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terça-feira, 31 de outubro de 2017
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Benefícios do Açafrão
O açafrão é uma das plantas mais exaustivamente pesquisadas até hoje. Suas propriedades medicinais e componentes (principalmente curcumina) têm sido objeto de mais de 5.600 estudos biomédicos revisados por pares e publicados. Na verdade, o nosso projeto de pesquisa ao longo de cinco anos sobre essa planta sagrada revelou mais de 600 aplicações potenciais preventivas e terapêuticas, bem como 175 efeitos fisiológicos benéficos distintos.
Dada a grande densidade de pesquisa realizada sobre essa notável especiaria, não é de admirar que um número crescente de estudos concluiu que ela pode apresentar inúmeros benefícios:
Um estudo de 2008 publicado na journalDrugs em R&D descobriu que uma preparação padronizada de curcuminoides em comparação ao medicamento comercial sobre a disfunção endotelial, patologia subjacente das veias sanguíneas que impulsiona a arterosclerose, em associação com reduções na inflamação e estresse oxidativo em pacientes diabéticos tipo 2.
Um estudo de 1999 publicado na revista Phytotherapy Research descobriu que o polifenol primário do pigmento do açafrão, a curcumina, é comparado favoravelmente a antiinflamatórios na gestão de uveíte anterior crônica, uma doença inflamatória do olho. Um estudo de 2008 publicado em Critical Care Medicine descobriu que a curcumina é comparada favoravelmente com o medicamentos comerciais no modelo animal como uma terapia alternativa para proteger lesão pulmonar associada ao transplante através da diminuição de genes inflamatórios. Um estudo anterior de 2003, publicado no Cancer Letters encontrou o mesmo medicamento também comparado em um modelo de isquemia e reperfusão pulmonar.
Um estudo de 2011 publicado na revista Acta Poloniae Pharmaceutica descobriu que a curcumina é comparada favoravelmente a antidepressivos para reduzir o comportamento depressivo em modelo animal.
Um estudo de 1986, in vitro e ex vivo publicado no journalArzneimittelforschung constatou que a curcumina tem efeitos moduladores de prostaciclina e antiplaquetas, indicando que pode ter valor em pacientes com tendência para a trombose vascular e exigindo terapia para artrite.
Um estudo de 2004 publicado na revista Oncogene descobriu que a curcumina (assim como resveratrol) eram eficazes ao exercer atividades anti-inflamatórias e antiproliferativas contra as células tumorais.
Um estudo de 2007 publicado no International Journal of Cancer descobriu que a curcumina pode atuar como agente antiproliferativo em linhas de células colorretais.
Um estudo de 2009 publicado na revista Biochemistry and Biophysical Research Community explorou como a curcumina pode ser valiosa no tratamento de diabetes, afirmando que ela ativa a AMPK (que aumenta a absorção de glicose) e suprime a expressão do gene gliconeogênico (que suprime a produção de glicose no fígado) em células de hepatoma.
Outra forma em que a curcumina e seus componentes revelam as suas propriedades terapêuticas notáveis está na investigação em cânceres resistentes a medicamentos ou a múltiplos medicamentos.
Foi descoberto que cerca de 54 estudos indicam que a curcumina pode induzir a morte celular ou sensibilizar linhagens de células cancerosas resistentes a medicamentos.
Considerando o histórico do açafrão (curcumina), tendo sido usado tanto como alimento e medicamento em uma ampla gama de culturas, há milhares de anos, um forte argumento pode ser feito para se usar a curcumina como uma alternativa de medicamentos ou adjuvante no tratamento do câncer.
Fonte: Essentia
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
terça-feira, 24 de outubro de 2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Fonoaudiologia - Paralisia Facial
A Fonoaudiologia atua através de estímulos miofuncinais para recuperar as características naturais da expressão facial da pessoa que tenha sido afetada pela paralisia facial, pois os danos causados pela doença podem ser a redução ou a perda geral do movimento facial. Entretanto, esta técnica, os estímulos miofuncionais, serão planejados de acordo com o nível da paralisia.
A atuação da fonoaudiologia é a de fazer com que o tempo de recuperação do paciente seja reduzido. Dessa forma, a pessoa é levada a trabalhar a fisionomia original de forma controlada e simétrica.
Sinônimos: paralisia da face
Paralisia facial é perda de movimentos da face ocasionada por problemas nos nervos. Com isso, os músculos faciais se tornam fracos e flácidos. Normalmente acontece apenas em um lado do rosto e pode ter múltiplas causas.
Acontecer de repente ou gradualmente durante anos e, dependendo da causa, pode durar pouco ou muito tempo. Em alguns casos o rosto pode não voltar ao normal, mas existem procedimentos que minimizam os efeitos.
Causas
A paralisia facial pode ser causada por diversos fatores. Normalmente, quando é uma perda de movimentos gradual, é devido a um tumor na cabeça ou pescoço. Já no caso de uma perda repentina, algumas das razões podem ser:
Paralisia de Bell, que é o tipo mais comum de paralisia facial
Infecção ou inflamação no nervo facial
Trauma na cabeça
Infarto
Problemas de ouvido
Hipertensão
Diabetes
Doença de Lyme, uma doença bacteriana transmitida por carrapatos
Doenças autoimunes como a esclerose múltipla e a síndrome de Guillain-Barré
Sindrome de Ramsay-Hunt, que é uma infecção viral no nervo facial
Durante o nascimento, alguns bebês podem ter paralisia facial temporária, mas em 90% dos casos esse problema se resolve sem tratamento. Nos recém nascidos a paralisia facial pode ser devido a algumas síndromes congênitas, como a síndrome de Moebius e a de Melkersson-Rosenthal.
Fatores de risco
Ter doenças crônicas, autoimunes, ou infecções virais no rosto podem contribuir com o surgimento da paralisia facial. Além disso, no caso da Paralisia de Bell, mulheres grávidas (especialmente durante o terceiro trimestre) e mulheres que acabaram de dar à luz são mais suscetíveis. O mesmo também acontece quando a pessoa já teve paralisias anteriores ou algum parente próximo apresentou o sintoma.
Sintomas
Sintomas de Paralisia facial
Além dos incômodos e prejuízo estético causado pela paralisia facial, ela pode gerar alguns sintomas adicionais como:
Dor na face
Dores de cabeça
Dores de ouvindo, zumbidos em um ou ambos os ouvidos e sensitividade aos sons
Dificuldade para falar e comer
Inabilidade de mostrar emoções
Salivação excessiva
Espasmos musculares
Lacrimejamento
Secura na boca e olhos
Dificuldade para fechar os olhos (o que demanda mais cuidados, as vezes com tapa-olhos e/ou colírios, para prevenir danos a longo prazo).
Diagnóstico e Exames
Buscando ajuda médica
Quando o sintoma surge de repente, é importante procurar um serviço de atendimento de emergência para que o caso seja avaliado e se realizem os procedimentos necessários.
