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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Presbiacusia

Com o passar dos anos, nossa audição entra em processo de envelhecimento. Cientificamente o processo provocado pelo desgaste fisiológico das células auditivas recebe o nome de presbiacusia. Normalmente, esse problema ocorre a partir dos 60 anos.

Por que a presbiacusia acontece?

O envelhecimento provoca a diminuição da capacidade de mitose de certas células, gerando um acúmulo de pigmentos intracelulares e alterações no fluido intercelular. O labirinto posterior também é afetado, assim como outras estruturas importantes para a audição. Todos esses fatores - ainda mais se associados a outros degenerativos como o tabagismo - pode provocar a perda da audição.

Sintomas da presbiacusia

Normalmente, a  presbiacusia no idoso de início compromete o entendimento de sons agudos, sendo quase imperceptível nesse estágio. No entanto, à medida que avança a pessoa começa a ter dificuldades de audição e compreensão da fala, por isso é comum queixas de “Ouço, mas não entendo”.

Tipos de presbiacusia

Presbiacusia Sensorial - É considerado o tipo mais comum: uma perda auditiva neurossensorial bilateral e simétrica, que começa na meia idade e determina queda auditiva em sons agudos. O zumbido pode ser um fator comum.
Presbiacusia Neural - É uma perda auditiva progressiva e rápida que deixa os idosos com grande dificuldade para entender a fala. Neste caso, acontece uma redução dos chamados neurônios cocleares, que pode ser relacionada com dificuldade de coordenação motora e déficits cognitivos.

Presbiacusia Metabólica - Acontece quando há uma perda neurossensorial com uma curva plana e a manutenção da discriminação da fala. Quando os limiares auditivos ultrapassam 50 dB, a discriminação começa a cair.
Presbiacusia Mecânica (coclear condutiva) - Neste caso, há um problema na coclear devido enrijecimento da membrana
basilar e alteração nas características de ressonância do duto da cóclea.

Consequências da presbiacusia

Se não diagnosticada e tratada corretamente, a presbiacusia pode trazer muito prejuízos para os idosos. Com a perda auditiva, é comum que muitas pessoas se isolem do convívio social pela incapacidade de comunicação. O isolamento pode trazer uma série de problemas de saúde, como depressão. Pesquisas também associam as perdas auditivas não tratadas com o desenvolvimento de demências e do Mal de Alzheimer. Saiba mais!


Tratamento para a presbiacusia

Infelizmente não há tratamento capaz de restabelecer a audição normal de quem perde a audição com o envelhecimento, mas há alternativas que podem fazer com que os idosos mantenham sua qualidade de vida sem problemas. Os especialistas costumam avaliar se existem fatores externos à audição que podem prejudicá-la, como diabetes,hipertensão arterial e aterosclerose.
Paralelamente a isso, é muito importante consultar um médico otorrinolaringologista e posteriormente um fonoaudiólogo para realizar testes auditivos e os resultados promovam segurança, conforto, bem estar e melhor qualidade de vida ao idoso. Um dos exames que pode ser feito para avaliar a perda auditiva é a audiometria.


Fonte : www.direitodeouvir.com.br/

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O PODER DAS MUDRAS – CONHEÇA A MUDRA QUE EQUILIBRA CADA SISTEMA FISIOLÓGICO DO CORPO




Mudras são gestos que nos permitem sintonizar com frequências específicas de energia do Universo. Segundo Yoga e Ayurveda, a saúde plena é o resultado dessa sintonia em que o ser individual, o microcosmo, sincroniza-se com o Universo, o macrocosmo.
Essa sincronia é a base do equilíbrio e da cura. Assim, os Mudras são ferramentas poderosas para otimizar a saúde.
Quando colocamos as mãos em Mudras, elas atuam como antenas canalizando as energias de cura para todos os aspectos de nosso Ser.
Isso funciona porque nosso corpo é composto de 5 elementos: terra, água, fogo, ar e espaço.
Cada um destes elementos está relacionado com um de nossos sistemas fisiológicos, e também com certas qualidades.
Por exemplo: o elemento terra está relacionado com o sistema esquelético e possui as qualidades de força, estabilidade e firmeza.
Quando estes elementos estão presentes na quantidade adequada, a saúde estará presente.
9_mudras-photoshopsizedCada um dos dedos também está relacionado com um dos 5 elementos. O dedo mínimo representa a água, o anular a terra, o médio o espaço, o indicador o ar e o polegar o fogo. As combinações dos dedos, assim como a posição deles (esticado, flexionado, etc.), permitem uma grande variedade de opções de conexão com as energias primordiais do Universo.
Há milhares de anos atrás, os sábios da Índia desvendaram os códigos secretos destas inúmeras combinações observando os efeitos e benefícios de cada Mudra.
Hoje, os Mudras representam um tesouro que permite que o microcosmo de nosso corpo se harmonize com os ritmos do universo para facilitar a saúde e a cura.
Comece a praticar os mudras de um a cinco minutos. Caso sinta qualquer desconforto, descontinue a prática e consulte um professor de Yoga experiente nesta área.

