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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Sistema Imunológico

O sistema imunológico, sistema imune ou imunitário é um conjunto de elementos existentes no corpo humano.





Esses elementos interagem entre si e têm como objetivo defender o corpo contra doenças, vírus, bactérias, micróbios e outros.

O sistema imunológico humano serve como uma proteção, um escudo ou uma barreira que nos protege de seres indesejáveis, os antígenos, que tentam invadir o nosso corpo. Assim, representa a defesa do corpo humano.

Resposta Imune
O processo de defesa do corpo através do sistema imunológico é chamado de resposta imune.

Existem dois tipos de respostas imunes:

Imunidade inata, natural ou não específica
A imunidade inata ou natural é a nossa primeira linha de defesa. Esse tipo de imunidade já nasce com a pessoa, representada por barreiras físicas, químicas e biológicas.

Ela inclui a pele, cílios, lágrima, muco, plaquetas, saliva, suco gástrico, suor. Também é representada pelas células de defesa, como leucócitos, neutrófilos e macrófagos.

Os principais mecanismos da imunidade inata são fagocitose, liberação de mediadores inflamatórios e ativação de proteínas.

Se a imunidade inata não funciona ou não é suficiente, a imunidade adaptativa entra em ação.

Imunidade adquirida, adaptativa ou específica
A imunidade adaptativa é a defesa adquirida ao longo da vida, tais como anticorpos e vacinas.

Constitui mecanismos desenvolvidos para expor as pessoas com o objetivo de fazer evoluir as defesas do corpo. A imunidade adaptativa age diante de algum problema específico.

Por isso, depende da ativação de células especializadas, os linfócitos.

Existem dois tipos de imunidade adquirida:

Imunidade humoral: depende do reconhecimento dos antígenos, através dos linfócitos B.
Imunidade celular: mecanismo de defesa mediado por células, através dos linfócitos T.
Leia sobre:

Antígenos
Anticorpos
Células e órgãos
O sistema imunológico humano é formado por diversos tipos de células e órgãos. Conheça quais são:

Células
As células de defesa do corpo são os leucócitos, linfócitos e macrófagos.

Leucócitos
Os leucócitos ou glóbulos brancos são células produzidas pela medula óssea e linfonodos, com função é produzir anticorpos para proteger o organismo contra os patógenos.

O leucócitos é o principal agente do sistema imunológico do nosso corpo.

São leucócitos:

Neutrófilos: envolve as células doentes e as destroem.
Eosinófilos: agem contra parasitas.
Basófilos: relacionado com as alergias.
Fagócitos: realizam fagocitose de patógenos.
Monócitos: penetram os tecidos para os defender dos patógenos.
Linfócitos
Os linfócitos são um tipo de leucócito ou glóbulo branco do sangue, responsáveis pelo reconhecimento e destruição de microrganismos infecciosos como bactérias e vírus.

Existem os linfócitos B e linfócitos T.

Macrófagos
Os macrófagos são células derivadas dos monócitos. Sua função principal é fagocitar partículas, como restos celulares, ou microrganismos.

Eles são os responsáveis por iniciar a resposta imunitária.

Órgãos

Os órgãos do sistema imunológico são divididos em órgãos imunitários primários e secundários.

Órgãos imunitários primários
Nestes órgãos ocorre a produção dos linfócitos:

Medula óssea: tecido mole que preenche o interior dos ossos. Local de produção dos elementos figurados do sangue, como hemácias, leucócitos e plaquetas.
Timo: glândula localizada na cavidade torácica, no mediastino. Sua função é o promover o desenvolvimento dos linfócitos T.
Órgãos imunitários secundários
Nestes órgãos é iniciada a resposta imune:

Linfonodos: pequenas estruturas formadas por tecido linfoide, que se encontram no trajeto dos vasos linfáticos e estão espalhadas pelo corpo. Eles realizam a filtragem da linfa.
Baço: filtra o sangue, expondo-o aos macrófagos e linfócitos que, através da fagocitose, destroem partículas estranhas, microrganismos invasores, hemácias e demais células sanguíneas mortas.
Tonsilas: constituídas por tecido linfoide, ricas em glóbulos brancos.
Apêndice: pequeno órgão linfático, com grande concentração de glóbulos brancos.
Placas de Peyer: acúmulo de tecido linfoide que está associado ao intestino.
Sistema imunológico baixo
Quando o sistema imunológico não funciona adequadamente, diminui a sua capacidade de defender o nosso corpo.

Assim, ficamos mais vulneráveis às doenças, tais como amigdalites ou estomatites, infecções na pele, otites, herpes, gripes e resfriados.

Para fortalecer o sistema imunológico e evitar problemas com baixa imunidade, é preciso atenção especial com a alimentação. É importante, ainda, praticar exercícios, beber água e tomar sol com moderação.

Para saber mais, leia também:



Corpo Humano
Sistemas do Corpo Humano
Por: Lana Magalhães


Professora de Biologia

Fonte: https://www.todamateria.com.br/sistema-imunologico/

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Entenda o que é bioética e qual sua importância

O que é bioética



Definições não faltam para o termo, mas um resumo de todas seria: bioética, do grego bios (vida) + ethos (ética), é a ética da vida ou ética prática, isto é, um campo de estudo inter, multi e transdisciplinar que engloba a biologia, a medicina, a filosofia, o direito, as ciências exatas, as ciências políticas e o meio ambiente. Com foco em discutir questões, a área tenta encontrar a melhor forma de resolver casos e dilemas que surgiram com o avanço da biotecnologia, da genética e dos próprios valores e direitos humanos, prezando sempre a conduta humana e levando em consideração toda a diversidade moral que há e todas as áreas do conhecimento que, de alguma forma, têm implicações em nosso dia a dia.

Exemplos de casos que envolvem bioética são as polêmicas em torno do aborto, do transplante de órgãos, dos transgênicos, do uso de animais e humanos em experimentos, do uso de células-tronco, da eutanásia, do suicídio, da fertilização in vitro, entre outras.

A tomada de decisões em âmbito clínico na área acontece por meio de quatro princípios fundamentais: a beneficência e não maleficência (médico), ou seja, “fazer o bem” e “não causar dano”; a autonomia (paciente), capacidade que cada um tem de tomar suas próprias decisões; e a justiça (sociedade), garantia de uma distribuição justa, equitativa e universal dos serviços da saúde. E, nesse contexto, o exercício da enfermagem é de extrema importância, pois deve se apegar a esse referencial de reflexão ética para nortear suas práticas, analisando-as em uma dimensão ou visão bioética.

Sociedade e meio ambiente

Mas não é só nos meios científico e hospitalar que a bioética existe. Ela está presente também em nosso cotidiano e no meio ambiente, em todas as relações humanas, no respeito à autonomia das pessoas, ou até no modo como consumimos e usufruímos dos recursos naturais, o lugar onde dispensamos o nosso lixo e como fazemos esse descarte.

Nesse aspecto ambiental, a bioética pode promover uma reflexão que busque um modelo sustentável que respeite e tenha responsabilidade por todos os seres vivos. Com isso, ela pode ser uma importante aliada para a análise do atual modelo de desenvolvimento, de forma a permitir a sustentabilidade para a atual e para as futuras gerações.

É importante ressaltar também que, atualmente, nota-se a presença crescente da ecologia e da biodiversidade nos debates bioéticos. O Brasil detém uma grande biodiversidade e uma rica diversidade cultural. Devido a problemas relacionados com os meios de produção e a busca desenfreada por lucro, vem sofrendo quando se trata do manejo adequado da natureza em determinado ecossistema. Outro ponto bastante discutido são o uso e as consequências do cultivo de produtos transgênicos, juntamente com o impacto que eles causam no meio ambiente e na saúde humana.

A bioética pode ser aplicada também quando falamos em estética. A reflexão por trás do assunto diz respeito à busca insistente na suposta "perfeição física" (que é socialmente construída), em que pessoas se submetem a procedimentos médicos com grandes riscos à saúde.

Esses são problemas e desafios que precisam ser enfrentados por todos os âmbitos da bioética, pois cada avanço da biologia e das ciências da saúde traz consigo obstáculos sociais e psicológicos. A pesquisa com embriões humanos, por exemplo, enfrenta problemas por ser um tema delicado que envolve tanto conceitos morais como o interesse científico e financeiro.
E esse é o papel da bioética: tentar solucionar tais dilemas a partir de seus princípios, sabendo que não há apenas uma resposta que possa ser julgada correta. A busca da área é pelo equilíbrio justo entre a ciência e o respeito à vida, reconhecendo os benefícios que o avanço científico e biológico proporcionam, mas também permanecendo alerta para os riscos que eles representam para a sociedade e para o meio ambiente.