No caso de sentir uma paralisação gradual da face o médico deve ser comunicado o quanto antes. Em ambos os casos, quanto mais cedo for tratado o sintoma, maiores as chances de uma recuperação completa ou com menos sequelas.
Na consulta médica
Normalmente os casos de paralisia facial devem ser avaliados por um neurologista mas, para lidar com o sintoma, pode ser necessário também a ajuda de um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo.
É muito importante discutir todos os sintomas, de antes e depois da paralisia, com os médicos que realizarem o atendimento, mesmo os sinais que não parecem relacionados ao problema. Por isso, se conseguir, é bom escrever os sintomas e medicações que está tomando, assim como outras doenças que possa ter. Caso o paciente não consiga fazer isso, peça para o acompanhante escrever, assim o médico terá os detalhes que o ajudarão a fazer o diagnóstico certeiro e a definir o tratamento. É importante que a pessoa com paralisia facial vá acompanhada até o atendimento de emergência disponível e às consultas.
O seu médico também pode pedir para você tentar mover os seus músculos faciais, por exemplo, levantar as sobrancelhas, fechar os olhos, sorrir, franzir a testa e as sobrancelhas.
Dentre os exames que o profissional pode solicitar para diagnosticar a paralisia facial estão:
Eletromiografia, que checa como estão os músculos e os nervos que os controlam
Exames de imagem
Exames de sangue que ajudem a localizar a causa da paralisia.
Caso o paciente ou seu acompanhante tenham dúvidas sobre essa condição é importante pergunta-las ao profissional que realizará o atendimento. Por isso, se possível, leve as dúvidas para a consulta por escrito. Caso tenha novas perguntas durante o atendimento, não hesite em fazê-las ao médico.
Convivendo (prognóstico)
Expectativas
As expectativas com relação a paralisia facial dependem do motivo que originou esse sintoma. Contudo, em linhas gerais, quanto antes for diagnosticado e tratado o problema, menores são as chances que o paciente tenha sequelas mais graves.
Ref: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/paralisia-facial
http://www.centraldafonoaudiologia.com.br/tratamentos/fonoaudiologia-paralisia-facial
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Fitoterapia - Humana e animal
Fitoterapia (do grego therapeia = tratamento e phyton = vegetal) é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças. Ela surgiu independentemente na maioria dos povos. Na China, surgiu por volta de 3000 a.C. quando o imperador Cho-Chin-Kei descreveu as propriedades do Ginseng e da Cânfora.
Deve-se observar que a definição de medicamento fitoterápico é diferente de fitoterapia pois não engloba o uso popular das plantas em si, mas sim seus extratos. Os medicamentos fitoterápicos são preparações elaboradas por técnicas de farmácia, além de serem produtos industrializados
Vantagens e riscos
Há uma grande quantidade de plantas medicinais, em todas as partes do mundo, utilizadas há milhares de anos para o tratamento de doenças, através de mecanismos na maioria das vezes desconhecidos. O estudo desses mecanismos e o isolamento do princípio ativo (a substância ou conjunto delas que é responsável pelos efeitos terapêuticos) da planta é uma das principais prioridades da farmacologia.
Enquanto o princípio ativo não é isolado, as plantas medicinais são utilizadas de forma caseira, principalmente através de chás, ultradiluições, ou de forma industrializada, com extrato homogêneo da planta.
Ao contrário da crença popular, o uso de plantas medicinais não é isento de risco. Além do princípio ativo terapêutico, a mesma planta pode conter outras substâncias tóxicas, a grande quantidade de substâncias diferentes pode induzir a reação alérgica, pode haver contaminação por agrotóxicos ou por metais pesados. Essa grande quantidade de substâncias que também podem ser tóxicas é originada da evolução das plantas, pois estas são seres vivos e como tal, não possuem vantagens em serem predadas ou danificadas. Desta forma, como não possuem meios de se defenderem de animais herbívoros e fitófagos, desenvolveram diferentes defesas químicas ao longo de sua evolução. Algumas dessas substâncias podem ser úteis para as pessoas, outras prejudiciais, como oxalatos e ácido cianídrico, ambos tóxicos. Um exemplo clássico é a cafeína, um alcaloide, em um animal de grande porte como um ser humano, deixa a pessoa desperta, mas em um inseto que tenta, por exemplo, predar a semente do café pode ter uma reação muito forte, que leva este a perda de apetite, podendo levá-lo a morte.
Além disso, todo princípio ativo terapêutico é benéfico dentro de um intervalo de quantidade - abaixo dessa quantidade, é inócuo e acima disso passa a ser tóxico. A variação de concentração do princípio ativo em chás pode ser muito grande, tornando praticamente impossível atingir a faixa terapêutica com segurança em algumas plantas nas quais essa faixa é mais estreita. Na forma industrializada, o risco de contaminações pode ser reduzida através do controle de qualidade da matéria prima, mas mesmo assim a variação na concentração do princípio ativo em cápsulas pode variar até em 100%. Nas ultradiluições, como na homeopatia, não há o princípio ativo na apresentação final, o que elimina os riscos anteriores. Entretanto, não há nada que indique que haja qualquer efeito benéfico.
À medida que os princípios ativos são descobertos, eles são isolados e refinados de modo a eliminar agentes tóxicos e contaminações, e as doses terapêutica e tóxica são bem estabelecidas de modo a determinar de forma precisa a faixa terapêutica e as interações desse fármaco com os demais.
No entanto, o isolamento e refino de princípios ativos também não é isento de riscos. Primeiro porque pretende substituir o conhecimento popular tradicional e livre, testado há milênios, por resultados provindos de algumas pesquisas analítico-científicas que muitas vezes são antagônicas. Segundo, porque a simples ideia de extrair princípios ativos despreza os muitos outros elementos existentes na planta que, em estado natural, mantêm suas exatas proporções. Assim sendo, o uso de fitoterápicos de laboratório poderia introduzir novos efeitos colaterais ou adversos inesperados, devidos à ausência de sinergismo ou antagonismo parcial entre mais de um princípio ativo que apenas seriam encontrados na planta.
FITOTERAPIA. Plantas Medicinais e fitoterápicos.
Fitoterapia é a prevenção e o tratamento de doenças mediante o uso de plantas (Ferreira, 1999). Phyton, em grego, quer dizer “planta” e therapeia vem do verbo therapeuo, que significa “tratar, cuidar”. Segundo a Portaria 971, de 03/05/2006, do Ministério da Saúde, a fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. A fitoterapia constitui uma forma de terapia medicinal que vem crescendo notadamente neste começo do século XXI.(Panizza 2010)
O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) considera “fitoterapia” a utilização de plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in natura ou secas, plantadas de forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como drogas vegetais ou drogas derivadas vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas e preparadas de acordo com experiências populares tradicionais ou métodos modernos científicos. As práticas e as pesquisas relacionadas ao cultivo e coleta, extração e manipulação, dispensação ou consumo, atenção farmacêutica, orientação assistida, prescrição ou recomendação da fitoterapia abrangem diversos biomas ou sistemas como: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Ecossistemas Costeiros e Marinhos, Pampa e Pantanal, entre outros, no que diz respeito às plantas nativas, endêmicas, introduzidas e exóticas. As práticas alternativas, complementares e outras não convencionais com vistas à prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, como homeopatia, termalismo, acupuntura e afins estarão sendo beneficiadas com a fitoterapia por meio do fornecimento de matérias-primas, insumos vegetais e produtos.(Panizza 2010)
Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal. (Resolução nº 93 da ANVISA, de 12 de julho de 2016 - Altera a RDC nº 26, de 13 de maio de 2014). Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos.)
Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 80% da população de países em desenvolvimento utiliza-se de práticas tradicionais na atenção primária à saúde e, desse total, 85% fazem uso de plantas medicinais (Carvalho, 2007). Com base nesses fatos, o estudo de plantas medicinais como fonte de medicamentos é advogado pela OMS como parte do seu programa “Saúde Para Todos”.
Após décadas de esquecimento, as plantas medicinais e fitoterápicos retornam de um modo bastante amplo, por estarem alicerçadas em aspectos sociais e econômicos, como custo elevado de pesquisas que envolvem desenvolvimento de medicamentos sintéticos, além da dependência de matéria-prima farmacêutica e problemas relacionados as patentes.
Nos últimos tempos, multiplicaram-se na imprensa as informações sobre as vantagens das plantas medicinais e fitoterápicos, aflorando ainda, em grande número, as casas comerciais e farmácias especializadas em ervas. Paralelamente, foi ocorrendo uma substituição de medicamentos sintéticos por medicamentos fitoterápicos e produtos de origem natural, em todo o mundo.
Em países como o Brasil, esses aspectos revestem-se de singular importância por vários motivos. Um deles é a riqueza de nossa flora, com mais de 100.000 espécies, onde apenas 8% das espécies vegetais foram estudadas em busca de compostos bioativos (Simões, 2003). O outro é que uma grande parcela da população não têm acesso a medicamentos, pelo fato de o Brasil ser extremamente dependente de importações de matérias-primas farmacêuticas. Nosso país importa aproximadamente 90% do que consome deste tipo de matéria-prima (disponível em: URL: http://www.sebrae-sc.com.br) . Além da evidente evasão de divisas, isso se constitui até numa questão de segurança nacional.
Para se ter uma idéia da importância do assunto, em caso de interrupções abruptas nas importações de matérias-primas e medicamentos químicos, cerca de 25% dos nossos diabéticos correriam risco de vida, 15% dos hipertensos e portadores de úlceras gastroduodenais estariam privados de medicação supostamente adequada e a quase totalidade dos pacientes transplantados estaria virtualmente privada de medicamentos imunossupressores.
Vêm sendo feitos investimentos de monta em pesquisas, financiadas tanto por setores governamentais como pela iniciativa privada, correspondendo a interesses mundiais ou regionais. No Brasil, entretanto, onde a pesquisa acadêmica quase não se transforma em produtos ou serviços úteis à sociedade, esses objetivos não estão sendo alcançados, pois grande parte das pesquisas científicas não é aproveitada em favor do desenvolvimento sócio-econômico.
Tratamentos Plantas Medicinais
LIVROS . Sérgio Panizza. FITOTERAPIA. Livros: Plantas Medicinais e fitoterápicos. CURSOS EM DVD. Nutrição- farmácia-Odontologia-medicina-naturologia
FITOTERAPIA. Plantas Medicinais e fitoterápicos.
Fitoterapia é a prevenção e o tratamento de doenças mediante o uso de plantas (Ferreira, 1999). Phyton, em grego, quer dizer “planta” e therapeia vem do verbo therapeuo, que significa “tratar, cuidar”. Segundo a Portaria 971, de 03/05/2006, do Ministério da Saúde, a fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. A fitoterapia constitui uma forma de terapia medicinal que vem crescendo notadamente neste começo do século XXI.(Panizza 2010)
O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) considera “fitoterapia” a utilização de plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in natura ou secas, plantadas de forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como drogas vegetais ou drogas derivadas vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas e preparadas de acordo com experiências populares tradicionais ou métodos modernos científicos. As práticas e as pesquisas relacionadas ao cultivo e coleta, extração e manipulação, dispensação ou consumo, atenção farmacêutica, orientação assistida, prescrição ou recomendação da fitoterapia abrangem diversos biomas ou sistemas como: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Ecossistemas Costeiros e Marinhos, Pampa e Pantanal, entre outros, no que diz respeito às plantas nativas, endêmicas, introduzidas e exóticas. As práticas alternativas, complementares e outras não convencionais com vistas à prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, como homeopatia, termalismo, acupuntura e afins estarão sendo beneficiadas com a fitoterapia por meio do fornecimento de matérias-primas, insumos vegetais e produtos.(Panizza 2010)
Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal. (Resolução nº 93 da ANVISA, de 12 de julho de 2016 - Altera a RDC nº 26, de 13 de maio de 2014). Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos.)
Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 80% da população de países em desenvolvimento utiliza-se de práticas tradicionais na atenção primária à saúde e, desse total, 85% fazem uso de plantas medicinais (Carvalho, 2007). Com base nesses fatos, o estudo de plantas medicinais como fonte de medicamentos é advogado pela OMS como parte do seu programa “Saúde Para Todos”.
Após décadas de esquecimento, as plantas medicinais e fitoterápicos retornam de um modo bastante amplo, por estarem alicerçadas em aspectos sociais e econômicos, como custo elevado de pesquisas que envolvem desenvolvimento de medicamentos sintéticos, além da dependência de matéria-prima farmacêutica e problemas relacionados as patentes.
Nos últimos tempos, multiplicaram-se na imprensa as informações sobre as vantagens das plantas medicinais e fitoterápicos, aflorando ainda, em grande número, as casas comerciais e farmácias especializadas em ervas. Paralelamente, foi ocorrendo uma substituição de medicamentos sintéticos por medicamentos fitoterápicos e produtos de origem natural, em todo o mundo.
Em países como o Brasil, esses aspectos revestem-se de singular importância por vários motivos. Um deles é a riqueza de nossa flora, com mais de 100.000 espécies, onde apenas 8% das espécies vegetais foram estudadas em busca de compostos bioativos (Simões, 2003). O outro é que uma grande parcela da população não têm acesso a medicamentos, pelo fato de o Brasil ser extremamente dependente de importações de matérias-primas farmacêuticas. Nosso país importa aproximadamente 90% do que consome deste tipo de matéria-prima (disponível em: URL: http://www.sebrae-sc.com.br) . Além da evidente evasão de divisas, isso se constitui até numa questão de segurança nacional.
Para se ter uma idéia da importância do assunto, em caso de interrupções abruptas nas importações de matérias-primas e medicamentos químicos, cerca de 25% dos nossos diabéticos correriam risco de vida, 15% dos hipertensos e portadores de úlceras gastroduodenais estariam privados de medicação supostamente adequada e a quase totalidade dos pacientes transplantados estaria virtualmente privada de medicamentos imunossupressores.
