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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Fraternidade Branca Universal e os sete raios


A Grande Fraternidade Branca é uma ordem espiritual de santos do Ocidente e de adeptos do Oriente, que se reuniram ao Espírito de Deus. Eles transcenderam os ciclos de carma e renascimento e ascenderam para essa realidade superior, que é a eterna morada da alma.

Os Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca, unidos para as metas mais elevadas, têm se dedicado em todas as eras e em todas as culturas e religiões, para inspirar as realizações criativas na educação, nas artes e nas ciências.

É importante destacar que a palavra “branca” não se refere à raça, mas à aura de luz branca que circunda esses seres.



Existem sete raios principais dos Mestres da Grande Fraternidade Branca Universal. Cada um de nós corresponde a um raio cósmico de acordo com a vibração que emanamos.
Cada uma dessas almas tem, portanto, no seu âmago, determinadas tendências, peculiaridades, aptidões ou inclinações latentes de um desses grandes Raios. Todas as pessoas acumularam conhecimentos de um ramo específico num determinado Raio
Pertencemos a um dos Sete Raios ou divisões da vida. Cada raio possui uma cor predominante, um Mestre responsável, um arcanjo, algumas virtudes, corresponde a um dia da semana e possui uma música.

Os 7 Raios Planetários são aspectos da divisão de um Raio de Luz Solar; a alma e a personalidade estão mais sintonizados com aqueles Raios que atuam com suas tônicas, ritmos, energias e gamas de cores em todos os aspectos da vida e da evolução. Também estão relacionados com os 7 chakras principais, com os 7 veículos do homem, com os 7 planos ou mundos, etc.
Os Raios têm seus próprios atributos e objetivos, suas tarefas e missões, suas formas de ensinar, desenvolver e expandir as potencialidades latentes de cada Raio na alma e na personalidade.

Os 7 Raios administram todas as energias necessárias a todos os cinco reinos: mineral, vegetal, animal, humano e espiritual; atuam no conjunto global da humanidade e do próprio planeta para que a vida e a evolução avancem ruma à Divina Luz do Grande Criador do Universo, que normalmente chamamos de Deus.
Cada alma está mais sintonizada e reage melhor com um destes 7 Raios Planetários, o qual representa o seu verdadeiro Caminho Oculto, chamado também de “O Caminho Interno”, aquele que a alma vem seguindo ou tentando seguir há muitas existências, evoluindo e servindo à Luz e às Obras Divinas.


                               

É por um destes Raios que cada ser humano atingirá a sua libertação e iluminação espirituais. Como a alma precisa atingir a perfeição humana e espiritual nos 7 Raios para chegar à Luz, em cada encarnação ela coloca a personalidade na condição de ganhar a experiência em destes 7 Raios.
Devida à época de transição cíclica que a humanidade atravessa, numa mesma encarnação a personalidade pode ganhar experiências em mais do que um Raio, dependendo do nível e da programação evolutiva da alma e de suas reais necessidades de desenvolvimento e evolução.

Todos queremos sempre saber qual o Raio da Alma, e isto é mais simples do que imaginamos. Basta pesquisar as características de cada um dos 7 Raios Planetários e fazer uma auto-análise às virtudes e defeitos, facilidades e dificuldades, à maneira como pensamos, agimos, falamos, como gostamos de aprender, ensinar e executar. Precisamos sentir através do nosso chakra cardíaco, do sentimento e da intuição com qual deles nos sentimos mais afinados, quais as tônicas que mais correspondem às nossas características individuais. Deste modo, identificamos o Raio da Alma e da personalidade. Nossa alma sabe qual é o seu Raio, é só deixar que ela nos transmita essa informação.

O estudo, a pesquisa, as experiências e as práticas com os 7 Raios são importantes a vida de todos aqueles que buscam a Luz da sua realização espiritual, sua ascensão e libertação, e procuram ajudar seus semelhantes. Todos nós já passamos e teremos de passar pelos 7 Raios muitas vezes, até conseguirmos transformar a transmutação as trevas em Luz, na consciência, no coração, na mente e na alma. Porque só a Luz Divina nos leva à Renovação interior.

Através do trabalho com os Raios e seus regentes, os Mestres, temos uma compreensão, consciência e conhecimento da vida espiritual, de nossas almas e nossas vidas humanas que são muito mais abrangentes e transcendentes do que supomos.
A luz branca, emanada do Criador, se divide em sete raios principais e cada um deles possui uma virtude.