Fonte: https://www.ecycle.com.br

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

“SEGUNDA MORTE” O DESTINO DA ALMA –





GLOSSÁRIO:

QUERIDO E AMADO MESTRE ASCENSO SAINT GERMAIN,
“A alma é o potencial vivo de Deus – a parte de nós mesmos que é mortal, mas pode tornar-se imortal. A finalidade da evolução da alma é aperfeiçoar-se, sob a direção do Santo Cristo Pessoal, da Presença do EU SOU e dos Mestres Ascensos, para poder voltar para Deus.

Paulo previa a vitória final da alma sobre tudo o que se opusesse à sua ascensão de volta a Deus quando proclamou: “Porque convém que isto, que é corruptível, revista-se de incorruptibilidade, e que isto, que é mortal, revista-se da imortalidade. E quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória.”

A alma torna-se imortal quando, depois de muitas vidas de serviço a Deus e à humanidade, reúne-se com a sua Presença do EU SOU no ritual da ascensão. O que acontece à alma entre as encarnações? Quando a alma conclui uma vida na Terra, a Presença do EU SOU retira o cordão de cristal, a chama trina volta para o coração do Santo Cristo Pessoal, e a alma gravita para o mais alto nível de consciência que alcançou durante as suas encarnações. Se a alma o merecer, é treinada, entre as encarnações, nos retiros dos Mestres Ascensos, no mundo celestial. Ali, estuda sob a direção dos Arcanjos e dos Mestres da Sabedoria para preparar-se para a próxima encarnação.

Se vida após vida a alma não exercer o seu livre arbítrio para glorificar Deus – e para unir-se ao seu Santo Cristo Pessoal durante esse processo –, a sua oportunidade de tornar-se imortal acabará por chegar ao fim. A alma poderá perder o seu padrão individual e a sua auto-identificação com Deus. É o que acontece naquilo a que se chama “A SEGUNDA MORTE”.

Para alcançar a meta da imortalidade e ascender, a alma precisa unir-se ao seu Santo Cristo Pessoal, transmutar pelo menos 51% do seu carma e cumprir a sua missão na Terra. Como Saint Germain explica, transmutar 51% do carma significa que você transmutou e usou de forma construtiva 51% da energia que Deus lhe deu.
Quando finalmente a sua alma ascende, regressando a Deus, você torna-se um Mestre Ascenso, fica livre da roda do carma e da reencarnação e recebe a coroa da vida eterna.” –

Fonte: págs. 38-39, do livro “As Profecias de Saint Germain para a Era de Aquário”, Mensagens para o Brasil e toda a América do Sul; Elizabeth Clare Prophet, Editora Nova Era

A relação da Fonoaudiologia com o AVC (Acidente Vascular Cerebral)





Conhecido popularmente como derrame, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), segundo pesquisas, é tido como a segunda maior causa de morte no mundo.

O AVC, segundo o dicionário médico, é definido como uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003) que geralmente afeta a maioria idosa, porém, baseado em pesquisas, existe uma percentagem de 20% dos AVC’s que ocorrem em indivíduos abaixo dos 65 anos.

Independente da faixa etária das pessoas nas quais a doença se instala, apresentam como causas mais comum que originam o AVC, situações como os trombos e o embolismo (Enfartes cerbrais), hemorragia secundária ao aneurisma, anormalidades do desenvolvimento, hipertensão arterial, hemorragia cerebral, malformação dos vasos sanguíneos, tumores cerebrais, traumas e outras situações diversas.

É de suma importância ressaltar que a eficiência em prestar socorro à vítima de AVC é de grande importância, pois segundo estudiosos da área, a chegada ao médico até três horas após o início dos sintomas possibilita maior chance de cura, em especial nos casos de derrame isquêmico.
Por meio de medicamentos é possível dissolver o coágulo que obstruiu o vaso sangüíneo e permitir que o sangue volte a circular normalmente. Quando tardio o atendimento, a possibilidade de cura sem seqüelas vai depender da localização e do tamanho da área do cérebro que foi atingida.



Considerando o alto comprometimento das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitivo-comportamental, o fonoaudiólogo irá propiciar a reabilitação das funções comprometidas parcialmente ou totalmente, dependendo do grau de comprometimento da área afetada.

Quando a lesão é no Hemisfério Esquerdo (Hemiplegia Direita) ocorrem principalmente afasias, apraxias ideomotoras e ideacionais, alexia para números, descriminação direita/esquerda e lentidão em organização e desempenho.
Quando é no Hemisfério Direito (Hemiplegia Esquerda), ocorre alteração viso espacial, auto negligência unilateral esquerda, alteração da imagem corporal, apraxia de vestuário, apraxia de construção, ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização, desempenho entre outros.

Vale ressaltar que o fonoaudiólogo na reabilitação de pacientes portadores de AVC atua de forma multidisciplinar, garantindo uma melhor qualidade de vida do paciente.
Profissionais como médicos neurologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos atuam intensamente em parceria com fonoaudiólogo, com o objetivo de adequar o mais breve as funções alteradas.

Lembrando que cada paciente apresenta seu próprio limite de resposta ao tratamento, limite esse que deve ser respeitado pelo profissional em parceria com a família.

Por Elen Cristine C. Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola





Fonte: http://brasilescola.uol.com.br

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Bullyng




Bullying - É exercido por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa.





Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.

O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.

O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.


Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CAMARGO, Orson. "Bullying"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/bullying.htm>. Acesso em 27 de novembro de 2017.



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Neurociência - Psicomotricidade





Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas.
É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto.


 Segundo a " Associação Brasileira de Psicomotricidade" - Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.” (Associação Brasileira de Psicomotricidade)

“A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e outros sujeitos.” (Costa,2002)

“Em razão de seu próprio objeto de estudo, isto é, o indivíduo humano e suas relações com o corpo, a Psicomotricidade é uma ciência encruzilhada... que utiliza as aquisições de numerosas ciências constituídas (biologia, psicologia, psicanálise, sociologia, linguística...) Em sua prática empenha-se em deslocar a problemática cartesiana e reformular as relações entre alma e corpo: O homem é seu corpo e NÃO - O homem e seu corpo”. (Jean-Claude Coste, 1981)

A psicomotricidade pode também ser definida como o campo transdisciplinar que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistémicas entre o psiquismo e a motricidade.

Baseada numa visão holística do ser humano, a psicomotricidade encara de forma integrada as funções cognitivas, sócio-emocionais, simbólicas, psicolinguísticas e motoras, promovendo a capacidade de ser e agir num contexto psicossocial. A psicomotricidade possui as linhas de atuação educativa, reeducativa, terapêutica, relacional, aquática e ramain.



A importância da Psicomotricidade para Educação Infantil

Você, que acompanha nossas lives e demais conteúdos, já deve ter ouvido falar na palavra psicomotricidade. Entretanto, muitas mães ficam em dúvida sobre o que isso se trata e qual a importância desse aspecto para o desenvolvimento das crianças, sobretudo em idade escolar. Para esclarecer e responder a todos que nos enviam mensagens, resolvemos reservar o artigo de hoje a esse assunto.

Afinal, o que é a psicomotricidade?

Dentre vários estudos, a psicomotricidade é conceituada como uma ação de finalidade pedagógica e psicológica a utilizar os parâmetros da educação física com a intenção de melhorar o comportamento da criança com seu corpo. Há quem defina a psicomotricidade como uma ciência que estuda o indivíduo por meio de seu movimento e a interação social.

Determinante para a vida da criança

Em meio a tantos conceitos, um ponto converge para o consenso: a importância da psicomotricidade para que a criança tenha noção do seu corpo, do espaço e de como o ato de se mover pode ser determinante na educação infantil.

A criança, quando está no processo de aprendizagem, precisa interagir com outros coleguinhas. Para isso, ela necessita estabelecer comunicação, que não se dá apenas pela forma oral, mas pelos gestos também.

O desenvolvimento psicomotor na educação infantil

É indispensável que a escola trabalhe esse lado com os pequenos, pois é a partir disso que as crianças podem elaborar melhor seus movimentos e tudo que se refere ao que está em volta, inclusive.

Na sala de aula, fatores como a lateralidade, organização e noção espacial; esquema corporal e até mesmo a estruturação espacial devem ser trabalhadas em prol do aluno.

O que acontece quando a psicomotricidade não é desenvolvida de maneira eficaz?
É inegável que a falta de um acompanhamento da psicomotricidade acarreta consequências danosas ao desenvolvimento da criança. Um dos casos que podem ser notados é a lateralidade pouco trabalhada no aluno. Isso pode causar problemas de ordem espacial, por exemplo.