Vêm sendo feitos investimentos de monta em pesquisas, financiadas tanto por setores governamentais como pela iniciativa privada, correspondendo a interesses mundiais ou regionais. No Brasil, entretanto, onde a pesquisa acadêmica quase não se transforma em produtos ou serviços úteis à sociedade, esses objetivos não estão sendo alcançados, pois grande parte das pesquisas científicas não é aproveitada em favor do desenvolvimento sócio-econômico.
A pesquisa e o desenvolvimento de fitoterápicos por todo o mundo têm por finalidade atender as necessidades das empresas na busca de inovações levando em conta as seguintes informações: produtos modernos, renovação pela necessidade de novos lançamentos, busca de novos desenvolvimentos que atendam os requisitos legais (controle de qualidade, segurança e eficácia) e aperfeiçoamento de produtos já existentes. O estudo de campo e os dados dos laboratórios hoje permitem desenvolver terapias alternativas com bases científicas e etnofarmacológicas, validando o conhecimento popular relacionado a sistemas tradicionais de medicina.
Nos países de primeiro mundo, os medicamentos derivados de plantas vêm desempenhando papel crescente e relevante. Só para se ter uma idéia, em entre os anos 60 e 80, 25% de todo receituário médico nos EUA continham extratos de plantas ou algum princípio ativo deles extraído. Dados de uma pesquisa realizada no Brasil mostram que apenas 15% dos médicos prescrevem fitoterápicos por serem a favor de tratamentos alternativos e naturais, sendo que 27% utiliza dessa ferramenta apenas quando há alguma restrição ao tratamento alopático. Nessa mesma entrevista, 38% dos médicos prescreveriam mais fitomedicamentos se houvesse um maior número de estudos clínicos comprovando eficácia e segurança desses produtos e 5% não tem intenção de prescrever fitomedicamentos (Aché, 2004).
O Brasil, com seu amplo patrimônio genético e sua diversidade cultural, tem em mãos a oportunidade para estabelecer um modelo de desenvolvimento próprio e soberano no Sistema Único de Saúde (SUS) com o uso de plantas medicinais e fitoterápicos. Esse modelo deve buscar a sustentabilidade econômica e ecológica, respeitando princípios éticos e compromissos internacionais assumidos e promovendo a geração de riquezas com inclusão social.
No Brasil, no período 2003-2007, o número de consultas no PSF (Programa Saúde da Família) passou de 77 milhões para 140 milhões (MS, 2008). Mas os dados do Ministério da Saúde ainda apontam uma forte desigualdade regional e intra-regional na oferta de serviços, bem como toda uma série de iniqüilidades de gênero e classe social. O enfrentamento dessas iniqüilidades, junto com a ampliação da participação e do controle social, deve estar no centro do planejamento, da execução, do monitoramento e da avaliação das políticas e ações da saúde.
As filas nas Unidades Básicas de Saúde para agendamento de consultas, exames e cirurgias e o difícil acesso a medicamentos de alto custo mostram que a saúde pública no Brasil ainda não é eficaz para atender toda a população brasileira que não tem condições de pagar um plano de saúde. Os gastos com saúde pública ainda devem ser grandes para mudar esta situação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) promoveram em 1978 a Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde em Alma–Ata, no Casaquistão, alertando para a necessidade de ação urgente dos governos, profissionais da saúde e desenvolvimento, bem como da comunidade mundial para proteger e promover a saúde dos povos no mundo. Nessa conferência, é recomendado aos estados-membros proceder à:
Formulação de políticas e regulamentações nacionais referentes à utilização de remédios tradicionais de eficácia comprovada e exploração das possibilidades de incorporar os detentores de conhecimento tradicional às atividades de atenção primária em saúde, fornecendo-lhes treinamento correspondente (OMS, 1979).
Ao final da década de 1970, a OMS criou o Programa de Medicina Tradicional, que recomenda aos Estados-membros o desenvolvimento de políticas públicas para facilitar a integração da medicina tradicional e da medicina complementar alternativa nos sistemas nacionais e atenção à saúde, assim como promover o uso racional dessa integração.
Embora a medicina moderna esteja bem desenvolvida na maior parte do mundo, a OMS reconhece que grande parte da população dos países em desenvolvimento depende da medicina tradicional para sua atenção primária, tendo em vista que 80% dessa população utilizam práticas tradicionais nos seus cuidados básicos de saúde e 85% utilizam plantas ou preparações destas.
Em vista desses fatos, e considerando a rica biodiversidade brasileira e sua enorme potencialidade no que diz respeito as plantas medicinais, no ano de 2006 duas políticas foram publicadas para o setor de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil, a fim de incentivar a prática desse tipo de terapia pelos profissionais da saúde. A primeira foi a Portaria Ministerial MS/GM nº 971, de 03 de maio de 2006, aprovando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), que prevê a incorporação de terapias como a homeopatia, o termalismo, a acupuntura e a fitoterapia nesse sistema.
A segunda foi o decreto no. 5.813, de 22 de junho de 2006, que aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e dá outras providências (Carvalho, 2008). Essa Política estabelece diretrizes e linhas prioritárias para o desenvolvimento de ações pelos diversos parceiros em torno de objetivos comuns voltados à garantia do acesso seguro e do uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos em nosso País. Também traça diretrizes para o desenvolvimento de tecnologias e inovações, assim como o fortalecimento das cadeias e dos arranjos produtivos. A política orienta também para o uso sustentável da biodiversidade brasileira e o desenvolvimento do complexo produtivo da saúde (MS, 2007).
Para o monitoramento e a avaliação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, foi criado e aprovado pela Portaria Interministerial nº 2.960, de 9 de dezembro de 2008, o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que iniciou seus trabalhos no dia 29 de setembro de 2009. Com a sua criação essa política tornou-se o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Com caráter consultivo e deliberativo, o comitê é composto por representantes do governo e da sociedade civil.
Compete ao Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos:
I – definir critérios, parâmetros, indicadores e metodologia voltados à avaliação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), sendo as informações geradas no interior dos vários planos, programas, projetos, ações e atividades decorrentes dessa política, agora Programa Nacional;
II – criar instrumentos adequados à mensuração de resultados para as diversas vertentes da PNPMF;
III – avaliar a ampliação das opções terapêuticas aos usuários e a garantia de acesso a plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à fitoterapia no SUS;
IV – acompanhar as iniciativas de promoção à pesquisa, desenvolvimento de tecnologias e inovações nas diversas fases da cadeia produtiva;
V – avaliar as questões relativas ao impacto de políticas intersetoriais sobre plantas medicinais e fitoterápicos, tais como: desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas, fortalecimento da indústria farmacêutica, uso sustentável da biodiversidade e repartição dos benefícios decorrentes do acesso aos recursos genéticos de plantas medicinais e ao conhecimento tradicional associado;
VI – acompanhar o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo País no âmbito da PNPMF;
VII – Acompanhar a consonância da política e do programa com as demais políticas nacionais.