Azul : poder;
Dourado : sabedoria;
Rosa : amor;
Branco : pureza;
Verde : cura;
Rubi : devoção;
Violeta : transmutação

                        


No Plano Divino – no Reino Celestial como sobre a Terra – tudo está dividido em seções de SETE ou em Sete Raios. Os Sete Raios correspondem a todas as atividades da vida que nós seres humanos temos que desenvolver para alcançarmos a mestria e o domínio individual. Cada um desses raios são dirigidos por um Mestre Ascenso, um Arcanjo e um Elohim.

1º Raio

Cor: Azul
Mestre: El morya
Arcanjo: Miguel
Dia da semana: Domingo
Representa a vontade de Deus, fé, proteção, força e poder.

EU SOU EU SOU EU SOU a Ressurreição e a Vida da Fé iluminada do Bem-Amado Mestre Ascensionado El Morya, hoje em atividade no meu ser e em meu mundo. (três vezes)

2º Raio

Cor: Dourado
Mestre: Mestre Lanto e confúcio
Arcanjo: Jofiel
Dia da semana: Segunda-feira
Representa a sabedoria, equilíbrio e iluminação

EU SOU EU SOU EU SOU a Ressurreição e a Vida da Sabedoria do Bem-Amado Mestre Ascensionado Confúcio, hoje em atividade no meu ser e em meu mundo. (três vezes)

3º Raio

Mestre Rowena
Cor: Rosa
Arcanjo: Samuel
Dia da semana: Terça- feira
Representa o amor Divino, adoração, beleza e fraternidade

EU SOU EU SOU EU SOU a Ressurreição e a Vida do Amor e Adoração da Bem-Amada Mestra Ascensionada Rowena, hoje em atividade no meu ser e em meu mundo. (três vezes)

4º Raio

Mestre: Seraphis Bey
Cor Branca
Arcanjo: Gabriel
Dia da semana: Quarta feira
Representa a Pureza, a ressurreição e a ascensão

EU SOU EU SOU EU SOU a Ressurreição e a Vida da Pureza e Esperança do Bem-Amado Mestre Ascensionado Serapis Bey, hoje em atividade no meu ser e em meu mundo. (três vezes)

5º Raio

Mestre: Hilarion
Cor: Verde
Arcanjo: Rafael
Dia da semana: Quinta feira
Representa a verdade, a precisão da Lei e a cura

EU SOU EU SOU EU SOU a Ressurreição e a Vida da Consagração e Concentração do Bem-Amado Mestre Ascensionado Hilarion, hoje em atividade no meu ser e em meu mundo. (três vezes)

6º Raio

Mestre: Nada
Cor: Rubi
Arcanjo: Uriel
Dia da semana: Sexta feira
Representa a Paz, colaboração e dedicação à vida

EU SOU EU SOU EU SOU a Ressurreição e a Vida da Cura e Ministério da Bem-Amada Mestra Ascensionada Nada, hoje em atividade no meu ser e em meu mundo. (três vezes)

7º Raio

Mestre: Saint Germain
Cor: Violeta
Arcanjo: Ezequiel
Dia da semana: Sábado
Representa a misericórdia, transformação , transmutação e liberdade

EU SOU EU SOU EU SOU a Ressurreição e a Vida da Misericórdia e Purificação do Bem-Amado Mestre Ascensionado Saint Germain, hoje em atividade no meu ser e em eu mundo. (três vezes)

Em breve mais informações sobre cada raio!!!

CLIQUE AQUI !!

                             




ref: http://revolucaodosindigos.wordpress.com/

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

TERAPIA REIKI



Reiki (霊気? /ˈreɪkiː/) é uma prática espiritual enquadrada no vitalismo, criada em 1922 pelo monge budista japonês Mikao Usui. Tem por base a crença na existência da energia vital universal "Ki" (a versão japonesa do conceito chinês "Qi" (ou "Chi"), manipulável através da imposição de mãos. Através desta técnica, os praticantes acreditam ser possível canalizar a energia universal (i.e., reiki) em forma de Ki (japonês: ki) a fim de restabelecer um suposto equilíbrio natural, não só espiritual, mas também emocional e físico.

