, em sua acepção ampla. O interesse pela música relaciona-se ou reflete uma mudança de paradigma, que está ocorrendo tanto nas ciências humanas como nas ciências biológicas, e insere-se no terreno da interdisciplinaridade, no qual as especializações dão lugar às fronteiras e à unificação de áreas, antes seccionadas do conhecimento como as ciências e as artes. Neste contexto, não é de surpreender o crescente interesse na pesquisa das intricadas relações entre a “música” e a medicina, com ênfase à fisiologia, à neurologia e à psiquiatria.

MÚSICA E CÉREBRO

Inicialmente, é importante ressaltar aquilo que nós chamaremos de música em nossa exposição. Consideramos como música, independentemente de toda conotação estético-cultural que esta envolve, todo o processo relacionado à organização e à estruturação de unidades sonoras, seja em seus aspectos temporais (ritmo), seja na sucessão de alturas (melodia) ou na organização vertical harmônica e tímbrica dos sons. Entendemos por funções musicais o conjunto de atividades motoras e cognitivas envolvidas no processamento da música. A música não resulta apenas da disposição de vibrações sonoras, mas sim da estruturação dessas vibrações em padrões temporais organizados de signos, cuja forma, sintaxe e métrica constitui-se em um verdadeiro “sistema” independente e complexo, no qual significante e significado irão remeter-se à estrutura da própria música, isto é, à forma e ao estilo musical. Assim, falar sobre as relações fisiológicas, comportamentais, psíquicas e afetivas entre a música e o cérebro humano é remetermo-nos ao diálogo entre esses dois sistemas cibernéticos complexos autônomos e interdependentes – a música e o cérebro. Assim, o processamento musical envolve a integração bidirecional entre os componentes da estrutura e da sintaxe musicais (ritmo, estrutura, intencionalidade) e os componentes funcionais do próprio cérebro6,7. O reconhecimento de alterações fisiológicas, acompanhando o processamento musical, pode auxiliar o desenvolvimento, em bases funcionais, de procedimentos para intervenção musical adequados. Assim, as alterações fisiológicas da estimulação sonora podem refletir-se nas mudanças dos padrões, no reflexo de orientação, na variabilidade das respostas fisiológicas envolvidas em processos de atenção e expectativa musicais ou na mudança de freqüência, topografia e amplitude dos ritmos elétricos cerebrais. É importante ressaltar que o interesse pela relação música-cérebro não reside somente no fato de a estimulação sonora envolver funções neuropsicológicas bastante complexas com ativação de áreas corticais multimodais, mas pelo fato de a música estar, historicamente, inserida no campo das artes, com toda a conotação cultural e simbólica que isso acarreta. O fazer musical encerra e integra as funções do sentir, do processar, do perceber em estruturas ou em uma estética de comunicação que é, por si só, forma e conteúdo, corpo e espírito, mensageiro e mensagem. A música, nas suas várias manifestações enquanto estética, terapia ou ritual, evoca o humano e sua contradição. Seus elementos de lógica, proporção e simetria estão intimamente relacionados e imbricados sentidos, ou conceitualmente interpretados somente em bases abstratas que requerem a definição do homem, suas formas de sentir e pensar o mundo, e, portanto, seu sistema cultural e social de decodificação. Assim, não é de se estranhar que a evolução da estética musical do ocidente esteja intimamente relacionada com a evolução do pensamento científico de maneira indissociável.


