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segunda-feira, 16 de abril de 2018

A importância da vitamina " D "












Vitamina D é o nome geral dado a um grupo de compostos lipossolúveis que são essenciais para manter o equilíbrio mineral no corpo, sendo também conhecida como vitamina D antirraquítica e colecalciferol. Sua estrutura possui como unidade fundamental o isopreno e é formada a partir da abertura de um dos anéis do ciclopentanoperidrofenantreno (colesterol), sendo assim classificada como um seco-esteróide.

A vitamina D apresenta-se na forma de vitamina D2 (ergocalciferol) e vitamina D3 (colecalciferol). Raquitismo é um distúrbio causado pela falta de vitamina D, cálcio ou fosfato. Ele causa o amolecimento e o enfraquecimento dos ossos. O ergocalciferol é de origem vegetal e pode ser preparado comercialmente pela irradiação do ergosterol do levedo ou de esteróis de plantas, ao passo que o colecalciferol é de origem animal e é formado pela irradiação ultravioleta sobre o 7-desidrocolesterol.

A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, que dissolve em gordura/óleo e é armazenada no organismo durante muito tempo. Ela é necessária para o bom funcionamento de muitos órgãos do corpo, e ajuda a prevenir danos causados pelos radicais livres. Por isso é essencial consumir alimentos ricos em vitamina D.

Favorece a absorção do cálcio, é importante para fortalecer os ossos e os dentes, além de evitar o raquitismo. A carência dessa vitamina no corpo é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, doenças autoimunes como esclerose múltipla e diminuição da expectativa de vida.




Neste artigo, vou mostrar quais são os alimentos ricos em vitamina D, e a sua importância para a saúde.

Não deixe de ler e compartilhar.

Alimentos Ricos Em Vitamina D

Alimentos Ricos Em Vitamina D: Ostras. Imagem: (Divulgação)
A principal fonte de produção dessa vitamina se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta substância.

Alguns alimentos (como salmão, atum, sardinha e ovo) também são fontes da vitamina.

No entanto, é o sol o responsável por 80 a 90% de toda a vitamina D que o corpo recebe. Um adulto deve consumir, em média, cinco microgramas por dia dessa vitamina e garantir uma exposição à luz solar de 20 minutos diários.

Por isso é importante consumir alimentos ricos em vitamina D.

Podemos encontrar nos alimentos dois tipos de vitaminas D: a vitamina D3 e D2. A primeira é a forma mais poderosa e efetiva da vitamina, sendo até duas vezes mais poderosa do que a D2.

Confira os principais alimentos ricos em vitamina D, especialmente de origem animal (3, 4):

– Óleo de fígado de bacalhau e Arenque fresco: uma das fontes mais generosas de vitamina D;

– Ostras: também são ricas em proteínas, baixas em calorias e possuem outros tantos nutrientes que proporcionam saúde para o organismo;

– Salmão: Seja cru, assado ou frito, além do sabor, é fonte de ômega 3 e outros nutrientes importantes para o corpo humano;

O consumo de peixes gordos aumentam a quantidade dessa vitamina no organismo de forma considerável (6).

– Atum: contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, evitando doenças graves, como o câncer;

– Sardinha: também é rica em omega 3, e recomendada no combate aos diversos tipos de doenças, incluindo problemas cardiovasculares;

– Ovos: principalmente a gema, pois se trata de uma fonte bastante importante de vitamina D, sendo indispensável no cardápio; o ovo é um dos alimentos ricos em vitamina D mais versáteis e nutritivos.

– Fígado de galinha e fígado bovino

– Laranja: também possui grandes quantidades de vitamina C e cálcio.

-Cogumelos shiitake: o processo de secagem dos cogumelos ajudam a liberar uma boa quantidade de vitamina D.

–Leite de amêndoas

Benefícios Da Vitamina D
20160509Alimentos Ricos Em Vitamina D: A Exposição Ao Sol É Essencial. Imagem: (Divulgação)
A vitamina D ajuda a emagrecer, contribui para o crescimento do corpo, fortalece os dentes e ossos, ajuda a prevenir a hipertrofia, diminui a acne e melhora a fertilidade. Mas, seus benefícios não param por aí.

Consumir alimentos ricos em Vitamina D é extremamente benéfico para a saúde, que incluem (1):

1-Resistência Física
Essa vitamina pode ser utilizada para melhorar o condicionamento físico.

Isso é possível porque aumenta a energia e reduz os níveis de estresse oxidativo nos músculos após o exercício. Também melhora a força muscular tanto dos membros inferiores quanto superiores ao eliminar a fadiga e promover a circulação sanguínea;

2-Fortalece Os Ossos
Doses diárias de vitamina D fortalece os ossos e reduzem o risco de osteoporose e fraturas na terceira idade. Além disso, também fortalece os dentes.

Isso é possível, pois ela aumenta a absorção de cálcio e fósforo no intestino e facilita a entrada desses minerais nos ossos, que são essenciais para a sua formação;

3-Previne O Diabetes
Ajuda a prevenir a diabetes. Ela atua na manutenção da saúde do pâncreas, que é o responsável pela produção de insulina;

4-Previne A Obesidade
Baixos níveis dessa vitamina no sangue provocam o aumento da fome e a diminuição do metabolismo, fazendo com que o organismo gaste menos energia e acumule mais gordura. Portanto, o consumo de vitamina D ajuda a prevenir a obesidade;

5-Melhora A Imunidade
Ela ajuda a melhorar o sistema imunológico e reduzir a inflamação no organismo, porque diminui a produção de substâncias inflamatórias e ajuda no combate a doenças autoimunes, como psoríase, artrite reumatoide e lúpus;

6-Combate A Depressão
A vitamina D reduz os sintomas de depressão, visto que estimula a energia do corpo e reduz os níveis de estresse;

7-Previne O Câncer
Um dos motivos para você consumir os alimentos ricos em vitamina D, é por ela controlar a morte de células, diminuindo a formação de células deficientes que provocam o câncer, principalmente de mama, próstata, colorretal e renal;

8-Previne Doenças Cardíacas
Promove a produção de um hormônio que regula a pressão arterial; a vitamina D também participa no controle da contração do músculo cardíaco e permite o relaxamento dos vasos sanguíneos.

Além disso, também reduz o risco de mortalidade e aumenta a perspectiva de vida.

É importante salientar que a falta de vitamina D no organismo não produz nenhum benefício, gera deficiências no organismo e aumenta as chance de várias doenças, como: gripe, doenças respiratórias, fraqueza muscular, Psoríase, doença renal crônica, diabetes, asma, doença periodontal, doenças cardiovasculares, esquizofrenia, depressão, e câncer (2).

É importante marcar uma consulta com o seu médico para prevenção. A melhor maneira de descobrir a deficiência de vitamina D é realizar um teste de sangue, que irá medir o nível de vitamina.

Por isso, inclua alimentos nutritivos em sua alimentação, tome sol de maneira saudável e use protetor solar.


Sempre escutamos profissionais da saúde como o Dr. Lair Ribeiro, alertando sobre a importância da Vitamina D para a saúde e bom funcionamento do nosso organismo, não é mesmo?

Também conhecida como vitamina do sol, A Vitamina D é um pró-hormônio produzido a partir da ação do raio ultravioleta B na pele. As duas principais formas são a vitamina D2 (ergocalciferol) e a vitamina D3 (colecalciferol). No fígado, a vitamina D3 é transformada em 25 hidroxi-vitaminaD.

