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quinta-feira, 29 de junho de 2017

A importância do sono para a saúde



Quem já acordou no meio da madrugada e depois não conseguiu dormir novamente? Ou então teve sonolência excessiva durante o dia? Cansaço persistente, irritação, falta de atenção e queda de rendimento. Esses comportamentos, facilmente tachados de preguiça na escola ou no trabalho podem, na realidade, ser resultado de distúrbios do sono. E as conseqüências não param por aí: levam até ao risco de doença cardiovascular e depressão.

Saiba que conforme dados da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia, Academia Brasileira de Neurologia e Associação Brasileira do Sono, estudo realizado com 22 mil pessoas em 11 cidades no Brasil em 2007, mostram que 50% dos brasileiros sofrem de algum distúrbio do sono, 30% roncam demais, 19% tem insônia e 4% sofrem de Apnéia do Sono.

A interferência do sono na sociedade reflete ainda nos acidentes de trânsito conforme dados da Policia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando de Saúde nas rodovias, programa educativo e de prevenção da PRF, cerca de 10% dos motoristas tem algum tipo de distúrbio do sono e em média oito acidentes de trânsito acontecem todos os dias nas rodovias federais do Brasil provocados pela sonolência ao volante.

De acordo com estudos, ficar sem dormir no período de 24 horas equivale à concentração sanguínea de 0,10g/l de álcool no corpo. A privação de uma noite de sono é mais prejudicial do que os níveis alcoólicos considerados inaceitáveis pelos órgãos de trânsito.

Além disso, segundo um estudo da Universidade de Harvard, uma pequena quantidade extra de sono ajuda no processo de aprendizagem. A equipe de pesquisadores de Harvard verificou que pessoas que aprenderam tarefas novas e depois dormiram bem, obtiveram melhores resultados nessa função no dia seguinte.

Pesquisas ainda mostram que noites mal dormidas associadas ao estresse podem levar a ganho de peso, isso porque quando dormimos bem nosso cérebro produz um hormônio chamado leptina, substância ligada a diminuição do apetite.

Com isso confirmamos que o sono é uma função biológica fundamental para o bem estar físico e psicológico ajudando a recuperar forças, a rejuvenescer as células, fortalece as nossas defesas, o sistema imunológico, e como é obvio aumenta a nossa boa disposição, é ainda uma grande ajuda para quem quer manter a linha, pois o sono ajuda a controlar a fome.

O sono tem diferentes fases. O chamado sono REM (Rapid Eye Moviment – Movimentos Oculares Rápidos) é o do sonho. Os grandes músculos do corpo ficam paralisados para evitar a vivência. O sono NREM (que não tem os movimentos oculares) é composto de quatro estágios, sendo 1 o mais superficial e 4 o mais profundo. Imagens mentais podem surgir nessa etapa; no entanto, não há conteúdo. Durante toda a noite, os estágios se intercalam, fazendo com isso ciclos. Qualquer alteração na duração ou freqüência dessas fases levam a distúrbios no sono.

Basicamente há três grandes grupos de distúrbios do sono:

1) insônias;

2) sonolência excessiva;

3) comportamentos anormais durante o sono.

Apenas para ilustração os quatro principais distúrbios de sono na população brasileira:

Insônia

É o problema de sono mais comum na população brasileira. Caracteriza-se pela dificuldade em iniciar e manter o sono ou dormir de maneira não reparadora, o que acarreta repercussão nas atividades diurnas. A pessoa se sente cansada, irritada, sonolenta, com dores no corpo, desanimada, mal-humorada e apresenta alterações de memória.

Causas: ansiedade, estresse, depressão, maus hábitos - como a ingestão, perto do horário de dormir, de bebidas alcoólicas, cafeína, chás mate e preto (que funcionam como estimulantes), falta de horário para dormir e acordar, alimentação pesada, prática de exercícios físicos à noite, problemas familiares, econômicos e profissionais. Também causas orgânicas, como alterações na respiração.

Tratamento: um diagnóstico correto sobre o distúrbio e um estudo para descobrir a causa são essenciais. A partir daí, são indicadas as medidas psicológicas e medicamentosas necessárias para cada caso.

Sonolência excessiva

É caracterizada por muito sono ou sonolência nos momentos em que é necessário estar atento, como ao dirigir, em entrevistas, palestras ou cinema. Muitas vezes, é tão incontrolável que a pessoa chega a dormir em situações perigosas.

Causas: dormir menos do que o necessário ou ter distúrbios do sono como, por exemplo, a apnéia do sono.

Tratamento: investigar a causa, levantar o diagnóstico e tratá-lo de acordo com o distúrbio encontrado. Se a causa for dormir menos do que o necessário, tentar aumentar as horas de sono.

Sonambulismo e Terror Noturno

Normalmente, manifestam-se em crianças. No sonambulismo, enquanto dorme, a pessoa levanta da cama, anda pela casa e, ao acordar no outro dia, não se lembra de nada. No terror noturno, a criança senta na cama e começa a gritar, parece apavorada, mas depois se deita novamente e também não lembra do fato.

Não devemos acordar a criança durante o episódio, porque ela está em um estado de consciência que “mistura” sono profundo e vigília. “Ela pode ficar mais confusa e às vezes o episódio se prolonga. No sonambulismo e no terror noturno, a melhor postura é manter a calma e esperar passar”.

Causa: ainda não há uma explicação para esses dois distúrbios.

Tratamento: os dois problemas costumam desaparecer conforme a criança cresce. É necessário tomar providências apenas para evitar acidentes durante os episódios. Os adultos desenvolvem o sonambulismo como resultado de tensões emocionais, causa que deve ser tratada.

Apnéia

É um distúrbio com alta prevalência na população. Trata-se da diminuição ou interrupção da respiração por, no mínimo, 10 segundos. Com isso, despertar por várias vezes durante a noite é comum. Atinge mais os homens de meia idade acima do peso e mulheres após a menopausa, sendo que até mesmo as crianças ou pessoas de qualquer idade podem ser afetadas. Geralmente, a pessoa ronca, acorda cansada, às vezes com a boca seca, fica sonolenta e apresenta queda de rendimento, além de correr risco de doença cardiovascular.

Causas: obesidade, características físicas como o aumento das amígdalas (normalmente em crianças) ou, ainda, o estreitamento das vias respiratórias.

Tratamento: cirurgias, uso do CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas) - aparelho que injeta, com pressão, ar comprimido no nariz e assim desobstrui a faringe de forma mecânica -, uso de aparelho dentário, emagrecimento e cuidado medicamentoso.
Para o diagnóstico dos distúrbios do sono com freqüência usamos do recurso de exames, sendo o principal a Polissonografia. O exame é realizado em um laboratório de sono sob a supervisão de técnico ou enfermeiro treinado para este fim. O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo que permitem o registro do sono. Os sensores (ou eletrodos) são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando assim o sono. Os dados obtidos durante a noite de sono registrada, e interpretada por um profissional médico especializado que emite então um laudo que é encaminhado para o médico do paciente.