HISTÓRIAS PARALELAS – MÚSICA E CÉREBRO

A música, em seus aspectos estruturais e na sua organização estritamente temporal, traduz e reflete a consciência que o homem tem do próprio tempo, seja este relacional (que lida com correlação linear entre os eventos, antecedente/conseqüente), ou psíquico (que traduz os processos perceptivos, cognitivos e afetivos em uma ordem que reflete ritmos circadianos internos, estados neurovegetativos e emocionais de expectativa, tensão ou repouso). No período medieval, a visão unidimensional do universo físico e a forma de pensamento intuitivo, de tendência espiritual, eram representadas por uma música monodimensional, de idioma modal, que expressava uma maneira de estar no mundo não dividida. Igualmente, o cérebro era interpretado como massa homogênea, um reservatório que distribuía seus humores vitais pelos ventrículos cerebrais. A partir do Renascimento, com a criação da perspectiva na pintura e da convergência tonal e harmônica na música, há a emergência de uma visão racionalista de um mundo dividido, que separa o eu (self) do espaço newtoniano que o circunda (mundo), no qual o tempo, métrico e facetado, representa e reflete as relações de causa-efeito. A música, basicamente temática, com um tempo métrico, sendo pulso, marcado na música barroca como o tique taque de um relógio, reflete o pensamento determinista de tendência racionalista e materialista. Essa música temática e métrica é a música que dominou a estética ocidental por mais de 500 anos. A visão dualista e racional desse período apresenta o cérebro como centro orgânico privilegiado da vida psíquica. Na visão dos frenologistas do século XIX, o cérebro era compartimentado em várias áreas, abrigando as diferentes funções psíquicas, como as emoções e os comportamentos humanos mais sutis, inclusive o amor à musica. A música contemporânea do início do século XX caracteriza-se pelo abandono a referências fixas como a tonalidade, organizando as estruturas sonoras a partir de configurações e inserindo a criação musical no probabilístico e na capacidade criadora do intérprete e do ouvinte. Neste enfoque, o tempo vivencial (não medido pelo relógio), o silêncio expressivo, a estrutura temporal assimétrica integram um fluxo multidirecional de sons em representações gráficas que evidenciam o tratamento dos signos sonoros enquanto eventos não lineares. Tais conceitos de espaço-tempo estão também intimamente ligados ao pensamento científico moderno, traçados nos fundamentos teóricos da física quântica e da teoria da relatividade. Neste sentido, aproximamo-nos da visão física ou material do mundo sob a óptica estética da nova música, uma vez que ambas traduzem a consciência auto-reflexiva, a maneira pela qual dimensionamos, relacionamos temporalmente e mesmo nomeamos nossos próprios processos psíquicos de “ver, decodificar, e reinterpretar” o mundo em que vivemos. Atualmente, o cérebro é visto como um sistema complexo de áreas específicas e não-específicas, colaborando à integração das funções cognitivas, afetivas e sensoriais. Esse sistema funcional atua de maneira concêntrica e complementar, atribuindo distintos papéis funcionais ao hemisfério cerebral direito e ao esquerdo (assimetria funcional hemisférica), e também com hierarquias distintas entre as diferentes áreas subcorticais e neocorticais. A maneira com que a ciência vê a relação entre o cérebro e as funções musicais surgiu conjuntamente aos estudos da chamada “Assimetria Funcional Hemisférica”, e os trabalhos verdadeiramente pioneiros só foram realizados na segunda metade do nosso século, principalmente em pacientes portadores de epilepsia. Entre esses trabalhos, podemos ressaltar os de Critchley na descrição da epilepsia musicogênica; os de Penfield, que durante estimulação elétrica cerebral, por procedimentos neurocirúrgicos, descreveram alucinações auditivas complexas quando da estimulação do giro temporal superior; os de Wada e Rasmussen, que utilizando o teste de WADA, com a inativação temporária de um hemisfério cerebral pela injeção intracarotídea de amital sódico, verificaram, em alguns casos, a dificuldade para cantar, apesar da preservação da fala; o de Kimura com as provas de estimulação auditiva (dicótica) de melodias demonstrando a superioridade do hemisfério direito para o processamento melódico, e os trabalhos mais recentes de Zatorre ee Chauvel sobre as disfunções musicais em pacientes submetidos à lobectomia temporal.