Ela é essencial para diversas funções no nosso corpo, proporcionando também uma melhor qualidade de vida!




Woman With Suntan Lotion At The Beach In Form Of The Sun

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA VITAMINA D?

Você deve ter se perguntado o porquê de consumir Vitamina D. A explicação é simples: a Vitamina D faz com que nosso corpo funcione de maneira adequada. Ela está envolvida em vários processos fisiológicos do nosso organismo!

Veja a lista que preparamos pra você com os principais benefícios que a Vitamina D pode proporcionar:

Saúde Óssea: Este é o benefício mais conhecido da Vitamina D. Ela ajuda no desenvolvimento e manutenção de ossos e dentes saudáveis. Isto se dá porque ela é responsável pela regulação e absorção de cálcio pelo nosso organismo. Esta vitamina ajuda a fixar o cálcio nos ossos proporcionando a prevenção contra a osteoporose (doença que causa fragilidade nos ossos ocasionando o risco permanente de fraturas);
Saúde Cardiovascular: A Vitamina D protege as artérias do coração. Com isso, o fluxo de sangue se normaliza pois ocorre a melhora das funções dos vasos sanguíneos, contribuindo para a redução do risco de infarto do miocárdio;
Maior Imunidade: Esta importante vitamina também tem a função de estimular o nosso sistema imunológico. Ela regula a produção de células que atuam no combate às infecções;
Prevenção de doenças crônicas: A Vitamina D também ajuda no controle de doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes. Ela auxilia na prevenção porque contribui para o bom funcionamento do fluxo sanguíneo e ajuda a regular os níveis de glicose no sangue;
Saúde Hormonal: A Vitamina D é importante para a saúde de homens e mulheres, já que estimula a produção adequada de estrogênio, nas mulheres e de testosterona, nos homens;
Performance Mental: Verificou-se que pessoas que tem bons níveis de Vitamina D conseguem ter uma memória mais eficiente, um raciocínio mais claro e rápido além de obterem maiores pontuações em QI. Também foi observada a influência desta vitamina nos níveis de humor. Pessoas com falta de Vitamina D no organismo podem apresentar quadros de depressão;
Prevenção ao Câncer: A Vitamina D também é responsável pelo controle da morte das células. Desta maneira, ela diminui o aparecimento de células deficientes que podem contribuir para o surgimento do câncer. Esta vitamina está mais associada à prevenção de câncer de mama, próstata, renal e colorretal;
Perda de Peso: Observou-se, de acordo com estudos na área, que pessoas com níveis adequados de Vitamina D conseguiram queimar uma maior quantidade de gordura e perder mais peso. Este quadro se deve ao fato de a Vitamina D estimular, por meio de receptores, a queima mais intensa de gordura. A Vitamina D também auxilia a evitar a fome excessiva e os desejos de comida que podem acabar com a disciplina necessária às dietas.
TIPOS DE VITAMINA D
Você sabia que existem dois tipos de Vitamina D? Sim, a Vitamina D2 e a Vitamina D3. Elas são absorvidas pelo nosso organismo através de diferentes processos.

A Vitamina D2 é de origem vegetal e encontrada em alguns tipos de alimentos como, por exemplo, em cogumelos selvagens. Apesar de ser uma fonte importante de Vitamina D, não é tão eficiente quanto a Vitamina D3.

VITAMINA D3
Você sabia que o sol é um grande aliado na absorção da Vitamina D3?

Isso mesmo! Por ser uma vitamina lipossolúvel (que precisa de gordura para ser absorvida) pode ser produzida pelo nosso organismo através da exposição ao sol.

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QUAL A QUANTIDADE DE SOL NECESSÁRIA?
Vale lembrar que o sol é indispensável para nossa saúde mas temos que tomar cuidado com o excesso de exposição a ele. Sabemos que o excesso de exposição ao sol pode provocar sérios problemas como por exemplo, o câncer de pele.

Por isso, a recomendação para que se possa obter a Vitamina D cutânea sem causar nenhum mal à nossa saúde é seguir alguns passos:

Tomar sol sempre entre 10 horas da manhã e 16 horas, evitando a exposição em horários mais quentes como entre 12 e 15 horas;
A exposição ao sol deve ser de no mínimo 15 minutos e de no máximo 1 hora, dependendo do tipo de pele. Isso porque quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina, o que ajuda a inibir a quantidade de penetração de raios UVB;
Não exceder o tempo máximo de exposição recomendado.
Para que todos estes cuidados possam ser benéficos ao nosso corpo, a recomendação é a de que se tome sol pelo menos duas vezes na semana.

VOCÊ SABIA QUE A VITAMINA D TAMBÉM PODE SER ABSORVIDA PELO NOSSO ORGANISMO DE OUTRA FORMA?
Sim! A Vitamina D pode ser adquirida pela ingestão de alimentos ricos nesta vitamina. Todos sabemos que uma alimentação equilibrada e rica em alimentos saudáveis só nos traz benefícios, então, para manter uma boa qualidade de vida você deve implementar em sua dieta alimentos ricos em Vitamina D.

A Vitamina D3 não é encontrada em frutas e os principais alimentos que concentram quantidades expressivas desta vitaminas são de origem animal.

Então, leia a lista que preparamos pra você com os principais alimentos ricos e Vitamina D:

Leite: O leite e seus derivados são excelentes fontes de Vitamina D e podem ser consumidos por pessoas de qualquer idade;
Fígado bovino: Também é uma ótima fonte de Vitamina D e é recomendado que se consuma, preferencialmente, cozido ou assado;
Peixes: Os principais peixes ricos em Vitamina D são: o salmão, a sardinha e o atum. Além de possuírem Vitamina D, o salmão e a sardinha também são ricos em ômega 3. Podem ser consumidos crus, fritos ou assados;
Ovo: A gema de ovo é uma importante fonte de Vitamina D. É um alimento bastante consumido pelos brasileiros e pode ser ingerido cozido, frito ou incorporado à massas;
Óleo de fígado de bacalhau: Este óleo possui uma das maiores concentrações de Vitamina D;
Ostras: Estes moluscos possuem grande quantidade de Vitamina D. Podem ser incorporados em diversos pratos ou consumidos crus;
Cogumelos: Também são fontes importantes de Vitamina D. Podem ser incorporados diariamente à uma alimentação saudável.
Você também pode consumir Vitamina D através de suplementos vitamínicos. Vale lembrar que este tipo de suplemento deve ser ingerido conforme a indicação de médico ou nutricionista, e pode ser encontrado em cápsulas, comprimidos ou gotas.

RECOMENDAÇÃO DIÁRIA DE VITAMINA D
De acordo com um exame de sangue pode-se saber se existe uma deficiência de Vitamina D no nosso organismo. Dependendo do resultado, o médico ou nutricionista vai recomendar a dose diária necessária para cada pessoa.

Geralmente os idosos e gestantes precisam de uma maior quantidade de Vitamina D mas em geral, recomenda-se 15 microgramas diariamente para um adulto saudável.

