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terça-feira, 30 de outubro de 2018
Qual a Relação entre a Sua Personalidade e o Formato de Suas Mãos
A quiromancia, ato se se ler a sorte nas palmas das mãos, já existe há algum tempo e é usada para determinar que tipo de pessoa você é e que tipo de futuro você pode ser. A ideia funciona traduzindo traços físicos em suas mãos em previsões sobre o resto do indivíduo. A maioria dos quiromantes concorda que existem cinco categorias básicas, e cada uma recebe uma distinção elementar na quiromancia tradicional chinesa. Esses elementos incluem Terra, Fogo, Água, Metal e Madeira.
1. Mãos de Fogo
Gravar As mãos de fogo distinguem-se por dedos e palmas grandes e eles normalmente têm unhas pontiagudas e dedos finos com articulações mal definidas. Aqueles com Mãos de Fogo tendem a ser rápidos, inteligentes, altamente ambiciosos, e impulsionado ao sucesso. Eles nunca param de pensar sobre o que está acontecendo ao seu redor, e eles têm altos níveis de energia que podem ser contagiantes. Sua natureza fogosa torna-os diretos e honestos, e eles sabem exatamente o que querem da vida.
Pode parecer que os indivíduos de mãos de Fogo são ousados ou nervosos, mas isso é simplesmente a autoconsciência expectante deles como tomada de decisão sólida e eficiente. Mesmo que a decisão seja rápida, é sempre lógica e precisa. Se você tem Mãos de Fogo, provavelmente só gasta sua energia naqueles com quem realmente se importa.
Mãos de Metal
As Mãos de Metal são definidas pelos dedos, palmas e unhas que são quadradas. Palmas das Mãos de Metal tendem a ter uma excepcional elasticidade, suavidade e densidade.
Indivíduos com mão de metal têm uma ampla gama de habilidades nas categorias de empreendedorismo, liderança e estratégia. Sua abordagem para a maioria das coisas é logicamente raciocinar uma solução viável antes de colocar essa solução em prática. Por sua natureza, as pessoas que possuem Mãos de Metal são justas, uma vez que gostam de liderar através do exemplo. Eles são legais em situações de alto estresse, e nunca deixam que o preconceito dite uma decisão.
Se você tem Mãos de Metal, é mais provável que você se apaixone por outro baseado nas qualidades inerentes de essa pessoa e não pequenos detalhes que não são verdadeiramente importantes. Você sabe exatamente o que quer da vida, e essa quantidade de autoconsciência significa que você não precisa perder tempos com joguinhos. Você é bom em multitarefa e não tem nenhum problema em liderar outras pessoas ao carregá-las ou apoiá-las. Pessoas com as Mãos de Metal são freqüentemente encontradas em posições de poder, mas não porque buscam o poder, mas por que são poderosas.
Mãos de Água
As Mãos de Água são definidas por palmas lisas e dedos grossos com unhas compridas e juntas mal definidas. As Mãos de Água também são notáveis pelas pontas dos dedos arredondadas.
As pessoas que possuem Mãos de Água são geralmente muito talentosas, e são adeptas de qualquer situação na forma como a água se transforma em seu recipiente. Se eles precisam ser, eles podem ser diplomáticos devido à sua natureza altamente observadora. Os segredos não são um problema para um indivíduo que tem Mãos de Água, uma vez que são cautelosos e discretos.
Se você tem Mãos de Água, provavelmente é bastante diligente e focado na fortaleza interna. Você não costuma julgar os outros de forma alguma e aceita falhas em si mesmo. O amor é algo a ser protegido por pessoas com Mãos de Água, e eles farão o que for necessário para manter isso seguro.
Mãos de Madeira
Mãos de Madeira tendem a ter dedos mais longos e com os ossos visíveis sob a pele. As articulações são fáceis de ver, e a mão parece magra e grossa. As Mãos de Madeira são instantaneamente perceptíveis por suas características nítidas.
A criatividade é uma das características dos indivíduos com as Mãos de Madeira. Você percebe pequenos detalhes que tendem a passar despercebidos pelos outros, e você gosta de traduzir esses detalhes em obras de arte criativas que serão agradáveis a todos. Você é geralmente reservado, já que prefere a sua própria criatividade ao mundo real, e você não gosta do amor sem algum esforço.