Para concluir segue dez dicas que chamamos de higiene do sono, que ajudam a garantir uma boa noite de sono.

1. Horário regular para dormir e despertar.

2. Ir para a cama somente na hora dormir.

3. Ambiente saudável.

4. Não fazer uso de álcool próximo ao horário de dormir.

5. Não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica.

6. Não exagerar em café, chá e refrigerante.

7. Atividade física em período adequados e jamais próximo à hora de dormir.

8. Jantar moderadamente em horário regular e adequado.

9. Não levar problemas para a cama.

10. Atividades repousantes e relaxantes após o jantar.




Ref: http://www.sissaude.com.br

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Conheça os benefícios do coco para a saúde!



O coco é tão nutritivo que pode ser considerado uma das frutas mais saudáveis do mundo! Em suas diversas formas e composições, o alimento, além da conhecida quantidade de vitaminas e minerais, tem uma combinação ímpar de ácidos graxos que traz muitos benefícios importantes para nossa saúde.
Muita gente tem medo de incorporar o coco à alimentação por causa de sua grande quantidade de gordura saturada, mas muitos estudos comprovam a cada dia que isso é mito! Através da presença dos ácidos graxos, os nutrientes da fruta vão diretamente para o fígado e lá são transformados em fonte de energia rápida ou em corpos cetônicos - compostos que ajudam no tratamento de alguns distúrbios cerebrais, como epilepsia ou Alzheimer.
Além disso, o coco tem propriedades fortalecedoras do sistema imunológico, pois é rico em ácido láurico, componente com propriedades antimicrobiana, como explica a nutricionista Kely Ferreira:"O coco oferece vitaminas e minerais que fortalecem o sistema imunológico. A água de coco, por exemplo, regula o intestino, ajuda a hidratar e combate a retenção de líquidos. Ele também é rico em potássio, tanto a água como a polpa, que auxilia no bom funcionamento do coração, mantém a pressão arterial e protege a função meuromuscular", enfatiza a especialista.

Formas mais saudáveis do coco


Coco branco (polpa):
 A polpa do coco é repleta de flavonoides, nutrientes que combatem doenças cardíacas, evitam formação de tumores, têm ação antibacteriana, antiviral e anti-inflamatória, além de estimular a produção de enzimas que melhoram imunidade e combatem substâncias cancerígenas. "O coco também é rico em carboidratos que ajudam a repôr energia perdida, como, por exemplo, com consumo de álcool", destaca Kely.

Água de coco:
 De acordo com a Dra. Anete Mecenas, nutricionista responsável pelo o espaço de nutrição Anete Mecenas, a água de coco é excelente fonte de sódio e potássio, o que a torna uma potente aliada para manter a hidratação do corpo e prevenir cãibras. "Outros minerais são encontrados na água de coco, tais como: cálcio, manganês, magnésio, cobre e ferro, são fontes de vitaminas quantidade como as do complexo B (B1, B2 e B5), A e C - que conferem ao coco propriedade antioxidante".

Óleo de coco: Também fortalece o sistema imunológico, melhora o funcionamento da tireoide, aumenta a disposição e a queima de gorduras. Ele tem uma potente capacidade hidratante quando aplicado na pele ou nos fios dos cabelos, por isso é um ingrediente básico de vários produtos para o corpo, como loções e cremes. No preparo de alimentos, a iguaria é a melhor alternativa, pois é muito estável e não altera sua estrutura química quando exposto a altas temperaturas, continuando saudável durante o cozimento dos pratos.

Leite de coco:
 Segundo a Dra. Anete, o leite de coco é fonte de vitamina A e E, e minerais como potássio e cálcio. Além disso, é excelente fonte do ácido graxo láurico que atua fortalecendo a imunidade. O produto também é uma alternativa livre de lactose para aqueles que são intolerantes ou alérgicos ao leite animal. A bebida é vegetariana e não tem soja ou glúten.



Ref: http://www.conquistesuavida.com.br

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Registros Akáshicos



• Akasha é uma palavra sânscrita que significa céu, espaço ou éter, é a substância energética da qual toda a vida (alma) está formada.
• Akáshico é um plano da consciência cósmica que atua como arquivo, abrangendo tudo que ocorreu, ocorre e ocorrerá no universo.


• Registros Akáshicos segundo o hinduísmo e diversas correntes místicas, são um conjunto de conhecimentos armazenados misticamente no éter, que abrange tudo o que ocorre, ocorreu e ocorrerá no Universo.
• Akasha (ākāśa आकाश) é a palavra em Sânscrito para "éter" ou "atmosfera". Além disso, naLíngua Hindi, Akash (आकाश) significa "céu" or "paraíso".

• O Akasha é uma biblioteca de ações de cada alma, pensamentos e emoções que tiveram um lugar no planeta Terra e em outros sistemas planetários. Todos os eventos de pequeno ou grande porte são permanentemente gravados na grade eletromagnética do planeta e do cosmos.
• Todo mundo tem a habilidade de se conectar com a fonte primordial como um ‘detentor de registro espiritual’ e é capaz de chamar a todos seus orientadores multi-dimensionais para receber as respostas de suas próprias perguntas. Você é capaz de ser seu próprio guia, guru espiritual e professor. Sempre que você tiver uma situação problemática ou um desentendimento com um indivíduo, esses incidentes ocorreram antes em outro tempo e lugar.

• Se você tem perguntas para um problema ou situação, existem várias portas para escolher com muitas soluções variáveis. A porta A tem uma resposta, a porta B tem outra, e assim por diante. Se acontecer de você escolher a porta errada, o problema vai surgir novamente. Escolhendo a porta correta conecta-se realmente com o que é o bem para todos e não apenas para você. Essa escolha cria harmonia, beleza, paz e cura para todos os envolvidos.

• Os Registros Akáshicos estão disponíveis para todos. Algumas das respostas não serão do seu agrado. No entanto, elas vão conter a energia da “verdade” de quem você realmente é e o que supostamente sejam os seus aprendizados. Quando os seus guias sentirem que você está pronto para continuar por si próprio, você terá permissão para acessar seus registros sempre que você tiver “necessidade de saber” outras informações. Isso geralmente se realiza sem canalização de transe e quando você está pleno de consciência, desperto e alerta.