Mudras para o ótimo funcionamento de cada sistema fisiológico do corpo:

Sistema Nervoso:

Jnana Mudra


Equilibra os dois hemisférios cerebrais e acalma o sistema nervoso.
Junte a ponta do polegar com a ponta do dedo indicador formando um círculo e estique os outros dedos.

Sistema Muscular:

Varun Mudra


Facilita a hidratação e flexibilidade dos músculos.
Toque a ponta do dedo mínimo com a ponta do polegar e estique os outros dedos.

Sistema Esquelético:

Adhi Mudra 


Proporciona força e estabilidade para todo o sistema esquelético.
Com as mãos em punho, envolvendo os polegares, descanse as mãos nos joelhos.

Sistema Respiratório:

Prana Mudra 


Facilita a expansão dos pulmões e de todo o sistema respiratório.
Junte o polegar com os dedos mínimo e anular e estique os dedos médio e indicador.

Sistema Gastro-intestinal:

Pushan Mudra 



Estimula o fogo digestivo e a assimilação completa dos nutrientes.

Mão Direita- polegar toca dedo médio e indicador, dedos mínimo e anular ficam esticados; Mão Esquerda- polegar toca dedo médio e anular, dedos mínimo e indicador ficam esticados.

Sistema Cardiovascular:

Kapota Mudra

Gera um sentimento de bem-estar e abre o coração no nível emocional.
Junte as palmas das mãos e depois abra um espaço entre elas como o peito de um pombo.

Sistema Endócrino: 

Hakini Mudra

Facilita um estado de equilíbrio da glândula pituitária que consequentemente regula todo o sistema endócrino.
Junte as pontas de todos os dedos.

Sistema imunológico:

Uttarbodhi Mudra


Ativa a glândula timo e aumenta a auto-estima, promovendo a saúde do sistema imúnologico.
Entrelace so dedos para fora e estique os indicadores para cima e os polegares para baixo, colocando-os no esterno.

Mudras para condições de saúde específicas:

Dor lombar:

Paschima Mudra

– Alivia a tensão crônica dos músculos da região lombar, reduzindo a pressão sobre os discos e nervos.
Mão Direita – o polegar toca a ponta dos dedos médio e mínimo, os dedos indicador e anular permanecem esticados; Mão esquerda – o polegar pressiona a unha do indicador formando um círculo.

Constipação:

Apana Mudra

Apana Mudra
Estimula e facilita a finalização do processo de digestão, equilibrando a eliminação.
As duas mãos – polegar toca dedos médio e anular.

Dor de cabeça:

Mahasirs Mudra 

Elimina a tensão e equilibra a circulação na cabeça.
As duas mãos – dedo anular toca a palma da mão e polegar toca dedos indicador e médio. Dedo mínimo fica esticado.

Síndrome Pré-Menstrual:

Yoni Mudra

Equilibra o sistema reprodutor feminino.
Entrelace os dedos para dentro e estique os indicadores para frente e os polegares para trás. Mãos a 4 dedos abaixo do umbigo.

Obesidade: 

Brahma Mudra


Acelera o metabolismo, estimulando a digestão de gorduras, com redução do tecido adiposo em excesso.
Com as mãos unidas em punho, envolvendo os polegares, em frente ao plexo solar. Palmas para cima.

Ansiedade:

Chinmaya Mudra

chinmaya 2

Acalma a mente e estabiliza as emoções.
Com as mãos em punho, toque o dedo indicador com o polegar, formando um círculo. Descanse as mãos nos joelhos.

Fonte: https://osegredo.com.br

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Nódulo nas pregas vocais: sintomas, tratamentos e causas



"Procure um Fonoaudiólogo "


O que é Nódulo nas pregas vocais?