A criatividade que pessoas com as Mãos de Madeira demonstra às pessoas é também acentuada por sues estados extremos de emoção. . A acuidade emocional e a criatividade tendem a andar de mãos dadas, e muitas pessoas com as Mãos de Madeira são calorosas e gentis, se não silenciosas e tímidas.
Mãos de Terra
As Mãos da Terra distinguem-se por dedos grossos. Palmas com bases carnudas e grossas em volta dos polegares. Eles normalmente têm pele espessas, e seus pulsos são igualmente grossos.
Se você tem as Mãos de Terra, você provavelmente é uma pessoa muito modesta, aterrado e humilde. Não importa onde você vá, você sempre se sente conectado às suas raízes. Você é educado, trabalha duro todos os dias e tem uma personalidade calorosa que flui facilmente com as outras pessoas.
Você também pode se apaixonar facilmente, pois tende a pensar com o coração e não com a mente. O amor é uma coisa incondicional para você, e você está mais do que disposto a ajudar os outros, mesmo que isso não seja conveniente.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
OS MISTÉRIOS DO PENSAMENTO
LIVRO SEGUNDO – O LIVRO DAS MARAVILHAS DA CIÊNCIA
Henry Thomas
OS MISTÉRIOS DO PENSAMENTO
A máquina pensante
O CÉREBRO humano é uma maravilhosa máquina pensante. Toma simples sensações e as transforma em pensamentos complexos. Como se faz isto? O processo é perfeitamente simples quando o analisais. Há dentro de nosso corpo um grupo de nervos, ou fios telefônicos. Estes nervos estão recebendo constantemente toda a casta de mensagens através dos vários sentidos: vista, ouvido, tacto, gosto, e olfato. Eles transportam as mensagens, ou sensações, ao cérebro, que por sua vez escolhe as que são mais fortes, agrupa-as, classifica-as e arranja-as em ordem lógica e… pronto, nasceu um pensamento.
Mas isto é apenas a metade da história. Logo que o pensamento é formado, começa a estimular outro grupo de nervos. Este grupo leva o pensamento do cérebro aos músculos do corpo, e o pensamento é assim traduzido em ação.
Por exemplo: Um homem colérico grita convosco e bate-vos no rosto. Vossos nervos do "pensamento" são estimulados através de vossos sentidos da vista, do ouvido e do tacto. Vedes vosso assaltante, ouvis suas injúrias, e sentis sua pancada. Vossos nervos estimulados levam uma tríplice mensagem ao quadro de distribuição mental de vosso celebro: "Eu vejo um inimigo; êle vocifera contra mim; êle me bate!" Nisso o vosso cérebro se ativa. Põe em movimento um grupo de nervos de "ação", que trazem de vojta três ordens numa só, para vossos olhos, vossa língua e vossa mão: "Olha com furor para teu inimigo; retruca-lhe a injúria; bate nele!"
E é assim que o corpo e o cérebro trabalham juntamente nesse misterioso processo de pensamento e ação que nós chamamos a aplicação prática da psicologia. A palavra psicologia significa o estudo do pensamento.
Mas que é o pensamento? O pensamento é a soma total de nossos processos mentais, ou idéias, desde o berço até o túmulo. Cada uma de vossas idéias e cada um de vossos atos, que resultam dessas idéias, participa da formação de vossa mente, de vossa personalidade, de vossa alma. Como um grande psicólogo já o expressou: "Um homem é aquilo que êle pensa."
A magia da memória
PODEIS não ter conciencia do fato, mas sois um escritor. Cada ser humano escreve a história de sua vida nas páginas mentais, isto é, nas células do cérebro. Quando dizeis que vos lembrais de alguma coisa, o que quereis significar é que estais voltando a uma página anterior de vossa própria história, que vós mesmos escrevestes. O misterioso processo que chamamos memória é releitura mental de passada experiência de nossa vida. E’ reevocação de alguma coisa que dissemos, fizemos, pensámos ou aprendemos em prévia ocasião.
