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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Chuva !! Um soneto de gratidão.

Chuva mansa que cai em minha pele, traz alento aos meus poros secos de sertão.
Chama a relva pra acariciar meu peito, inundando minha paz de imensidão.
O som da sua voz ecoa nos ouvidos da alma.
Como harpa nos oásis do coração.
Traz consigo a vontade de lavar, toda dor e escuridão do mundo, mesmo que por um segundo e em um pequeno lugar.
Ou no sopro forte do vento do norte trazendo a destruição.
Traz o renovo.
Traga-o envolto.
No silencio as brisas da primavera, no inverno ou no furor do furacão.
Faz nascer a semente como uma inseminação divina.
Um liquido amniótico celeste, que cai das névoas de algodão.
O calor que a antecede, só prepara sua demonstração de poder e renovação.
Grato sou, pela chuva que cai, pelo vento que sopra, pelo cheiro da terra molhada, pelo travesseiro que durmo, pelo lençol quente que me acalenta.
Na falta de palavras pra definir esse sentimento, deixo o fim mesmo, é sem explicação.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A subjetividade humana e a razão

Logo de manhã quando acordei, fiquei me indagando inúmeras coisas acerca da subjetividade da mente, e suas peculiaridades acerca do propósito individual que o homem faz em nome de uma suposta certeza sobre as verdades que cada um empiricamente expressa, e qual o papel de nossa consciência e responsabilidade acerca de nós mesmos e do outro - esse as vezes bem próximos - sejam irmãos, amigos, pais etc.. Sob o ponto de vista do mentalsoma (o para-corpo do discernimento) qual é a causa da mentalidade conflitante da humanidade? É fato que o ser humano vem se tornando um empecilho cada vez maior para si mesmo.

 O resultado disso são: guerras, indiferenças interpessoais,desrespeito, violência de múltiplas formas e na escala global, desequilíbrio do ecossistema. O ponto de orgulho da humanidade foi e ainda é a conquista da razão. Pois atribuímos à razão a falsa idéia de responsabilidade, nocência e solução. Mas avaliando o quadro em que se encontra boa parte dos seres humanos, parece que a razão por si só não é o basante a subjetividade é entendida como o espaço íntimo do indivíduo (mundo interno) com o qual ele se relaciona com o mundo social (mundo externo), resultando tanto em marcas singulares na formação do indivíduo quanto na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações. A psicologia social utiliza freqüentemente esse conceito de subjetividade e seus derivados como formação da subjetividade ou subjetivação. A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos. Através da nossa subjetividade construímos um espaço relacional, ou seja, nos relacionamos com o "outro".Este relacionamento nos insere dentro de esferas de representação social em que cada sujeito ocupa seu papel de agente dentro da sociedade.

 Estes sujeitos desempenham papeis diferentes de acordo com o ambiente e a situação em que se encontram,o que segundo Goffmam pode ser interpretado como ações de atores sociais. Somente a subjetividade contempla ,coordena e conhece estas diversas facetas que compõem o indivíduo. È uma questão complexa e delicada, pois toda a nossa razão está baseada em modelos pré-estabelecidos, paradigmas e certos valores que definem um senso de certo e errado que influenciam de forma tendenciosa nas nossas escolhas humanas. Isto nos mostra que o ser humano ainda não é um ser auto-centrado e sim descentralizado, pois sua razão é a razão coletiva. Para vislumbrarmos algo mais essencial e solucionador é necessário um exercício de ponderação a cerca das questões da existência.