• É muito importante estar bem enraizado para receber e manter as frequências que vêm de dentro. Esta é a razão pela qual se deve de estar ligado à natureza para ter um bom aterramento. Caso contrário, você pode sentir tonturas ou mal-estar, e seu corpo pode não ser capaz de manter a vibração por muito tempo e suas respostas parecerem pouco claras.

• As informações dos Registros Akáshicos só serão dadas a uma pessoa quando elas estiverem sendo usadas para curar a si mesma e sua parcela do planeta. As informações podem vir a você da mesma maneira quando você está meditando ou canalizando. Você pode ver imagens holográficas ou simbólicas, ouvir sons, começar a escrever, ou apenas de repente “saber” a resposta.

• Os Registros Akáshicos não devem ser usados para adivinhações ou recordações de vidas passadas como um divertimento. Eles são sagrados e estão protegidos por seres de luz em sentinela. Você não vai ter acesso a todos os registros a menos que tenha integridade e disciplina em seus hábitos diários e pensamentos. No entanto, você vai continuar a ser ajudado, abençoado, honrado e guiado pelos reinos dos espíritos em sua mais alta manifestação.

• Existe somente uma existência suprema sem nascimento e sem forma da qual desenvolve-se akasha (éter ou espaço), e do akasha vem vayu (o ar). De vayu se origina o fogo (tejas), de tejas, se origina a água (apa), e de apa, a Terra (prithvi). É dessas cinco maneiras que esses Tattvas (elementos), se espalham pelo mundo.

• Desses cinco Tattvas a criação se forma, é mantida, e novamente volta e se funde nos Tattvas. Então a criação vem para ficar dentro dos cinco Tattvas novamente. Esse é o processo sutil da criação. "O Akasa-Tattva é o campo do qual todas as coisas se manifestam, e para o qual todas as coisas retornam; o Espaço no qual os eventos ocorrem. O Espaço não tem existência física; ele posiciona-se no começo do Manifesto e o Imanifesto, entre o visível e o invisível." O Akasha-Tattva rege a área acima das sobrancelhas e estende-se além dos limites do corpo humano no Espaço.
• A manifestação Etérea do Akasha-Tattva no corpo é Ira Energia, Vergonha, Medo, e Luxuria. O Akasha-Tattva (Éter ou Espaço), tem uma propriedade: Som O Éter existe somente como distâncias as quais separam a matéria, sua função é dar Espaço."
Os Registros Akáshicos individuais da alma a acompanham em todas suas encarnações, grava pensamentos, palavras, emoções e ações geradas por cada uma das experiências vividas. Os budistas se referem a eles como “Memória da Natureza”.

“O Akasha, a Luz Astral, pode definir-se como a Alma Universal, a Matriz do Universo, o Mysterium Magnum do qual tudo quanto existe é nascido por separação ou diferenciação. É a causa da existência; por todo espaço infinito… é o espaço.” (H.P. Blavatsky)

Como funcionam os Registros Akáshicos?

Eles são uma poderosa ferramenta de conexão com outros planos astrais, independentes da linearidade do tempo para ocorrer, sendo uma extensão da mente divina do homem.
Permitem que tenhamos acesso a memórias que podem nos revelar situações no presente, assim como esclarecer acontecimentos kármicas de outros momentos (passado) e descobrir o propósito da vida (futuro).

Faça exercícios de meditação para se conectar com seu eu interior

Com o acesso aos registros akáshicos você pode fazer perguntas e obter explicações e orientações sobre qualquer aspecto da sua vida. Também identifica outras experiências de encarnações passadas que te afetam no presente.
Dica: Para aqueles que desejam acessar esse arquivo, é aconselhável o recolhimento diário para atingir níveis mais altos de consciência. É necessário também sempre conectar-se consigo mesmo, abraçar sua essência e centralizar-se na luz do amor que emana de ti e faz parte do universo.


Ref: https://pt.wikipedia.org/wiki/Registros_ak%C3%A1shicos

Fonoaudiologia - Síndrome de Down



A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down. Não há nada que eles poderiam ter feito de diferente para evitá-la. Não é culpa de ninguém. Além disso, a síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança.

As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. Se você é pai ou mãe de uma pessoa com síndrome de Down, o mais importante é descobrir que seu filho pode alcançar um bom desenvolvimento de suas capacidades pessoais e avançará com crescentes níveis de realização e autonomia. Ele é capaz de sentir, amar, aprender, se divertir e trabalhar. Poderá ler e escrever, deverá ir à escola como qualquer outra criança e levar uma vida autônoma. Em resumo, ele poderá ocupar um lugar próprio e digno na sociedade. Saiba mais no vídeo abaixo.

Sempre que possível, os bebês com síndrome de Down devem ser acompanhados por um fonoaudiólogo logo após o nascimento, pois a hipotonia torna a musculatura da face e da boca mais “molinha”, o que pode prejudicar a amamentação e, posteriormente, o seu desenvolvimento. A regularidade e o enfoque do trabalho realizado vão depender das necessidades dos pais e da criança em diferentes fases da vida. De modo geral, este profissional poderá tratar das seguintes questões:

– Articulação dos sons, linguagem oral, leitura e escrita;

– Dificuldades de alimentação, como sugar, mastigar e engolir;

– Coordenação entre as funções orais e a respiração;

– Fortalecimento da musculatura da face e da boca.

Quanto tempo dura o acompanhamento com um fonoaudiólogo?

Para estimular o desenvolvimento cognitivo e de linguagem, podem ser necessárias intervenções diferentes em cada fase da criança. No caso das crianças com síndrome de Down, a experiência clínica mostra que o desenvolvimento cognitivo é mais eficiente do que o desenvolvimento da linguagem. Além disso, durante o desenvolvimento da linguagem, as crianças começam a entender antes de conseguir se expressar com palavras, ou seja, a linguagem receptiva é mais lenta que a expressiva.

Neste momento, o trabalho do fonoaudiólogo é mais para orientar pais e familiares sobre o desenvolvimento da criança, com o objetivo de fortalecer os músculos da face, além de estimular o desenvolvimento cognitivo e da linguagem. O processo só estará terminado quando a pessoa que tem síndrome de Down tiver condições para comunicar o que pensa e sente sem que haja dificuldades de compreensão, e que tenha condições de interagir e conquistar seu espaço na sociedade onde está inserida.

Diferentes tipos de apoio ao longo do desenvolvimento

O ato de sugar contribui para o crescimento e desenvolvimento das estruturas da face e da boca. Além disso, o leite materno protege o bebê de doenças e infecções – no caso dos bebês com síndrome de Down, eles têm maior propensão a infecções. Mas para que este aleitamento possa ocorrer de forma eficiente, é preciso atenção especial. Por conta da hipotonia muscular, os bebês costumam apresentar dificuldade de sucção, deglutição e coordenação dessas funções com a respiração. O fonoaudiólogo pode contribuir para ajudar a mãe a encontrar a melhor forma de amamentar seu bebê.