Ato de impor as mãos sobre o corpo para transmitir bem-estar e aliviar a dor, é tão antigo quanto o instinto. O toque humano transmite calor, serenidade e cura. O corpo vivo irradia calor e energia. Essa energia é a fonte da vida em si, e tem tantas denominações quanto às civilizações que já existiram. Reiki não é religião e nem está filiado a nenhuma religião. Essa energia vital é a fonte da vida em si, um conceito e um fato muito mais antigo do que qualquer filosofia religiosa. Essa energia cura todos os níveis do corpo – físico, emocional e espiritual – ela cura a pessoa como um todo. A energia da força vital (Chi ou Ki) que gera a cura, flui através dos chakras nos centros das palmas e na ponta dos dedos.

Com os desequilíbrios físicos, emocionais e mentais, que acontecem em nossas vidas diariamente, vamos adquirindo tensões, bloqueios energéticos devido ao grande desgaste da Energia “Ki”, acabamos debilitados e às vezes até doentes.

Ao recebermos a energia Reiki produz-se um relaxamento profundo, aumenta a frequência vibratória do corpo, desintoxica e dissolve os bloqueios energéticos. Com a libertação das tensões e dos bloqueios energéticos normaliza-se o fluxo da Energia Vital “Ki” em todos os níveis – Físico, Emocional, Mental e Espiritual . Pode acontecer que num processo de tratamento com o Reiki, sentimentos reprimidos venham à superfície para limpezas necessárias ao crescimento pessoal do indivíduo; causando por exemplo, dores fortes de cabeça, enjoos, vómitos, diarreias, dores de ouvido, etc. No plano físico, depois deste processo, todos os órgãos começam a trabalhar harmoniosamente; necessitando apenas de muita paciência consigo mesmo, para desenvolver uma melhor qualidade de vida. O Reiki pode ser aplicada sem restrições e para recebê-la não precisa de conhecimento prévio.

Deve-se apenas ter o coração aberto, para se beneficiar desta “energia” e fazer a si mesmo um firme propósito de melhora e disposição de caminhar ao encontro da harmonia e das transformações curadoras que estarão ao seu alcance. Lembre-se que o Universo coloca a energia a nossa disposição, o crescimento evolutivo ao nosso alcance, porém a escolha é nossa. Reiki é “consciência total”, é uma técnica efetiva para ajudar a si mesmo e criar um “jeito especial de ver a vida”


"Apenas por hoje, não estejas zangado
Não te preocupes e preenche-te com gratidão
Dedica-te ao teu trabalho e sê agradável com as pessoas
Todas as manhãs e noites junta as tuas mãos em prece,
diz estas palavras com o teu coração,
e canta-as com a tua boca"
~Usui Mikao

REF: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152042-17770,00-ACUPUNTURA+E+REIKI+AGORA+TEM+EXPLICACAO+CIENTIFICA.html

http://www.terapiareiki.com.br/artigos/reiki-no-hospital-sirio-libanes/

http://luzindigocristal.blogspot.com.br/2013/10/o-que-e-o-reiki-e-como-funciona.html

sábado, 19 de outubro de 2013

Mistérios revelados: O caduceu de Mercúrio





O Caduceu de Mercúrio, o símbolo da medicina, representa os três canais sutis principais e centrais situados invisivelmente ao longo da coluna vertebral, sendo o local de confluência e distribuição de todas as energias captadas pelo corpo energético e pelos centros de força (chacras), consubstanciando assim na estrutura mais diretamente ligada à consciência comum e àquelas latentes. È por meio da purificação progressiva desses três canais que as energias cósmicas, cada vez mais sutilizadas, abrem o acesso aos estados mais superiores da consciência.