Vossa memória depende de vossa habilidade em guardar os fatos. Quanto mais profundamente os gravardes, tanto mais os retereis. Escreveis vossa vida, ou para usar de nossa nova maneira de falar, gravais vossa vida, com os instrumentos de vossos próprios sentidos. Quanto mais instrumentos utilizardes, tanto mais eficiente será a gravação. Se desejais recordar um poema, por exemplo, não o aprendais simplesmente com os olhos. Usai vossos ouvidos e vossa voz também. Em outras palavras, recitai o poema em voz alta para vós mesmos ao aprendê-lo. Se assim o fizerdes, ficará êle por mais tempo na vossa memória.
Esse artifício de memória, por meio de vários de nossos sentidos, é conhecido desde muito tempo. Quando eu era menininho, e ouso dizer que o mesmo é verdade no que se refere a meu avô, no seu tempo de rapazinho, era costume atar um barbante em torno do dedo como lembrança dum recado a dar, o qual doutra forma, poderia ficar esquecido na azáfama do trabalho ou do brinquedo. O que o barbante fazia pela memória era simplesmente isto: somava o sentido da vista (vós víeis o barbante), o sentido do tacto (vós o sentíeis em torno de vosso dedo) com o sentido do ouvido (geralmente recebíeis o pedido da incumbência pela palavra falada, através de vossos ouvidos).
O grande poeta, o grande músico, o grande inventor, é geralmente um homem que possue memória retentiva. E’ capaz de reevocar seus velhos pensamentos e experiências e reenlaçá-los em nova forma. Para cada grande trabalho há novo padrão de velhas impressões. O gênio tem uma memória de cera. Cada impressão marcada sobre êle permanece fixa. O homem médio, porém, tem uma memória de geléia. Nenhuma impressão fica nele gravada por muito tempo. Um famoso professor de psicologia costumava dizer a seus alunos: "Tratem de endurecer sua geléia para formar cera, se quiserem ser, alguma coisa no mundo."
Curiosidades da psicologia
Mesmerismo
EM 1778, um físico austríaco, chamado Franz Mes-mer, causou sensação em Paris, anunciando que havia descoberto novo processo de curar doenças. Chamava seu método de magnetismo animal, ou mesmerismo. Seu consultório vivia repleto de gente, de manhã à noite. Todos em Paris desejavam ser mesmerizados, isto é, ser adormecidos aos influxos do encantamento magnético, para despertar de corpo sadio e com novo gosto pela vida.
A Faculdade Médica de Paris chamou-o de charlatão, mas suas "curas" continuaram a atrair cada vez mais gente ao seu consultório. Afinal o governo nomeou uma comissão para averiguar a verdade de suas afirmações. Um dos membros dessa comissão era o nosso Benjamin Franklin. Do relatório constou que algumas das curas de Mesmer pareciam ser autênticas, mas que seu método não tinha bases científicas. Pelo que tinham podido observar, não havia fluido mágico chamado "magnetismo animal", que passava do cérebro do doutor para o corpo do paciente.
Mesmer foi denunciado como embusteiro e intimado a deixar Paris. Viajou de terra em terra, mas sempre desacreditado por toda a parte. Afinal morreu na Suíça (1815), um desiludido e, como dizia de si mesmo, "perseguido benfeitor da humanidade".
Hipnotismo
O Hipnotismo, ou sono artificial, era conhecido dos magos da Pérsia e dos ioguis indús muito antes da era cristã. Foi Mesmer, porém, quem o introduziu na Europa. Porque o hipnotismo é o mesmerismo assentado em bases científicas. Pouco depois da morte de Mesmer, o hipnotismo se tornou um ramo regular da medicina, em todos os países da Europa. Hoje caiu um tanto em desuso. Contudo, em certos meios, é ainda largamente praticado.
Afim de hipnotizar um paciente, o médico coloca-o numa poltrona ou num sofá, diz-lhe que relaxe o corpo, põe sua mão diante dos olhos do paciente, e baixinho vai-lhe lembrando que seus olhos estão ficando pesados, que o sono está se aproximando, que suas pálpebras se estão fechando, que o sono afinal chegou. Às vezes, para apressar o processo o doutor afaga levemente a fionte do paciente.
O hipnotismo não é difícil, mas não o experimenteis em vossos amigos. Torna-se perigoso quando não se é entendido no assunto.