A utilização dos termos direita e esquerda fica prejudicada. O pequeno apresenta certa dificuldade para acompanhar a direção gráfica de leitura e escrita. Outro problema é o fato de a criança encontrar obstáculos quanto ao entendimento na distinção de letras específicas como ‘p’ e ‘b’, entre vários transtornos que podem aparecer no período pré-escolar.

Muitas pessoas pensam equivocadamente que a psicomotricidade esteja relacionada somente ao movimento, mas não é isso. Um estudo definiu muito bem qual o valor de todo esse processo, no qual diz que “a motricidade é a faculdade de realizar movimentos e a psicomotricidade é a educação de movimentos que procura melhor utilização das capacidades psíquicas”. Ou seja, o ato de movimentar-se está diretamente ligado ao aspecto mental.

Posso trabalhar isso em casa com o meu filho?

Sim. O desenvolvimento da psicomotricidade pode ser feito em casa com brincadeiras que vão estimular o senso de espaço, movimento e percepção da criança.

É bem verdade que a escola exerce um papel crucial para essa finalidade, mas o ambiente doméstico pode ser um complemento e tanto para se desenvolver esse lado tão importante para a vida de uma pessoa.



Ref: https://neurosaber.com.br/a-importancia-da-psicomotricidade-para-educacao-infantil/
https://psicomotricidade.com.br/sobre/o-que-e-psicomotricidade/

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Wicca






O que é Wicca:

 È uma religião xamânica moderna baseada em rituais pagãos antigos, e também pode ser chamada de bruxaria. As crenças wiccanas fazer parte do neopaganismo, onde se enquadram os grupos que acreditam em crenças europeias anteriores ao cristianismo, como a religião celta.

O nome Wicca teria origem no inglês antigo, e seu significado representa o homem que pratica bruxaria. Enquanto que wicce é a palavra no feminino para identificar a mulher que tem as mesmas crenças e práticas. O termo bruxaria em inglês é witchcraft, e modernamente as bruxas são identificadas como witch e os bruxos, wizards.

Os seguidores da Wicca chamam a si mesmos de bruxos e bruxas. Mas devido ao preconceito relacionado a estes termos, passaram a utilizar também a palavra "wiccanos".

Parte da má fama da Wicca dá-se à confusão de que seriam uma seita satanística, de adoradores do diabo, ligando a bruxaria exclusivamente à magia negra. O que ocorre é que os cultos da Wicca não são dedicados ao demônio, e se quer existe o conceito de inferno e diabo como na teologia cristã.

Entre os símbolos da Wicca, o principal é o pentagrama Wicca, que é formado por uma estrela de cinco pontas inserida em um círculo. Cada ponta representa um elemento da natureza (ar, terra, fogo e água), além do espírito. O pentagrama é utilizado em forma de pigentes pelos wiccanos e funciona também como uma forma de identificação entre os seguidores.

Os seguidores da Wicca não sacrificam animais. Eles se identificam como devotados à natureza, e portanto não poderiam oferecer aos Deuses sacrifícios animais em nome da mesma. Existem as oferendas, mas estas são de elementos como frutas, vinhos e flores.

Para os seus seguidores, a Wicca, ou chamada "a arte", é a religião do amor e da alegria, que entre suas crenças está a relação das pessoas com a natureza. A figura feminina é muito importante para a bruxaria, por se tratar da personificação a mãe natureza. É a maior força do universo, quem dá a vida e mantém tudo o que existe. Para a Wicca, as pessoas pertencem à natureza, e não ao contrário, e que os animais e elementos naturais todos seriam relacionados com as pessoas, como irmãos.

Os rituais Wiccas são utilizados como forma de reestabelecer esta relação com a natureza, e acontecem de acordo com os ciclos da lua ou mudanças de estações. Os feitiços na Wicca acontecem junto aos rituais, e nunca visam o mal de outra pessoa. São sempre feitos para o bem, para conjurar amor e alegria.

Entre as crenças wiccanas, existe a chamada "Lei Tríplice", que entende que qualquer coisa que alguém deseje para a outra deverá voltar em triplo para si. E que, portanto, devemos só desejar coisas boas, para receber o bem de volta.

A religião Wicca é politeísta, existindo mais de um deus a ser reverenciado. Entre as várias linhas e/ou interpretações das crenças Wicca, ao menos duas divindades são comuns: a Deusa, que é a representação da Terra e da Lua, e o seu consorte, o Deus Cornífero (Deus dos Chifres), que é o Sol e os animais.



Os dois deuses se complementam e mantém o equilíbro do universo, com uma ideia semelhante ao yin e yang do Taoísmo.

Não existe um livro sagrado da Wicca. O que existe é o chamado Livro das Sombras, mas que é como um diário do seguidor, de forma personalizada. Não é um conjunto de normas e histórias como encontramos no Alcorão ou na Bíblia.

Wicca no Brasil
A Wicca no Brasil existe desde a década de 1980, em que grupos trouxeram a crença da Europa, e passaram a fazer seus rituais também aqui. A partir de 1990 houve um maior contato entre os wiccanos brasileiros e europeus, de forma a regularizar e estruturar a religião no país. Existem templos e grupos seguidores de Wicca por todo o Brasil, principalmente em Brasília e São Paulo.


Ref: https://www.significados.com.br/wicca/

domingo, 5 de novembro de 2017

Alimentos que aumentam a serotonina e garantem o Bom Humor




Tatiana Zanin - Nutricionista

Para melhorar o humor através da alimentação é aconselhado comer banana, nozes, castanhas e ovos, porque estes alimentos são ricos em triptofano, que é a substância necessária para produção de serotonina, que está intimamente relacionada ao controle do humor.
A serotonina é um neurotransmissor essencial para manter funções importantes como o ciclo de sono, mudanças de humor, manutenção da memória e até a vontade de comer. Dessa forma, quando há falta de serotonina no corpo podem surgir problemas graves como insônia, distúrbios alimentares, depressão e até transtorno bipolar, por exemplo.

Alimentos ricos em triptofano

Alguns alimentos ricos em triptofano são:

Frutas: banana, abacate, nozes, castanha do pará;

Origem animal: Queijo, frango, ovos;

Vegetais: ervilhas, batata, beterraba.

Esta lista contêm alguns dos alimentos mais ricos em triptofano por ordem de concentração do maior para o menor, mas além do triptofano, estes alimentos contêm também cálcio e magnésio, que são dois nutrientes muito importantes para garantir a produção adequada de serotonina, assim como melhorar a sua ação no organismo.

Se gosta desse assunto veja aqui uma lista mais completa com os alimentos com mais triptofano.
Alimentos ricos em magnésio e cálcio

Para garantir uma maior produção de serotonina e melhorar a sua ação, além de ingerir os alimentos ricos em triptofano, também se pode aumentar a ingestão de alimentos ricos em magnésio e cálcio, como queijo, amêndoas, espinafres e feijão.

Estes alimentos devem ser consumidos ao longo de todas as refeições do dia, para manter os níveis de serotonina sempre próximo do ideal, e assim evitar distúrbios do humor, distúrbios emocionais e ter um corpo mais equilibrado, física e mentalmente.

https://www.tuasaude.com

sábado, 4 de novembro de 2017

Neurociências - Diferenças " Psi "









Psicologia, psiquiatria e psicanálise buscam a cura para transtornos mentais, cada uma com suas peculiaridades





Uma dúvida paira sobre a cabeça de muita gente quando o assunto é o estudo da psique humana: o que diferencia psicólogos, psiquiatras e psicanalistas? Apesar de todas buscarem a cura para transtornos mentais, cada uma das três áreas têm suas peculiaridades e métodos de atuação diferentes, além de formações distintas. Quer saber mais? veja a seguir:


Psicologia

Para se tornar psicólogo, é preciso concluir a graduação. A Psicologia é a área que se ocupa de psicoterapias e psicodiagnósticos. O psicodiagnóstico é elaborado a partir de entrevistas e realização de testes com o paciente e se diferencia do diagnóstico médico, por ser uma técnica exclusiva do psicólogo (psiquiatras não podem aplicá-los).

"Onde houver seres humanos, haverá relações e, consequentemente, haverá comportamento. Em qualquer um desses espaços o psicólogo pode atuar", comenta o psicólogo e ex-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, Dionísio Panaszewski.

Se antigamente a Psicologia tinha o foco em áreas como clínica, escolar e industrial, hoje essa ciência é demandada por outros campos também, como jurídico, esportivo e social. "Na psicologia jurídica, por exemplo, o profissional pode atuar na recuperação e inserção social da população carcerária", completa Panaszewski.

Psiquiatria

O psiquiatra é um profissional licenciado em Medicina, com especialização em transtornos mentais. Diferentemente da Psicologia e da Psicanálise, um tratamento psiquiátrico pode fazer uso de remédios.