Atualmente, o Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) faz parte deste Comitê representando a Agricultura como Titular por meio de seu presidente em exercício.
O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos contempla todas as etapas de produção de fitoterápicos, desde o início, com as pesquisas que demonstrem evidências científicas da planta para um determinado tratamento, passando pelo cultivo, colheita, extração, produção e comercialização do produto. Por envolver também a sabedoria popular, o programa não poderia deixar de lado o conhecimento das comunidades tradicionais.
No Estado de São Paulo temos também o exemplo da Lei nº 12.739/07, proposta pelo deputado Rodolfo de Costa e Silva, que autorizou o Poder Executivo a criar o Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas.
O Artigo 7º diz que o Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas deverá respeitar os seguintes princípios:
I - a pesquisa científica voltada para a identificação e a classificação de plantas para análise de suas qualidades terapêuticas;
II - o cultivo de plantas medicinais;
III - a pesquisa científica voltada para o desenvolvimento do processo de produção de produtos fitoterápicos;
IV - a produção de fitoterápicos;
V – a distribuição dos produtos fitoterápicos;
VI - o controle de qualidade dos produtos fitoterápicos;
VII - a divulgação dos produtos fitoterápicos com vista a orientar a comunidade médico-usuário da saúde a respeito de sua utilização.
A Lei nº 12.951, de 07 de outubro de 1999 (D.O. 15 de outubro de 1999) dispõe sobre a Política de Implantação da Fitoterapia em Saúde Pública no Estado do Ceará. O Artigo 1º dessa lei diz que fica o Estado do Ceará autorizado a implantar política de incentivo à pesquisa e à produção de produtos fitoterápicos, com o objetivo de facultar ao Sistema Único de Saúde – SUS, o uso de tais medicamentos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de enfermidades específicas. Em 2007 a Assistência Farmacêutica no Estado foi regulamentada como Coordenadoria (Coasf – Coordenadoria de Assistência Farmacêutica), se tornando divisão direta do organograma da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o Núcleo de Fitoterapia (Nufito) que vem desenvolvendo atividades que vão desde a capacitação de profissionais para o conhecimento e cultivo das plantas à orientação científica sobre a utilização desses medicamentos na Farmacologia da Saúde Pública na capital e no interior. As atividades são resultados da parceria entre o Governo do Estado e o Projeto Farmácias Vivas, idealizado pelo Professor Francisco José de Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará.
Outros Estados, como o Rio de Janeiro e a Bahia, também apresentaram seus programas estaduais de fitoterápicos e plantas medicinais.
Alguns municípios também criam suas próprias políticas públicas que incentivam a utilização da prática da fitoterapia como a Lei Municipal nº 14.903, de 06 de fevereiro de 2009, que dispõe sobre a criação do Programa de Produção de Fitoterápicos e Plantas Medicinais no Município de São Paulo e dá outras providências, agora regulamentada pelo Decreto nº 51.435, de 26 de abril de 2010.
Segundo o Decreto nº 51.435:
Art 3º: O Programa tem por objetivo principal proporcionar a população o acesso seguro:
I – às plantas medicinais, com a adoção de boas práticas agícolas relativas ao respectivo cultivo, manipulação e produção de mudas certificadas e validadas, para utilização de acordo com orientação sobre o uso correto;
II – aos fitoterápicos, produzidos segundo legislação específica, a fim de serem disponibilzados, mediante prescrição de profissionais autorizados legalmente, médicos e cirurgiões dentistas nas suas respectivas especialidades, nas unidades de saúde da Secretaria Municipal da Saúde.
Vamos ver no decorrer deste livro que outros profissionais atualmente estão legalmente habilitados para prescrever fitoterápicos. Eis aqui uma crítica à esse Decreto, que poderia ter contemplado “profissionais legalmente habilitados” ao invés de “médicos e cirurgiões dentistas”.
Outra Lei do município de São Paulo com o mesmo intuito é a Lei nº 13.717, de 8 de janeiro de 2004, Projeto de Lei nº 140/01, do Vereador Celso Jatene, D.O.U. do município de São Paulo de 9 de janeiro de 2004, que dispõe sobre a implantação das Terapias Naturais na Secretaria Municipal de saúde, e dá outras providências. O Artigo 1º diz que fica o Poder Executivo Municipal incumbido da implantação das Terapias Naturais para o atendimento da população do Município de São Paulo.
§ 1º - Entende-se como Terapias Naturais todas as práticas de promoção de saúde e prevenção de doenças que utilizem basicamente recursos naturais.
§ 2º - Dentre as Terapias Naturais destacam-se modalidades, tais como: massoterapia, fitoterapia, terapia floral, acupuntura, hidroterapia, cromoterapia, aromaterapia, geoterapia, quiropraxia, ginástica terapêutica, iridiologia e terapias de respiração.
Em 2005, a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos, por meio do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS) elaborou, em parceria com outros ministérios e com colaborações de consultores e pesquisadores, uma lista de espécies vegetais considerando as já utilizadas nos serviços de saúde estaduais e municipais, o conhecimento tradicional e popular e os estudos químicos e farmacológicos disponíveis. Esse documento subsidiou, em 2008, a elaboração da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus).
A finalidade do Renisus é subsidiar o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, inclusive nas ações que serão desenvolvidas também pelos outros ministérios participantes no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, relacionadas à regulamentação, cultivo, manejo, produção, comercialização e dispensação de plantas medicinais e fitoterápicos. Terá também a função de orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da Renafito (Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos), o desenvolvimento e a inovação na área de plantas medicinais e fitoterápicos.
As espécies vegetais foram pré-selecionadas por regiões que referenciavam seu uso, por indicações de uso e de acordo com as categorias do Código Internacional de Doenças (CID-10). Essa parte inicial do trabalho foi realizada por técnicos da Anvisa e do Ministério da Saúde (MS), profissionais de serviços e pesquisadores da área de plantas medicinais e fitoterápicos, vinculados à área da saúde, representando as diversas regiões brasileiras.
A partir dessa pré-seleção foram excluídas espécies exóticas e as que constam da lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, do Ministério do Meio Ambiente (IN nº 6/2008). A Renisus ficou com 71 plantas (veja a seguir a relação oficial completa).