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE VITAMINA D?
Entre as principais consequências estão:

Enfraquecimento dos ossos;
Dor e fraqueza muscular;
Alterações de peso;
Diminuição de fósforo e cálcio no sangue;
Dificuldades de raciocinar e memorizar;
Desenvolvimento de doenças crônicas;
Você notou a importância da Vitamina D para o nosso corpo? Agora que você já conhece seus benefícios, comece já a incorporar esta rica vitamina à sua dieta e viva melhor!

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FONTES:
WWW.NURSING.COM.BR
WWW.MUNDOBOAFORMA.COM.BR
WWW.TUASAUDE.COM




sexta-feira, 13 de abril de 2018

Neurotransmissores









Neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios (as células nervosas), com a função de biossinalização. Por meio delas, podem enviar informações a outras células. Podem também estimular a continuidade de um impulso ou efetuar a reação final no órgão ou músculo alvo. Os neurotransmissores agem nas sinapses, que são o ponto de junção do neurônio com outra célula.



→ Alguns exemplos de neurotransmissores

Existem alguns importantes exemplos de neurotransmissores. A seguir, listamos alguns deles:

Acetilcolina: A função desse neurotransmissor é estimular a propagação dos impulsos nervosos das células nervosas para células motoras e músculos esqueléticos. Essa molécula está relacionada com o controle do tônus muscular, aprendizado e performance sexual. Esse neurotransmissor destaca-se ainda por ser encontrado em grande quantidade no organismo e ter sido o primeiro a ser descoberto.

Endorfina: Esse neurotransmissor relaciona-se com sentimentos como euforia e êxtase. Esse neurotransmissor atua também aliviando a sensação de dor e reduzindo o estresse.

Dopamina: A função da dopamina está relacionada com o local onde ela atua. Assim como a endorfina, essa molécula também está relacionada com a euforia e, além disso, apresenta relação com a execução de movimentos suaves e regulação das informações advindas das diferentes partes do cérebro.

Serotonina: Esse neurotransmissor relaciona-se, por exemplo, com estímulos dos batimentos cardíacos, regulação dos níveis de humor e início do sono. Os medicamentos que tratam depressão buscam aumentar os níveis de serotonina, portanto, podemos dizer que esse neurotransmissor é importante na luta contra esse distúrbio mental.

Histamina
No hipotálamo a histamina regula funções térmicas e relacionadas ao despertar. No resto do organismo é importante para regular o fluxo sanguíneo e resposta a inflamação

Substância P

A substância P pertence à família das taquicininas (TAC1). Fórmula molecular: C63H98N18O13S. Peso molar: 1347.63 g/mol
A substância P é um neuropeptídeo que atua como neuromodulador. Ela facilita processos inflamatórios como vômito e nocicepção (resposta à dor), e é secretada por macrófagos, eosinófilos, linfócitos e células dendríticas, além dos nervos sensitivos específicos. Ela também pode ser responsável pelo controle da respiração e da regeneração do tecido epitelial e nervoso, e atua favorecendo a vasodilatação.

Neurotensina
A neurotensina é um tridecapeptídeo, encarregado de regular o hormônio luteinizante e a liberação de prolactina e interage com o sistema dopaminérgico. Esse neuropeptídio está distribuído por todo sistema nervoso central, com níveis mais elevados no hipotálamo, amígdala e núcleo acumbente; no sistema nervoso periférico, pode ser encontrado nas células endócrinas no intestino delgado. Dentre os seus papeis funcionais, destacam-se a regulação da atividade locomotora, analgesia (diminuição da dor), hipotermia (diminuição da temperatura corporal), regulação das vias de dopamina, aumento da produção de glutamato e alterações na pressão arterial.




Diagrama de uma sinapse
A - Axônio Pré-sináptico.
B - Fenda Sináptica.
C - Célula Pós-sináptica.


Liberação

Quando um potencial de ação ocorre, as vesículas se fundem com a membrana plasmática, liberando os neurotransmissores na fenda sináptica (B), por exocitose.

Estes neurotransmissores agem sobre a célula receptora (C), através de proteínas que se situam na membrana plasmática desta, os receptores celulares pós-sinápticos (6). Os receptores ativados geram modificações no interior da célula receptora, através dos segundos mensageiros (2). Estas modificações é que originarão a resposta final desta celula.

Proteínas especiais da célula transmissora retiram o neurotransmissor da fenda sináptica, através de bombas de recaptação (5). Algumas enzimas, inativam quimicamente os neurotransmissores, interrompendo a sua ação. Segue a figura ao lado

Locais de ação

Essas substâncias atuam no encéfalo, na medula espinhal e nos nervos periféricos e na junção neuromuscular ou placa motora.

Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples. Diferentes tipos de células secretam diferentes neurotransmisores. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas mas muito específicas do cérebro e podem ter efeitos diferentes dependendo do local de ativação. Cerca de 60 neurotransmissores foram identificados e podem ser classificados, em geral em uma das quatro categorias.

Funções

São aminas biogênicas a adrenalina, serotonina, noradrenalina, dopamina, histamina, melatonina e DOPA.

O glutamato e o aspartato são os transmissores excitatórios bem conhecidos, enquanto que o ácido gama-aminobutírico (GABA), a glicina e a taurina são neurotransmissores inibidores.

Neuropeptídeos

Etapas na síntese dos neuropeptídeos
No início da década de 70, investigações com aminoácidos evidenciaram seu envolvimento no processo de transmissão sináptica. Foi descoberto que, além de seu papel metabólico, certos aminoácidos desempenhavam também o papel de neurotransmissores. Desde então, foi crescendo o número de peptídeos caracterizados como neurotransmissores.

Os neuropeptídios são sintetizados de outro modo e tem ações que são em geral lentas e muito diferentes das dos neurotransmissores de moléculas menores. Os neuropeptídios não são sintetizados no citosol dos terminais pré-sinápticos como neurotransmissores não peptídicos, mas são sintetizados como grandes moléculas proteicas pelos ribossomos situados no corpo celular dos neurônios. As moléculas proteicas, então entram nos espaços internos do retículo endoplasmático do corpo celular e logo depois no aparelho de Golgi, onde passam por duas alterações: primeiro, a proteína que forma o neuropeptideo é clivada (cortada), por ação enzimática, em fragmentos menores, sendo alguns deles o próprio neuropeptídeo ou seu precursor. Segundo, o aparelho de Golgi empacota o neuropeptídio em vesículas diminutas que são liberadas no citoplasma. Essas vesículas são transportadas até as terminações das fibras nervosas pelo fluxo axônico, sendo transportadas de forma lenta de apenas de alguns centímetros por dia. No fim, essas vesículas fundem-se com as membranas dos terminais pré-sinápticos e liberam seus conteúdos na fenda sináptica em resposta a potenciais de ação da mesma forma que os neurotransmissores de molécula pequena. As vesículas passam por autólise, ou seja as vesículas se autodestroem espontaneamente, entretanto não são reutilizadas como acontece com os neurotransmissores não-peptídicos.