MÚSICA E NEUROIMAGEM

A música, mais que qualquer outra arte, tem uma representação neuropsicológica extensa. Por não necessitar, como música absoluta, de codificação lingüística, tem acesso direto à afetividade, às áreas límbicas, que controlam nossos impulsos, emoções e motivação. Por envolver um armazenamento de signos estruturados, estimula nossa memória não-verbal (áreas associativas secundárias). Tem acesso direto ao sistema de percepções integradas, ligadas às áreas associativas de confluência cerebral, que unificam as várias sensações, incluindo a gustatória, a olfatória, a visual e a proprioceptiva em um conjunto de percepções que permitem integrar as várias impressões sensoriais em um mesmo instante, como a lembrança de um cheiro ou de imagens após ouvir determinado som ou determinada música. Também ativa as áreas cerebrais terciárias, localizadas nas regiões frontais, responsáveis pelas funções práxicas de seqüenciação, de melodia cinética da própria linguagem, e pela mímica que acompanha nossa reações corporais ao som. Recentemente, os recursos de neuroimagem funcional têm contribuído para novos e interessantes achados, enfatizando-se a importância da lateralização hemisférica na percepção musical. Tais trabalhos sugerem certo grau de independência funcional e anatômica para o processamento (ou para estratégia de processamento) dos vários parâmetros sonoros. Neste sentido, foi possível mapear, pelos trabalhos com TEP, as mudanças na ativação metabólica durante o processamento perceptivo e cognitivo dos constituintes da música. Assim, Mazziota observaram que, em tarefas de discriminação tímbrica, havia maior ativação de áreas frontais e temporais do hemisfério não-dominante. Lauter confirmaram a organização tonotópica do córtex auditivo com ativação anterior e lateral para sons graves e médio e posterior para sons agudos. Zatorre observaram que a audição melódica passiva envolvia, principalmente, regiões temporais do hemisfério direito, enquanto em provas mais ativas, que exigiam memória tonal, havia ativação de áreas frontais do hemisfério cerebral direito. Platel , em trabalho mais recente, estudaram a ativação de diferentes áreas cerebrais durante provas que envolviam alguns parâmetros psicoacústicos da música, a dizer: identificação de mudanças de altura, regularidade rítmica, familiaridade melódica, identificação de mudança tímbrica. Nas provas envolvendo familiaridade, havia maior ativação do giro temporal esquerdo e do giro frontal esquerdo. O reconhecimento tímbrico ativava o giro frontal superior e o giro pós-central direitos, enquanto as provas rítmicas envolviam áreas frontais inferiores e a ínsula do hemisfério esquerdo (dominante). Interessante também foi o fato de terem observado ativações de regiões occipitais, durante tarefa envolvendo o reconhecimento das alturas sonoras, sugerindo existir um recrutamento de áreas envolvidas nos processamentos das imagens como uma estratégia visual para a decodificação das alturas dos sons. Além disso, observaram, também, que durante tarefas rítmicas, ocorrem ativações na área de Broca estendendo-se à ínsula vizinha, sugerindo que essa região cerebral tem um importante papel no processamento de sons seqüenciais, o que sugere existir um elo neurobiológico entre o ritmo musical e a fala expressiva. De um modo geral, as funções musicais parecem ser complexas, múltiplas e de localizações assimétricas, envolvendo o hemisfério direito para altura, timbre e discriminação melódica, e o esquerdo para ritmos, identificação semântica de melodias, senso de familiaridade, processamento temporal e seqüencial dos sons. No entanto, a lateralização das funções musicais pode ser diferente em músicos, comparado a indivíduos sem treinamento musical, o que sugere um papel da música na chamada plasticidade cerebral.

MÚSICA E LINGUAGEM

Música é também linguagem. Segundo o eminente maestro e compositor Koellreutter, a música se utiliza de uma linguagem. É linguagem, uma vez que utiliza um sistema de signos estabelecidos naturalmente ou por convenção, que transmite informações ou mensagens de um sistema (orgânico, social, sociológico) a outro. Existem paralelos entre a linguagem verbal e a musical. Ambas dependem, do ponto de vista neurofuncional, das estruturas sensoriais responsáveis pela recepção e pelo processamento auditivo (fonemas, sons), visual (grafemas da leitura verbal e musical), da integridade funcional das regiões envolvidas com atenção e memória e das estruturas eferentes motoras responsáveis pelo encadeamento e pela organização temporal e motora necessárias para a fala e para a execução musical. No entanto, diferentemente da linguagem verbal, o código utilizado na música não separa significante e significado, uma vez que a mensagem da música não está condicionada a convenções semântico-lingüísticas, mas sim a uma organização que traduz idéias por uma estrutura significativa que é a própria mensagem: a própria música. Do ponto de vista neuropsicológico, as estruturas envolvidas para o processamento musical são funcionalmente autônomas e diferentes daquelas envolvidas com a linguagem, isto é, fala, leitura e escrita. Pesquisas em pacientes com lesão cerebral têm mostrado que a perda da função verbal (afasia) não é necessariamente acompanhada de perda das funções musicais (amusia). A existência de afasia sem amusia e a de amusia sem afasia indicam uma autonomia funcional dos processos neuropsicológicos inerentes aos sistemas de comunicação verbal e musical e uma independência estrutural de seus substratos neurobiológicos. A dissociação entre afasia e amusia é flagrante quando se analisam as manifestações neurológicas de grandes músicos vítimas de lesões cerebrais localizadas. Assim, o compositor russo V. I. Shebalin (1902-1963), após sofrer dois episódios de acidente vascular cerebral em território da cerebral média esquerda, apresentou afasia intensa, mantendo intacta sua habilidade para compor. O organista e compositor francês Jean Langlais (1907-1991) tornou-se afásico, aléxico e agráfico após hemorragia temporoparietal esquerda, mantendo, no entanto, inalterada sua capacidade para compor, improvisar e ler notação musical. Maurice Ravel (1875-1937), em virtude de uma provável doença degenerativa progressiva, apresentava dificuldade na transposição musical, isto é, na passagem da modalidade auditiva para a visual e/ou motora, estando preservadas a percepção e a idéia sonoras, que embora intactas em sua mente, estava incapacitado para expressá-las pela escrita e pela execução musical.