Quando a criança passar a comer alimentos sólidos, o fonoaudiólogo também pode ajudar na escolha dos alimentos e colheres que favoreçam o desenvolvimento das estruturas da boca e da face, contribuindo para o fortalecimento muscular. O profissional também poderá oferecer apoio na construção da linguagem e sua relação com as áreas do desenvolvimento humano (neuropsicomotor, cognitivo, emocional e social). Este processo é fundamental para o desenvolvimento da comunicação.

Quanto tempo a criança com síndrome de Down leva para começar a falar?

Quando comparamos fala, linguagem e comunicação, a fala é de longe a mais difícil para crianças com síndrome de Down. Elas entendem muito bem os conceitos de comunicação e linguagem e têm o desejo de comunicar-se desde pequenas. Por isso, a maioria é capaz de se expressar vários meses antes de estar apta a usar a fala.

A maioria das crianças com síndrome de Down vai progredir até usar a fala como principal sistema de comunicação. Muitas começam a utilizar espontaneamente as palavras para se comunicar entre dois e três anos, mas, em geral, este processo é um pouco mais lento, podendo começar até os cinco anos de idade. Entretanto, muitas habilidades podem ser aprendidas precocemente durante o dia a dia da criança, preparando-a para a fala.

Na série A vida com Logan, o cartunista Flávio Soares mostra um pouco da rotina com seu filho Logan, que tem síndrome de Down. Na tirinha abaixo, o dia em que Logan fala sua primeira palavra. Apesar dos esforços do pai, o menino escolhe falar o nome de um personagem de desenho animado.



Ref: http://www.movimentodown.org.br

Fonoaudiologia - Autismo !




A partir do último Manual de Saúde Mental – DSM-5, que é um guia de classificação diagnóstica, o Autismo e todos os distúrbios, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) e Síndrome de Asperger, fundiram-se em um único diagnóstico chamado Transtornos do Espectro Autista – TEA.

O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.

O TEA pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção e, às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais e podem apresentar outras condições como síndrome de deficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia. Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão.

Algumas pessoas com TEA podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária, como, por exemplo, tomar banho ou preparar a própria refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

O autismo é uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo.

Assim como qualquer ser humano, cada pessoa com autismo é única e todas podem aprender.

As pessoas com autismo podem ter alguma forma de sensibilidade sensorial. Isto pode ocorrer em um ou em mais dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, tato e paladar – que podem ser mais ou menos intensificados. Por exemplo, uma pessoa com autismo pode achar determinados sons de fundo, que outras pessoas ignorariam, insuportavelmente barulhentos. Isto pode causar ansiedade ou mesmo dor física.

Alguns indivíduos que são sub sensíveis podem não sentir dor ou temperaturas extremas. Algumas podem balançar rodar ou agitar as mãos para criar sensação, ou para ajudar com o balanço e postura ou para lidar com o stress ou ainda, para demonstrar alegria.

As pessoas com sensibilidade sensorial podem ter mais dificuldade no conhecimento adequado de seu próprio corpo. Consciência corporal é a forma como o corpo se comunica consigo mesmo ou com o meio. Um bom desenvolvimento do esquema corporal pressupõe uma boa evolução da motricidade, das percepções espaciais e temporais, e da afetividade.

As pessoas com Transtornos do Espectro Autista podem se destacar em habilidades visuais, música, arte e matemática

A maioria das pessoas com autismo é boa em aprender visualmente;
Algumas pessoas com autismo são muito atentas aos detalhes e à exatidão;
Geralmente possuem capacidade de memória muito acima da média;
É provável que as informações, rotinas ou processos uma vez aprendidos, sejam retidos;
Algumas pessoas conseguem concentrar-se na sua área de interesse especifico durante muito tempo e podem optar por estudar ou trabalhar em áreas afins;
A paixão pela rotina pode ser fator favorável na execução de um trabalho;
Indivíduos com autismo são funcionários leais e de confiança;


Os problemas de comunicação das crianças autistas podem ter uma grande variação e podem depender do desenvolvimento social e intelecutual do indivíduo. Alguns podem ser completamente incapazes de falar enquanto outros tem um vocabulário bem desenvolvido e podem falar sobre uma série de tópicos do seu interesse. Qualquer programa terapêutico deve começar acessando o ponto em que as habilidades linguísticas da criança se encontra.

Embora algumas crianças autistas tenham pouco ou nenhum problema com a pronúncia das palavras, a maioria tem efetivamente dificuldades em utilizar a linguagem. Até aquelas crianças que não tem problemas em articular as palavras, exibem dificuldades no uso da linguagem pragmática como saber o que dizer, como dizer e quando dizer tanto quanto interagir socialmente com as pessoas. Muitos que falam, dizem coisas sem contexto ou informação. Outros repetem o que ouviram (ecolalia) ou discursos que memorizaram em algum momento. Algumas crianças autistas falam cantando ou usando uma voz mecânica como se fossem robôs.

A Fonoaudiologia é a ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento, aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orofaciais e na deglutição.

A intervenção precoce e continuada do fonoaudiólogo nos Distúrbios do Desenvolvimento, é fundamental para que o quadro clínico apresentado pelos indivíduos portadores do Transtorno Autista evolua satisfatoriamente, no que tange à sua comunicação geral, e em especial, para o desenvolvimento de sua linguagem receptiva e expressiva, oral, gestual e escrita, capacitando–o para compreender, realizar demandas e agir sobre o ambiente que cerca.
Entretanto, o profissional deve ser um profundo conhecedor do desenvolvimento normal infanto-juvenil e do desenvolvimento atípico do portador de autismo. Também deve ser capaz de diagnosticar, avaliar (porque é possível avaliar os autistas, sim, mesmo os não-verbais!), e planejar uma terapia individualizada e específica. Deve ser um profissional atualizado e consonante com a comunidade científica internacional, e nunca se deixar levar por achismos e idéias que não têm mais o respaldo científico (como as dos anos 60: mães geladeira, e dos anos 70: autismo = psicose!!!).

A terapia fonoaudiológica poderá ter como embasamento, o programa TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication handicapped Children), desenvolvido pelo departamento TEACCH da Universidade da Carolina do Norte, USA. Também poderá utilizar o recurso PECS (Picture Exchange Communication System), o ABA (Applied Behavior Analysis), e as técnicas de intervenção de Lovaas, sempre com vista ao treinamento e desenvolvimento da linguagem e da comunicação.