Sinônimos: calos nas cordas vocais, nódulos nas cordas vocais

Nódulos nas pregas vocais, popularmente conhecidos como calos nas cordas vocais, são lesões de massa, benignas, bilaterais e simétricas que acometem as pregas vocais e cuja formação está relacionada a um comportamento vocal alterado e inadequado, principalmente o abuso vocal. Os nódulos nas pregas vocais aparecem devido ao atrito brusco causado pelo contato frequente e em forte intensidade entre as pregas vocais durante a produção dos sons.

Essas lesões não são tumores, pois não são compostas por novas formações celulares. Elas são formadas por tecido edematoso e/ou fibras colágenas. Na fase inicial os nódulos podem ser unilaterais, ter um componente vascular e serem relativamente macios e flexíveis, mas na fase crônica já costumam ser bilaterais e mais rígidos.

Fatores de risco


O nódulo é a lesão da laringe que recebe maior influência do comportamento vocal e é mais frequente em indivíduos que dependem da voz para trabalhar, os chamados profissionais da voz: professores, apresentadores, advogados, leiloeiros, telefonistas, secretárias, profissionais da saúde, artistas como atores e cantores, pastores, técnicos de esportes em grupo, entre outros. Também é comum em pessoas que trabalham em lugares muito barulhentos, como em fábricas, e nesses casos a recorrência após o tratamento é comum.

A incidência é maior nas mulheres entre 25 e 35 anos de idade, mas também é comum nas crianças, entre 7 e 9 anos, de ambos os sexos, com leve prevalência nos meninos.

Uma pesquisa realizada em Minas Gerais mostrou que dentre os pacientes adultos com nódulos mais de 90% eram mulheres, mais de 60% eram professores, mais de 80% trabalhavam dois ou três turnos e mais de 95% não eram fumantes.

Outra pesquisa indica que, nos indivíduos que fazem uso crítico da voz no trabalho, a incidência de alterações vocais pode chegar a 25% e, dentre estas, a maior parte é causada por nódulos vocais. Das alterações laríngeas diagnosticadas os nódulos compõem entre 8 e 24% de todos casos.

A maior incidência dos nódulos em mulheres está relacionada à menor presença de ácido hialurônico no organismo feminino. Nos homens esta proteína aumenta a concentração de água nos tecidos das pregas vocais e diminui assim o trauma que pode ser causado durante a produção da voz.

Os comportamentos vocais mais relacionadas à formação dos nódulos a longo prazo são:

Falar muito alto
Gritar muito
Falar por muito tempo
Produzir voz muito grave (mais grossa)
Falar em ambientes ruidosos
Falar durante movimentação física intensa (praticando esportes, por exemplo)
Falar muito rápido
Emitir sons com muita força ao invés de usar emissões mais suaves (é o que é chamado de ataque vocal brusco)
Falar com a ressonância mais baixa (forçando mais a garganta e projetando menos a voz).
Os nódulos nas cordas vocais podem resultar desses e outros comportamentos vocais inadequados por algum tempo e suas manifestações podem surgir com alterações vocais mais discretas e flutuantes, com episódios de melhora ou piora da qualidade da voz de acordo com o uso e depois as alterações se acentuam nos casos mais avançados. Também é frequente observar tensão muscular associada ao quadro.

Também há relação entre o aparecimento de nódulos vocais a alergias respiratórias, distúrbios hormonais, principalmente da glândula tireóidea, ao tabagismo e ao etilismo.



Fatores de risco em crianças


Crianças que fazem muitas atividades esportivas em grupo, ficam mais tempo na escola ou em clubes, passam mais tempo em ônibus escolares barulhentos são mais propensas a abusar da voz e, consequentemente, a apresentarem lesões como os nódulos. Alguns autores também relacionam o aparecimento de nódulos em crianças a quadros de infecções de vias aéreas superiores e de alergias respiratórias.

A prevalência em meninos pode estar relacionada a fatores comportamentais e/ou psicológicos. Na maioria dos casos são crianças envolvidas em atividades escolares, líderes de grupo, ativas e mais falantes e que costumam abusar da voz ou fazer uso excessivo nessas situações. Também é possível observar alterações vocais em meninos que estão na fase de afirmação do gênero, ou que apresentam aspectos como agitação, agressividade, déficit de atenção e hiperatividade ou alteração do processamento auditivo central.

Muitos estudos indicam que 6 a 9% da população infantil apresenta disfonia de diferentes causas. Um estudo com crianças de 1 mês a 7 anos em creches de São Paulo encontrou prevalência de 23,6% de alterações vocais e outro estudo encontrou prevalência de 17,2% entre os 2 e os 16 anos de idade.