"O psiquiatra pode, além da utilização das psicoterapias, prescrever medicamentos que auxiliem no tratamento. Com o avanço dos remédios que dispomos hoje em dia é possível tirar pacientes da crise mental em até dois meses, o que antigamnte podia durar anos", detalha Luiz Carlos Villafont, primeiro-secretário da Associação Brasileira de Psiquiatria. O médico, além do atendimento hospitalar-institucional, também pode atender em consultórios, ambulatórios e centros de atenção psico-social. Tanto na rede pública ou de modo privado.

Psicanálise

A Psicanálise surgiu dos estudos e investigações de Sigmund Freud, médico neurologista vienense do século XIX, e se ocupa da compreensão e análise do homem. Exclusivamente por meio de diálogos, o psicanalista procura a cura para as enfermidades físicas e mentais do paciente.

"A psicanálise é a cura através da fala. Conversando com o psicanalista, o paciente apresenta seus sintomas e revela informações que podem ser utilizadas na própria solução do caso dele", diz o psicanalista e vice-presidente da Associação de Psicanálise da Bahia, Cláudio Carvalho, a respeito do método de tratamento baseado na narrativa do paciente, presente também em outras psicoterapias.

Apesar de estar inserida na Psicologia, pois é uma forma de psicoterapia, a psicanálise pode ser entendida como um campo à parte. Contudo, não existe uma faculdade específica, a formação se dá por meio de instituições de Psicanálise. Ou seja, não é necessário ser psicólogo ou psiquiatra para se tornar um psicanalista.

"A pessoa que tiver interesse em se formar psicanalista deve procurar uma instituição especializada. Seminários, leituras e análise pessoal fazem parte da formação, que também inclui a supervisão clínica de um caso, acompanhado de um psicanalista já formado", completa Carvalho.

Fonte: https://www.terra.com.br

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Benefícios do Açafrão





O açafrão é uma das plantas mais exaustivamente pesquisadas até hoje. Suas propriedades medicinais e componentes (principalmente curcumina) têm sido objeto de mais de 5.600 estudos biomédicos revisados por pares e publicados. Na verdade, o nosso projeto de pesquisa ao longo de cinco anos sobre essa planta sagrada revelou mais de 600 aplicações potenciais preventivas e terapêuticas, bem como 175 efeitos fisiológicos benéficos distintos.

Dada a grande densidade de pesquisa realizada sobre essa notável especiaria, não é de admirar que um número crescente de estudos concluiu que ela pode apresentar inúmeros benefícios:

Um estudo de 2008 publicado na journalDrugs em R&D descobriu que uma preparação padronizada de curcuminoides em comparação ao medicamento comercial sobre a disfunção endotelial, patologia subjacente das veias sanguíneas que impulsiona a arterosclerose, em associação com reduções na inflamação e estresse oxidativo em pacientes diabéticos tipo 2.

Um estudo de 1999 publicado na revista Phytotherapy Research descobriu que o polifenol primário do pigmento do açafrão, a curcumina, é comparado favoravelmente a antiinflamatórios na gestão de uveíte anterior crônica, uma doença inflamatória do olho. Um estudo de 2008 publicado em Critical Care Medicine descobriu que a curcumina é comparada favoravelmente com o medicamentos comerciais no modelo animal como uma terapia alternativa para proteger lesão pulmonar associada ao transplante através da diminuição de genes inflamatórios. Um estudo anterior de 2003, publicado no Cancer Letters encontrou o mesmo medicamento também comparado em um modelo de isquemia e reperfusão pulmonar.

Um estudo de 2011 publicado na revista Acta Poloniae Pharmaceutica descobriu que a curcumina é comparada favoravelmente a antidepressivos para reduzir o comportamento depressivo em modelo animal.

Um estudo de 1986, in vitro e ex vivo publicado no journalArzneimittelforschung constatou que a curcumina tem efeitos moduladores de prostaciclina e antiplaquetas, indicando que pode ter valor em pacientes com tendência para a trombose vascular e exigindo terapia para artrite.

Um estudo de 2004 publicado na revista Oncogene descobriu que a curcumina (assim como resveratrol) eram eficazes ao exercer atividades anti-inflamatórias e antiproliferativas contra as células tumorais.

Um estudo de 2007 publicado no International Journal of Cancer descobriu que a curcumina pode atuar como agente antiproliferativo em linhas de células colorretais.

Um estudo de 2009 publicado na revista Biochemistry and Biophysical Research Community explorou como a curcumina pode ser valiosa no tratamento de diabetes, afirmando que ela ativa a AMPK (que aumenta a absorção de glicose) e suprime a expressão do gene gliconeogênico (que suprime a produção de glicose no fígado) em células de hepatoma.

Outra forma em que a curcumina e seus componentes revelam as suas propriedades terapêuticas notáveis está na investigação em cânceres resistentes a medicamentos ou a múltiplos medicamentos.
Foi descoberto que cerca de 54 estudos indicam que a curcumina pode induzir a morte celular ou sensibilizar linhagens de células cancerosas resistentes a medicamentos.

Considerando o histórico do açafrão (curcumina), tendo sido usado tanto como alimento e medicamento em uma ampla gama de culturas, há milhares de anos, um forte argumento pode ser feito para se usar a curcumina como uma alternativa de medicamentos ou adjuvante no tratamento do câncer.



Fonte: Essentia

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Fonoaudiologia - Paralisia Facial






A Fonoaudiologia atua através de estímulos miofuncinais para recuperar as características naturais da expressão facial da pessoa que tenha sido afetada pela paralisia facial, pois os danos causados pela doença podem ser a redução ou a perda geral do movimento facial. Entretanto, esta técnica, os estímulos miofuncionais, serão planejados de acordo com o nível da paralisia.

A atuação da fonoaudiologia é a de fazer com que o tempo de recuperação do paciente seja reduzido. Dessa forma, a pessoa é levada a trabalhar a fisionomia original de forma controlada e simétrica.




Sinônimos: paralisia da face

Paralisia facial é perda de movimentos da face ocasionada por problemas nos nervos. Com isso, os músculos faciais se tornam fracos e flácidos. Normalmente acontece apenas em um lado do rosto e pode ter múltiplas causas.

Acontecer de repente ou gradualmente durante anos e, dependendo da causa, pode durar pouco ou muito tempo. Em alguns casos o rosto pode não voltar ao normal, mas existem procedimentos que minimizam os efeitos.




Causas

A paralisia facial pode ser causada por diversos fatores. Normalmente, quando é uma perda de movimentos gradual, é devido a um tumor na cabeça ou pescoço. Já no caso de uma perda repentina, algumas das razões podem ser:

Paralisia de Bell, que é o tipo mais comum de paralisia facial
Infecção ou inflamação no nervo facial
Trauma na cabeça
Infarto
Problemas de ouvido
Hipertensão
Diabetes
Doença de Lyme, uma doença bacteriana transmitida por carrapatos
Doenças autoimunes como a esclerose múltipla e a síndrome de Guillain-Barré
Sindrome de Ramsay-Hunt, que é uma infecção viral no nervo facial

Durante o nascimento, alguns bebês podem ter paralisia facial temporária, mas em 90% dos casos esse problema se resolve sem tratamento. Nos recém nascidos a paralisia facial pode ser devido a algumas síndromes congênitas, como a síndrome de Moebius e a de Melkersson-Rosenthal.
Fatores de risco

Ter doenças crônicas, autoimunes, ou infecções virais no rosto podem contribuir com o surgimento da paralisia facial. Além disso, no caso da Paralisia de Bell, mulheres grávidas (especialmente durante o terceiro trimestre) e mulheres que acabaram de dar à luz são mais suscetíveis. O mesmo também acontece quando a pessoa já teve paralisias anteriores ou algum parente próximo apresentou o sintoma.

Sintomas




Sintomas de Paralisia facial

Além dos incômodos e prejuízo estético causado pela paralisia facial, ela pode gerar alguns sintomas adicionais como:

Dor na face
Dores de cabeça
Dores de ouvindo, zumbidos em um ou ambos os ouvidos e sensitividade aos sons
Dificuldade para falar e comer
Inabilidade de mostrar emoções
Salivação excessiva
Espasmos musculares
Lacrimejamento
Secura na boca e olhos
Dificuldade para fechar os olhos (o que demanda mais cuidados, as vezes com tapa-olhos e/ou colírios, para prevenir danos a longo prazo).

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Quando o sintoma surge de repente, é importante procurar um serviço de atendimento de emergência para que o caso seja avaliado e se realizem os procedimentos necessários.

No caso de sentir uma paralisação gradual da face o médico deve ser comunicado o quanto antes. Em ambos os casos, quanto mais cedo for tratado o sintoma, maiores as chances de uma recuperação completa ou com menos sequelas.