Embora nenhum tratamento seja efetivo em normalizar a fala, os melhores resultados são conseguidos com o início da terapia na idade pré-escolar e que envolve a família junto com os profissionais. O mérito é conseguir que a criança utilize a comunicação funcional, ou seja, que a criança se faça entendida. Para uns a comunicação verbal é possível e alcançável. Para outros, a comunicação por gestos ou por utilização de símbolos ou figuras já é de grande valia. Avaliações periódicas devem ser feitas para encontrar as melhores abordagens e reestabelecer as metas de cada criança.

Estratégias para pais e cuidadores de crianças com Atraso no desenvolvimento da linguagem

· Aguardar, observar e ouvir tudo o que a criança tem para manifestar: gestos, vocalizações e olhares;

· Não atuar de forma diretiva e controladora, dando oportunidade para a criança manifestar seus desejos, interesses e necessidades;

· Fornecer oportunidades que favoreçam a comunicação e saber aguardar uma resposta;

· Usar linguagem compatível com as possibilidades de compreensão pela criança;

· Interpretar atos não intencionais como se fossem atos comunicativos intencionais;

· Não dar automaticamente as coisas para a criança: aguardar que ela tome iniciativa para solicitar os objetos;

· Conhecer as capacidades comunicativas típicas de cada criança e saber que é esse recurso que se pode contar no momento da interação com elas;

· Solicitar pouco de suas capacidades ou exigir acima do que ela pode responder significa possível quebra de interação por falta de sintonia entre os interlocutores;

· Garantir a proximidade física e o contato face a face: esta facilita o intercambio comunicativo;

· Imitar sistematicamente o que a criança faz é uma forma eficiente de chegar ao seu nível: é como sintonizar na mesma estação em que ela opera;

· Dar nome as coisas, de modo natural. Nomear sistematicamente objetos e ações aumenta a possibilidade de compreensão, assim como conduz ao uso de palavras novas;

· As situações do dia a dia devem ser adaptadas de modo que levem a criança a usar a linguagem como um meio privilegiado de ação;

· Criar pequenos problemas cujas soluções impliquem atos comunicativos, EX: dar a mamadeira vazia na hora de tomar o leite, apresentar uma caixa sem o conteúdo que habitualmente à criança encontra dentro dela e assim por diante. Aguardar as atitudes da criança para resolver situações como esta.
O QUE DEVE SER EVITADO

· Tomar sistematicamente a iniciativa da comunicação;

· Ficar testando a capacidade das crianças com ordens e perguntas;

· Ficar dirigindo a ação da criança, dizendo como deve agir ou proceder;

· Interromper o silencio que corresponde ao tempo de espera que deve dar para que a criança tome a iniciativa da comunicação;

· Ficar falando no lugar da criança;

· Falar em excesso sem dar tempo para criança responder ao tomar a iniciativa.

Ref: http://autismo.institutopensi.org.br/informe-se/sobre-o-autismo/o-que-e-autismo/

A Fonoaudiologia neonatal


Qual o papel do fonoaudiólogo dentro da UTI Neonatal?

A Fonoaudiologia é uma ciência que estuda os distúrbios da comunicação humana, onde a intervenção terapêutica mais conhecida é a clínica, grande parte dos pacientes apresenta distúrbios de fala, linguagem e/ou audição.
Quando a atuação fonoaudiológica hospitalar é mencionada, muitas dúvidas e questionamentos surgem: o que o fonoaudiólogo faz dentro dos hospitais? Ensina a falar? Reabilita e adapta próteses auditivas? E dentro de uma UTI neonatal? O que fazer com bebês tão pequenos e sensíveis como os prematuros? O que fazer com neonatos que apresentam mal formações orofaciais, como alimentá-los?
A intervenção fonoaudiológica dentro das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, vem ganhando seu espaço e atualmente é considerada indispensável nas equipes interdisciplinares.
A primeira avaliação é realizada com o bebê ainda dentro da incubadora, são avaliadas a presença dos reflexos orais, força e ritmo da sucção, coordenação entre sucção- respiração e deglutição, condições do neonato em realizar a função de alimentação e qual meio será utilizado para tal, ou seja, se haverá estimulação oral pré e/ou peri gavagem ou se existe possibilidade de alimentação direta na mãe, enfatizando o estímulo ao aleitamento materno e complementação alimentar via oral com uso de copo.
Durante a intervenção são realizadas massagens extra-orais e estímulos intra-orais, estes tem como objetivo coordenar as funções do neonato, para que o mesmo consiga realizar alimentação segura e obter alta hospitalar com autonomia alimentar. Desde o início da internação na UTI neonatal, a conduta mais freqüente é o uso de sonda para o momento de alimentação até que o bebê tenha condições de iniciar a fonoterapia. Alguns critérios são seguidos para que a intervenção não prejudique a evolução clínica do bebê dentro da unidade e é indispensável que o fonoaudiólogo mantenha uma um bom relacionamento com a equipe interdisciplinar, tornando assim a atuação harmônica e eficaz.




Em vários centros hospitalares atualmente, o médico encaminha para avaliação fonoaudiológica, bebês com dificuldade de alimentação. O encaminhamento pode também não ser feito, no caso do médico não acreditar na possibilidade de alimentação por via oral. Ou o encaminhamento pode ser tardio, sob o ponto de vista do desenvolvimento motor oral e global e não só da alimentação por via oral.
Muitas vezes o encaminhamento é tardio por não haver um fonoaudiólogo atuando na rotina do hospital, onde nesse caso ele já estaria triando os bebês quanto à necessidade de um trabalho específico desde o momento em que existe a necessidade e que o quadro clínico do bebê permite.
Dentro de uma abordagem mais global, a alimentação é consequência e não o objetivo do trabalho em si. Ao bebê ou à criança é dada a possibilidade do uso apropriado da boca, exploração dos sistemas respiratórios e fonatórios, posicionamento mais compatíveis com suas necessidades e maior contato com os pais tentando proporcionar situações de interação mais efetivas.
O ideal seria que fosse o encaminhamento o mais rápido possível, nos seguintes casos:
Incoordenação de sucção e deglutição;
Utilização de sonda gástrica;
Sucção fraca;
Falhas respiratórias e /ou durante a alimentação;
Reflexo de vômito exagerado e episódios de tosse durante alimentação;
Prematuridade;
Início de dificuldade de alimentação;
Irritabilidade severa ou problemas comportamentais durante a alimentação;
Subnutrição;
História de pneumonias;
Quando existir preocupação com aspiração;
Letargia durante a alimentação;
Período de alimentação mais longo que 30 - 40 min;
Recusa inexplicável de alimento;
Vômitos, refluxo nasal, refluxo gastroesofágico;
 Baba e /ou aumento desta.