Quando um homem está hipnotizado, faz automaticamente tudo quanto o hipnotizador lhe ordena que faça, mas não tem conhecimento algum do fato. Quando desperta, não se recorda de nada do que aconteceu durante seu sono. Fica completamente sob a influência do hipnotizador, durante o domínio hipnótico. Há muitos anos, alguns professores franceses realizaram uma interessante experiência em Paris. Fizeram um boneco de palha e o colocaram na cama de um professor muito conhecido. Depois hipnotizaram um dos alunos desse professor. Deram-lhe um punhal e ordenaram-lhe que fosse à cama do professor e lhe atravessasse o coração. O estudante fez como lhe foi ordenado. Felizmente para o professor, tinha sido colocado em seu lugar um manequim de palha.
Em consequência da experiência acima e de outras semelhantes, muitos adversários do hipnotismo exprimiram a crença de que um hipnotizador poderia induzir um paciente a cometer um crime. Esta teoria, porém, foi recentemente desacreditada. Admite-se geralmente agora que, mesmo sob a influência hipnótica, um homem nada fará em contrário dos seus fundamentais princípios de moralidade.
Telepatia
A telepatia é a transferência do pensamento dum cérebro para outro, sem auxílio dos sentidos. E’ um assunto cheio de mistério. Por muitos anos, os principais cientistas insistiram na inexistência da telepatia. Contudo, em nossos dias, estão inclinados a crer que, talvez tal transferência de pensamento sem fio seja possível. O milagre do rádio provou que uma voz pode atravessar o espaço até a distância de milhares de milhas. A questão lógica para o filósofo perguntar e para o cientista responder é: por que não pode também o pensamento atravessar o espaço? Se uma pessoa pode interceptar em Los Angeles uma palavra falada em Boston, por que não poderá também captar um pensamento concebido em Boston?
Para interceptar o som é preciso haver condições atmosféricas próprias e um rádio sensível. Os psicólogos que acreditam na telepatia, sustentam que são necessárias condições mentais próprias e um cérebro sensível, para interceptar o pensamento.
A questão da telepatia abre novo e fascinante campo de pesquisas. Se um pensamento pode comunicar-se com outro, sem auxílio do corpo, então é possível, sustentam certos cientistas, que os vivos possam comunicar-se com os mortos. Entre os que têm acreditado na possibilidade de tais comunicações contam-se alguns dos mais agudos intelectos dos séculos XIX e XX, inclusive homens como Sir Oliver Lodge, Camilo Flammarion, César Lombroso, Conan Doyle e o professor William James.
São conhecidos muitos casos autênticos e interessantes de telepatia. Certa vez, uma mulher ignorante do mecanismo dum cofre, nunca tendo aberto nenhum, ou visto algum aberto, em toda a sua vida, recebeu o segredo do cofre por telepatia e conseguiu abrí-lo sem nenhuma dificuldade. Numerosos casos têm sido citados de pessoas que, num quarto, repetiram um número, ou um nome, ou uma frase, ou mesmo passagens inteiras de um livro, que foram pronunciadas ou escritas por uma pessoa ou por outras pessoas, noutro quarto.
Qualquer pessoa, na opinião de numerosos psicólogos eminentes, pode adestrar-se na leitura dos pensamentos por meio da telepatia. Experimentai-o. Mas antes, preveni vossos amigos para que tenham cuidado no que vão pensar!
Sonhos
Um sonho é uma coisa singular. Dura um instante, e pode levar-vos através de uma vida inteira de aventuras. E, incrível, porém verdadeiro, em cada um de vossos sonhos viveis vossa vida para trás. Não sonhais uma aventura do começo até o fim; vós a sonhais do fim para o princípio. Somente depois que despertais é que vosso pensamento arranja o sonho em ordem lógica.
Um psicólogo conseguiu provar a verdade dessa teoria, com o resultado de um sonho que tivera há anos atrás. Sonhou que ia assistir à representação duma comédia musical e que se encontrava com uma das coristas após o espetáculo. Convidou-a para jantar no dia seguinte e no outro após este. Pouco a pouco apaixonou-se por ela. A princípio sua esposa nada sabia dessa paixão. Mas, depois de um ano ou dois, .descobriu-a. Mulher sensata que era, sugeriu a idéia de mudarem de cidade. Êle concordou com a sugestão dela. Arranjou lugar num colégio situado a muitas centenas de milhas.