Por exemplo: por que existimos? Talvez seja esta a pergunta que estamos tentando responder através de diferentes atuações nas várias esferas da vida. E até que ponto realmente precisamos saber o por que existimos? Para termos uma razão? E se tal resposta estiver além da razão? Se observarmos bem o nosso contexto, veremos que tudo que fazemos envolve a busca de um sentido que nos motive. Estamos buscando um sentido no âmbito pessoal ou uma razão que se enquadre nos moldes coletivos? É ponto pacífico o fato de estarmos o tempo todo perseguindo um sentimento de finalidade na existência. Toda disposição para interagir e experimentar a vida é acionada no nosso interno por esse questionamento que, como um eco, nos deixa com a sensação de incompletude. A visão materialista e mecanicista de que nada mais somos do que a expressão de uma massa encefálica, o cérebro, reagindo eletrobioquimicamente, fica por si só prejudicada, pois percebemos em nós um universo profundamente subjetivo através do qual a matéria se sustenta. De acordo com os paradigmas quânticos emergentes, a consciência necessariamente tem que existir precedendo a matéria, pois o colapso da probabilidade em partículas sub-atômicas requer a consciência como observadora. Logo, o cérebro como o resultado da formação de um tecido nervoso, e este, desenvolvido por grupos celulares resultantes de moléculas e amontoados de átomos, derivam-se da formação de partículas sub-atômicas. Além do que, se fôssemos de fato o resultado de uma excitação cerebral, não haveria em nós o ímpeto de encontrarmos um sentido que satisfaça o por que existimos. Seríamos tal qual um processador de dados, uma máquina. Por outro lado, se considerarmos a possibilidade de sermos algo essencial que anima a matéria, algo mais profundo, inteligente e dotado de liberdade nas escolhas, temos aí o ponto de partida para começarmos um verdadeiro movimento de transformação de percepção daquilo que acreditávamos ser para aquilo que realmente somos, e assim, manifestarmos a plenitude.

Múltiplos são os caminhos de expressão da subjetividade humana. Muitas vezes nos perdemos em verdadeiros "labirintos" emocionais, indicando-nos que algo nos fez resistir ou negar a expressão natural da nossa subjetividade. O resultado disso é a perpetuação de um estado emocional errático. Toda emoção é um potencial de reação gerado por um pensamento. Esses potenciais de reação que emergem, é o que nos leva, muitas vezes, a escolher e decidir por uma experiência. O grande desafio é observar de maneira lúcida os "arranjos de pensamentos" viciados que criam os "labirintos emocionais", que em sua grande parte, nos mantém presos e perdidos, fazendo com que re-editemos a nossa realidade. A atenção direcionada para o pensamento e não para emoção eclodida é a base para a transcendência da estrutura de pensamento viciada. Infelizmente com o advento de uma era mais racional, o Homem ficou extremamente seduzido pela própria razão e vem até então, suprimindo e negando aquilo que há de mais profundo e que cria a sua identidade; o seu universo subjetivo. A razão deve ser considerada como a ordenadora das nossas escolhas e não a definidora. O aspecto subjetivo, o princípio espiritual do Homem deve se expressar como o agente de definição das suas escolhas. Portanto, além de escolher racionalmente uma opção, é fundamental sentir o que nos leva a escolher. Para tanto, torna-se imprescindível aprendermos a buscar a nós mesmos, mergulhar para dentro e encontrar as referências internas ou verdades singulares que nos renovam a cada instante e notar se as mesmas embasam ou não as nossas escolhas. Pois, a razão pura e simples, nos torna "escravos" de um mundo infeliz contaminado por modelos sociais estereotipados. Desta forma nos tornamos apenas "mais um na multidão" que faz o que todo mundo faz, que escolhe igual a todo mundo e sobrevive como todos vem sobrevivendo no sofrimento.

O mundo elegeu a razão para iluminar o conhecimento e é a mesma razão fria e isolada do princípio espiritual que cega e oblitera perspectivas outras da vida além de impedir a possibilidade de manifestação da felicidade pacífica natural a todo Ser auto-referenciado, logo em harmonia com o Todo. Tal fato, aumenta a probabilidade de incorrermos em vieses emocionais e conseqüentemente em comportamentos repetitivos e reativos. Esta é a grande chave para uma vida plena: compreender que a escolha não deve ser apenas um ato racional e sim um ato baseado nas verdades mais profundas de cada um, mesmo que as mesmas se contraponham a sólida noção das tendências de melhor escolha no mundo. Assim uma escolha não será apenas uma escolha e sim uma escolha profunda e verdadeira e a razão cumprirá o seu pequeno papel que envolve a adaptação das verdades subjetivas na esfera objetiva. Assim, todas as experiências resultantes das escolhas internas nos levarão inexoravelmente a realização do nosso propósito pessoal, que em última instância é o propósito da vida. 