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sábado, 3 de junho de 2017

Fonoaudiologia - Afasias



O acidente vascular encefálico (AVE), também conhecido como acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame cerebral, é a interrupção brusca do fluxo de sangue para alguma região do cérebro, o que causa sintomas como paralisia de parte do corpo, dificuldade para falar, desmaio, tontura e dor de cabeça, dependendo do local afetado.
Este derrame cerebral pode ser do tipo isquêmico, que é mais comum e acontece quando há perda do fluxo de sangue por um coágulo, por exemplo, ou do tipo hemorrágico, quando um vaso se rompe e provoca sangramento dentro do cérebro ou nas meninges, que são as películas que envolvem o cérebro.

Ambas as condições devem ser tratadas com urgência e podem deixar sequelas, como dificuldades na movimentação ou na comunicação. Assim, o ideal é que se previna o surgimento do AVE, o que pode ser feito com hábitos de vida saudáveis, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e o tratamento correto de doenças que podem desencadear esta situação, como pressão alta, colesterol ou triglicerídeos altos e diabetes, por exemplo.

Principais sintomas

Os sintomas de AVE aparecem subitamente, e algumas vezes, a pessoa pode até já acordar com eles. Os principais são:
Fraqueza ou dificuldade para movimentar um membro, um lado do corpo ou da face;
Perda de sensibilidade em alguma região do corpo;
Dificuldade para falar ou para comer;
Visão embaçada ou perda parcial da visão;
Tontura ou desequilíbrio;
Perda da consciência ou desmaio.
O local de aparecimento, a quantidade e a intensidade dos sintomas pode variar de acordo com a região do cérebro correspondente ao vaso sanguíneo afetado e à quantidade de fluxo sanguíneo interrompida.

Na presença de qualquer sinal ou sintoma de AVC é importante ligar para o SAMU 192 o mais rápido possível, para que os primeiros socorros sejam realizados e o tratamento seja iniciado de forma correta no pronto-socorro.

Como tratar

O tratamento de um derrame cerebral deve ser feito o mais rápido possível, pois quanto mais rápido for a melhora do fluxo de sangue para o cérebro, maior a chance de a recuperação do quadro clínico, assim como se torna menos provável a existência de sequelas, como paralisia de uma região do corpo, dificuldades para andar, falar ou comer, alterações da memória ou cognição, e incontinência fecal ou urinária, por exemplo.
A confirmação do diagnóstico e do tipo de AVC são confirmados através de uma tomografia computadorizada do crâni ou ressonância magnética, para, então, iniciar o tratamento.

1. AVE isquêmico

O tratamento do AVC isquêmico é feito com o intuito de tentar re-estabelecer o fluxo de sangue para o cérebro, de forma a controlar a área afetada e a recuperação mais fácil. As opções são:
Uso de medicamentos: são utilizados anti-hipertensivos, como Captopril, usados para reduzir a pressão arterial caso esteja alta, anti-agregantes plaquetários, como AAS e Clopidogrel, para diminuir a formação de coágulos e trombos no cérebro, e redutores do colesterol, como Atorvastatina;
Trombólise: é feita com um potente anticoagulante chamado rt-PA, capaz de desfazer o trombo ou coágulo no vaso e permitir o fluxo de sangue na região afetada e diminuir o número de sequelas. Este tratamento deve ser feito dentro das primeiras 4 horas após início dos sintomas;
Cateterismo cerebral: é uma alternativa à realização da trombólise, existente em alguns centros de neurologia, feita com a inserção de um tubo flexível que vai desde a artéria da virilha até ao cérebro para tentar remover o coágulo ou para injetar remédios anticoagulantes no local;
Desobstrução da carótida: é feita em casos em que a obstrução do fluxo de sangue acontece na artéria carótida, um importante vaso que leva grande quantidade de sangue ao cérebro, e este procedimento serve tanto para diminuir os efeitos como para prevenir um novo derrame cerebral;
Cirurgia de descompressão cerebral: só está indicada em alguns casos de AVC muito grande ou que causaram o inchaço grande no cérebro, sendo necessário fazer um procedimento que abre o crânio por um período, até que diminua o inchaço causando menos prejuízos ao cérebro da pessoa.
Quanto mais cedo for iniciado o tratamento do AVC, mais fácil será a recuperação da pessoa e maior a possibilidade de ter menos sequelas.

2. AVE Hemorrágico

O tratamento do AVC hemorrágico tem o intuito de tentar diminuir o sangramento e reduzir a área comprometida. Assim, geralmente, é usado um anti-hipertensivo caso a pressão arterial esteja muito alta, como acontece em casos como pressão de 220 x 120 mmHg, para diminuir o tamanho de sangramento sem comprometer o fluxo sanguíneo para o resto do cérebro.
Na maioria das vezes, a hemorragia é absorvida pelas próprias células do corpo, mas em sangramentos maiores, também pode ser necessária a realização de uma cirurgia de descompressão cerebral para redução do inchaço.
Também é muito importante tratar a causa do sangramento, que pode ser um aneurisma, uma malformação dos vasos sanguíneos ou uma pancada na cabeça, por exemplo, assim, após estabilização do quadro clínico da pessoa, é possível investigar a característica dos vasos cerebrais, através de exames como a angiografia, e programar um procedimento cirúrgico de correção.
Veja mais detalhes sobre como o feito o tratamento, a recuperação e a reabilitação de cada tipo de AVC.

Como identificar e tratar o AVC

O que causa o AVC

O AVC isquêmico, que é o tipo mais comum de derrame cerebral, acontece quando há um impedimento do fluxo de sangue no cérebro, que pode ser por acúmulos de placas de gordura dentro do vaso, pela impactação de um coágulo ou, até, por diminuição do fluxo de sangue devido a alterações na circulação do corpo.
Este tipo de AVC é muito comum em pessoas que têm doenças como obesidade, pressão alta, diabetes, colesterol e triglicerídeos aumentados e que não fazem o tratamento correto, e também em pessoas que têm arritmias cardíacas.

Já o AVC hemorrágico acontece quando algum vaso sanguíneo se rompe e provoca sangramento dentro do cérebro ou nas meninges, películas que envolvem o cérebro. O sangramento deste tipo de AVC pode acontecer em situações como pressão muito alta, rompimento de um aneurisma, traumatismo encefálico por um acidente, uso de remédios anticoagulantes, uso de drogas ilícitas, tumor cerebral ou por doenças que alteram a coagulação do sangue, por alterações autoimunes, hepáticas ou sanguíneas, por exemplo.