Durante cerca de cinco anos, viveu relativamente feliz. Sua paixão pela corista fora esquecida. Mas depois, num dia fatal, volveu a encontrá-la. Tornara-se ela agora uma "estrela", e tinha o principal papel numa peça, que ia ser encenada na cidade universitária, onde êle lecionava. No momento em que a viu pela segunda vez, sua velha paixão reacendeu-se. Sugeriu uma fuga. Ela consentiu. Abandonou êle sua família e sua universidade e foi viver com ela na América do Sul.
Ali viveram, num constante tumulto de ciúmes e brigas, durante cerca de quatro anos e então não pôde êle suportar mais aquilo. Levantando-se bem cedo, quando ela ainda estava dormindo, dirigiu-se a um lago vizinho e jogou-se dentro d’água. A água fria despertou-o…
A água fria despertou-o. Foi assim que êle ficou sabendo que o sonho inteiro tinha durado apenas um instante e que o sonhara de trás para diante. Um filhinho seu lhe havia acidentalmente derramado um copo d’água em cima. Foi essa a causa do sonho. Cerca de vinte anos antes, havia êle encontrado uma interessante corista. Naquela ocasião, ela lhe havia causado apenas ligeira impressão. Mas certamente tinha-lhe "caído no goto". E assim sonhou êle então, começando pela ducha d’água e acabando pela corista, mas ao despertar seu pensamento arranjou as coisas de modo que êle começou com a corista e acabou pela tentativa de afogamento. E o sonho todo durou desde o derramamento da água até o despertar, coisa de um ou dois segundos.
Algumas pessoas são bastante afortunadas. Sonham com planos de grandes romances, com motivos para canções populares e com projetos de proveitosas especulações comerciais. Coleridge conta-nos que arquitetou todo o seu poema de Kubia Khan, idéia, metrificação, palavras e tudo mais, em sonhos.
Modernos pesquisadores do pensamento
Freud
DE acordo com Freud, todo sonho é a realização de um desejo. Tudo quanto nosso coração possa desejar, fama, riqueza, aventura, amor (legítimo ou ilegítimo), poderemos obter em nossos sonhos. A teoria onírica da "realização do desejo" chama-se psicoanálise, termo que significa a análise da alma.
Por causa de suas pesquisas psicoanalíticas, Sigismundo Freud (nascido na Áustria em 1856 e morto em 1940) é conhecido como o "explorador da adega escura do subconciente". Todo pensamento, diz êle, tem seus "andares superiores", que encerram nossos pensamentos diurnos, e sua "adega", que oculta nossos escusos e negros desejos. Êle chama essa "adega", o subconciente, porque está abaixo de nossa conciencia. Nem sempre temos conhecimento desses desejos que se alapardam sob a -superfície de nossos pensamentos. Há dentro de nós um censor que os conserva trancados na adega. Nos nossos sonhos eles saltam para fora, porque o censor está adormecido. Mas nem sempre está dormindo. Muitas vezes fica de vigia mesmo em nossos sonhos, de modo que não sonhamos no momento com a realização de nossos desejos, mas sim com símbolos disfarçados desses desejos. Interpretai o símbolo, ou o disfarce, de vosso sonho, e em geral achareis (sustenta Freud) a realização de um impulso sexual.
Mas estes impulsos são constantemente reprimidos nos nossos momentos de vigília. Conservamos, por assim dizer, a pálpebra mental descida sobre eles. O resultado é um distúrbio menta!» e físico. E aqui surge a psi-coanálisc como auxílio curativo. O psicoanalista, por meio de perguntas e respostas, traz para a luz os impulsos ocultos que vos afligiam. E depois, se fôr êle um honesto seguidor de Freud, mata o desejo abafado, ou "sublima-o", dando-vos um equivalente físico ou mental, tais como um trabalho árduo, ou belo livro, ou um delicado concerto musical, ou coisa parecida. Mas se fôr um charlatão, aconselhar-vos-á que deis largas ao vosso desejo. E é por isso que os pseudo-psicoanalistas deram origem a uma verdadeira maré de ilícita "realização sexual", não só aquí, mas por toda a parte.