EPILEPSIA E MÚSICA

Quando se analisam as relações entre a epilepsia e a música, dois aspectos devem ser ressaltados: a epilepsia musicogênica e o estudo das funções musicais em pacientes portadores de epilepsia parcial. A epilepsia musicogênica corresponde à ocorrência de crises epilépticas desencadeadas por estímulos musicais. Não constitui uma síndrome epiléptica, razão pela qual deve-se falar em “crises epilépticas desencadeadas por música”. Trata-se de uma afecção rara (1 indivíduo em 10 milhões), ocorrendo geralmente após os 20 anos de idade. Muitos estudos indicam que esses pacientes são pessoas “interessadas em música”. Neurologicamente, as crises são geralmente parciais complexas, com freqüente generalização secundária e usualmente coexistindo com outros tipos de crises espontâneas. Etiologicamente são, muitas vezes, crises sintomáticas, relacionadas à epilepsia lesional. No trabalho original de Critchley, descrevem-se 3 tipos de epilepsia denominada de acústico-motora. Um tipo seria a resposta à surpresa ou ao susto; o outro, perante estímulos musicais intoleráveis (para o indivíduo), evocadores ou que produzissem desagrado; e o terceiro tipo, mais raro, provocado por um estímulo de caráter monótono. O fato de diferentes tipos de crises coexistirem significa um indício fisiopatológico particularmente importante, por permitir a interpretação da epilepsia musicogênica como “o efeito da música em um cérebro epiléptico”. As anormalidades elétricas (EEG) são geralmente temporais, em ambos hemisférios, e apenas poucos estudos assumem a localização temporal direita ou foco médio-temporal. O autor refere-se à grande controvérsia relativa à fisiopatologia, de ser a crise o simples resultado de um ou vários estímulos que excitam o córtex cerebral, ou do recrutamento de áreas subcorticais e corticais amplas relacionadas com atenção, memória e associação musical.
Em relação à epilepsia parcial, podemos considerar que as pesquisas sobre estimulações elétricas realizadas em pacientes portadores de epilepsia do lobo temporal têm contribuído para o conhecimento de aspectos específicos das funções psicofísicas do cérebro, incluindo as funções musicais. Lesões e disfunções do lobo temporal podem incapacitar seriamente as habilidades musicais, como o canto ou a execução de sons, reconhecimento de sons e manutenção de ritmos. Mediante estimulação elétrica do lobo temporal, principalmente do giro temporal superior, Penfield e Jasper surpreenderam-se com o número de vezes que o paciente relatava estar ouvindo música. Essa ocorrência verificava-se a partir de 17 pontos diferentes de estimulação elétrica, ocorrendo em uma freqüência de 3% dos casos com “epilepsia do lobo temporal”. A multiplicidade de experiências relatadas pelos pacientes era grande, variando desde vozes, piano tocando ou uma orquestra executando peças musicais complexas. Outras pesquisas envolvendo epilepsia e música também têm merecido especial atenção, como as que se referem às chamadas crises parciais psíquicas simples, durante as quais o paciente epiléptico pode relatar o que Penfield denominou resposta experiencial, a qual pode ser essencialmente auditiva e musical. O paciente pode recordar canções ouvidas na infância, ouvir vozes familiares, padrões sonoros complexos (ruídos) e até mesmo música orquestral. As crises epilépticas põem em evidência o mecanismo de funcionamento das áreas cerebrais, possibilitando o estabelecimento de uma relação entre determinadas alterações do comportamento e funções psíquicas com a localização e a lateralidade do foco ou da lesão. França Correia realizaram um estudo sobre a lateralização das funções musicais em pacientes com epilepsia parcial e sem conhecimento musical e concluíram que a presença do foco no hemisfério cerebral direito afeta o desempenho de funções de reconhecimento melódico, enquanto nos casos com foco no hemisfério esquerdo, a reprodução e a organização rítmicas são mais comprometidas.