 Referência bibliográfica: http://www.ub.edu/histofilosofia/gmayos/4presentacio.htm

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A elevação da consciência e a bioquímica cerebral



A neurociência é a bola da vez, desde então, descobertas neste campo, tem sido incrivelmente libertadora no que diz respeito ao funcionamento cerebral, e uma dessas grandes descobertas foi a natureza integrativa da plasticidade neuronal e sua neuroquímica com os estados de consciência, cognição e comportamento humano. Um número cada vez mais crescente de estudos revela a interdependência do subjetivo com o cérebro e vice-versa. Ao que tudo indica o cérebro é um aparelho materializador bioquímico de todo o universo emocional e transcendental da consciência.

 Todavia, ainda permanece insólito o "território" que se relaciona diretamente com a expressão da consciência na neurobiologia. Quem nunca sofreu por amor, e aquele sentimento pareceu uma dor física? Os estados de consciência ou estados emocionais (psicossoma), levam o cérebro a formular toda uma química específica, ou seja, uma informação material que torna o universo subjetivo plenamente material para o nosso corpo, bem como para nossas células. Isto significa que uma emoção, um pensamento para o corpo, passa a ser algo pontual, material e relacionável em nível celular. Esta nova perspectiva abre uma miríade de possibilidades em relação ao comportamento humano e a ponte psicossomática que liga o espiritual, o mental às células e órgãos, determinando a saúde e a doença, bem como motivação e apatia. O ditado antigo: "Mente sane corpore san" passa a ter toda uma lógica científica. Logo, o grau de importância que damos aos pensamentos(mentalsoma) e emoções (psicossoma) é determinante para que possamos funcionar de maneira harmônica e integral.

Em outras palavras, é fundamental avaliarmos o que se passa pela mente e o por quê de certas reações emocionais. Além disso, é preciso questionar o quê ou quem está despertando e evocando determinados estados. Pois, certamente, existem materiais químicos circulando pelo corpo, alimentando as células, fazendo com que toda a biologia exija da consciência estados emocionais e mentais para suprir a carência bioquímica. É incrível pensar que a neurofisiologia fornece uma base concreta, para que as emoções e pensamentos ganhem uma constituição bioquímica e passem a se comportar como entidades virtuais, muitas vezes regendo o funcionamento do corpo e se contrapondo a mente. Esta integração consciência-corpo-consciência revela que esta incógnita que denominamos consciência, sensibiliza e programa não apenas o cérebro mas sensibiliza também todo o universo celular, impregnando o seu estado imediato quimicamente nas células e levando-as a depender daquele mesmo estado químico.

"Cientistas mostraram que os eventos mentais se transformam em moléculas. Essas moléculas são literalmente mensageiros do espaço interior. Ter um pensamento não é somente praticar química cerebral, mas também química corporal. Cada pensamento, cada idéia, envia uma mensagem química ao núcleo de consciência celular...."(CHOPRA, 2002.Pág.91) Pensemos por um momento, em certas informações do mundo social externo que levam as pessoas a uma má impressão acerca de si mesmas, impressões saturadas de medo, de desvalorização, de mediocridade, de limitação, de idolatria de medos, de martirização pessoal e de auto-abandono. Pessoas assim, que não possuem um conhecimento que as leve a uma auto-valorização e que as aproximem de sua real natureza, são levadas sem se darem conta, a uma formulação de uma fisiologia e biologia da destruição. E essa mesma fisiologia atuará de modo a sensibilizar a mente para que a mesma se convença disso e como conseqüência se integre e consolide psíquica e quimicamente tal estrutura informacional como verdade.



Este processo determina toda a programação comportamental social. A maior parte das pessoas não percebe que estados emocionais que se repetem, mesmo que haja uma tentativa de controle, podem ser reflexos de um vício químico celular, catalisados por impressões na mente, isto é, condicionamentos de comportamento. O vício químico celular é um fator que muitas vezes se impõe ao processo psicológico, pois, uma vez que uma célula desenvolve um receptor para absorver aquela química emocional, a mesma passará a depender daquela química, ou seja, daquela emoção. Quando esses mesmos receptores são repetidamente bombardeados pela mesma química, eles se tornam menos sensíveis e requerem maiores quantidades da mesma química para serem estimulados, e assim as células se viciam em estados emocionais. Em termos comportamentais, uma pessoa perceberá uma recorrência emocional que a levará a re-editar aquelas experiências que fornecem o estado emocional exigido pelas células.