Jung
Nascido (em 1875) em Basiléia, na Suíça, Carlos Jung foi, por algum tempo, discípulo de Freud. Mas em 1911 fundou novo sistema de estudo mental. Deu a seu sistema o nome de psicologia analítica, em vez de psi-coanálise.
Há duas importantes inovações na teoria de Jung. Em primeiro lugar, dá êle muito menos importância que Freud ao elemento sexual na vida. Em segundo lugar, divide todos os homens em duas classes: os introvertidos e os extrovertidos. O introvertido (do latim intra, dentro, e mais vertere, volver) é um homem de psicologia voltada para dentro, tranquilo, inativo, tímido e estudioso, tipo artístico. O extrovertido (do latim extra, fora de, e mais vertere, volver) é um homem cuja psicologia está voltada para fora, barulhento, atlético, sociável, político, tipo de homem de ação. A que tipo pertenceis? Qualquer que sejais, os seguidores de Jung aconselham a cultivar um pouco do tipo oposto. O extremo introvertido é um anacoreta. O extremo extrovertido é um tirano. O homem superior à média e o verdadeiro grande homem combinam os melhores elementos de ambos os tipos numa mesma personalidade.
Pavlov
Em 1904 o psicólogo russo, Ivan Pavlov, recebeu a’ maior honraria que pode ser concedida a um cientista: o prêmio Nobel. Tinha 55 anos naquela ocasião. Até sua morte, em 1936, na idade de 87 anos, dedicou-se ativamente a suas maravilhosas experiências psicológicas.
Qual a natureza dessas experiências? Em rápido resumo, são tentativas de estudo do poder mental de cachorros e outros animais inferiores. Era Pavlov ainda rapaz, filho de um obscuro cura de aldeia (pope), quando observou que a saliva gotejava da boca de um cão, no instante em que lhe traziam a comida. Isto deu a Pavlov uma idéia. Preparou um quarto escuro e à prova de som, onde o cachorro não pudesse ser perturbado por nenhuma luz ou ruído exterior, e depois começou a fazer experiências com êle. Colocou-lhe comida à frente e tocou uma campainha. A saliva começou a fluir imediatamente. Em seguida, depois de numerosas repetições desse processo, Pavlov tocou simplesmente a campainha, sem dar comida alguma ao cachorro. A saliva correu como dantes. O cão tinha aprendido a associar o som duma campainha ao alimento. Era capaz de pensar!
Mas Pavlov estava apenas no começo de suas experiências. Êle ensinou seu cachorro e numerosos outros cães, a distinguir diferentes sons. Alguns destes provocaram secreção de saliva; outros deixaram o cão indiferente. Mas, coisa ainda mais estranha, Pavlov aprendeu que os cães podem diferençar várias figuras geométricas. Um círculo, por exemplo, provocava saliva, isto é, fazia-o sentir vontade de comer. Por outro lado, uma elipse, não produzia tais efeitos sobre êle.
Afim de ampliar seu campo de investigação, Pavlov preparou centenas de estudantes para colaborarem com êle. Alguns desses estudantes obtiveram resultados espantosos. Um deles provou, após repetidas experiências, que os caracóis podem pensar. Outro demonstrou que até mesmo os peixes podem distinguir diferentes sons e luzes.
E ainda dizemos que a era dos milagres acabou!
Watson
João B. Watson é um discípulo americano de Pavlov. Mas enquanto Pavlov trabalhava com cachorros, Watson fazia experiências com crianças. Beliscava-lhes os braços, puxava-lhes os dedos dos pés, esfregava-lhes fósforos nas solas dos pés, tudo no interesse da ciência. Procurava saber como procedem as crianças, debaixo de certas condições. Por isso se chama seu sistema psicológico, psicologia do procedimento ou behaviorismo, (de behavior, procedimento, conduta).
Watson crê que o procedimento de um homem através da vida depende d,o ambiente e de sua educação em criança. Como resultado de muitas experiências, chegou à conclusão de que os seres humanos só têm três emoções fundamentais: o medo, a cólera e o amor. E’ possível sustenta êle, reprimir o medo e a raiva de uma criança, e aumentar seu amor, dando-lhe o lar apropriado e a educação devida.
Em 1924, Watson dirigiu uma série de experiências entre 70 crianças, afim de saber quais os métodos efetivos para eliminar, ou pelo menos diminuir, a emoção do medo. O trabalho efetivo das experiências foi confiado a Maria Cover Jones.