EFEITO MOZART

O efeito Mozart, descrito por Rausher, bastante divulgado na mídia e alvo de inúmeras controvérsias na literatura, refere-se à descrição de melhora no desempenho neuropsicológico em provas espaciais, bem como mudanças neurofisiológicas, induzidas pela audição da música de Mozart. Mais recentemente, esse efeito foi investigado por Hughes em relação à atividade paroxística eletrencefalográfica de pacientes epilépticos. Os autores observaram que a audição de Mozart (Sonata para dois pianos em Ré Maior, K448) produziu uma significativa redução da atividade paroxística interictal em 23 de 29 pacientes (79%), incluindo pacientes em coma. Observaram, ainda, que não só a freqüência da atividade paroxística diminuía, mas também a amplitude das descargas. O mapeamento cerebral realizado durante a sonata mostrava diminuição da atividade teta e alfa nas regiões centrais, com aumento da atividade delta nas regiões central e média. Os autores sugeriram que a arquitetura complexa da música de Mozart poderia relacionar-se temporoespacialmente com a também complexa microorganização colunar do córtex cerebral (modelo trion), e semelhantemente à estimulação elétrica em padrão (como a observada após a estimulação da amígdala na freqüência de 1 Hz) poderia levar ao aumento do limiar convulsivo e à diminuição das descargas paroxísticas no EEG29. Embora interessante, tais achados requerem confirmação em novos trabalhos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS


É importante que os trabalhos de música em neurociências surjam da interação multidisciplinar de músicos, musicoterapeutas, neurologistas, neurofisiologistas, possibilitando a ampliação de nossos horizontes em uma prática que integra profissionais que antes tinham suas atividades seccionadas. Isso pode permitir uma comunicação mais eficiente, inclusive em nível musical e estético propriamente dito, com doentes em busca de contato, isolados da comunicação por suas disfunções cerebrais e mentais. A busca de melhores correlações da música com a função cerebral irá exigir um trabalho multidisciplinar que considere a própria estrutura musical na formulação metodológica dos trabalhos. Tal intento poderá levar inclusive à criação de músicas, específicas para determinadas situações de disfunção neurológica, baseadas nos registros e na variabilidade dos próprios sinais biológicos tempo-dependentes, como, por exemplo, a atividade elétrica cerebral. O esforço de trazer a música para as ciências de saúde poderá representar, por um lado, a transcendência de uma prática musical hedonista baseada apenas no ouvir-prazer e, por outro, a ampliação da visão da própria neurociência, para além do enfoque racionalista, que negligencia o subjetivo e o relativo expresso nas artes.


MUSZKAT, M.; CORREIA, C.M.F. & CAMPOS, S.M. – Música e Neurociências Rev. Neurociências 8(2): 70-75, 2000

SUMMARY

Music and Neurosciences.

This article discusses the relationships between music and neuroscience particularly the brain organization of musical functions. Functional imaging studies found that lateralization and topography of brain activation depend on multiple factors such as familiarity to musical stimuli, cognitive strategy evolving melodic, rhythmic and timbre perception and previous musical training. Changes in brain electrical activity is suggested by musicogenic epilepsy, through phenomenological descriptions of partial seizures with “musical” symptoms and anedoctical reports of changes of interictal activity induced by listening to Mozart music.

KEYWORDS

Music, brain function, functional brain asymmetry.

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Endereço para correspondência:
Mauro Muszkat
Rua Borges Lagoa, 564 - conj 121 – Vila Clementino
CEP 04038-031 – São Paulo, SP
E-mail: mauromuszkat@yahoo.com.br

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