RENISUS - Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse para o SUS
1 - Achillea millefolium
Mil-folhas, aquiléia, mil-em-rama
37 - Lippia sidoides
Alecrim-pimenta, alecrim-bravo
2 - Allium sativum
Alho
38 - Malva sylvestris
Malva
3 - Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis)
Babosa
39 - Maytenus spp (M. aquifolium ou M. ilicifolia)
Espinheira-santa
4 - Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa)
Alpínia, falso-cardamomo, pacová
40 - Mentha pulegium
Poejo, menta-miúda
5 - Anacardium occidentale
Cajueiro
41 - Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
Menta, hortelã
6 - Ananas comosus
Abacaxi
42 - Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata)
Guaco
7 - Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea
Pau-ferro
43 - Momordica charantia
Melão-de-são-caetano
8 - Arrabidaea chica
Crajiru, pariri, cipó-cruz
44 - Morus sp
Amoreira, amora
9 - Artemisia absinthium
Losna, absinto
45- Ocimum gratissimum
Alfavaca
10 - Baccharis trimera
Carqueja
46 - Orbignya speciosa
Coco babaçu
11 - Bauhinia spp (B. affinis, B. forficate ou B. variegata)
Pata-de-vaca
47 - Passiflora spp (P.alata, P. edulis ou P. incarnata)
Maracujá, passiflora
12 - Bidens pilosa
Picão-preto
48 - Persea spp (P. gratissima ou P. americana) Abacateiro
13 - Calendula officinalis
Calêndula
49 - Petroselinum sativum
Salsa, salsinha, cheiro-verde
14 - Carapa guianensis
Andiroba
50 - Phyllanthus spp (P. amarus, P. niruri, P. tenellus e P. urinaria)
Quebra-pedra
15 - Casearia sylvestris
Guaçatonga
51 - Plantago major
Tanchagem
16 - Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
Camomila
52 - Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
Falso-boldo, boldo-de-jardim
17 - Chenopodium ambrosioides
Erva-de-santa-maria, mentrasto, mentruço, mentruz
53 - Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides)
Erva-de-bicho
18 - Copaifera spp
Copaíba
54 - Portulaca pilosa
Ora-pró-nóbis, beldroega
19 - Cordia spp (C. curassavica ou C.verbenacea)
Erva-baleeira
55 - Psidium guajava
Goiaba-branca
20 - Costus spp (C. scaber ou C. spicatus)
Cana-do-brejo
56 - Punica granatum
Romã
21 - Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
Sacacá
57 - Rhamnus purshiana
Cáscara-sagrada
22 - Curcuma longa
Açafrão, açafrão-da-terra, cúrcuma
58 - Ruta graveolens
Arruda
23 - Cynara scolymus
Alcachofra
59 - Salix alba
Salgueiro-branco
24 - Dalbergia subcymosa
Verônica
60 - Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
Aroeira
25 - Eleutherine plicata
Marupari, marupazinho
61 - Solanum paniculatum
Jurubeba
26 - Equisetum arvense
Cavalinha
62 - Solidago microglossa
Arnica brasileira
27 - Erythrina mulungu
Mulungu
63 - Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
Barbatimão
28 - Eucalyptus globulus
Eucalipto
64 - Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini)
Jambolão, Jamelão
29 - Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana
Pitanga
65 - Tabebuia avellanedeae
Ipê-roxo, pau-d´arco
30 - Foeniculum vulgare
Funcho, falsa erva-doce
66 - Tagetes minuta
Coari, cravo-de-defunto
31 - Glycine max
Soja
67 - Trifolium pratense
Trevo-dos-prados, trevo-vermelho
32- Harpagophytum procumbens
Garra-do-diabo
68- Uncaria tomentosa
Unha-de-gato
33- Jatropha gossypiifolia
Jalapa, pinhão-roxo
69- Vernonia condensata
Boldo-baiano, boldo-japonês
34- Justicia pectoralis
Anador, chambá
70- Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes) Assa-peixe
35 - Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum
Pirarucu, folha-da-fortuna
71- Zingiber officinale
Gengibre
36 - Lamium album
Urtiga branca
Essa relação está disponível no seguinte endereço eletrônico:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/RENISUS.pdf.
Medicamentos para atenção básica à saúde
A Portaria nº 2.982, de 26 de novembro de 2009, aprova as normas de execução e de financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica. Essa portaria apresenta uma relação de medicamentos e outra de medicamentos fitoterápicos e homeopáticos que serão financiados pelo governo (federal, estadual e municipal) para serem utilizados pelo Sistema Único de Saúde por atenderem aos agravos prevalentes e prioritários da atenção básica.
A tabela a seguir apresenta os medicamentos fitoterápicos abrangidos por essa portaria.
Nome popular
Nome científico
Forma farmacêutica
Indicação de uso
Espinheira -santa
Maytenus ilicifolia
Cápsula
Comprimido
Emulsão
Solução
Tintura
Dispepsia, coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera duodenal
Guaco
Mikania glomerata
Cápsula
Solução oral
Tintura
Xarope
Expectorante, broncodilatador
Alcachofra
Cynara scolymus
Cápsula
Comprimido
Drágea
Solução oral
Tintura
Colagoga e colerética em dispepsias associadas a disfunções hepatobiliares
Aroeira
Schinus terebenthifolius
Gel
Óvulo
Produtos ginecológicos, antiinfecciosos tópicos simples
Cáscara-sagrada
Rhamnus purshiana
Cápsula
Tintura
Constipação ocasional
Garra-do-diabo
Harpagophytum procumbens
Cápsula
Comprimido
Anti-inflamatório (oral) em dores lombares, osteoartrite
Isoflavona de soja
Glycine max
Comprimido
Cápsula
Climatério (coadjuvante, alívio dos sintomas)
Unha-de-gato
Uncaria tomentosa
Cápsula
Comprimido
Gel
Anti-inflamatória (oral e tópico) nos casos de artrite reumatóide, osteoartrite. Imunoestimulante
Todas as políticas apresentadas estimulam a adoção da fitoterapia nos programas federais, estaduais e municipais de saúde pública, mostrando a importância do aperfeiçoamento dos profissionais da saúde nessa área, que vem crescendo, ganhando força e confiança da comunidade.
Nos últimos anos uma grande parte da população passou a mudar seus hábitos de compra: o setor de produtos naturais vem despertando a atenção de consumidores preocupados com a saúde e que buscam alternativas de tratamento com o mínimo possível de efeitos colaterais. Da mesma forma, os profissionais da saúde estão procurando cada vez mais alternativas aos produtos sintéticos e alopáticos para a melhoria dos sintomas e o tratamento de diversas patologias.
Este livro foi concebido para ajudar os profissionais interessados em aplicar a fitoterapia em equipes multidisciplinares, tanto no sistema único de saúde (SUS) como na rede privada, a recomendar e/ou prescrever fitoterápicos e plantas medicinais segundo a legislação. A utilização da fitoterapia está cada vez mais padronizada e segura, constituindo uma excelente terapêutica, se utilizada com o devido conhecimento e responsabilidade.
Lembramos que as legislações estão sempre sendo atualizadas, modificadas e/ou revogadas. As leis, resoluções, instruções normativas e outros decretos já apresentados e os que ainda serão citados estão atualizados até a data da publicação deste livro. Recomendamos que os profissionais que se utilizarem da legislação oficial na prescrição ou recomendação de plantas medicinais e fitoterápicos verifiquem se essas leis não foram alteradas ou atualizadas por outras.
O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) sinaliza a importância da busca constante do aprimoramento na prescrição e/ou recomendação segura de plantas medicinais e fitoterápicos através de cursos, congressos, leitura de artigos científicos e da filiação a instituições de classe que estabeleçam, definam, reciclem e fortaleçam essas regulamentações.