Os três canais principais, ou nadis, com sua distribuição característica, ou seja, um canal central (sushuma), ladeado por dois outros, um solar (pingala) e outro lunar (ida), são um perfeito reflexo do processo cósmico da bipolaridade complementar que gera e mantém a vida mas só se realiza na síntese. Os dois canais laterais, o direito, masculino (yang), e o esquerdo, feminino (yin), estão em relação direta com o canal central , ou principal, sushuma, neutro e sem atributos. Este representa uma síntese dos canais laterais. À medida que o ser evolui, a energia fundamental começa a concentrar-se mais harmonicamente nos canais laterais, ou seja, o indivíduo passa a não oscilar tão fortemente entre os aspectos polares da vida (solicitação de sentidos físicos, desejos, noção de separatividade do ego, ambições egocêntricas etc.), tendendo cada vez mais a concentrar-se em sua vida interior, devido à permanência gradativamente maior da consciência comum no canal central, chamado “portal do espírito”. É desse modo que a consciência individual passa a cultivar mais noções abstratas, que obviamente são de difícil compreensão para a mente concreta trivial. É sushuma a via principal que permite a evolução da consciência aos planos superiores que no caduceu de Mercúrio, é representado pelo cetro com asas no topo, como a simbolizar que sushuma é a via que permite o “vôo” da consciência liberta rumo a divinização. Esta alegoria obedece ao magistral ensinamento de que a chave para o acesso a Deus não pode ser encontrada fora, como querem as religiões e dogma, mas dentro de cada um, como ensinam os sistemas de iniciações. O caduceu de Mercúrio é o símbolo desta chave.


Para a medicina tibetana, esses três canais são as primeiras estruturas que surgem no embrião humano e até a oitava semana de gestação estão formados os principais chakras e todos os “nervos psíquicos” sutis.


Os canais sutis existem em nível etéreo e astral e correspondem, de certo modo, às veias e nervos físicos, mas não são iguais a eles. Purificados e controlados através do tantra, correspondem ao Nirmana-kaya. Os fluídos sutis que neles existem correspondem às essências humorais mais nobres do corpo, que a medicina tibetana divide em cinco tipos; purificados, estes correspondem ao Sambhogakaya. A essência mais sutil da energia principal que flui nos canais centrais está relacionada com a energia chamada ojas e diz respeito ao sêmen físico, ao sangue menstrual e às secreções vitais. Sua forma purificada corresponde ao Dharmakaya.


A literatura especifica afirma que os canais sutis são numerosos, aproximadamente em torno de 72000. Todos eles, entretanto, à semelhança do sistema de afluentes dos rios, confluem para os três canais principais centralizados na coluna vertebral, que reunidos, são simbolizados pelo caduceu de Mercúrio.


Sushuma sai do topo da cabeça, sob a área mole do crânio chamada “porta de Brahma”, e vai até um espaço localizado a quatro dedos abaixo do umbigo. Algumas obras tântricas consideram que o canal central se estende até o órgão sexual. Esse nadi representa o aspecto absoluto, a consciência, a sabedoria não dual. É um canal reto, oco, luminoso e azul. Diz-se ser tão fino quanto a haste de uma seta. Não é o mesmo que a medula espinhal, mas corresponde a ela, pois é o eixo vertical do corpo sutil, enquanto a medula espinhal é o eixo denso.


Pingala e ida nascem também no crânio, surgindo juntos de um ponto sagrado, situado na medula, conhecido como Triveni. Nascem próximos a sushuma, mas afastam-se deste logo acima das sobrancelhas, correndo paralelamente no sentido distal, a aproximadamente uma polegada de distância, e juntando-se logo acima da parte inferior de sushuma, pouco abaixo do umbigo (ou pouco acima da área genital). Essa é a forma como os canais são visualizados na meditação, mas, na realidade, os dois canais laterais se entrelaçam com o canal central em vários pontos importantes ao longo do percurso, assumindo o aspecto de duas serpentes perfeitas e geometricamente entrelaçadas, formando espaços entre os pontos de entrelaçamento, sem nunca se tangerem. Foi exatamente essa imagem que inspirou o caduceu de Mercúrio.


As controvérsias sobre o posicionamento do três nadis principais devem-se ao fato de que apenas os videntes adiantados conseguem observá-los e, como eles existem na quarta dimensão (astral) e no plano etérico invisível, é extremamente difícil apontar sua localização exata, obrigando os estudiosos a lançar mão do recurso da aproximação. Muitos textos orientais mostram localizações um tanto diferentes, embora sempre guardando certa semelhança.