Devido ao método trabalhoso da formação desses neuropeptídeos, citados acima, quantidades bem menores são liberadas desses são normalmente liberadas em relação aos neurotransmissores de moléculas pequenas. Só que isto é compensado, pois os neuropeptídeos possuem em geral uma potência de transmissão de impulsos bem maior do que dos neurotransmissores não peptídicos.
Outra característica importante dos neuropeptídeos é que eles por vezes provocam ações prolongadas, por exemplo: alguns desses efeitos duram dias mas outros podem durar meses ou anos.
Patologias



A diminuição dessas substâncias provocam alteração doenças psiquiátricas como:

Transtornos do humor
Transtornos de ansiedade
Transtornos alimentares
Transtornos sexuais
Distúrbios do sono
Distúrbios de memória e aprendizagem
E doenças neurológicas como:

Fibromialgia, dor crônica e enxaquecas,
Demências como parkinson e alzheimer,
Convulsões e epilepsia,
Transtornos motores como tremores, rigidez e espasmos.



REF: https://pt.wikipedia.org/wiki/Neurotransmissor
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/neurotransmissor.htm

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A natureza do sono e dos sonhos






Sono (do latim somnus, com o mesmo significado) é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros vertebrados, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.

Ao dizer-se complementar, em conjugação com ordinário, quer-se significar tão somente que, na maioria dos indivíduos (com destaque, aqui, para os humanos), tais estados de consciência alternam-se, complementando-se ordinária, periódica e regularmente.

O estado de sono é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência. Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono. No ser humano, o ciclo do sono era formado por cinco estágios, mas atualmente são quatro, pois os estágios N3 e N4 fundiram-se em N3, e duram cerca de noventa minutos (podendo chegar a 120 minutos).[carece de fontes] Ele se repete durante quatro ou cinco vezes durante o sono. Do que se tem registro na literatura especializada, o período mais longo que uma pessoa já conseguiu ficar sem dormir foi de onze dias.

Os fins e os mecanismos do sono ainda não são inteiramente claros para a ciência, mas são objeto de intensa investigação

Pode definir-se sono como "um período de repouso para o corpo e a mente, durante o qual a volição e a consciência estão em inatividade parcial ou completa". Já Friedman (1795-1827) definiu sono como "sendo o desencadear deliberado de uma alteração ou redução do estado consciente, que dura muitíssimo, em média 8 horas (…) tendo início sensivelmente à mesma hora, em cada período de 24 horas, e (…) resultando, geralmente, em sensação de energia física, psíquica e intelectual restabelecida".

Existem várias definições do sono apresentadas por diferentes autores, e, no geral, complementam-se umas às outras.

O sono é importante para a recuperação da saúde em situação de doença, enquanto a privação deste pode afetar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária.

O total de horas de sono para uma pessoa adulta está normalmente entre as sete e as oito horas.

Enquanto dormimos, passamos por diferentes fases do sono, e cada uma realiza atividades fundamentais para o organismo.

Estas fases do sono ocorrem em ciclos que duram, aproximadamente, de 90 a 110 minutos, e que se repetem de quatro a cinco vezes por noite.



De modo geral, nosso sono é dividido em duas fases principais: NREM, do inglês “Non-rapid Eye Movement” (movimento não rápido dos olhos), e REM, ou Rapid Eye Movement (movimento rápido dos olhos).

A primeira delas corresponde a 75% do período do nosso sono, e é dividida em quatro estágios:

Estágio 1: é quando os primeiros indícios de sono estão aparecendo. Ocupa de 4% a 5% da noite e nele ocorre a liberação da melatonina, hormônio que induz à sonolência.
Estágio 2: durando, em média, de 5 a 15 minutos e abrangendo 45% a 55% da noite, no estágio 2 o ritmo cardíaco é reduzido, relaxam-se os músculos e a temperatura do corpo cai. Embora seja um sono leve, acordar o indivíduo começa a ser mais difícil.
Estágio 3: a partir deste estágio, que ocupa de 4% a 6% do tempo, o corpo funciona lentamente. Além disso, o sono vai ficando mais profundo, o coração bate devagar e a respiração fica leve e lenta.
Estágio 4: semelhante ao estágio 3 e com duração de cerca de 40 minutos, aqui a diferença é que o sono está em um nível ainda mais profundo.
A etapa seguinte corresponde à fase REM (referida também como o quinto estágio do sono), que envolve de 20% a 25% do tempo de repouso.

É o momento do sono restaurador, no qual os sonhos ocorrem. A respiração torna-se superficial, rápida e irregular, seus músculos ficam imóveis e os olhos começam a se mover rapidamente, devido à intensa atividade cerebral.

Conforme os ciclos passam e o momento de acordar se aproxima, o tempo gasto no sono REM aumenta e os estágios de sono profundo diminuem.

SONHOS

O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Para Freud, os sonhos noturnos são gerados, na busca pela realização de um desejo reprimido.[1] Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, mas não se sabe com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas, o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

Para a psicanálise o sonho é o "espaço para realizar desejos inconscientes reprimidos". O pesquisador James Allan Hobson considerou "os sonhos como um mero subproduto da atividade cerebral noturna". (1) Existem duas fases do sono. A primeira é o sono de ondas lentas, em que a atividade do cérebro é baixa e, por isso, não se formam filmes em nossa mente, apenas pensamentos mais ou menos normais que passam em uma espécie de tela escura, em imagens. Já a segunda fase é de alta atividade e nomeada REM - sigla em inglês para "movimentação rápida dos olhos" (Rapid Eyes Movement). E é durante a fase de REM que os sonhos ocorrem, pelo menos nos adultos.

Sonho e Freud
Foi em 1900, com a publicação de A Interpretação dos Sonhos, que Sigmund Freud (1856-1939) deu um caráter científico à matéria. Naquele polêmico livro, Freud aproveita o que já havia sido publicado anteriormente e faz investidas completamente novas, definindo o conteúdo do sonho, geralmente como a “realização de um desejo”. Para o pai da psicanálise, no enredo onírico há o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o significado), este último realmente importante. A fachada seria um despiste do superego (o censor da psique, que escolhe o que se torna consciente ou não dos conteúdos inconscientes), enquanto o sentido latente, por meio da interpretação simbólica, revelaria o desejo do sonhador por trás dos aparentes absurdos da narrativa.

Sonho e Jung

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, baseado na observação dos seus pacientes e em experiências próprias, tornou mais abrangente o papel dos sonhos, que não seriam apenas reveladores de desejos ocultos, mas sim, uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação. Ou seja, alguém masculinizado pode sonhar com figuras femininas que tentam demonstrar ao sonhador a necessidade de uma mudança de atitude.

Na busca pelo equilíbrio, personagens arquetípicas interagem nos sonhos em um conflito que buscam levar ao consciente conteúdos do inconsciente. Entre essas personagens, estão a anima (força feminina na psique dos homens), o animus (força masculina na psique das mulheres) e a sombra (força que se alimenta dos aspectos não aceitos de nossa personalidade). Esta última, nos sonhos, são os vilões. Um aspecto muito importante em se atentar nos sonhos, segundo a linha junguiana, é saber como o sonhador, o protagonista no sonho (que representa o ego) lida com as forças malignas (a sombra), para se averiguar como, na vida desperta, a pessoa lida com as adversidades, a autoridade e a oposição de ideias. Jung aponta os sonhos como forças naturais que auxiliam o ser humano no processo de individualização.

Ao contrário de Freud, as situações absurdas dos sonhos para Jung não seriam uma fachada, mas a forma própria do inconsciente de se expressar. Para o mestre suíço, há os sonhos comuns e os arquetípicos, revestidos de grande poder revelador para quem sonha. A interpretação de sonhos é uma ferramenta crucial para a psicologia analítica, desenvolvida por Jung

Pesadelo - é um sonho penoso com sensação de opressão torácica e dispneia, terminando por um despertar sobressaltado ou agitado e com ansiedade.