FITOTERAPIA. Plantas Medicinais e fitoterápicos.
www.fitoterapiaonline.com.br
www.fitobuscador.org.br
DR.h.c.SÉRGIO TINOCO PANIZZA
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fitoterapia
sábado, 14 de outubro de 2017
Fonoaudiologia - Dislexia
A dislexia pode prejudicar o desempenho de um aluno na escola, uma vez que é um distúrbio de aprendizagem nas áreas relacionadas à leitura, escrita e soletração. Poucos são os indivíduos afetados por esse problema, entretanto muitos o confundem com preguiça ou até falta de vontade do aluno em aprender.
Os disléxicos são pessoas inteligentes, entretanto precisam de um cuidado especial. É nessa questão que o fonoaudiólogo assume um papel importante. Sua tarefa é trabalhar a dificuldade do paciente em associar os sons da fala, os fonemas, às letras correspondentes etc. Além disso, são estabelecidas por este profissional estratégias que possam auxiliar o disléxico na leitura e nas relações entre a escrita e o som das palavras.
A Dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas. (Definição adotada pela IDA – International Dyslexia Association, em 2002.
Dislexia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de leitura, apesar da inteligência da pessoa ser normal. O distúrbio afeta as pessoas em diferentes graus. Os principais sintomas são dificuldades em pronunciar corretamente as palavras, em ler rapidamente, em escrever palavras à mão, em subvocalizar palavras, em pronunciar corretamente palavras ao ler em voz alta e em compreender aquilo que se está a ler. Em muitos casos estas dificuldades começam-se a notar na escola. Nos casos em que a pessoa anteriormente conseguia ler sem dificuldade, mas em determinado momento perde essa capacidade, o distúrbio denomina-se alexia. Estas dificuldades são involuntárias e as pessoas com este distúrbio demonstram um desejo de aprendizagem normal.
Acredita-se que a dislexia seja causada tanto por fatores genéticos como ambientais. Em alguns casos a doença é familiar É frequente ocorrer em pessoas com distúrbio de défice de atenção e hiperatividade (DDAH) e está associada a dificuldades semelhantes com números. O distúrbio pode também ter início na vida adulta em consequência de um traumatismo cranioencefálico, de um acidente vascular cerebral ou de demência. Os mecanismos subjacentes da dislexia envolvem problemas com o processamento da linguagem pelo cérebro. O diagnóstico de dislexia é realizado com recurso a uma série de exames que avaliam a capacidade de memorização, dicção, visão e leitura. A dislexia é distinta das dificuldades de leitura causadas por incapacidade visual ou por ensino insuficiente.
O tratamento consiste em ajustar os métodos de ensino de forma a corresponder ás necessidades da pessoa. Embora isto não constitua uma cura para o problema subjacente, pode diminuir o grau dos sintomas. Os tratamentos focados na visão não são eficazes. A dislexia é o mais comum distúrbio de aprendizagem e ocorre em todas as regiões do mundo. Afeta entre 3% e 7% da população mundial, embora até 20% das pessoas possam apresentar algum grau dos sintomas. Embora a dislexia seja diagnosticada com maior frequência em homens, tem sido sugerido que afeta homens e mulheres de igual forma. Tem também sido proposto que a dislexia seja melhor descrita como uma diferente forma de aprendizagem, apresentando tanto vantagens como desvantagens.
Essa também é a definição usada pelo National Institute of Child Health and Human Development – NICHD).
Possíveis Sinais:
Alguns sinais na Pré-escola
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem
Dificuldade de aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra-cabeças;
Falta de interesse por livros impressos.
Alguns sinais na Idade Escolar
Dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pinturas etc.) e/ou grossa (ginástica, dança etc.);
Desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalho escolares e perda de seus pertences;
Confusão para nomear entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.;
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas;
Próximo passo: diagnóstico
Ref: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dislexia
http://www.dislexia.org.br/o-que-e-dislexia/
http://www.centraldafonoaudiologia.com.br/tratamentos/fonoaudiologia-dislexia
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Mestre Paulo o Veneziano
Sustentando as energias do Espírito Santo para a humanidade, é quem nos dá o alento da vida.
Mestre Paulo, o Veneziano é o Maha Chohan da Grande Fraternidade Branca. Nessa função, canaliza a Luz do Coração do Universo para os Chohans ou diretores dos Raios. Representa a energia do Espírito Santo para a humanidade, que vivifica toda forma de vida nos reinos humano e elemental. É dele que recebemos o primeiro alento quando nascemos e, quando desencarnamos, é também ele que recebe o nosso último suspiro.
Paulo Veneziano serviu no governo da Atlântida como responsável dos assuntos culturais. Antes de o continente se afundar, foi ao Peru para aí estabelecer um foco da Chama da Liberdade.
Encarnou no Egipto como mestre de arquitectura esotérica, e trabalhou com El Morya, então um mestre Maçon, na construção das pirâmides.
Na sua última encarnação, como Paolo Veronese (1528-1588), pintor do Renascimento Italiano, foi considerado como um dos grandes artistas venezianos. Os seus trabalhos eram conhecidos pela sua grandiosidade de espaços e riqueza de colorido, sendo os seus temas essencialmente cristãos. Rompeu com a tradição na arte religiosa de fazer as figuras de Cristo e dos seus apóstolos rígidas e "inatingíveis". Ilustrou os passos iniciáticos do Caminho da Cristificação e pintou muitos martírios de santos. O seu trabalho de maior expressão representa as bodas de Canã e encontra-se no Louvre. Executou a "Tentação de Santo António", a "Coroação da Virgem", a "Descida da Cruz", a "Ceia em Emaús", a "Sagrada Família", a "Ressurreição de Lázaro" - todos estes passos importantes da iniciação Cristica. Ficou conhecido não só pelas suas cenas Bíblicas, mas também por pintar sobre temas históricos, festivais e cortejos executados com tanta frescura, alegria e grandeza, que tomou o seu lugar como terceiro dos gigantes do Renascimento Veneziano, juntamente com Ticiano e Tintoretto.
Como ser do Terceiro Raio, é especialmente dedicado aos atributos do amor divino, inteligência criativa, beleza, comunhão e compaixão Quem deseja desenvolver as faculdades da criatividade e da intuição recebe desse Mestre todo auxílio necessário.
Perto do final da sua vida, o seu Guru, o Maha Chohan, informou Paolo de que graças às disciplinas Cristicas do Amor na senda do Terceiro Raio que impusera a si mesmo ao longo de muitas vidas, ele (Paolo) merecia ser libertado da escola da Terra e que estava prestes a entrar nos reinos da imortalidade. Depois de falecer com a idade de sessenta anos, retirou-se para o retiro do Château de Liberté, onde a sua alma entrou no ritual da Ascensão em Abril de 1588.