Na consulta médica

Normalmente os casos de paralisia facial devem ser avaliados por um neurologista mas, para lidar com o sintoma, pode ser necessário também a ajuda de um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo.

É muito importante discutir todos os sintomas, de antes e depois da paralisia, com os médicos que realizarem o atendimento, mesmo os sinais que não parecem relacionados ao problema. Por isso, se conseguir, é bom escrever os sintomas e medicações que está tomando, assim como outras doenças que possa ter. Caso o paciente não consiga fazer isso, peça para o acompanhante escrever, assim o médico terá os detalhes que o ajudarão a fazer o diagnóstico certeiro e a definir o tratamento. É importante que a pessoa com paralisia facial vá acompanhada até o atendimento de emergência disponível e às consultas.

O seu médico também pode pedir para você tentar mover os seus músculos faciais, por exemplo, levantar as sobrancelhas, fechar os olhos, sorrir, franzir a testa e as sobrancelhas.

Dentre os exames que o profissional pode solicitar para diagnosticar a paralisia facial estão:

Eletromiografia, que checa como estão os músculos e os nervos que os controlam
Exames de imagem
Exames de sangue que ajudem a localizar a causa da paralisia.

Caso o paciente ou seu acompanhante tenham dúvidas sobre essa condição é importante pergunta-las ao profissional que realizará o atendimento. Por isso, se possível, leve as dúvidas para a consulta por escrito. Caso tenha novas perguntas durante o atendimento, não hesite em fazê-las ao médico.
Convivendo (prognóstico)


Expectativas

As expectativas com relação a paralisia facial dependem do motivo que originou esse sintoma. Contudo, em linhas gerais, quanto antes for diagnosticado e tratado o problema, menores são as chances que o paciente tenha sequelas mais graves.




Ref: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/paralisia-facial
http://www.centraldafonoaudiologia.com.br/tratamentos/fonoaudiologia-paralisia-facial



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Fitoterapia - Humana e animal




Fitoterapia (do grego therapeia = tratamento e phyton = vegetal) é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças. Ela surgiu independentemente na maioria dos povos. Na China, surgiu por volta de 3000 a.C. quando o imperador Cho-Chin-Kei descreveu as propriedades do Ginseng e da Cânfora.

Deve-se observar que a definição de medicamento fitoterápico é diferente de fitoterapia pois não engloba o uso popular das plantas em si, mas sim seus extratos. Os medicamentos fitoterápicos são preparações elaboradas por técnicas de farmácia, além de serem produtos industrializados

Vantagens e riscos
Há uma grande quantidade de plantas medicinais, em todas as partes do mundo, utilizadas há milhares de anos para o tratamento de doenças, através de mecanismos na maioria das vezes desconhecidos. O estudo desses mecanismos e o isolamento do princípio ativo (a substância ou conjunto delas que é responsável pelos efeitos terapêuticos) da planta é uma das principais prioridades da farmacologia.

Enquanto o princípio ativo não é isolado, as plantas medicinais são utilizadas de forma caseira, principalmente através de chás, ultradiluições, ou de forma industrializada, com extrato homogêneo da planta.

Ao contrário da crença popular, o uso de plantas medicinais não é isento de risco. Além do princípio ativo terapêutico, a mesma planta pode conter outras substâncias tóxicas, a grande quantidade de substâncias diferentes pode induzir a reação alérgica, pode haver contaminação por agrotóxicos ou por metais pesados. Essa grande quantidade de substâncias que também podem ser tóxicas é originada da evolução das plantas, pois estas são seres vivos e como tal, não possuem vantagens em serem predadas ou danificadas. Desta forma, como não possuem meios de se defenderem de animais herbívoros e fitófagos, desenvolveram diferentes defesas químicas ao longo de sua evolução. Algumas dessas substâncias podem ser úteis para as pessoas, outras prejudiciais, como oxalatos e ácido cianídrico, ambos tóxicos. Um exemplo clássico é a cafeína, um alcaloide, em um animal de grande porte como um ser humano, deixa a pessoa desperta, mas em um inseto que tenta, por exemplo, predar a semente do café pode ter uma reação muito forte, que leva este a perda de apetite, podendo levá-lo a morte.

Além disso, todo princípio ativo terapêutico é benéfico dentro de um intervalo de quantidade - abaixo dessa quantidade, é inócuo e acima disso passa a ser tóxico. A variação de concentração do princípio ativo em chás pode ser muito grande, tornando praticamente impossível atingir a faixa terapêutica com segurança em algumas plantas nas quais essa faixa é mais estreita. Na forma industrializada, o risco de contaminações pode ser reduzida através do controle de qualidade da matéria prima, mas mesmo assim a variação na concentração do princípio ativo em cápsulas pode variar até em 100%. Nas ultradiluições, como na homeopatia, não há o princípio ativo na apresentação final, o que elimina os riscos anteriores. Entretanto, não há nada que indique que haja qualquer efeito benéfico.

À medida que os princípios ativos são descobertos, eles são isolados e refinados de modo a eliminar agentes tóxicos e contaminações, e as doses terapêutica e tóxica são bem estabelecidas de modo a determinar de forma precisa a faixa terapêutica e as interações desse fármaco com os demais.

No entanto, o isolamento e refino de princípios ativos também não é isento de riscos. Primeiro porque pretende substituir o conhecimento popular tradicional e livre, testado há milênios, por resultados provindos de algumas pesquisas analítico-científicas que muitas vezes são antagônicas. Segundo, porque a simples ideia de extrair princípios ativos despreza os muitos outros elementos existentes na planta que, em estado natural, mantêm suas exatas proporções. Assim sendo, o uso de fitoterápicos de laboratório poderia introduzir novos efeitos colaterais ou adversos inesperados, devidos à ausência de sinergismo ou antagonismo parcial entre mais de um princípio ativo que apenas seriam encontrados na planta.

FITOTERAPIA. Plantas Medicinais e fitoterápicos.

Fitoterapia é a prevenção e o tratamento de doenças mediante o uso de plantas (Ferreira, 1999). Phyton, em grego, quer dizer “planta” e therapeia vem do verbo therapeuo, que significa “tratar, cuidar”. Segundo a Portaria 971, de 03/05/2006, do Ministério da Saúde, a fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. A fitoterapia constitui uma forma de terapia medicinal que vem crescendo notadamente neste começo do século XXI.(Panizza 2010)

O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) considera “fitoterapia” a utilização de plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in natura ou secas, plantadas de forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como drogas vegetais ou drogas derivadas vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas e preparadas de acordo com experiências populares tradicionais ou métodos modernos científicos. As práticas e as pesquisas relacionadas ao cultivo e coleta, extração e manipulação, dispensação ou consumo, atenção farmacêutica, orientação assistida, prescrição ou recomendação da fitoterapia abrangem diversos biomas ou sistemas como: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Ecossistemas Costeiros e Marinhos, Pampa e Pantanal, entre outros, no que diz respeito às plantas nativas, endêmicas, introduzidas e exóticas. As práticas alternativas, complementares e outras não convencionais com vistas à prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, como homeopatia, termalismo, acupuntura e afins estarão sendo beneficiadas com a fitoterapia por meio do fornecimento de matérias-primas, insumos vegetais e produtos.(Panizza 2010)

Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal. (Resolução nº 93 da ANVISA, de 12 de julho de 2016 - Altera a RDC nº 26, de 13 de maio de 2014). Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos.)

Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 80% da população de países em desenvolvimento utiliza-se de práticas tradicionais na atenção primária à saúde e, desse total, 85% fazem uso de plantas medicinais (Carvalho, 2007). Com base nesses fatos, o estudo de plantas medicinais como fonte de medicamentos é advogado pela OMS como parte do seu programa “Saúde Para Todos”.

Após décadas de esquecimento, as plantas medicinais e fitoterápicos retornam de um modo bastante amplo, por estarem alicerçadas em aspectos sociais e econômicos, como custo elevado de pesquisas que envolvem desenvolvimento de medicamentos sintéticos, além da dependência de matéria-prima farmacêutica e problemas relacionados as patentes.

Nos últimos tempos, multiplicaram-se na imprensa as informações sobre as vantagens das plantas medicinais e fitoterápicos, aflorando ainda, em grande número, as casas comerciais e farmácias especializadas em ervas. Paralelamente, foi ocorrendo uma substituição de medicamentos sintéticos por medicamentos fitoterápicos e produtos de origem natural, em todo o mundo.

Em países como o Brasil, esses aspectos revestem-se de singular importância por vários motivos. Um deles é a riqueza de nossa flora, com mais de 100.000 espécies, onde apenas 8% das espécies vegetais foram estudadas em busca de compostos bioativos (Simões, 2003). O outro é que uma grande parcela da população não têm acesso a medicamentos, pelo fato de o Brasil ser extremamente dependente de importações de matérias-primas farmacêuticas. Nosso país importa aproximadamente 90% do que consome deste tipo de matéria-prima (disponível em: URL: http://www.sebrae-sc.com.br) . Além da evidente evasão de divisas, isso se constitui até numa questão de segurança nacional.