A principal causa das disfonias nas crianças é a presença de nódulos vocais e, nessa faixa etária, eles também são associados a um comportamento vocal excessivo e abusivo como:

Falar demais
Falar muito forte
Falar com voz diferente da natural (mais aguda ou mais grave)
Falar muito rápido
Falar por muito tempo e sem intervalos
Falar durante a inspiração
Produzir a voz com esforço
Gritar muito
Imitar sons, ruídos, animais ou outras vozes como de personagens infantis, por exemplo.

Sintomas de Nódulo nas pregas vocais
Os nódulos nas cordas vocais modificam a produção dos sons, pois impedem o fechamento adequado das pregas vocais durante a fonação deixando escapar ar pelas regiões que não entram em contato e alteram o padrão de vibração dos tecidos das pregas vocais devido ao aumento de massa ou da rigidez.

De modo geral as principais alterações que podem ser percebidas auditivamente são a rouquidão e a soprosidade (quando parece escapar ar durante a vibração das pregas vocais). Algumas pessoas também podem reclamar de cansaço durante a fala, piora da voz ao falar por mais tempo, dor na laringe ou no pescoço, presença de muito pigarro e dificuldade para produzir notas agudas. Também é comum observarmos dificuldade em coordenar adequadamente a respiração e a produção da voz em pessoas com nódulos nas cordas vocais.

Nas lesões iniciais os nódulos, ainda macios, vibram com o resto da mucosa das pregas vocais e a qualidade vocal pode ser apenas levemente rouca ou soprosa ou pode ser adaptada em alguns casos. As lesões mais rígidas pode tornar a vibração das pregas vocais mais aperiódica, modificar o tom da voz (voz mais grave ou mais aguda) e aumentar a rouquidão.

A alteração vocal na criança costuma ser importante e em alguns casos elas podem perder a voz por alguns períodos. Em geral a voz também fica mais grave, rouca e soprosa, podendo piorar ou até sumir ao longo do dia e a dificuldade de coordenar a respiração com a produção dos sons fica mais evidente que nos adultos. Em alguns casos as crianças também podem apresentar alterações articulatórias e excesso de tensão em pescoço e rosto que podem prejudicar ainda mais a qualidade da voz e a expressão oral.

Buscando ajuda médica

Se você perceber mudanças na sua voz ou rouquidão persistente, que não esteja relacionada a algum resfriado ou alteração respiratória, por mais de 10 dias é importante procurar um otorrinolaringologista, pois ele é o médico especialista em nariz, ouvido e garganta e poderá diferenciar as causas da disfonia (alteração da voz).

No caso das crianças também é importante procurar ajuda profissional se algum sintoma vocal permanecer por mais de 10 ou 15 dias. Socialmente a voz infantil com alteração é mais aceita e às vezes a rouquidão é vista como charme ao invés de gerar preocupação como um problema de saúde. Nesses casos a demora em procurar avaliação médica e fonoaudiológica pode agravar o problema e prolongar a reabilitação.

Diagnóstico de Nódulo nas pregas vocais

Em geral o diagnóstico dos nódulos vocais depende da histórica clínica, dos sintomas e de exames de imagem como a laringoscopia e a estroboscopia. Também é fundamental identificar os fatores causais e para isso precisa-se entender como é o comportamento vocal, se ocorre uso excessivo ou inadequado da voz, quais são as condições anatômicas e funcionais da laringe, se o individuo apresenta refluxo gastroesofágico que entre em contato com as estruturas da laringe, qual é a demanda vocal e quais traços da personalidade que podem influenciar na origem do problema, no tratamento e na mudança de comportamentos em relação ao uso da voz.

Tratamento de Nódulo nas pregas vocais
O tratamento deve ser indicado pelo otorrinolaringologista que é o profissional responsável pelo diagnóstico e quem definirá se tem indicação cirúrgica ou não. Independente do momento, pré ou pós-operatório ou como única opção, a intervenção fonoaudiológica é fundamental para a reabilitação vocal. A absorção dos nódulos depende do tipo de terapia, da dedicação do paciente aos exercícios orientados e da modificação do comportamento vocal inadequado.

Quando o paciente se envolve adequadamente no processo terapêutico e se dedica aos exercícios e à modificação dos comportamentos nocivos englobando hábitos mais saudáveis à sua rotina o tempo de terapia pode ser de apenas 8 a 12 sessões e a chance de reincidência é pequena.

A cirurgia costuma ser mais indicada no caso de nódulos antigos, mas mesmo nesses casos a terapia fonoaudiológica é fundamental para evitar recorrência já que os fatores causais como o uso inadequado da voz precisam ser modificados. Mesmo esses nódulos mais fibróticos podem ser reabsorvidos apenas com terapia vocal, porém envolverão mais tempo de tratamento e maior envolvimento do paciente.