O que fazer para evitar

O AVC isquêmico pode ser evitado através do controle dos fatores de risco, como redução do peso, alimentação rica em vegetais e pobre em sal, gordura e açúcares, realização de atividade física, parar de fumar, além do tratamento correto de doenças que podem desencadear esta situação, como pressão, colesterol, triglicerídeos e glicemia, por exemplo, seguindo as orientações de médico. Veja as nossas dicas para impedir doenças cardiovasculares como infarto e AVC.
Já o AVC hemorrágico também pode ser evitado com estas atitudes, entretanto, é importante investigar outras possíveis causas, como presença de um aneurisma ou mal formações de vasos cerebrais, que podem ser causas de dores de cabeça e tontura frequentes, doenças da coagulação do sangue e, além disso, caso seja feito o uso de remédios anticoagulantes, é importante fazer o acompanhamento com o médico com exames de sangue e retornos para reavaliar as doses.

AFASIAS :

Faz parte da natureza do ser humano utilizar a linguagem para se comunicar, seja no uso da fala, da escrita ou de gestos. Da mesma forma, somos capazes de interpretar e compreender as mensagens enviadas pelo emissor, graças a nossa capacidade de codificação e decodificação através de nossos sentidos.

Afasia é a perda total ou parcial da capacidade de expressar a linguagem falada e escrita, podendo ocorrer juntamente ou não, com a perda da capacidade de compreensão das mensagens linguísticas. Por exemplo: Não conseguir nomear objetos e pessoas comuns do seu dia a dia ou não ser capaz de formular frases, mesmo as mais simples como “Eu quero água”. Outro exemplo é sentir-se como se estivesse em um país estrangeiro sem conhecimento algum da língua local, não entendendo o que as pessoas dizem.

A causa mais comum da Afasia é o Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas também pode ser causada por traumas ou tumores na região. A lesão cerebral atinge as regiões do cérebro responsáveis pelas funções de expressão e compreensão de linguagem.


Pacientes afásicos costumam apresentar além da dificuldade de comunicação:

Hemiplegia (perda dos movimentos de um lado do corpo, geralmente o direito),
Hemianopsia (perda de parte do campo de visão),
Apraxia (dificuldade na sequencialização de ações como se vestir por exemplo),
Problemas de memória,
e até mesmo Epilepsia.
Dentre os tipos de Afasia existentes encontram-se:

Afasia de Broca

Broca trata-se da região do cérebro responsável pela expressão da linguagem. Pacientes com alterações nessa área apresentam boa compreensão, mas tem dificuldades para falar, como se lhes faltassem as palavras. É característico nesses indivíduos, o uso de jargões ou repetição de uma mesma palavra ou sílaba durante a fala. Por exemplo: “Nononononono”. E durante essa fala característica acreditam que estão falando corretamente.

Afasia de Wernicke

A região cerebral que leva o nome de Wernicke, é responsável pela interpretação da linguagem. Indivíduos com lesão nessa área apresentam dificuldade de compreensão e embora tenham uma fala fluente, geralmente é uma fala sem sentido, com nenhum significado lógico.


Afasia Global

Nesse caso, o paciente perde toda a capacidade de se comunicar e compreender, seja na fala, leitura ou escrita.

A função do fonoaudiólogo é diagnosticar e realizar um trabalho terapêutico de acordo com os comprometimentos do indivíduo, juntamente a uma equipe multidisciplinar.

O tratamento costuma ser longo e deve iniciar o mais rápido possível, já que o primeiro ano pós a lesão é o período que abrange maiores resultados bom prognóstico. A terapia é baseada em exercícios que estimulem a linguagem oral e escrita, além de exercícios de Motricidade Orofacial específicos para os casos que apresentarem Disfagia e Paralisia Facial.

Vale ressaltar a importância de considerar idade, grau de instrução e interesses pessoais do paciente, garantindo assim um planejamento eficaz.





Ref: https://www.tuasaude.com/
https://ericasitta.wordpress.com/2016/03/23/voce-sabe-o-que-e-afasia/

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Transtorno do Processamento auditivo Central



Você ouve bem, mas muitas vezes não consegue compreender o que as pessoas dizem? Tem dificuldade de se concentrar, ler e escrever? Precisa pedir constantemente para repetirem o que é dito? Fique atento porque você pode estar sofrendo de transtorno do processamento auditivo central. Os portadores deste distúrbio detectam os sons, mas não conseguem interpretar as informações contidas nele.Saiba mais sobre a importância do processamento auditivo.

O que é o transtorno do processamento auditivo central?
Para entender o transtorno do processamento auditivo central, é preciso saber como funciona o processamento da audição. A capacidade que o sistema nervoso tem para traduzir as informações enviadas pela audição é chamada de processamento auditivo central. Essa habilidade está diretamente relacionada com a localização dos sons, a possibilidade de prestar atenção em um som e ignorar outros, memorizar sons.

Algumas das funções do processamento auditivo são: localização e lateralizacão dos sons, discriminação auditiva, reconhecimento do padrão auditivo, aspectos temporais da audição.



Por que o transtorno do processamento auditivo central acontece?
O transtorno do processamento auditivo pode ser provocado por múltiplas causas. As mais comuns são os problemas origem genética, lesões cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, além da presença de outros distúrbios neurológicos atraso maturacional das vias auditivas do Sistema Nervoso Central ou por envelhecimento natural do cérebro. A maior parte dos diagnósticos da doença costuma ser feita em crianças e idosos.

Quais são os sinais do transtorno do processamento auditivo?
Para pessoas com transtorno de processamento auditivo central, realizar algumas tarefas simples pode ser praticamente impossível. As dificuldades de concentração provocada pelo problema pode ser facilmente confundida com transtornos de atenção, falta de interesse, por isso, é preciso prestar atenção aos sinais do transtorno. Conheça alguns dos sinais:
•Dificuldade de aprendizagem
•Dificuldade de memorização e desatenção
•Cansaço rápido e agitação ao assistir aulas
•Dificuldade para ouvir e prestar atenção em lugares barulhentos
•Necessidade constante de pedir para repetir
•Parecer não ouvir/entender bem
•Demora para escutar e/ou compreender o que foi dito
•Dificuldade em conversas com muitas pessoas ao mesmo tempo
•Dificuldade para localizar de onde o som está vindo
•Dificuldade para realizar uma sequência de tarefas que lhe foi solicitada
•Dificuldade para entender conceitos abstratos

Diagnóstico do transtorno do processamento auditivo
Após percebidos os sinais do transtorno do processamento auditivo central, é fundamental procurar um otorrinolaringologista. Normalmente, uma equipe multidisciplinar, composta, em geral, por neurologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, audiologistas, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos e profissionais da educação, deve analisar o caso para conduzi-lo a um diagnóstico e ou a uma conduta médica e planejamento terapêutico.

Com essa abordagem multidisciplinar, é possível descartar problemas parecidos.Uma avaliação específica do processamento auditivo é realizada por um fonoaudiólogo da área audiológica. A testagem é realizada em cabine acústica, onde o indivíduo é colocado com fones auriculares através dos quais são aplicados testes gravados em CD e padronizados por faixa etária.