Os dois nadis laterais, embora mais finos do que o central, são igualmente ocos e luminosos. Quanto a suas cores, existem também algumas discussões. Para a medicina tibetana, o canal esquerdo, ou lunar, é branco: ele representa o aspecto feminino e o básico obscurecimento do desejo-apego. O lado direito é vermelho, representa o aspecto masculino, o elemento água e o obscurecimento básico do ódio-aversão. Mas posições totalmente opostas, tanto no tantrismo tibetano quanto no sistema de yoga as Índia. No budismo esotérico, por exemplo, o canal direito é predominantemente vermelho, enquanto no esquerdo predomina a cor verde. Essa colocação se baseia no fato de que esses canais carreiam modalidades de energia ligadas às forças cósmicas chamadas kundaline e fohat, que são respectivamente vermelha e verde. Mas essas cores ocorrem com mais exuberância nos mestres e seres mais adiantados, enquanto no homem comum aparecem alguns breves lampejos desses tons. Existem também obras que mostram uma posição invertida desses canais segundo o sexo, ou seja, na mulher ida está à direita e pingala à esquerda. Contudo esse posicionamento é bastante improvável, pois diverge da ordem cósmica básica.




A descrição das veias sutis e dos chacras a elas associados varia de acordo com o sistema médico ou com o sistema tântrico. Os mestres ensinam que as variações de descrição dos três canais apontam para o fato de ter o meditador de encontrá-los sozinhos e localizá-los conforme as próprias capacidades e tipo de prática.



A confusão quanto ao posicionamento e ás cores dos canais sutis laterais, e do próprio conjunto dos três, deve-se ao fato de que foi necessário ocultar (velar ou “colocar um véu”…) o conhecimento verdadeiro da curiosidade profana, que poderia dele fazer mau uso. Esse foi um recurso utilizado para proteger o conhecimento sagrado, tanto dos homens comuns de seus países quanto de invasores estrangeiros. Por isso, muitas obras ocidentais sobre a medicina tibetana apresentam informações diferentes da realidade esotérica.




Por meios de métodos tântricos e práticas especiais, o fluxo vital (também denominado “ares” ou “essências”) nos três canais é mantido conscientemente no ponto de reunião abaixo do umbigo, para fazer surgir o “calor místico”, que desimpede os canais para fazer a passagem adequada do fluxo vital. Os “ares” sutis contêm a força vital ou prana. Os tibetanos identificam um caráter de reciprocidade entre a mente e o prana, de modo que o domínio a estabilização do prana nos canais centrais também estabilizam a mente. Esse é o princípio básico de todo yoga e das técnicas de pranayama. O padrão respiratório do homem se altera conforme o estado mental e emocional e por isso os estados de espírito e os sentimentos refletem-se no ritmo da respiração. Pela prática do pranayama, manipulando adequadamente a respiração é possível influenciar a mente e a consciência.



Durante a respiração, os dois canais laterais inflam sob a ação do ar aspirado pelas narinas. Ordinariamente, o prana contido no ar aspirado se dispersa por todo o corpo através de inúmeros caminhos para, nos canais laterais a sushuma, formar os “ares psiquicos”, também chamados de “ares kármicos”, porque carregam consigo as forças do obscurecimento mental. O yogue controla os ares kármicos e faz com que cheguem ao canal central de modo a dominar conscientemente e transmutar a força das corrupções “kármicas”.


O corpo depende dos canais centrais, estes dependem do prana para formar a força psíquica, que por sua vez é a base da atividade da mente. A mente comum é a fonte de emoções negativas, com a capacidade de gerar doenças e “demônios”. Pela pacificação da mente por meio das práticas voltadas ao aperfeiçoamento dos canais psíquicos centrais, todas as forças negativas e enfermidades podem ser eliminadas. Com o trabalho sobre os canais centrais, seja pelo pranayama ou pela meditação, vai ocorrendo a purificação dos chacras, quando são retirados os “venenos” as toxinas psíquicas associadas a cada um deles. Essa purificação é feita através da sublimação das energias sutis que passam a ser condensadas na base do canal central, onde é ativada a essência de boddhi que gera o “calor vital” capaz de “queimar e destruir os “venenos”.


O domínio da respiração pode transformar os “venenos” em “sabedorias” pelo controle dos “três caminhos”. O ar aspirado circula para baixo através dos dois canais externos e chega ao canal central em sua parte mais baixa. Quando se retém a respiração enquanto se ligam os dois canais laterais na base do canal central, a essência do “ar da sabedoria” mantêm-se dentro do canal central, ao passo que as corrupções e os “karmas” negativos são expelidos com a exalação consciente.