Tratamento em crianças

O tratamento preferencial é a terapia fonoaudiológica, mas também pode ser necessário adotar tratamento para as alergias e infecções respiratórias e realizar intervenção psicológica no caso de crianças que adotaram padrões vocais prejudiciais relacionados a instabilidades emocionais (como gritar mais para chamar a atenção dos pais ou falar com voz mais aguda por dificuldade em lidar com um novo bebê na família).

A evolução do tratamento com as crianças depende ainda mais da conscientização e do envolvimento da criança e de seus familiares e em alguns casos também será importante orientar os professores em como eles podem ajudar no controle dos abusos vocais. A intervenção fonoaudiológica direta com a criança pode demorar algumas sessões a mais, pois dependendo da idade a intervenção deverá ser mais lúdica.

No caso das disfonias na vida infantil além das limitações em relação à expressão oral as alterações também podem influenciar na identidade da criança, pois a qualidade vocal apresentada pode não corresponder a idade, gênero e emoção demonstrada. Por exemplo: uma menina com nódulos vocais que fica com a voz mais grave e pode ser confundida com um menino. Nesses casos a socialização da criança pode ser prejudicada e isso pode trazer impactos psicológicos importantes. É comum crianças com alteração vocal evitarem situações de comunicação e atividades em grupo, pois ficam inibidas com a própria voz.

Prevenção
Os nódulos nas cordas vocais estão muito relacionados aos hábitos nocivos e ao abuso vocal. Portanto, a melhor forma de preveni-los é cuidando da saúde da voz, principalmente no caso dos profissionais que dependem da mesma para trabalhar.

Seguem algumas dicas de como manter a higiene vocal adequada:

Beba água durante o dia e, principalmente, durante os períodos em que for falar por períodos mais longos
Principalmente no caso de profissionais da voz faça repousos vocais após o uso intensivo
Coma maçã antes do uso prolongado da voz. Esse alimento tem ação adstringente e, por isso, "limpa" as estruturas envolvidas na produção da voz
Cuide da sua respiração (evite usar giz, pois o pó pode causar alergias, trate as alergias respiratórias, cuidado com ar condicionado, pois o ar fica mais seco)
Não tenha vergonha de bocejar! O bocejo pode diminuir a tensão da região do pescoço e dos ombros
Evite gritar (no caso dos professores é importante usar outras estratégias para chamar a atenção dos alunos, por exemplo, bater palmas)
Evite derivados de leite antes do uso prolongado da voz. Os derivados podem aumentar a viscosidade da saliva e aumentar a secreção na garganta
Evite fumar tanto de forma direta quanto indiretamente
Evite lugares barulhentos, pois será difícil não aumentar o volume da voz
Evite falar durante os exercícios físicos, pois devido ao esforço muscular pode-se provocar sobrecarga na musculatura da laringe
Evite bebidas alcóolicas e anestésicos, pois eles diminuem a sensibilidade da laringe e dessa forma pode-se piorar o abuso vocal sem perceber
Evite pigarros, pois eles causam atritos entre as pregas vocais e podem aumentar as secreções nessa região. O ideal é beber água ou engolir a saliva várias vezes
Evite imitar outras vozes ou sussurrar, pois o esforço vocal para isso é muito grande
Evite ingerir líquidos ou alimentos em temperaturas extremas (muito gelado ou muito quente), pois podem causar choque térmico, provocando aumento da secreção e inchaço nas pregas vocais
Evite roupas apertadas no pescoço e na cintura, pois poderá dificultar a movimentação da laringe e a movimentação do diafragma que influencia na respiração
Evite alimentos pesados e muito condimentados, pois podem provocar azia, má digestão e refluxo gastroesofágico. Procure um gastroenterologista caso perceba esses sintomas para tratar o refluxo
Lembre-se que também é possível realizar terapia fonoaudiológica para melhorar a expressão vocal antes da instalação de algum problema sério. É possível melhorar a coordenação entre a respiração e a produção da voz, a projeção vocal, a ressonância e outras características de acordo com a demanda pessoal.