Para se ter uma idéia da importância do assunto, em caso de interrupções abruptas nas importações de matérias-primas e medicamentos químicos, cerca de 25% dos nossos diabéticos correriam risco de vida, 15% dos hipertensos e portadores de úlceras gastroduodenais estariam privados de medicação supostamente adequada e a quase totalidade dos pacientes transplantados estaria virtualmente privada de medicamentos imunossupressores.

Vêm sendo feitos investimentos de monta em pesquisas, financiadas tanto por setores governamentais como pela iniciativa privada, correspondendo a interesses mundiais ou regionais. No Brasil, entretanto, onde a pesquisa acadêmica quase não se transforma em produtos ou serviços úteis à sociedade, esses objetivos não estão sendo alcançados, pois grande parte das pesquisas científicas não é aproveitada em favor do desenvolvimento sócio-econômico.



Tratamentos Plantas Medicinais
LIVROS . Sérgio Panizza. FITOTERAPIA. Livros: Plantas Medicinais e fitoterápicos. CURSOS EM DVD. Nutrição- farmácia-Odontologia-medicina-naturologia
FITOTERAPIA. Plantas Medicinais e fitoterápicos.

Fitoterapia é a prevenção e o tratamento de doenças mediante o uso de plantas (Ferreira, 1999). Phyton, em grego, quer dizer “planta” e therapeia vem do verbo therapeuo, que significa “tratar, cuidar”. Segundo a Portaria 971, de 03/05/2006, do Ministério da Saúde, a fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. A fitoterapia constitui uma forma de terapia medicinal que vem crescendo notadamente neste começo do século XXI.(Panizza 2010)

O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) considera “fitoterapia” a utilização de plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in natura ou secas, plantadas de forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como drogas vegetais ou drogas derivadas vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas e preparadas de acordo com experiências populares tradicionais ou métodos modernos científicos. As práticas e as pesquisas relacionadas ao cultivo e coleta, extração e manipulação, dispensação ou consumo, atenção farmacêutica, orientação assistida, prescrição ou recomendação da fitoterapia abrangem diversos biomas ou sistemas como: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Ecossistemas Costeiros e Marinhos, Pampa e Pantanal, entre outros, no que diz respeito às plantas nativas, endêmicas, introduzidas e exóticas. As práticas alternativas, complementares e outras não convencionais com vistas à prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, como homeopatia, termalismo, acupuntura e afins estarão sendo beneficiadas com a fitoterapia por meio do fornecimento de matérias-primas, insumos vegetais e produtos.(Panizza 2010)

Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico, podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal. (Resolução nº 93 da ANVISA, de 12 de julho de 2016 - Altera a RDC nº 26, de 13 de maio de 2014). Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos.)

Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 80% da população de países em desenvolvimento utiliza-se de práticas tradicionais na atenção primária à saúde e, desse total, 85% fazem uso de plantas medicinais (Carvalho, 2007). Com base nesses fatos, o estudo de plantas medicinais como fonte de medicamentos é advogado pela OMS como parte do seu programa “Saúde Para Todos”.

Após décadas de esquecimento, as plantas medicinais e fitoterápicos retornam de um modo bastante amplo, por estarem alicerçadas em aspectos sociais e econômicos, como custo elevado de pesquisas que envolvem desenvolvimento de medicamentos sintéticos, além da dependência de matéria-prima farmacêutica e problemas relacionados as patentes.

Nos últimos tempos, multiplicaram-se na imprensa as informações sobre as vantagens das plantas medicinais e fitoterápicos, aflorando ainda, em grande número, as casas comerciais e farmácias especializadas em ervas. Paralelamente, foi ocorrendo uma substituição de medicamentos sintéticos por medicamentos fitoterápicos e produtos de origem natural, em todo o mundo.

Em países como o Brasil, esses aspectos revestem-se de singular importância por vários motivos. Um deles é a riqueza de nossa flora, com mais de 100.000 espécies, onde apenas 8% das espécies vegetais foram estudadas em busca de compostos bioativos (Simões, 2003). O outro é que uma grande parcela da população não têm acesso a medicamentos, pelo fato de o Brasil ser extremamente dependente de importações de matérias-primas farmacêuticas. Nosso país importa aproximadamente 90% do que consome deste tipo de matéria-prima (disponível em: URL: http://www.sebrae-sc.com.br) . Além da evidente evasão de divisas, isso se constitui até numa questão de segurança nacional.

Para se ter uma idéia da importância do assunto, em caso de interrupções abruptas nas importações de matérias-primas e medicamentos químicos, cerca de 25% dos nossos diabéticos correriam risco de vida, 15% dos hipertensos e portadores de úlceras gastroduodenais estariam privados de medicação supostamente adequada e a quase totalidade dos pacientes transplantados estaria virtualmente privada de medicamentos imunossupressores.

Vêm sendo feitos investimentos de monta em pesquisas, financiadas tanto por setores governamentais como pela iniciativa privada, correspondendo a interesses mundiais ou regionais. No Brasil, entretanto, onde a pesquisa acadêmica quase não se transforma em produtos ou serviços úteis à sociedade, esses objetivos não estão sendo alcançados, pois grande parte das pesquisas científicas não é aproveitada em favor do desenvolvimento sócio-econômico.

A pesquisa e o desenvolvimento de fitoterápicos por todo o mundo têm por finalidade atender as necessidades das empresas na busca de inovações levando em conta as seguintes informações: produtos modernos, renovação pela necessidade de novos lançamentos, busca de novos desenvolvimentos que atendam os requisitos legais (controle de qualidade, segurança e eficácia) e aperfeiçoamento de produtos já existentes. O estudo de campo e os dados dos laboratórios hoje permitem desenvolver terapias alternativas com bases científicas e etnofarmacológicas, validando o conhecimento popular relacionado a sistemas tradicionais de medicina.

Nos países de primeiro mundo, os medicamentos derivados de plantas vêm desempenhando papel crescente e relevante. Só para se ter uma idéia, em entre os anos 60 e 80, 25% de todo receituário médico nos EUA continham extratos de plantas ou algum princípio ativo deles extraído. Dados de uma pesquisa realizada no Brasil mostram que apenas 15% dos médicos prescrevem fitoterápicos por serem a favor de tratamentos alternativos e naturais, sendo que 27% utiliza dessa ferramenta apenas quando há alguma restrição ao tratamento alopático. Nessa mesma entrevista, 38% dos médicos prescreveriam mais fitomedicamentos se houvesse um maior número de estudos clínicos comprovando eficácia e segurança desses produtos e 5% não tem intenção de prescrever fitomedicamentos (Aché, 2004).

O Brasil, com seu amplo patrimônio genético e sua diversidade cultural, tem em mãos a oportunidade para estabelecer um modelo de desenvolvimento próprio e soberano no Sistema Único de Saúde (SUS) com o uso de plantas medicinais e fitoterápicos. Esse modelo deve buscar a sustentabilidade econômica e ecológica, respeitando princípios éticos e compromissos internacionais assumidos e promovendo a geração de riquezas com inclusão social.

No Brasil, no período 2003-2007, o número de consultas no PSF (Programa Saúde da Família) passou de 77 milhões para 140 milhões (MS, 2008). Mas os dados do Ministério da Saúde ainda apontam uma forte desigualdade regional e intra-regional na oferta de serviços, bem como toda uma série de iniqüilidades de gênero e classe social. O enfrentamento dessas iniqüilidades, junto com a ampliação da participação e do controle social, deve estar no centro do planejamento, da execução, do monitoramento e da avaliação das políticas e ações da saúde.

As filas nas Unidades Básicas de Saúde para agendamento de consultas, exames e cirurgias e o difícil acesso a medicamentos de alto custo mostram que a saúde pública no Brasil ainda não é eficaz para atender toda a população brasileira que não tem condições de pagar um plano de saúde. Os gastos com saúde pública ainda devem ser grandes para mudar esta situação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) promoveram em 1978 a Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde em Alma–Ata, no Casaquistão, alertando para a necessidade de ação urgente dos governos, profissionais da saúde e desenvolvimento, bem como da comunidade mundial para proteger e promover a saúde dos povos no mundo. Nessa conferência, é recomendado aos estados-membros proceder à:

Formulação de políticas e regulamentações nacionais referentes à utilização de remédios tradicionais de eficácia comprovada e exploração das possibilidades de incorporar os detentores de conhecimento tradicional às atividades de atenção primária em saúde, fornecendo-lhes treinamento correspondente (OMS, 1979).