As energias mais sutis do corpo são geradas a partir do canal central sushuma, e no centro do coração, através da concentração da pura quinta essência, extremamente luminosa e colorida composta pelos cinco elementos. Daí essa energia segue para todos os pequenos canais sutis formando o sustentáculo da vida e da consciência. Quando as emoções negativas embaraçam os canais, provocam o bloqueio dessas energias e, conseqüentemente, o fluxo vital mantém-se mais grosseiro. Por ida, passa um tipo de fluxo ligado a kama e por pingala outro fluxo ligado à manas. Os dois juntos formam kama-manas, o princípio desejo-mente, que se expressa no ahankara. Ao evoluir, vai havendo a superação desse último princípio e a centralização da consciência em sushuma, através do processo da constante purificação desses canais.



Sushuma é o canal ligado diretamente ao qe se chama mais vulgarmente de “foco de percepção”, que é como a pessoa “sente” e “vê” o mundo e a vida. Quando esse canal se acha obliterado ou preenchido por energias demasiadamente polarizadas (sobre a influência de kama-manas ou alimentadas por ida-pingala) a pessoa entende o mundo de um modo obscuro, triste, tedioso, ou desinteressante. Freqüentemente ela se mostra insatisfeita e costuma buscar lenitivos para preencher seu “vazio”, como o álcool, esportes, coleções, etc… estabelecendo rotinas enfadonhas para o viver. Em caso oposto, quando sushuma vai se tornando mais desimpedido, a vida é “sentida” mais ampalmente, com satisfação e luminosidade. Há confiança, esperança verdadeira, certeza, dinamismo, entusiasmo e uma inusitada alegria e satisfação de “estar vivo”; são pessoas felizes e contagiantes, que conseguem ver graça e brilho em tudo, reagem com resignação diante dos reveses e não se abatam. Em casos de abertura maior e uma função mais ativa de sushuma, tem-se a plenitude da consciência e a sensação de “felicidade” é substituída pelo êxtase: a vida é sentida em sua realidade plena, em que o individuo se mantém em “estado de graça” constante. Na verdade, o estado normal do sentimento pela vida é a “graça”, a “bem-aventurança”, o êxtase,e se, não vemos a vida nem a sentimos plenamente sob este ângulo, isso se deve à obstrução dos canais sutis, que torna a vida uma coisa comum e sem atrativos, forcejando o individuo a compensar essa lacuna coma as expectativas frustras do prazer dos sentidos. As crianças tenras (que sempre apresentam os canais desimpedidos e ativos) vivem felizes e alegras com qualquer coisa, por mais simples que seja, admirando profundamente tudo o que está à volta. Talvez seja com base nessa verdade que um certo Mestre Jesus afirmou que “ aquele que não se tornar semelhante a uma criancinha não adentrará o reino dos céus…”


Algumas drogas psicoativas, tais como a cocaína, a heroína, o álcool, agem forçando uma maior concentração de prana em sushuma, anulando temporariamente a atividade de ida e pingala. Como resultado, o individuo tem sensações e percepções muito fortes, ás vezes fantásticas, quando entra em conexão com planos mais sutis. Mas em cada “mergulho” nesses estados inusitados de consciência distancia-se cada vez mais da via que o levaria naturalmente a esses mesmos estados por meio da meditação e do yoga. Esse é o grande perigo das drogas e dos vícios, pois acabam obliterando cada vez mais os canais sutis.

Existia na Índia, entre os brâmanes e lamas em centros iniciático de grande porte, a prática da ingestão do “liquor de soma” e do “liquor de sukra”, capazes de elevar a consciência e a percepção do discípulo até Atmã e beirar o Nirvana, de modo a mostrar “o que os espera” se dedicarem-se às praticas espirituais. Essas duas beberagens são ministradas em rituais especialíssimos, repletos de preparativos complicados, jejuns, depurações, etc., sendo o “retorno” dessa viagem “átmica” sempre uma fase extremamente dolorosa para aquele que a experimenta, pois ele se sente voltando para uma prisão e a um mundo de dor e dificuldades. Isso pode ser de certa forma entendido com relação a drogas muito estimulantes como a cocaína e a heroína, e o fator do vicio. Tanto soma como sukra agem diretamente sobre sushuma, mas sem produzir as obliterações que as drogas comuns provocam nesse canal. Obviamente a composição e uso dessas bebidas sagrdas são de domínio exclusivo de altos sacerdotes e sua aplicação faz parte de técnicas espirituais herméticas inacessíveis ao homem comum.

(Extraído da obra O Caduceu de Mercúrio, de autoria de Marcio Bontempo. Editora Best Seller)