PESADELOS

É uma perturbação qualitativa do sono, ou seja, um distúrbio que se passa na nossa cabeça enquanto dormimos (parasónia), na maior parte das vezes de origem psicoafetiva, embora não seja de excluir a sua etiologia comicial. Acontece quando seu cérebro cria uma situação e faz com que nós achemos uma solução.

A palavra nightmare, que em língua inglesa significa "pesadelo" dizia respeito, nos anos de 1600, exatamente a um demônio (o incubus e sucubus ) que vinha e sufocava as pessoas enquanto dormiam.

A fonte dos pesadelos são uma serie de pensamentos negativos que quando armazenados em grande escala tomam conta dos pensamentos enquanto se dorme em forma de imagens e sons criados pelo cérebro







Ref: https://www.bedtime.com.br
https://pt.wikipedia.org

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Benefícios da Melatonina




Por Ana Lucia Santana

A Melatonina é um neuro-hormônio - substância secretada por um neurônio, capaz de posteriormente atingir diretamente a circulação sangüínea – elaborado por uma ampla variedade de animais e vegetais. Nos seres superiores, como o Homem, ela é fabricada pela glândula pineal e, segundo os estudos até agora realizados, ela é a principal responsável pela regularização do sono.

Na esfera química ela é qualificada como indolamina, produzida a partir do triptofano e antecedida pela serotonina, um neurotransmissor capaz de regular o humor e impedir, ao se encontrar nas proporções certas no organismo humano, a ocorrência da depressão. Dizem os pesquisadores que os mecanismos fotoreceptivos da retina e da glândula pineal têm como função elaborar a Melatonina, transformando o processo de síntese da serotonina através da intervenção de uma enzima conhecida como serotonina-N-acetiltransferase. Este circuito produtor de Melatonina está presente em todos os vertebrados.

Este hormônio tem como característica transpor com facilidade as membranas das células, por meio de um processo chamado difusão. Assim, ele não é depositado dentro do pinealócito – esta estrutura forma o parênquima da pineal, ou seja, o tecido celular relacionado à armazenagem de substâncias nutritivas -, portanto é livre para percorrer as ramificações vasculares sanguíneas que regam a glândula pineal depois de sua constituição.

A melatonina é sintetizada assim que se fecham os olhos, pois diante da luz é produzida uma mensagem que logo depois é transmitida aos órgãos responsáveis. Neste momento é impedida a elaboração deste hormônio; assim fica claro que a sua fabricação depende exclusivamente das condições fotossensíveis do ambiente externo. Isto porque a pineal tem participação ativa na estruturação cronológica dos ritmos biológicos, agindo como árbitro nas relações entre claro e escuro, atividade e repouso, sono e vigília, bem como na regulamentação endócrina do processo reprodutor e no equilíbrio do sistema imunológico.

Resumindo, em um local tranquilo, suficientemente escuro, a produção de melatonina se acelera, provocando o sono; quando as condições são adversas, a pessoa não consegue atingir os níveis necessários deste hormônio, o que pode contribuir para o desencadeamento da insônia. Daí a importância de criar um ambiente adequado para um melhor repouso do organismo, no qual estejam ausentes a luz, o som, os cheiros ou qualquer fonte de calor, estímulos que impedem o advento do sono.

A melatonina também tem a missão de atuar como um fator antioxidante, resgatando células epiteliais à mercê da radiação ultravioleta. Ela pode igualmente auxiliar na reabilitação de neurônios atingidos pelo Mal de Alzheimer ou por períodos de isquemia que se caracterizam por ter sua origem em acidentes vasculares cerebrais.

A redução da elaboração de Melatonina pode ser atribuída a vários fatores, como a carência de nutrição, a associação de substâncias químicas e remédios, o estresse e o processo de envelhecimento. Sob a pressão de momentos estressantes, o indivíduo passa a elaborar mais cortisol e adrenalina, que por sua vez também leva à produção de moléculas de Radicais Livres, tornando as células mais propensas à ocorrência de uma lesão. Como se isto não bastasse, a adrenalina e o cortisol levam o organismo a sintetizar uma enzima conhecida como Triptofano pirolase, que tem o poder de eliminar o Triptofano, impedindo assim a elaboração da Melatonina e da Serotonina, o que pode desencadear igualmente um processo depressivo.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Melatonina
http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=6&materia_id=78&materiaver=1

segunda-feira, 2 de abril de 2018

10 coisas “espirituais” que as pessoas fazem e são uma total besteira

Ninguém nunca me disse que a espiritualidade poderia ser uma armadilha de autossabotagem do ego.

Eu passei três anos lendo sobre ensinamentos espirituais e os incorporando em minha vida, antes de aprender que a espiritualidade tem um lado sombrio.
Naturalmente, fiquei surpreso. Eu me senti meio traído.

Como algo que parece ser tão puro pode ser prejudicial?

A resposta tem a ver com algo que os psicólogos chamam de escape espiritual.
No começo da década de 1980, o psicólogo John Welwood cunhou o termo “escape espiritual” para se referir ao uso de práticas espirituais e crenças para evitar o confronto com sentimentos desconfortáveis, feridas não resolvidas e necessidades emocionais e psicológicas fundamentais.
De acordo com o psicoterapeuta Robert Augustus Master, o escape espiritual faz nós nos retirarmos de nós mesmos e de outros, a nos esconder atrás de um tipo de máscara espiritual de crenças e práticas metafísicas.
Ele diz: “Não apenas nos distancia da nossa dor e nossos problemas pessoais, mas também da nossa própria espiritualidade autêntica, nos prendendo em um limbo metafísico, uma zona de gentileza exagerada, bondade e superficialidade”.

Percepções dolorosas: meu próprio escape espiritual

Autossabotagem espiritual
No livro inovador de Robert Augustus Masters, “Spiritual Bypassing: When Spirituality Disconnects Us From What Really Matters”, ele escreve:
Os aspectos do escape espiritual incluem desapego exagerado, anestesia emocional e repressão, excesso de ênfase no positivo, raivafobia, cegueira ou compaixão tolerante demais, limites fracos ou muito pobres, desenvolvimento desequilibrado (a inteligência cognitiva geralmente está bem à frente da inteligência emocional e moral), julgamento prejudicado sobre a negatividade ou o lado sombrio de alguém, desvalorização do pessoal em relação ao espiritual e a ilusão de ter alcançado um nível mais alto de ser.”
Eu encontrei o conceito de escape espiritual pela primeira vez no trabalho de Masters. Embora eu estivesse relutante em admitir, eu imediatamente soube que, em algum nível, este conceito se aplicava a mim.
Conforme continuei refletindo sobre o escape espiritual, eu percebi cada vez mais aspectos inconscientes da espiritualidade, e percebi que eu estava, sem saber, colocando em prática vários deles em determinados momentos.
Embora dolorosas, essas foram algumas das percepções mais importantes que eu já tive.
Elas me ajudaram a parar de usar uma forma distorcida de “espiritualidade” como um levantador de ego e a começar e ter mais responsabilidade para direcionar minhas necessidades psicológicas e os problemas que surgem na minha vida.