Por um outro lado, se levarmos em conta que o teor mental-emocional é materializado quimicamente, orientando o próprio corpo a retroalimentar a qualidade química emocional; isto significa que ao alterarmos o nível de pensamento e teor emocional para estados mais saudáveis e profundos, podemos ter no corpo uma "fábrica" de bioquímica de aprofundamento e de elevação da consciência. A elevação de consciência é um processo que envolve o questionamento das crenças e paradigmas para a penetração em níveis mentais que produzam condições para que o Eu superior se manifeste em pleno alinhamento com o Eu individual. Vale ressaltar, que o Eu individual é apenas um dos ângulos do Eu Superior dentre infinitos outros. Esta elevação de consciência permite com que nos relacionemos com todo o mar quântico de forma, que conhecemos como realidade, sem nos deixar impressionar, nível este que permite com que conheçamos a verdade por trás das coisas.

 E neste processo o conhecimento assume papel de destaque, pois a abertura para um novo conhecimento, um conhecimento que recupere as qualidades, a profundidade e a beleza do Eu verdadeiro, provoca no cérebro a produção de moléculas químicas com o teor desta elevação. Toda a fisiologia se eleva junto com a consciência. O sangue se energiza com a informação da elevação, os órgãos, as células e com isso provocamos o hábito celular para a elevação. Nesta dinâmica tornamos a comunidade celular, uma verdadeira plataforma de elevação espiritual que estimulará e sensibilizará a mente pelo impulso de elevação organo-celular. O resultado desta elevação psico-espiritual é a manifestação plena da integralização da harmonia. O corpo manifesta saúde integral. A mente se torna um reservatório de pensamentos profundos e de criatividade. E o ser reflete a unidade na nova química do absoluto.

Bibliografia: CHOPRA, Deepak.Creating Affluence: Wealth Consciousness in The Field of All Possibilities,USA: New Wolrd Library, 1993 http://www.consciencialucida.com.br/

sábado, 8 de setembro de 2012

Neuroquimica do stresse e sua psicodinâmica

Cada dia mais pessoas no mundo inteiro sofrem cm problemas relacionados ao stresse. No mundo das comunicações, informações cada vez mais massificadas, o comportamento mais reativo, poucas pessoas param para realizarem pensamentos reflexivos, a manifestação de comportamentos estressados passaram, se tornou normal e aceitável, do ponto de vista de uma sociedade patológica que vive sob a onda de valores e comportamentos impostos, revelando-se irrelevante o questionamento a respeito do teor de padrões reproduzidos.
Em termos fisiológicos, e biofísicos, o stresse é uma resposta biológica é fundamental para manter uma certa rigidez no organismo, pois o mesmo aciona uma resposta imunológica e organica á  multiplos agentes externos.
A questão principal reside na perpetuação da resposta biológica de estresse, a famosa resposta de luta ou fuga. Quando o corpo reage de maneira intensa e imediata a estímulos, deflagrando uma resposta bioquímica de estresse, e após o evento estressante, o mesmo retorna a uma atividade normal, o estresse age a favor do corpo, garantindo com que o mesmo mantenha seu estado de harmonia dinâmica, denominado de Homeostase biológica.

 A biofísica da vida

 Pela ótica biofísica, o estado de saúde e higidez biológica é conceituado como a capacidade de produzir energia livre( produção de ATP), para manter a entropia (desorganização orgânica) baixa. E a forma como o corpo faz isso, é a partir das respostas de estresse, que o estimulam a se manter em movimento. O corpo não pode alcançar um estado de equilíbrio, pois equilíbrio em termos biofísicos, indica a total ausência de troca, movimento, portanto, morte. O corpo precisa sempre garantir a sua homeostase (harmonia dinâmica). O que se convencionou a chamar de estresse negativo, é uma outra resposta biológica, na qual o corpo perpetua uma resposta de estresse que deveria ser momentânea. A tal resposta, denomina-se distresse. O corpo humano é um ecossitema, constituído por uma população de 100 trilhões de micro-organismos tentando viver em harmonia e em constante troca.