Ao final da década de 1970, a OMS criou o Programa de Medicina Tradicional, que recomenda aos Estados-membros o desenvolvimento de políticas públicas para facilitar a integração da medicina tradicional e da medicina complementar alternativa nos sistemas nacionais e atenção à saúde, assim como promover o uso racional dessa integração.

Embora a medicina moderna esteja bem desenvolvida na maior parte do mundo, a OMS reconhece que grande parte da população dos países em desenvolvimento depende da medicina tradicional para sua atenção primária, tendo em vista que 80% dessa população utilizam práticas tradicionais nos seus cuidados básicos de saúde e 85% utilizam plantas ou preparações destas.

Em vista desses fatos, e considerando a rica biodiversidade brasileira e sua enorme potencialidade no que diz respeito as plantas medicinais, no ano de 2006 duas políticas foram publicadas para o setor de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil, a fim de incentivar a prática desse tipo de terapia pelos profissionais da saúde. A primeira foi a Portaria Ministerial MS/GM nº 971, de 03 de maio de 2006, aprovando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), que prevê a incorporação de terapias como a homeopatia, o termalismo, a acupuntura e a fitoterapia nesse sistema.

A segunda foi o decreto no. 5.813, de 22 de junho de 2006, que aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e dá outras providências (Carvalho, 2008). Essa Política estabelece diretrizes e linhas prioritárias para o desenvolvimento de ações pelos diversos parceiros em torno de objetivos comuns voltados à garantia do acesso seguro e do uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos em nosso País. Também traça diretrizes para o desenvolvimento de tecnologias e inovações, assim como o fortalecimento das cadeias e dos arranjos produtivos. A política orienta também para o uso sustentável da biodiversidade brasileira e o desenvolvimento do complexo produtivo da saúde (MS, 2007).

Para o monitoramento e a avaliação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, foi criado e aprovado pela Portaria Interministerial nº 2.960, de 9 de dezembro de 2008, o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que iniciou seus trabalhos no dia 29 de setembro de 2009. Com a sua criação essa política tornou-se o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Com caráter consultivo e deliberativo, o comitê é composto por representantes do governo e da sociedade civil.



Compete ao Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos:

I – definir critérios, parâmetros, indicadores e metodologia voltados à avaliação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), sendo as informações geradas no interior dos vários planos, programas, projetos, ações e atividades decorrentes dessa política, agora Programa Nacional;

II – criar instrumentos adequados à mensuração de resultados para as diversas vertentes da PNPMF;

III – avaliar a ampliação das opções terapêuticas aos usuários e a garantia de acesso a plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à fitoterapia no SUS;

IV – acompanhar as iniciativas de promoção à pesquisa, desenvolvimento de tecnologias e inovações nas diversas fases da cadeia produtiva;

V – avaliar as questões relativas ao impacto de políticas intersetoriais sobre plantas medicinais e fitoterápicos, tais como: desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas, fortalecimento da indústria farmacêutica, uso sustentável da biodiversidade e repartição dos benefícios decorrentes do acesso aos recursos genéticos de plantas medicinais e ao conhecimento tradicional associado;

VI – acompanhar o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo País no âmbito da PNPMF;

VII – Acompanhar a consonância da política e do programa com as demais políticas nacionais.

Atualmente, o Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) faz parte deste Comitê representando a Agricultura como Titular por meio de seu presidente em exercício.

O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos contempla todas as etapas de produção de fitoterápicos, desde o início, com as pesquisas que demonstrem evidências científicas da planta para um determinado tratamento, passando pelo cultivo, colheita, extração, produção e comercialização do produto. Por envolver também a sabedoria popular, o programa não poderia deixar de lado o conhecimento das comunidades tradicionais.

No Estado de São Paulo temos também o exemplo da Lei nº 12.739/07, proposta pelo deputado Rodolfo de Costa e Silva, que autorizou o Poder Executivo a criar o Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas.

O Artigo 7º diz que o Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas deverá respeitar os seguintes princípios:

I - a pesquisa científica voltada para a identificação e a classificação de plantas para análise de suas qualidades terapêuticas;

II - o cultivo de plantas medicinais;

III - a pesquisa científica voltada para o desenvolvimento do processo de produção de produtos fitoterápicos;

IV - a produção de fitoterápicos;

V – a distribuição dos produtos fitoterápicos;

VI - o controle de qualidade dos produtos fitoterápicos;

VII - a divulgação dos produtos fitoterápicos com vista a orientar a comunidade médico-usuário da saúde a respeito de sua utilização.

A Lei nº 12.951, de 07 de outubro de 1999 (D.O. 15 de outubro de 1999) dispõe sobre a Política de Implantação da Fitoterapia em Saúde Pública no Estado do Ceará. O Artigo 1º dessa lei diz que fica o Estado do Ceará autorizado a implantar política de incentivo à pesquisa e à produção de produtos fitoterápicos, com o objetivo de facultar ao Sistema Único de Saúde – SUS, o uso de tais medicamentos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de enfermidades específicas. Em 2007 a Assistência Farmacêutica no Estado foi regulamentada como Coordenadoria (Coasf – Coordenadoria de Assistência Farmacêutica), se tornando divisão direta do organograma da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o Núcleo de Fitoterapia (Nufito) que vem desenvolvendo atividades que vão desde a capacitação de profissionais para o conhecimento e cultivo das plantas à orientação científica sobre a utilização desses medicamentos na Farmacologia da Saúde Pública na capital e no interior. As atividades são resultados da parceria entre o Governo do Estado e o Projeto Farmácias Vivas, idealizado pelo Professor Francisco José de Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará.

Outros Estados, como o Rio de Janeiro e a Bahia, também apresentaram seus programas estaduais de fitoterápicos e plantas medicinais.

Alguns municípios também criam suas próprias políticas públicas que incentivam a utilização da prática da fitoterapia como a Lei Municipal nº 14.903, de 06 de fevereiro de 2009, que dispõe sobre a criação do Programa de Produção de Fitoterápicos e Plantas Medicinais no Município de São Paulo e dá outras providências, agora regulamentada pelo Decreto nº 51.435, de 26 de abril de 2010.

Segundo o Decreto nº 51.435:

Art 3º: O Programa tem por objetivo principal proporcionar a população o acesso seguro:

I – às plantas medicinais, com a adoção de boas práticas agícolas relativas ao respectivo cultivo, manipulação e produção de mudas certificadas e validadas, para utilização de acordo com orientação sobre o uso correto;

II – aos fitoterápicos, produzidos segundo legislação específica, a fim de serem disponibilzados, mediante prescrição de profissionais autorizados legalmente, médicos e cirurgiões dentistas nas suas respectivas especialidades, nas unidades de saúde da Secretaria Municipal da Saúde.

Vamos ver no decorrer deste livro que outros profissionais atualmente estão legalmente habilitados para prescrever fitoterápicos. Eis aqui uma crítica à esse Decreto, que poderia ter contemplado “profissionais legalmente habilitados” ao invés de “médicos e cirurgiões dentistas”.

Outra Lei do município de São Paulo com o mesmo intuito é a Lei nº 13.717, de 8 de janeiro de 2004, Projeto de Lei nº 140/01, do Vereador Celso Jatene, D.O.U. do município de São Paulo de 9 de janeiro de 2004, que dispõe sobre a implantação das Terapias Naturais na Secretaria Municipal de saúde, e dá outras providências. O Artigo 1º diz que fica o Poder Executivo Municipal incumbido da implantação das Terapias Naturais para o atendimento da população do Município de São Paulo.

§ 1º - Entende-se como Terapias Naturais todas as práticas de promoção de saúde e prevenção de doenças que utilizem basicamente recursos naturais.
§ 2º - Dentre as Terapias Naturais destacam-se modalidades, tais como: massoterapia, fitoterapia, terapia floral, acupuntura, hidroterapia, cromoterapia, aromaterapia, geoterapia, quiropraxia, ginástica terapêutica, iridiologia e terapias de respiração.

Em 2005, a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos, por meio do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS) elaborou, em parceria com outros ministérios e com colaborações de consultores e pesquisadores, uma lista de espécies vegetais considerando as já utilizadas nos serviços de saúde estaduais e municipais, o conhecimento tradicional e popular e os estudos químicos e farmacológicos disponíveis. Esse documento subsidiou, em 2008, a elaboração da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus).

A finalidade do Renisus é subsidiar o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva, inclusive nas ações que serão desenvolvidas também pelos outros ministérios participantes no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, relacionadas à regulamentação, cultivo, manejo, produção, comercialização e dispensação de plantas medicinais e fitoterápicos. Terá também a função de orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da Renafito (Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos), o desenvolvimento e a inovação na área de plantas medicinais e fitoterápicos.