A senhorita Jones experimentou os seguintes sete remédios contra o medo:
Primeiro, tentou proteger a criança contra o objeto que produzia o medo. Este método não fez efeito. Não podeis proteger um ser humano toda a vida.
Em segundo lugar, a senhorita Jones tentou arrazoar com a criança. Este, também, não deu resultado. Não podeis convencer uma pessoa de que não deve temer um leão ou um relâmpago.
A senhorita Jones tentou, em seguida, familiarizar a criança com o objeto do medo. Esta resultou um pouco melhor que as outras duas experiências, mas não teve êxito completo. A familiaridade produz desprezo até certo limite, mas não elimina totalmente o medo.
O quarto método adotado pela senhorita Jones foi ò ridículo. Chamou a criança de "maricas" por ter medo. Mas isto foi pior que inútil. Em vez de diminuir o medo da criança, apenas aumentou-lhe a raiva.
Na quinta experiência, a senhorita Jones distraiu a atenção das crianças do objeto temido. Mas isto apenas ajudou-as a esquecer seu medo durante aqueles momentos. Não chegou a destruir o medo de todo.
E em seguida, a senhorita Jones tentou produzir um estímulo agradável, no mesmo instante em que o objeto desagradável do medo era apresentado. Uma criança teve medo de um coelho. A senhorita Jones colocou um apetitoso prato de comida, na mesa, junto da criança, e um coelho na outra extremidade. Este plano obteve êxito em alguns casos. A criança saboreou tanto a comida que se esqueceu do medo do coelho. Em outros casos, porém, o plano produz justamente o efeito contrário. A criança ficou com tanto medo do coelho que se esqueceu da comida.
Finalmente a senhorita Jones recorreu ao remédio social. Os seres humanos são animais imitadores. Toda criança gosta de fazer o que as outras fazem. Mostrai a uma criança que as outras não têm medo e, em consequência, cessará de ter medo. Este método foi o mais bem sucedido de todos.
Essas e muitas outras experiências levaram o dr. Watson à convicção de que é possível transformar o grupo médio das crianças em homens e mulheres de primeira classe, por meio da educação social. Um ambiente saudável e correta educação, sustenta êle, muito contribuirão para produzir uma raça superior.
Fonte: Maravilhas do conhecimento humano, 1949. Tradução e Adaptação de Oscar Mendes.
http://www.consciencia.org/os-misterios-do-pensamento
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018
domingo, 14 de outubro de 2018
Consciência Lúcida - Vídeos de Conscienciologia e afins: Tertúlia 09.02.13 - Desrepressão Sexual (Sexossoma...
Consciência Lúcida - Vídeos de Conscienciologia e afins: Tertúlia 09.02.13 - Desrepressão Sexual (Sexossoma...: Tertúlia 09.02.13 - Desrepressão Sexual (Sexossomatologia) - verbete 2563
sábado, 6 de outubro de 2018
Apometria
Apometria no Espiritismo — Quem difundiu a técnica?
Foi no ano de 1965, que esteve em Porto Alegre, um psiquista porto-riquenho chamado Luiz Rodrigues. Ele realizou uma palestra no Hospital Espírita de Porto Alegre, demonstrando uma técnica que vinha empregando nos enfermos em geral, obtendo resultados satisfatórios. Denominada Hipnometria, essa técnica foi defendida no VI Congresso Espírita Pan-americano, em 1963, na cidade de Buenos Aires.
O Sr. Luiz Rodrigues era um investigador, não era espírita e tampouco médico mas trouxe possibilidades novas e um imenso campo para experimentação se conduzidas com métodos objetivos e sistemáticos.
Mas foi o Dr. José Lacerda, médico e espírita, que testou a metodologia com Dona Yolanda, sua esposa e médium de grande sensibilidade. Utilizando a sua criteriosa metodologia, a sua sólida formação doutrinária, a observação constante dos fenômenos, aprimorou solidamente a técnica inicial. Mais tarde, após o aprimoramento da técnica, ele deu outro nome a ela, chamando-a de Apometria.
Identificou-se na época, um grande complexo hospitalar na dimensão espiritual, denominado Hospital Amor e Caridade, de onde partiam o auxílio e a cobertura aos trabalhos assistenciais, dirigidos por ele.