A subjetividade por trás do estresse

 Sempre quando experimenta-se um evento estressante, há três momentos fundamentais, dentre os quais, a subjetividade humana demonstra a sua supremacia em relação a bioquímica do stress. São eles: o evento estressante, a avaliação interna do evento e a reação do corpo. A grande dificuldade em lidar com o estresse, reside na incapacidade da mente controlar a reação bioquímica de estresse uma vez iniciada. "... Em situações totalmente impróprias, como ficar preso num engarrafamento ou ser criticado no trabalho, a reação ao estresse pode ser desencadeada sem qualquer esperança de que o objetivo para o qual é destinada, ficar ou correr, possa ser atingido.( CHOPRA.1993. Pág.187). O fator deflagrador da reação de estresse a partir de um evento é exatamente a avaliação mental e emocional, pois vários indivíduos podem reagir de maneiras diferentes para uma mesma situação, pois não são as situações que causam estresse e sim a forma como se idealiza internamente as situações percebidas. "..Um policial que apareça na cena de um crime evoca um tremendo pavor no criminoso, mas grande alívio na vítima...."( CHOPRA.1993. Pág.188). Os filtros emocionais pessoais aplicados para traduzir os eventos são os fatores determinantes que denunciam a capacidade de um indivíduo se estressar. Alguns estudos científicos revelam, que além da avaliação interna como aspecto determinante para a deflagração da resposta de estresse, o que lesa o corpo, provocando doenças, muitas vezes fatais, é a alimentação da sensação de se sentir incapaz de lidar com as situações do dia-a-dia. O cientista e médico norte americano, Dr. Raphael Kellman, traz evidências interessantíssimas, a respeito da importância da auto-capacitação para não se perpetuar um comportamento estressante no corpo e assim, não gerar doenças: ".....Um famoso estudo no qual injetaram nos ratos um tumor preparado, o que lhes dava predisposição igual para o câncer. Os pesquisadores, então, dividiram os ratos em três grupos. Simplesmente deixaram um dos grupos em paz, no que poderíamos considerar modelo de vida " sem estresse". Um segundo grupo foi submetido a choques elétricos periódicos, incontroláveis e inescapáveis. Um terceiro grupo também recebeu choques elétricos, mas ensinaram-lhe a fugir dos choques (capacitação). Os resultados são informativos. Como era de se esperar, o grupo com maior propensão aos tumores foi o que recebeu choques inescapáveis. Só 27% dos ratos que viviam nessa vida de "alto estresse" rejeitaram os tumores. O dobro do número de ratos do grupo "sem estresse", 54%, conseguiram rejeitar o tumor. Mas aqui está a verdadeira surpresa: "um número ainda mais alto, 63%, dos ratos que receberam choques elétricos e aprenderam a fugir terminaram sem câncer..." ( KELLMAN. 2004. Pág. 26). "

Território" Neuroquímico do estresse 
                                         

 As reações de estresse possui um "território" neuroquímico, que envolve um eixo denominado, eixo HPA. Este eixo relaciona estruturas orgânicas. São elas: o hipotálamo, a glândula pituitária e as glândulas adrenais. O hipotálamo a partir da informação cerebral, produz o hormônio liberador de corticotrofina(CRH), promovendo a liberação do hormônio adrenocorticotrófico(ACTH). Estes hormônios estimulam as glândulas adrenais a produzir os hormônios aldosterona e o cortisol(hormônio do estresse). A regulação do estresse quimicamente, ocorre através do eixo HPA, envolvendo a amigdála e o hipocampo. Pelo hipocampo, a presença de neuroreceptores para glicocorticóides, que são ativados pelo cortisol, promove a inibição de CRH, que por sua vez, inibirá a produção de cortisol (feedback negativo). Desta forma, o indivíduo que possuir grandes quantidades de neuroreceptor para glicocorticóides no hipocampo, apresentará maior resistência para lidar com situações estressantes, pois o mesmo provocará maior inibição de cortisol. O interessante, é que o aumento de serotonina no cérebro, faz com que o hipocampo produza mais neuroreceptores para glicocorticóide e como conseqüência, maior inibição de cortisol.