fontes e referências

Tainá Ferreira, fonoaudióloga responsável pela Clínica Fono Porã Especialidades Fonoaudiológicas
Behlau, Mara. Organização. Voz – O Livro do Especialista Volume 1 São Paulo, Editora Revinter, Reimpressão 2008.
Braga, J. N., Oliveira, D. S. F., Atherino C. C. T., Schott, T. C. A., Silva J. C. Nódulos Vocais: Análise Anátomo-Funcional. Revista CEFAC, vol. 8, núm. 2, abril-junho, 2006.
Fernandes, F.D.M., Mendes, B.C.A,, Navas, A.L.P.G.P. Organização. Tratado de Fonoaudiologia 2ª edição / São Paulo, Editora Roca, 2009.
Gindri, G., Cielo, C. A., Finger, L. Disfonia por Nódulos Vocais na Infância. Salusvita, Bauru, v. 27, n. 1, p. 91-110, 2008.
Melo, E. C. M., Brito, L. L., Brasil, O. C. M., Behlau, M. Melo, D. M. Incidência de lesões laríngeas não neoplásicas em pacientes com queixas vocais. Rev Bras Otorrinolaringol. V.67, n.6, 788-94, nov./dez. 2001

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/nodulo-nas-pregas-vocais

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O Crânio



Divide-se, para estudo, em ossos da face e ossos do crânio propriamente dito. Ele pode ser dividido em calota craniana ou calvária e base do crânio. A calvária é a parte superior do crânio e é formada pelos ossos: Frontal, Occipital, e Parietais. A base do crânio forma o assoalho da cavidade craniana e pode ser dividida em três fossas ou andares:

Os ossos que o compõe são: Frontal, Occipital, Esfenóide, Etmóide (ímpares)*, Parietal e Temporal (pares)*.

A fossa anterior, também chamada de andar superior da base do crânio, é formada pelas lâminas orbitais do frontal, pela lâmina crivosa do etmóide e pelas asas menores e parte anterior do esfenóide.

A fossa média, também chamada de andar médio da base do crânio, é formada anteriormente pelas asas menores do esfenóide, posteriormente pela porção petrosa do osso temporal e lateralmente pelas escamas do temporal, osso parietal e asa maior do esfenóide.

A fossa posterior, também chamada de andar inferior, é constituída pelo dorso da sela e clivo do esfenóide, pelo occipital e parte petrosa e mastóidea do temporal. Essa é a maior fossa do crânio e também abriga o maior forame do crânio, o forame magno.

Os ossos que compõe a face são: Mandíbula, Vômer, Hióde (ímpares), Maxilar, Palatino, Zigomática, Concha nasal inferior, Lacrimal e Nasal (pares).

*Ossos ímpares são ossos situados na linha média e que não possuem outro semelhante no corpo. Ossos pares são ossos situados lateralmente e que possuem outro semelhante do lado oposto.

Ao longo da filogénese foram-se estabelecendo relações cada vez mais estreitas entre estas duas partes do crânio, através de articulações chamadas "suspensões":
  • Suspensão anfistílica – em que tanto o palato-quadrado como o hiomandibular se articulam com o neurocrânio, como em alguns peixes Chondrichthyes;
  • Suspensão iostílica – em que apenas o osso mandibular se articula com o neurocrânio, como na maior parte dos peixes, incluindo alguns tubarões e no esturjão;
  • Suspensão autostílica – em que o neurocrânio e o esplancnocrânio tendem a fundir-se como na maior parte dos tetrápodes.
As modificações evolutivas do esplancnocrânio refletem as do I e II arcos viscerais durante a ontogénese. O osso iomandibular (porção dorsal do II arco visceral) é o que, nos peixes participação na suspensão iostílica; nos anfíbiosrépteis e aves o II arco visceral transforma-se no primeiro dos três ossinhos do ouvido médio (columella), enquanto que o I arco visceral mantém a sua função de sustentar a abertura bucal; nos mamíferos, o articular e o quadrado, provenientes do I arco visceral, transformam-se no martelo e no estribo, completando assim a cadeia de ossinhos do ouvido médio.
Nos mamíferos, a articulação maxila-mandibular forma-se a partir do dental e da escamado temporal. Nos répteis e mamíferos, as cóanas (interior das narinas) passaram para a parte de trás da cavidade bucal para a formação do palato secundário, septo ósseo que separa as vias respiratórias do tubo digestivo. Nas aves, o palato secundário tende a desaparecer, provavelmente pela falta de dentes e existência do bico.

Estrutura

Crânio de Centrosaurus mostrando a fenestra em sua gola óssea.

Aberturas

Anfíbios atuais normalmente têm crânios muito reduzidos, com muitos dos ossos ausentes ou total ou parcialmente substituídos por cartilagem.[1] Nos mamíferos e aves, em particular, modificações do crânio ocorreram para permitir a expansão do cérebro. A fusão entre os vários ossos é especialmente notável nas aves, nas quais as estruturas individuais podem ser difíceis de identificar.
Crânio anápsido.