Coisas “espirituais’ que as pessoas fazem e sabotam seu crescimento

A melhor maneira de entender o escape espiritual é através de exemplos, então agora é hora de um pouco de “amor bruto”.
Eu irei descrever em detalhes dez tendências inconscientes específicas de pessoas espirituais.
Cuidado: algumas delas podem parecer muito familiares.
Lembre-se: Você não precisa ter vergonha de admitir que alguns itens desta lista se aplicam a você. Eu suspeito que alguns deles se aplicam a todos que já tiveram interesse em espiritualidade.
A maioria deles se aplicava a mim em determinado momento e, em alguns deles, eu ainda estou progredindo.
O objetivo aqui não é julgar, mas aumentar a autoconsciência para progredir em direção a uma espiritualidade mais honesta, capacitada e útil.
Vamos lá.

1. Participar de atividades “espirituais” para se sentir superior a outras pessoas.

Autossabotagem espiritual
Provavelmente este é o aspecto inconsciente mais universal da espiritualidade, que assume várias formas.
Algumas pessoas se sentem superiores porque leem Alan Watts. Ou vão para o trabalho de bicicleta. Ou abstêm-se de assistir TV. Ou consomem uma dieta vegetariana. Ou usam cristais. Ou visitam templos. Ou praticam yoga ou meditação. Ou usam drogas psicodélicas.
Perceba que eu não estou dizendo nada sobre o valor de participar destas atividades. Eu adoro Alan Watts e acho que a meditação é bastante benéfica.
O que estou dizendo é que é perigosamente fácil permitir que suas ideias e práticas espirituais se tornem uma armadilha do ego – acreditar que você é tão melhor e mais iluminado do que todo aquele “povo-gado”, porque você está fazendo todas essas coisas radicais.
Em última análise, esse tipo de atitude em direção à “espiritualidade” não é melhor que acreditar que você é melhor que todo mundo porque você é um Democrata ou um fã dos Lakers.
Essa disfunção, na verdade, inibe a espiritualidade genuína, fazendo nos focar em ser melhor que outras pessoas, ao invés de cultivar um senso de conexão com o cosmos, sentindo uma maravilha poética com a sublime grandeza da existência.

2. Usar “espiritualidade” como justificativa para o fracasso ao assumir a responsabilidade dos seus atos.

Autossabotagem espiritual
A essência deste ponto é que é muito fácil distorcer certos mantras ou ideias espirituais em justificativas para ser irresponsável e não confiável.
“É o que é.” ou “O universo já é perfeito.” ou “Tudo acontece por uma razão.” Tudo pode funcionar como excelentes justificativas para não fazer nada e nunca realmente examinar o comportamento de alguém.
Não estou comentando se as afirmações acima são verdadeiras ou não.
Só estou dizendo que, se você se atrasa constantemente para compromissos, se frequentemente negligencia seus relacionamentos pessoais, se seus colegas de quarto não podem contar com você para pagar o aluguel, talvez você deva parar de dizer a si mesmo: “Tudo bem, cara, a realidade é uma ilusão mesmo”. E começar a se tornar alguém com quem outras pessoas possam contar.
Em uma via similar, é surpreendentemente fácil enganar a si mesmo ao pensar que toda vez que alguém tem um problema com o seu comportamento, é porque essa pessoa “não honra a minha verdade” ou “precisa crescer espiritualmente”.
É muito mais difícil de reconhecer os momentos nos quais agimos brutalmente, egoisticamente ou irrefletidamente e causamos sofrimento a outra pessoa.
É muito mais difícil admitir que estamos muito longe da perfeição e que o crescimento e o aprendizado são processos que nunca acabam.

3. Adotar novos hobbies, interesses e crenças simplesmente porque são a última mania “espiritual”.

Autossabotagem espiritual
Seres humanos querem se encaixar em algum lugar. Nós temos profunda necessidade de sentir que fazemos parte de algo.
E formamos grupos de todos os tipos para satisfazer esta necessidade. Espiritualidade é uma área de interesse onde as pessoas formam todos os tipos de grupos.
Potencialmente, isso é ótimo, mas também tem um aspecto inconsciente.
Para muitas pessoas, “espiritualidade” é um pouco mais do que uma coisa hippie que muitas pessoas parecem se importar.
Essas pessoas têm a ideia de que querem entrar nesse movimento espiritual, então começam a praticar yoga, usar artigos da Nova Era, ir a festivais de música, beber ayahuasca, etc, e dizem para si mesmos que essas coisas os fazem “espirituais”.
Esses “encenadores espirituais” atenuam a importância do aprofundamento espiritual genuíno, da contemplação, da experiência e da percepção.
Eles também, na minha experiência, tendem a ser pessoas “espirituais” que usam a “espiritualidade” como motivo para se sentirem superiores aos outros.

4. Julgar outras pessoas por expressar raiva ou outras emoções fortes, mesmo quando necessário.

Autossabotagem espiritual
Este foi um dos primeiros padrões que eu percebi em mim após ser apresentado ao escape espiritual.
Eu percebi que quando pessoas ficavam chateadas ou bravas comigo, minha reação era dizer coisas como: “Ficar nervoso não resolve nada” ou “Eu acho que poderíamos ter menos problemas se pudermos permanecer calmos”.
Internamente, eu silenciosamente julgaria a outra pessoa, pensando: “Se ela fosse mais iluminada, poderíamos evitar esse drama”.
Em muitas situações, essa era a minha maneira de evitar problemas profundos que precisavam ser direcionados.
Quando você se interessa pela espiritualidade, uma das primeiras citações que você encontra provavelmente é: “guardar a raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que acaba se queimando.”
Esta citação é comumente atribuída de forma errônea à Buda, embora na verdade seja uma interpretação de uma declaração feita por Budagosa no século V.
O ponto sutil desta citação é que nós não devemos guardar a raiva; nós devemos senti-la, expressá-la se necessário, e então deixá-la para trás.
Porém, é muito comum para um leigo assumir que isso significa que raiva, em qualquer forma, é um sinal de que a pessoa não é sábia nem espiritual. Isso não é verdade.
A raiva é uma emoção humana natural e uma reação perfeitamente justificada em várias situações. Com frequência, a raiva é um indicador de que há sérios problemas que precisam ser ponderados por alguém ou seus relacionamentos.
Ironicamente, muitas pessoas espirituais reprimem todas as emoções “não-espirituais” e artificialmente elevam emoções/traços “espirituais” como compaixão, bondade e equanimidade. Isso leva à falsidade.
A pessoa tem dificuldades de constantemente se apresentar como calma, gentil, legal e em um estado de paz perpétua, e acaba parecendo como uma fraude.

5. Usar “espiritualidade” como justificativa para uso excessivo de drogas.

Autossabotagem espiritual
Muitas pessoas, inclusive eu, acreditam que drogas psicodélicas podem causar experiências místicas e elevar a espiritualidade.
Até aí tudo bem, mas algumas pessoas levam essa percepção longe demais, usando-a como uma forma de racionalizar padrões autodestrutivos de uso de drogas e para cegar a si mesmas para o lado sombrio de várias substâncias.
Nos casos mais extremos, pessoas “espirituais” acabam “realizando cerimônias de cannabis” durante todo o seu período acordado; usando drogas psicodélicas com muita frequência ou em contextos inapropriados; e negando completamente que estas substâncias têm qualquer efeito negativo.
Agora, a HighExistence tende a ser pró-psicodélicos, mas deixe-me ser direto com você: drogas psicodélicas, incluindo cannabis, definitivamente possuem um lado sombrio.
Se você é irresponsável ou simplesmente sem sorte, drogas psicodélicas mais fortes como LSD ou cogumelos de psilocibina podem ocasionar experiências traumáticas com ramificações negativas de longo prazo.
E cannabis, uma droga psicodélica leve, é uma formadora de hábitos de uso de drogas sedutora, que sutilmente deixará sua mente nebulosa e corroerá sua motivação, caso consuma muito ou com muita frequência.
Respeite as substâncias e use-as com sabedoria.