Para realizar a avaliação é necessário apresentar uma audiometria recente _ em um prazo igual ou inferior a três meses_ ter um nível de linguagem expressivo e receptivo, atenção e cognição suficientes para que possa compreender as tarefas, não apresentar perda auditiva assimétrica, índice padrão de reconhecimento de fala de no mínimo 70% e índice entre as orelhas não ultrapassar 20%.
Como é o tratamento para essa síndrome?

Após os exames, é possível ter um relatório com resultados obtidos: desde as habilidades preservadas e as com desempenho abaixo do esperado para idade, o impacto efetivo das mesmas na vida do indivíduo nos níveis social, acadêmico e familiar, possível local da disfunção no sistema nervoso auditivo central.

Com esses testes sobre o desempenho do processamento auditivo fica mais fácil identificar o tipo de alteração que precisa ser trabalhado. A boa notícia é que, com o treinamento auditivo adequado, é possível minimizar e reverter os problemas causados pelo transtorno do processamento auditivo central.


A Fonoaudiologia - TDAH


A principal característica do TDAH ,é um padrão de desatenção e/ ou hiperatividade.

A desatenção ,ou falta de concentração, podem manifestar-se em várias situações, sejam elas escolares, profissionais ou sociais.

A hiperatividade e a impulsividade, causam tantos prejuízos quanto a desatenção.

Esses indivíduos, em sua maioria, têm índices de QI acima da média, levando a família a não entender, como é possível ser tão inteligente em certos aspectos e tão desinteressados nos estudos.

Todos os sintomas, certamente estarão presentes antes dos 7 anos de idade ,mas infelizmente quase nunca são diagnosticados precocemente.

É mais comum que isso aconteça ,durante as primeiras séries escolares ,ou quando encaminhados ao médico especialista por algum outro profissional da saúde (fonoaudiólogo, psicólogo ,etc).

Relaciono a seguir, alguns transtornos que poderão acometer o TDAH, tratados por fonoaudiólogos.

DISLALIA—É a troca ,omissão ou simplesmente distorção de fonemas na linguagem falada.

Vale ressaltar que a criança hoje, deve ter a linguagem correta até os 4 anos de idade.(Devido a cobranças sociais e escolares antecipadas na Atualidade).

A dislalia do TDAH ,é exclusivamente funcional ou seja, aquela em que se descarta qualquer alteração ou má formação orgânica.

Para se adquirir padrões corretos de fala ,a criança ,ouve, repara, e se corrige automaticamente, a medida que desenvolve a linguagem. (A compreensão é anterior )

O indivíduo portador de TDAH , com hiperatividade ou não, tem deficiência na atenção ,e , sem a mesma, em alguns casos , a aquisição da fala fica prejudicada.

O dislálico é fluente ,ele fala com desenvoltura ,mesmo que seja incompreensível. A principal queixa da família é que ele parece falar em outra língua.

Na verdade ,ele acredita que fala como ouve.

Daí a necessidade de só falar de forma correta , para que se processe o feedback auditivo.

Dislexia - É um distúrbio específico da linguagem, caracterizado pela dificuldade ou incapacidade de decodificar (compreender) palavras escritas.

A dislexia é uma alteração da leitura ,que certamente estará presente no indivíduo dislálico não tratado até a alfabetização.

Existem maiores e menores graus de comprometimento, em se tratando de dislexia.

Na cabeça do disléxico ,os símbolos gráficos que compõem a leitura ,não fazem nenhum ou pouco sentido.

Acredita-se que isso possa estar também relacionado ao desenvolvimento psicomotor, (Que deveria estar pronto,antes do aprendizado da leitura e da escrita).

Na dislexia ,encontra-se comprometida a consciência do eixo corporal e a lateralidade. Esse indivíduo vai confundir-se eternamente com direita e esquerda por exemplo.

A causa primária da dislexia é a relação espacial alterada, fazendo com que a criança não consiga decifrar satisfatoriamente os códigos da escrita (ler).

Nem todo distúrbio de aprendizagem é dislexia.

Para se ter um diagnóstico de dislexia faz-se necessário uma avaliação cuidadosa ,geralmente por feita por uma equipe multi-disciplinar.

Essa equipe terá a função básica de eliminar ou apontar outras causas responsáveis pela não aquisição da leitura.

O TDAH , pode apresentar dislexia em sua forma total ou simples distúrbio no aprendizado da leitura.

A escrita e a leitura ,estão intimamente ligadas, porém uma , pode estar comprometida e a outra não.

DISGRAFIA- . É uma deficiência na linguagem escrita , mais precisamente na qualidade do traçado gráfico , sem comprometimento neurológico e/ou intelectual.

Nas disgrafias, também encontramos níveis de inteligência acima da média ,mas por vários motivos ,apresentam escrita ilegível ou lenta.

A ‘letra feia’ (disgrafia) está ligada à dificuldades para recordar a grafia correta para representar um determinado som ouvido , ou elaborado mentalmente.

A criança ,escreve devagar ,retocando as letras , e realizando de forma inadequada as uniões entre as mesmas.

Normalmente as amontoa ,com o objetivo de esconder os erros ortográficos.

Assim como a dislexia ,a disgrafia também está relacionada à má organização de espaço temporal, fazendo com que uma organização de caderno, por exemplo, seja ‘inexistente’.(usa espaços inadequados entre as palavras, margens inexistentes, letras deformadas, escrita ascendente ou descendente ,etc).

DISORTOGRAFIA- Tanto a disgrafia ,quanto a disortografia, são alterações da linguagem escrita.

Essas duas alterações, podem estar presentes num mesmo indivíduo, mas não é via de regra.

Na disortografia, a criança escreve nos espaços certos , a caligrafia é clara ,porém cheia de erros ortográficos.

Antes de se fazer um diagnóstico de disortografia, deve-se avaliar com cuidado o grau de escolaridade . No processo educacional, dependendo da série ,vários erros ortográficos serão permitidos.

A disortografia é a incapacidade de aprender a usar os processos gráficos para representar na escrita a linguagem oral.

DISCALCULIA- A discalculia, é a dificuldade ou a incapacidade de realizar atividades aritméticas básicas, tais como quantificação, numeração ou cálculo.

A discalculia é causada por disfunção de áreas têmporo–parietais, muito compatível com o exame clínico do TDAH.

Vale lembrar que alguns indivíduos têm menos aptidão para matemática do que outros, e nem por isso pode-se diagnosticá-los como se tivessem discalculia.

A discalculia está quase sempre associada à quadros de dislexia e do TDAH. (onde se encontram indivíduos com QI acima da média.)



Ref: http://www.tdah.com.br