Meditação e o estresse 

 Alguns estudos revelam que a pratica de meditação reduza a propensão ao estresse. "...Os níveis de cortisol e adrenalina medidos em quem há muito tempo pratica meditação são normalmente menores, assim como seu mecanismo de lidar com problema tende quase a ser mais forte do que a média..."(CHOPRA.1993. Pág. 196) Além disso, em pessoas que praticam meditação, os níveis serotônicos, segundo alguns estudos, tendem a aumentar. Tal aumento, leva o hipocampo a produzir neuroreceptores que irão provocar um feedback negativo, inibindo a produção de cortisol. As constatações científicas aqui apresentadas, vem corroborar e fortalecer a idéia de que, o aspecto subjetivo rege o aspecto objetivo. O corpo reage sensivelmente a nossa forma de pensar e de sentir a vida. A melhor maneira de estar bem consigo mesmo, não é apenas cuidando do corpo, mas fundamentalmente cuidando da mente.



Bibliografia CHOPRA, Deepack. Ageless Body, Timeless Mind. Rio de Janeiro. Rocco. 1993 KELLMAN, Raphael. Matrix Healing. Rio de Janeiro. Campus. 2004

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pirilampo Bóson de Higgs



Vaguei a noite toda em busca de um lugar para pousar, só encontrei incertezas, voei tão alto, que minhas asas começaram a perder o pó. É um a pena, literalmente faz falta, quando eu era criança, meu pai dizia que  que além do arco-íris do norte, tinha como encontrar a luz das estrelas de lux, mas o caminho era longo e árduo, e pra chegar lá onde queria, tinha que lutar muito, e ser um guerreiro muito poderoso; ter asas de ouro e força de um dragão. Sabendo todo conhecimento com relação ao caminho até a iluminação, decidiu ensinar todo ritual de iniciação até o momento da luz a Pirilampo.
Sete anos se passaram do tempo do besouro da noite. A revoada de pássaros famintos vem de tempo em tempo e precisávamos saber se esconder muito bem.
 -Ufa, Já se passaram 6 anos, só falta um.
-Esse é o tempo do não tempo disse a mariposa do vento.
Um tempo para se reconciliar, é o momento da entrada do casulo, e outros a saída.
Geralmente somos apenas um ovo, uns ovoides por ai, a  maioria fica vendo no outro algo que não consegue ver em si, ai fica sugando as substancias da vida dos outros.
-É, realmente é uma guerra , disse Pirilampo. Uma guerra fria !!
Tem gente que tá perdendo a luz, tá virado mais pras trevas das larvas lá de baixo.
-É mesmo?
-Sim, a poupança de luz pra viver, vai acabando, acaba tudo virando adubo e verme.
- O segredo é encontrar dentro de si, não ficar sugando um do outro. É expandir-se.
Cada um tem uma porção a mais, de sobra, e não faltando no seu tempo interior.
Um caminho é de muito estudo, porquê a porção quando vem, tem que encontrar morada, é uma luminescência muito forte.
Muitos ficam com medo, preferem ser larvas mesmo, ficam mendigando, rastejando pela porção que defecamos.
Existe muito medo por aí, e o pior é que dizem que a luz é do mal. Ta tudo virado.
-Coitados, estão cegos. Como poderemos ajudá-los a ver?
- O desenvolvimento de cada um mostrará o certo e o errado no momento certo.
A curiosidade e a força de vontade faz do ser, um elemento de muito poder, e hoje em dia, estamos quase com a Alexandria, humm os melhores livros. Vivíamos os montes, éramos aceitos, e iluminávamos toda aquele belezura. Porém, vieram os monges negros e expulsaram e destruíram tudo. Foi um horror!
Tivemos que passar o deserto escaldante, a chuva delirante, o inverno de doer o frio de amargar.
A primavera? Sim, esse é o momento final do discernimento.
Mas tem que passar todas as  estações, e conhecer todas as cores do arco-íris, e só então  entenderá o que é a iluminação.
A primavera está ás portas.
O novo amanhecer chegará !!
Está muito perto essa nova porção prometida sobre toda carne chegar.
Então decidiremos, se queremos ser larva ou vaga- lume no alvorecer dessa nova porção, dessa nova era iluminar.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaga-lume

Projeto Pirilampo, á seguir...