Crânio diápsido.
Crânio euriápsido.
Crânio sinápsido.
As fenestras (do latim "fenestrae", que significa "janelas") são aberturas no crânio.
  • Fenestra anterorbital
  • Fenestra mandibular
  • Fenestra palatal, como encontrada em Marsupiais
  • Fenestra quadradojugal
  • Fenestra subesquamosal, uma abertura entre duas partes do osso esquamosal em alguns roedores
  • Fenestra temporal
Dinossauros Ceratopsianos[2] podem ter fenestras em suas golas[3] (a gola é uma margem relativamente extensa vista na parte de trás das cabeças de répteis com qualquer suporte ósseo tais como as presentes nos crânios de dinossauros da subordem Marginocephalia ou suporte cartilaginoso como no lagarto-de-gola).

Fenestração temporal

As fenestras temporais são características anatômicas do crânio amniota, caracterizada por buracos bilateralmente simétricos (fenestra) no osso temporal. Dependendo da linhagem de um animal, dois, um, ou nenhum par de fenestra temporal pode estar presente, em cima ou abaixo dos ossos pós-orbitais e esquamosal. As fenestras temporais superiores também são conhecidos como fenestra supratemporal, e as fenestras temporais mais baixas também são conhecidas como fenestra infratemporal. A presença e a morfologia da fenestra temporal é indispensável para a classificação taxonômica dos sinápsidas, do qual os mamíferos fazem parte.
A especulação fisiológica a associa com uma subida a taxas metabólicas e um aumento na musculatura da maxila. Antes do Carbonífero amniotas mais antigos não tinham fenestras temporais mas sauropsidas e sinápsidas mais avançados tinham. Com o passar do tempo, a fenestra temporal dos sauropsidas e sinápsidas ficou mais modificada e maior para dar mordidas mais fortes com mais músculos na maxila. Os dinossauros, que são sauropsidas, tem grandes aberturas e os seus descendentes, os pássaros, tem fenestras temporais que foram modificadas. Os mamíferos, que são sinápsidas, não possuem nenhuma abertura fenestral no crânio, no entanto o traço foi modificado. Os mamíferos realmente, ainda possuem entretanto, a órbita temporal (que se parece com uma abertura) e os músculos temporais. Ele é um buraco na cabeça e está situado no reverso da órbita atrás do olho.

Classificação

Há quatro tipo de fenestrações temporais no crânio dos amniotas, classificadas quanto ao número e posição da fenestra:
  • Crânio anápsido - sem aberturas temporais; tipo mais primitivo; exemplo: Testudinata.
  • Crânio diápsido - duas aberturas temporais, uma superior entre o parietal, esquamosal e pós-orbital, e uma inferior entre o pós-orbital, jugal, quadrado-jugal e esquamosal; exemplo Aves e Dinossauros.
  • Crânio euriápsido - uma abertura temporal superior, localizada entre os ossos parietal, pós-orbital e esquamosal; exemplo Plesiosauria.
  • Crânio sinápsido - uma abertura temporal inferior, situada entre os ossos esquamosal, pós-orbital, jugal e quadrado-jugal; exemplo Synapsida e Mammalia.

Ossos

jugal é um osso craniano encontrado na maioria dos répteis, anfíbios e aves. Nos mamíferos, o jugal é chamado muitas vezes de osso zigomático ou osso malar.
O osso pré-frontal é um osso que separa os ossos frontal e lacrimais em muitos crânios de tetrápodes.

Nos seres humanos, o crânio adulto é normalmente composto de 22 ossos. Exceto a mandíbula, todos os outros ossos do crânio estão ligados por suturas rígidas, com articulações de pouco ou nenhum movimento.
neurocrânio (braincase) é uma abóboda que protege o cérebro formada pelo:
Catorze ossos formam a face (splanchnocranium). Dentro dos ossos temporais há seis ossículos formando cada orelha e orelha média, embora estes não façam parte do crânio. O osso hioide, apoiando a língua, não é normalmente considerado como parte do crânio, uma vez que não se articula com qualquer outro.
O crânio contém cavidades (seios), que estão cheios de epitélio respiratório e ar. As funções dos seios dos ossos não são claras; elas podem contribuir para diminuir o peso do crânio com uma pequena diminuição da força, ou podem ser importantes para a melhoria da ressonância da voz. Em alguns animais, tais como o elefante, os seios são extensos. O crânio do elefante precisa ser muito grande, de modo a formar um atalho para os músculos do pescoço e tronco, mas também é inesperadamente a luz, a relativamente pequena fuga de caso é cercada por grandes seios que reduzem o peso.
As meninges são as três camadas, ou membranas, que circundam as estruturas do sistema nervoso. Elas são conhecidas como a duramáter, a aracnóide e da piamater. Diferentemente de serem classificados juntos, eles têm pouco em comum um com o outro.
Os crânios de outras espécies possuem tanta semelhança que podem ser utilizados para compreender o de outras espécies do mesmo gênero, como no caso de comparação entre primatas e hominídeos.