6. Enfatizar demais a “positividade” para evitar olhar para os problemas em suas vidas e no mundo.

Autossabotagem espiritual
“Apenas seja positivo!” é frequentemente empregado como um mecanismo de desvio pelas pessoas “espirituais”, que preferem não fazer o trabalho difícil de confrontar seus problemas internos, feridas e bagagem, sem falar dos problemas do mundo.
O movimento de “positividade” explodiu na cultura ocidental nos últimos anos.
A Internet está transbordando de memes e artigos aparentemente infinitos, repetindo as mesmas mensagens vazias: “Pense coisas positivas!” “Apenas seja positivo!” “Não se concentre no negativo!”
Embora certamente haja valor em cultivar a gratidão pelas várias maravilhas da experiência humana, esse movimento parece negligenciar algo crítico: os aspectos mais obscuros da vida não desaparecem simplesmente porque são ignorados.
Na verdade, muitos problemas em nossas vidas particulares e na escala global parecem apenas piorar ou ficar ainda mais complexos quando são ignorados.
Da mesma forma que pareceria absurdo dizer a um viciado em heroína a frase “apenas pense positivo!” como uma solução para o seu problema, é absurdo acreditar que pensamento positivo oferece algum tipo de solução para grandes problemas globais como mudança climática, pobreza, agricultura industrial e riscos existenciais.
Isso não quer dizer que devemos carregar os problemas do mundo em nossos ombros e nos sentir mal sobre eles o tempo todo. É saudável reconhecer e se sentir otimista sobre o fato de que de várias maneiras importantes, o mundo está melhorando.
Porém, precisamos equilibrar esse otimismo com a disposição de confrontar problemas reais em nossas vidas particulares, nossas comunidades, nosso mundo.

7. Reprimir emoções desagradáveis que não se encaixam na narrativa “espiritual”.

Autossabotagem espiritual
“Sem chance, é impossível que eu fique deprimido, ou solitário, ou com medo, ou ansioso. Eu amo a vida demais e sou muito [Zen / sábio / iluminado] para permitir que isso aconteça.”
Eu me deparei com esse problema quando me mudei para a Coreia do Sul para ser um professor de inglês durante um ano.
Eu pensei que tinha cultivado uma tranquilidade imperturbável, uma capacidade de Lao Tzu para apenas “seguir o fluxo” e flutuar, como uma boia, em cima das idas e vindas das ondas do destino.
Então eu vivenciei choque cultural, solidão arrebatadora e uma aguda saudade de casa, e tive que admitir para mim mesmo que, no final das contas, eu não era um tipo de Mestre Zen.
Ou ainda, eu tive que perceber que a capacidade de “seguir o fluxo” e aceitar que o que está acontecendo é eternamente valiosa, mas que às vezes isso significará aceitar que você se sente como uma pilha de merda.
É fácil iludir-se e acreditar que a espiritualidade irá fazê-lo se sentir nas nuvens, mas na prática, não é assim que funciona.
A vida ainda é cheia de sofrimentos e, para realmente crescer e aprender com nossas experiências, precisamos ser honestos com nós mesmos sobre o que estamos sentindo e deixar que isso aconteça totalmente.
No meu caso, meu desejo de ser sempre “Zen”, de “seguir o fluxo” e de projetar uma imagem de paz interior para mim e para outros me impediu de ver a verdade sobre várias situações/experiências e de assumir a responsabilidade para lidar com elas.

8. Sentir profunda aversão e auto-aversão quando confrontado com seu lado sombrio.

Autossabotagem espiritual
Eu percebi isso em mim muito rápido, após aprender sobre escape espiritual.
Eu vi que minha imagem narcisista de mim mesmo como uma pessoa sábia, que alcançou realizações “mais altas”, estava causando uma quantidade ridícula de dissonância cognitiva.
Eu me julguei com sabedoria e senti uma colossal e esmagadora culpa por decisõesmenos do que virtuosas.
Quando você se interessa pela espiritualidade, é fácil idolatrar pessoas como Buda ou Dalai Lama e acreditar que essas pessoas são seres humanos perfeitos que sempre agem com total consciência e compaixão. Na verdade, isso certamente não é o caso.
Mesmo que seja verdade que alguns humanos atingem um nível de percepção em que fazem a “ação correta” em todas as circunstâncias, precisamos reconhecer que tal coisa é reservada para poucos.
Pessoalmente, eu suspeito que isso não existe.
Na verdade, todos somos humanos falhos e todos vamos cometer erros. O jogo está contra nós.
É praticamente impossível viver até mesmo algumas semanas de vida humana adulta sem cometer alguns erros, muito menos os menores. Ao longo dos anos, haverá grandes erros. Acontece com todos nós, e não tem problema. Perdoe-se.
Tudo o que você pode fazer é aprender com seus erros e se esforçar para fazer melhor no futuro.
Paradoxalmente, a lição aparentemente espiritual de auto-perdão pode ser especialmente difícil de internalizar para pessoas interessadas em espiritualidade.
Os ensinamentos espirituais podem deixar uma pessoa com ideais estratosfericamente altos, que resultam em uma culpa imensa e uma aversão a si mesmo quando não é capaz de corresponder a eles.
Esta é uma das principais razões pelas quais é tão comum que as pessoas espirituais desviem a responsabilidade – porque ser honesto sobre suas falhas seria muito doloroso.
Ironicamente, devemos ser honestos com nós mesmos com relação aos nossos erros, a fim de aprender com eles, crescer e nos tornamos versões mais autoconscientes e compassivas de nós mesmos.
Lembre-se: Você é somente um ser humano. Tudo bem cometer erros. Sério, está tudo bem.
Mas admita para si mesmo quando cometer um erro e aprenda com ele.