O Maha Chohan é um amoroso consolador de todo ser humano, que se empenha em nos motivar a entrar no ritmo vibratório de Sua natureza até que incorporemos os Seus atributos. Seu templo etérico fica sobre a ilha de Sri Lanka, ao sul da India. A música-chave desse mestre é At Downing, de Cadman.
Diz Mestre Paulo Veneziano:
"Gostaria de ajudar-vos a conseguir o verdadeiro estado de paz, tornando-vos uma presença consoladora para os demais. Discípulos, quando conhecerdes a preciosa paz, vereis cada criatura retribuir-vos o consolo. Apelai à vossa própria Presença Divina e apelai a Mim pedindo esta graça; então, ireis desenvolver uma nova concepção de tudo que vos rodeia."
Apelo ao Mestre Paulo, o Veneziano
Bem-amado Mestre Ascensionado Paulo, o Veneziano, eu Vos amo e Vos abençôo. Agradeço por tudo que tendes feito por mim e por toda a humanidade. Ensinai-me a ser nobre e que eu tenha o privilégio de possuir as Vossas virtudes: tolerância, tato, diplomacia, paciência, gratidão e capacidade de conviver com meus semelhantes.
Decreto do amor incondicional
EU SOU o amor que preenche meu mundo material
EU SOU o amor que a tudo compreende
EU SOU o amor ilimitado que me une a toda criação divina
EU SOU a oportunidade amorosa de caminhar na luz
EU SOU reconhecendo o amor em todos os seres
EU SOU sustentando o amor e harmonia entre anjos, homens e elementais
EU SOU estabelecendo para a Terra o seu plano de amor
EU SOU, EU SOU, EU SOU
Fonte : Templo de Yris
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Fonoaudiologia - Apraxia
Alguns exames ajudam a diagnosticar a apraxia, são eles:
O eletroencefalograma é uma alternativa para descartar a epilepsia como a causa da apraxia
A punção lombar também pode ser realizada a fim de observar se há uma inflamação ou infecção que afeta o cérebro
Uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada pode ser feita a fim de descobrir se há algum tumor, acidente vascular cerebral ou lesão cerebral.
O fonoaudiólogo irá diagnosticar a apraxia da fala. Não existe um exame específico para descobrir a condição. O profissional pode realizar uma série de testes. Como pedir para que o paciente recite uma lista de palavras e interagir como o paciente a fim de avaliar quais silabas ou palavras são mais difíceis. No caso da apraxia da fala adquirida os exames mencionados acima também podem ser pedidos. É importante que o profissional observe se a pessoa apresenta outros sintomas da apraxia.
A apraxia é uma desordem neurológica que se caracteriza por provocar uma perda da capacidade em executar movimentos e gestos precisos que conduziriam a um dado objectivo, apesar do paciente ter a vontade e a habilidade física para os executar. Resulta de disfunções nos hemisférios cerebrais, no lobo frontal, mais especificamente no córtex motor e na sua área motora secundária. Caracteriza-se, mais especificamente, na diminuição da capacidade para executar actividades motoras apesar das capacidades motoras, a função sensorial e a compreensão da tarefa requerida estarem intactas. Leva à diminuição das capacidades de pantomima da utilização de objectos (por exemplo, escovar o cabelo)e da capacidade de execução de atos motores conhecidos (por exemplo, acenar em adeus). A apraxia é uma patologia provocada por lesões cerebrais tais como acidentes, tumores, etc.
O termo “apraxia” foi usado pela primeira vez em 1871 por Steinthal. Não existe uma definição universal para o termo, mas Rothi e Heilman sugerem que seja definido como uma alteração neurológica da capacidade de movimento apreendido e proposicional que não possa ser explicado por defeitos elementares da motricidade nem dos sistemas sensoriais.
A apraxia ideativa corresponde à ideomotora, mas o desempenho não melhora com a presença do objecto nem com a imitação. É como se todos os esquemas de programação motora estivessem perdidos. Este tipo de apraxia é comum na demência. A apraxia buco-facial corresponde à incapacidade de realizar movimentos com os músculos da face e da boca. Este tipo acompanha muitas vezes os quadros afásicos, sendo possível que os mecanismos que sustentam estes movimentos partilhem algumas funções com as da linguagem. O mesmo já não acontece nas apraxias, que se torna evidente nos membros em que a lateralidade se correlaciona mais com a sua presença. A apraxia de marcha, como o nome indica, corresponde à impossibilidade de realizar os movimentos necessários para andar. Estes doentes, são capazes de cruzar as pernas quando estão sentados, de bater com os pés no chão alternadamente, de fazer movimentos de bicicleta quando estão deitados, mas não conseguem realizar os movimentos necessários para progredir na marcha. A apraxia do vestir surge com muita frequência nos casos de demência. O doente deixa de saber a sequência correta com que se vestem as diferentes peças de roupa. Pode, por exemplo, vestir a camisa por cima do casaco. Muitas vezes, tenta vestir peças de roupa de forma errada, tenta enfiar a perna na manga do casaco e, noutras ocasiões, pode usar múltiplas peças de roupa repetidas, por exemplo, três pares de meias.
Causas:
A causa da apraxia são danos no cérebro. Sendo que os problemas mais comuns que levam a ela são:
Tumor cerebral
Doenças neurodegenerativas, que provocam uma piora gradual do cérebro e do sistema nervoso
Demência
AVC
Traumatismo crânio-encefálico.
É comum que a apraxia da fala ocorra com uma outra doença chamada afasia. Dependendo da causa da apraxia, uma série de outros problemas cerebrais ou do sistema nervoso podem estar presentes.
Sintomas de Apraxia:
Uma pessoa com apraxia não tem a capacidade de fazer os movimentos musculares corretos. Às vezes, uma palavra ou ação completamente diferente do que a pessoa pretendia dizer ou fazer pode ocorrer. A pessoa sempre está ciente do erro.
Sintomas da apraxia da fala:
Distorcer e repetir palavras ou sons ou ficar sem fala. A pessoa tem dificuldade em colocar as palavras na ordem correta
Dificuldade em pronunciar a palavra certa
Maior dificuldade em dizer palavras mais compridas
Melhor capacidade de escrever do que de falar
Uso excessivo de formas não verbais de comunicação
Problema com coordenação e habilidades motoras finas.
Sintomas de outras formas de apraxia:
Apraxia orofacial ou bucofacial: Incapacidade de fazer movimentos da face quando pedido, como lamber os lábios ou piscar
Apraxia ideacional: Incapacidade de aprender tarefas na ordem necessária, como colocar primeiro a meia e depois o sapato
Apraxia ideomotora: seus sintomas consistem na incapacidade de realizar uma ação com o objeto correto para ela. Por exemplo, caso receba uma chave de fenda a pessoa pode tentar usá-la como uma caneta
Apraxia membro-cinética: a pessoa não consegue fazer movimentos precisos com os braços e pernas, como uma dificuldade para abotoar uma camisa ou calça.
Frustração e depressão são respostas típicas das pessoas com qualquer tipo de apraxia.
Ref: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/apraxia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Apraxia