Há articulações quase completamente do tipo imóvel, exceto aquelas que ligam o topo da coluna vertebral e a mandíbula ao osso temporal.
É constituída por oito ossos:
A caixa craniana é constituída por uma base (osso ocipital, osso temporal, o esfenoide, etmoide e frontal) e por um tempo (o osso temporal, o osso parietal da parte da esfenoide e frontal do ocipício).
Os ossos que compõe a caixa craniana e o maciço frontal são unidos através de sinartrose, quase sempre por sutura do tipo dentado, escamoso, harmônico ou conjunto. Ele dá o nome de bregma ao ponto de articulação entre as suturas sagitais e as suturas coronais, que corresponde a fronte anterior do bebê e ao crânio em adultos. O ponto de interseção da sutura sagital com a lambdoidea se chama lambda. Nos recém-nascidos, a caixa craniana ainda não está completamente formada. Os pontos ainda não soldados são aqueles frontais em cima da testa, e os outros para trás e menores (inferiores a um centímetro) se formam após uma semana de vida.
O crânio dos recém-nascidos não estão completamente formados por duas razões:
  1. Para permitir que a cabeça da criança, durante o parto, saia sem maiores dificuldades dos ossos da bacia da mãe, para passar livremente;
  2. E para permitir que os ossos cranianos se adaptem na mesma rapidez com que o cérebro cresce.
Na verdade, a fonte no topo da cabeça começa a fechar após os seis meses de vida e termina seu fechamento em torno dos dezoito meses de existência da criança.

Crânios dos demais animais

A imagem motra um crânio de Massospondylus, com duas fenestras temporais típicas dos diapsidas.
As fenestras temporais são características anatômicas do crânio da amniota, caracterizada por buracos bilateralmente simétricos (fenestrae) no osso temporal. Dependendo da linhagem de um determinado animal, podem estar presentes dois, um ou um número ímpar de fenestra temporal, acima ou abaixo dos ossos pós-orbital ou escamosal. As partes superiores da fenestra temporal também são conhecidas como fenestra supratemporal, enquanto que os fenestras temporais menores são chamados de fenestras infratemporais. A presença e a morfologia da fenestra temporal é fundamental para a classificação taxonômica das sinápsidas, da qual os mamíferos fazem parte.
As especulações fisiológicas associam-na com um aumento da taxa metabólica e um reforço em sua musculatura maxilar. Quanto mais cedo as amniotas dos Carboníferos não tiverem fenestras temporais os mais avançados sauropsidíos e sauropsidíos terão. A medida que o tempo foi avançado, as fenestras temporais dos sauropsídios e dos sinapsídios alterou sua estrutura, tornando mais forte os músculos de sua mandíbula para uma maior precisão nas mordidas. Os dinossauros, que são sauropsídios, possuem longas aberturas avançados e os seus descendentes, os pássaros, têm fenestras temporais que se modificaram ao longo dos anos. Os pássaros, porém, também possuem a órbita temporal (que é semelhante a uma abertura) e músculos temporais, que pode ser observado como um buraco na cabeça situado para a retaguarda da órbita atrás dos olhos.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Os seres humanos, apesar de terem perdido suas fenestras, são seres sinápsidas.
Existem quatro tipos de crânio amniota, classificados pelo número e localização de suas fenestras. Estes são:
  • Anapsida - sem aberturas
  • Sinápsida - uma abertura baixa (abaixo dos ossos pós-orbital e esquamosal)
  • Euryapsida - uma abertura alta (acima dos ossos pós-orbital e esquamosal); atualmente, os euryapsids evoluiram de uma configuração diápsida, e perderam sua menor fenestra temporal.
  • Diapsida - duas aberturas
Suas evoluções estão relacionadas a seguir:






Galeria






























Ref:

https://www.anatomiaonline.com/cranio/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%A2nio