9. Encontrar-se em situações ruins devido à excessiva tolerância e uma recusa a distinguir pessoas.

Autossabotagem espiritual
Este sou eu, 100%. Durante muito tempo, levei muito a sério a ideia de que todo ser humano merece compaixão e bondade.
Eu não discordo dessa ideia hoje em dia, mas percebi que existem inúmeras situações em que outras considerações devem temporariamente anular meu desejo de tratar todos os outros seres humanos com compaixão.
Em vários países, eu me encontrei em situações de risco de morte porque confiava demais nas pessoas, eu não sabia ou era gentil com pessoas que eu deveria ter reconhecido suas características obscuras.
Por sorte, eu nunca me machuquei nessas situações, mas eu já fui roubado e enganado várias vezes.
Em todos os casos, eu queria acreditar que as pessoas com quem eu estava interagindo eram “boas” pessoas de coração e me tratariam bem se eu assim o fizesse.
Essa linha de pensamento era terrivelmente ingênua, e eu ainda estou tentando me recondicionar para entender que em certos contextos, ser bonzinho não é a resposta.
O fato triste é que, embora você possa estar isolado disso, a luta pela sobrevivência ainda é muito real para um grande número de pessoas neste planeta.
Muitas pessoas cresceram na pobreza, cercadas por crime, e aprenderam que a única maneira de sobreviver é se aproveitando da fraqueza.
A maioria das pessoas em todo o mundo parece não ter essa mentalidade, mas se você se encontra em uma cidade ou país em que a pobreza é bastante presente, você deve tomar certas precauções, coisas básicas, como:
  1. Não ande em nenhum lugar sozinho após escurecer;
  2. Tente ficar longe de áreas abandonadas;
  3. Não pare para interagir com pessoas que tentam vender coisas para você;
  4. Faça distinções entre pessoas; deixe-se saber que não há problema em confiar no mecanismo de correspondência de padrões altamente evoluído do seu cérebro, quando ele diz que alguém parece drogado, perturbado, desesperado ou perigoso.

10. Querer tanto que várias práticas “espirituais” estejam corretas ao ponto de ignorar completamente a ciência.

Autossabotagem espiritual
Há uma linha bastante anti-científica em uma grande parte da comunidade espiritual, e eu acho isso uma vergonha.
Me parece que muitas pessoas espirituais se tornam hostis em relação à ciência, porque certas crenças e práticas que consideram valiosas são consideradas não comprovadas ou pseudocientíficas dentro da comunidade científica.
Se uma crença ou prática não é comprovada ou considerada pseudocientífica, isso significa apenas que ainda não conseguimos confirmar sua validade através de experimentos repetitivos em um laboratório.
Não significa que não é verdade ou que não é valioso.
O método científico é uma das melhores ferramentas que temos para entender a mecânica do universo observável; nos permitiu descobrir a verdade profunda da evolução biológica, observar os confins do espaço, prolongar a nossa vida por décadas e caminhar na lua, entre outras coisas.
Descartá-lo totalmente é perder uma das nossas lentes mais poderosas para entender a realidade.
Como Carl Sagan memoravelmente colocou:
A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; é uma fonte profunda de espiritualidade. Quando reconhecemos nosso lugar em uma imensidade de anos-luz e na passagem dos tempos, quando percebemos a complexidade, a beleza e a sutileza da vida, então esse sentimento crescente, essa sensação de exaltação e humildade combinada, é certamente espiritual.”
“Assim como nossas emoções na presença de uma grande arte, música ou literatura, ou de atos exemplares de coragem altruísta, como os de Mohandas Gandhi ou Martin Luther King Jr.”
“A noção de que a ciência e a espiritualidade são, de algum modo, mutuamente exclusivas, é um desserviço para ambas.”

Bônus: Deixar de lado o sucesso material por causa da crença de que dinheiro e capitalismo são malvados.

Autossabotagem espiritual
Muitas pessoas “espirituais” sabotam suas próprias capacidades de serem bem-sucedidas materialmente. Isso porque elas parecem ser alérgicas à riqueza, associando dinheiro com ganância, impureza e malevolência generalizada.
O capitalismo é visto como uma engrenagem de desigualdade e corrupção que deve ser desmantelada.
Eu costumava ter uma versão desta visão, então eu percebi o quanto ela é sedutora.
Se você é atraído pela espiritualidade, é natural desprezar o “materialismo”. Porém, na verdade, esta narrativa é muito simplista. A verdade sobre o capitalismo é complexa.
Sim, o capitalismo tem algumas desvantagens muito reais, mas, em muitos aspectos, o capitalismo tem sido uma força tremenda para o bem, estimulando a inovação maciça e tirando bilhões de pessoas da pobreza globalmente.
Em 1820, 94% das pessoas na Terra viviam na extrema pobreza. Em 2015, este número caiu para meros 9,6%, muito graças ao crescimento econômico catalisado pelo capitalismo.
Além disso, deixe-me ser direto com você novamente: não há nada de errado ao querer ganhar dinheiro. O dinheiro é uma ferramenta incrível.
Bilionários como Elon Musk e Bill Gates, que estão usando suas riquezas para ajudar o mundo de importantes maneiras, provam que o dinheiro pode ser usado para o bem ou para o mal.
Considere também os 139 bilionários e centenas de milionários que se comprometeram a doar um total de 732 bilhões de dólares para causas de caridade em suas vidas.
Na verdade, precisamos de pessoas mais compassivas para obter riqueza substancial, para que possam usá-la de forma eficaz e altruísta para melhorar o mundo.
Para esclarecer, eu sou a favor de regular/aperfeiçoar o capitalismo para fazê-lo funcionar para todos do planeta.
Por exemplo, eu acho que precisam haver regulações para proteger o meio ambiente, para prevenir abusos como grupos de interesse e captura regulatória.
Principalmente, sou a favor de um sistema econômico que incentive a inovação e o empreendedorismo, ao mesmo tempo que seja sustentável e atenda às necessidades básicas de todos.
Não tenho a certeza da melhor maneira de atingir esses objetivos elevados, mas nossas formas atuais de capitalismo estão fazendo um trabalho melhor do que muitas pessoas parecem pensar, dada a imensidão do desafio.
Eu sou totalmente a favor de um trabalho metódico e baseado em dados para aperfeiçoar e melhorar nossos sistemas econômicos, mas vamos ter certeza de perceber e reconhecer todas as coisas que o capitalismo realmente faz antes de descartá-lo.

Todos estamos aprendendo…

Eu acho que, para que os vários movimentos espirituais globais interligados sejam maximamente impactantes e úteis, eles precisam abordar seus aspectos inconscientes.
Neste ensaio, tentei iluminar alguns dos pontos cegos que parecem prevalecer na comunidade espiritual. Como eu disse, a maioria dos itens que discuti serviram para mim em um ponto ou outro.
É decididamente fácil cair em algumas das armadilhas da espiritualidade e abrigar várias crenças e comportamentos limitantes, ao mesmo tempo em que se sente como se alcançasse um nível “mais alto” de ser.
A lição aqui é que o crescimento e o aprendizado são processos intermináveis. Se você acha que não tem mais nada para aprender, provavelmente está se sabotando de várias maneiras.
Pode ser profundamente difícil admitir que por um longo tempo a pessoa estava errada ou mal orientada, mas a alternativa é muito pior.
A alternativa é uma espécie de morte espiritual e intelectual – um estado de estagnação perpétua em que a pessoa se ilude sem parar, pensando que tem todas as respostas, que alcançou a Forma Final.
Em um mundo que muda rapidamente, a aprendizagem contínua é de suma importância.
No máximo, a espiritualidade é uma força que pode ajudar a humanidade a perceber nossa identidade comum como seres conscientes, ganhar consciência ecológica, sentir-se conectado ao nosso cosmos e abordar as questões mais prementes do nosso tempo com compaixão, engenhosidade, equanimidade e o que Einstein chamou uma “santa curiosidade”.
No máximo, a espiritualidade é uma força que nos impulsiona a um futuro mais harmonioso, cooperativo e sustentável.
Um brinde ao refinamento da nossa espiritualidade coletiva e co-criação de um mundo mais bonito.
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Esse é uma tradução do Awebic de artigo originalmente publicado em Conscious Reminder.
Imagens: pexels.com e pixabay.com