As espécies vegetais foram pré-selecionadas por regiões que referenciavam seu uso, por indicações de uso e de acordo com as categorias do Código Internacional de Doenças (CID-10). Essa parte inicial do trabalho foi realizada por técnicos da Anvisa e do Ministério da Saúde (MS), profissionais de serviços e pesquisadores da área de plantas medicinais e fitoterápicos, vinculados à área da saúde, representando as diversas regiões brasileiras.
A partir dessa pré-seleção foram excluídas espécies exóticas e as que constam da lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, do Ministério do Meio Ambiente (IN nº 6/2008). A Renisus ficou com 71 plantas (veja a seguir a relação oficial completa).



RENISUS - Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse para o SUS

1 - Achillea millefolium

Mil-folhas, aquiléia, mil-em-rama

37 - Lippia sidoides

Alecrim-pimenta, alecrim-bravo

2 - Allium sativum

Alho

38 - Malva sylvestris

Malva

3 - Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis)

Babosa

39 - Maytenus spp (M. aquifolium ou M. ilicifolia)

Espinheira-santa

4 - Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa)

Alpínia, falso-cardamomo, pacová

40 - Mentha pulegium

Poejo, menta-miúda

5 - Anacardium occidentale

Cajueiro

41 - Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)

Menta, hortelã

6 - Ananas comosus

Abacaxi

42 - Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata)

Guaco

7 - Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea

Pau-ferro

43 - Momordica charantia

Melão-de-são-caetano

8 - Arrabidaea chica

Crajiru, pariri, cipó-cruz

44 - Morus sp

Amoreira, amora

9 - Artemisia absinthium

Losna, absinto

45- Ocimum gratissimum

Alfavaca

10 - Baccharis trimera

Carqueja

46 - Orbignya speciosa

Coco babaçu

11 - Bauhinia spp (B. affinis, B. forficate ou B. variegata)

Pata-de-vaca

47 - Passiflora spp (P.alata, P. edulis ou P. incarnata)

Maracujá, passiflora

12 - Bidens pilosa

Picão-preto

48 - Persea spp (P. gratissima ou P. americana) Abacateiro

13 - Calendula officinalis

Calêndula

49 - Petroselinum sativum

Salsa, salsinha, cheiro-verde

14 - Carapa guianensis

Andiroba

50 - Phyllanthus spp (P. amarus, P. niruri, P. tenellus e P. urinaria)

Quebra-pedra

15 - Casearia sylvestris

Guaçatonga

51 - Plantago major

Tanchagem

16 - Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita

Camomila

52 - Plectranthus barbatus = Coleus barbatus

Falso-boldo, boldo-de-jardim

17 - Chenopodium ambrosioides

Erva-de-santa-maria, mentrasto, mentruço, mentruz

53 - Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides)

Erva-de-bicho

18 - Copaifera spp

Copaíba

54 - Portulaca pilosa

Ora-pró-nóbis, beldroega

19 - Cordia spp (C. curassavica ou C.verbenacea)

Erva-baleeira

55 - Psidium guajava

Goiaba-branca

20 - Costus spp (C. scaber ou C. spicatus)

Cana-do-brejo

56 - Punica granatum

Romã

21 - Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)

Sacacá

57 - Rhamnus purshiana

Cáscara-sagrada

22 - Curcuma longa

Açafrão, açafrão-da-terra, cúrcuma

58 - Ruta graveolens

Arruda

23 - Cynara scolymus

Alcachofra

59 - Salix alba

Salgueiro-branco

24 - Dalbergia subcymosa

Verônica

60 - Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira

Aroeira

25 - Eleutherine plicata

Marupari, marupazinho

61 - Solanum paniculatum

Jurubeba

26 - Equisetum arvense

Cavalinha

62 - Solidago microglossa

Arnica brasileira

27 - Erythrina mulungu

Mulungu

63 - Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam

Barbatimão

28 - Eucalyptus globulus

Eucalipto

64 - Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini)

Jambolão, Jamelão

29 - Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana

Pitanga

65 - Tabebuia avellanedeae

Ipê-roxo, pau-d´arco

30 - Foeniculum vulgare

Funcho, falsa erva-doce

66 - Tagetes minuta

Coari, cravo-de-defunto

31 - Glycine max

Soja

67 - Trifolium pratense

Trevo-dos-prados, trevo-vermelho

32- Harpagophytum procumbens

Garra-do-diabo

68- Uncaria tomentosa

Unha-de-gato

33- Jatropha gossypiifolia

Jalapa, pinhão-roxo

69- Vernonia condensata

Boldo-baiano, boldo-japonês

34- Justicia pectoralis

Anador, chambá

70- Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes) Assa-peixe

35 - Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum

Pirarucu, folha-da-fortuna

71- Zingiber officinale

Gengibre

36 - Lamium album

Urtiga branca

Essa relação está disponível no seguinte endereço eletrônico:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/RENISUS.pdf.

Medicamentos para atenção básica à saúde

A Portaria nº 2.982, de 26 de novembro de 2009, aprova as normas de execução e de financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica. Essa portaria apresenta uma relação de medicamentos e outra de medicamentos fitoterápicos e homeopáticos que serão financiados pelo governo (federal, estadual e municipal) para serem utilizados pelo Sistema Único de Saúde por atenderem aos agravos prevalentes e prioritários da atenção básica.

A tabela a seguir apresenta os medicamentos fitoterápicos abrangidos por essa portaria.

Nome popular

Nome científico

Forma farmacêutica

Indicação de uso

Espinheira -santa

Maytenus ilicifolia

Cápsula

Comprimido

Emulsão

Solução

Tintura

Dispepsia, coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera duodenal

Guaco

Mikania glomerata

Cápsula

Solução oral

Tintura

Xarope

Expectorante, broncodilatador

Alcachofra

Cynara scolymus

Cápsula

Comprimido

Drágea

Solução oral

Tintura

Colagoga e colerética em dispepsias associadas a disfunções hepatobiliares

Aroeira

Schinus terebenthifolius

Gel

Óvulo

Produtos ginecológicos, antiinfecciosos tópicos simples

Cáscara-sagrada

Rhamnus purshiana

Cápsula

Tintura

Constipação ocasional

Garra-do-diabo

Harpagophytum procumbens

Cápsula

Comprimido

Anti-inflamatório (oral) em dores lombares, osteoartrite

Isoflavona de soja

Glycine max

Comprimido

Cápsula

Climatério (coadjuvante, alívio dos sintomas)

Unha-de-gato

Uncaria tomentosa

Cápsula

Comprimido

Gel

Anti-inflamatória (oral e tópico) nos casos de artrite reumatóide, osteoartrite. Imunoestimulante

Todas as políticas apresentadas estimulam a adoção da fitoterapia nos programas federais, estaduais e municipais de saúde pública, mostrando a importância do aperfeiçoamento dos profissionais da saúde nessa área, que vem crescendo, ganhando força e confiança da comunidade.

Nos últimos anos uma grande parte da população passou a mudar seus hábitos de compra: o setor de produtos naturais vem despertando a atenção de consumidores preocupados com a saúde e que buscam alternativas de tratamento com o mínimo possível de efeitos colaterais. Da mesma forma, os profissionais da saúde estão procurando cada vez mais alternativas aos produtos sintéticos e alopáticos para a melhoria dos sintomas e o tratamento de diversas patologias.

Este livro foi concebido para ajudar os profissionais interessados em aplicar a fitoterapia em equipes multidisciplinares, tanto no sistema único de saúde (SUS) como na rede privada, a recomendar e/ou prescrever fitoterápicos e plantas medicinais segundo a legislação. A utilização da fitoterapia está cada vez mais padronizada e segura, constituindo uma excelente terapêutica, se utilizada com o devido conhecimento e responsabilidade.

Lembramos que as legislações estão sempre sendo atualizadas, modificadas e/ou revogadas. As leis, resoluções, instruções normativas e outros decretos já apresentados e os que ainda serão citados estão atualizados até a data da publicação deste livro. Recomendamos que os profissionais que se utilizarem da legislação oficial na prescrição ou recomendação de plantas medicinais e fitoterápicos verifiquem se essas leis não foram alteradas ou atualizadas por outras.

O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (Conbrafito) sinaliza a importância da busca constante do aprimoramento na prescrição e/ou recomendação segura de plantas medicinais e fitoterápicos através de cursos, congressos, leitura de artigos científicos e da filiação a instituições de classe que estabeleçam, definam, reciclem e fortaleçam essas regulamentações.



FITOTERAPIA. Plantas Medicinais e fitoterápicos.

www.fitoterapiaonline.com.br

www.fitobuscador.org.br

DR.h.c.SÉRGIO TINOCO PANIZZA

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fitoterapia