O que é Apometria no Espiritismo — Em que consiste essa técnica?
Na definição direta, o termo Apometria vem do grego Apó – preposição que significa além de, fora de, e Metron – relativo a medida. Mas o que é Apometria na visão do Espiritismo?
Ela representa o clássico desdobramento entre o corpo físico e os sete corpos espirituais do ser humano. Não é propriamente mediunismo, é apenas uma técnica de separação desses componentes.
A Apometria é uma técnica de desdobramento que pode ser aplicada em todas as criaturas, não importando a saúde, a idade, o estado de sanidade mental e a resistência oferecida. É um método que deve ser utilizado por pessoas devidamente habilitadas e dirigentes dedicados.
Apresenta sempre resultado eficaz em todos os pacientes, mesmo nos pacientes com deficiências mentais profundas sem nenhuma possibilidade de compreensão.
O êxito da Apometria reside na utilização da faculdade mediúnica para entrarmos em contato com o mundo espiritual da maneira mais fácil e objetiva. Embora não sendo propriamente uma técnica mediúnica, pode ser aplicada como tal.
O que é Apometria no Espiritismo — O que acontece quando uma pessoa passa no atendimento a Apometria?
No atendimento aos enfermos, é utilizada a seguinte prática:
Coloca-se inicialmente, por desdobramento, os médiuns em contato com as entidades médicas do astral;
Uma vez firmado o contato, faz-se o mesmo com o doente, possibilitando dessa forma o atendimento do corpo espiritual do enfermo pelos médicos desencarnados;
Os médiuns assistem o processo e então relatam todos os fatos que ocorrem durante o atendimento, tais como: os diagnósticos, as cirurgias astrais, as orientações práticas para a vida, assim como a descrição da problemática espiritual que o paciente apresenta e suas origens.
Durante a técnica se faz necessária a proteção vibratória, através de preces e formação de campos de força e
barreiras magnéticas ao redor dos médiuns.
Mas não são somente os encarnados que recebem o tratamento. Os espíritos obsessores ou sofredores que estão atuando sobre aquela pessoa também recebem tratamento, porém isso merece um artigo a parte, pois são muitos detalhes a serem comentados.
O que é Apometria no Espiritismo — Quais as vantagens do uso da Apometria?
Em virtude de se encontrarem no mesmo universo dimensional, os espíritos protetores agem com muito mais profundidade e rapidez. Os diagnósticos são muito mais precisos e detalhados; as operações astrais são executadas com alta técnica e com o emprego de aparelhagem sofisticada em hospitais muito bem montados em regiões elevadas do astral superior.
Segundo o Dr. Lacerda esse é um dos grandes segredos do tratamento espiritual e será provavelmente um marco fundamental para a futura Medicina do Espírito.
Além disso, alguns centros espíritas ou casas de Apometria trabalham à distância, oferecendo um serviço gratuito em nome da caridade.
Existem também muitas casas apômetras que utilizam a técnica com algumas modificações, além disso, atuam mediante pagamento. Nosso blog, afim de propagar os serviços dedicados à caridade, não entrará no campo dessas outras modalidades de Apometria.
Espiritismo, Apometria e tratamento — Onde encontrar?
Infelizmente a Apometria ainda não é uma realidade de muitas casas espíritas. De uma forma geral, o movimento espírita brasileiro é bem arraigado aos tradicionalismos, que impediu (e impede), que algumas técnicas de cura espiritual possam adentrar e fazer parte dos serviços dos centros, assim como é o caso do Reiki.
Algumas casas permitem e fazem uso, outras não. É preciso procurar bem.
A realidade é bem diferente para algumas tendas umbandistas. A Umbanda está bem a frente do Espiritismo na questão da aceitação da Apometria no rol de serviços prestados, pois é possível ver bem mais templos umbandistas com pessoal capacitado para a realização da técnica.
Para quem mora distante e não conhece alguma casa apômetra que faça um serviço pela caridade, uma solução interessante seria procurar na internet algum serviço à distância, que vai te informar e dar as instruções para a melhor eficácia do tratamento.
Ref: https://www.facebook.com/apometriaterapias/photos/a.972956902761130/1971499646240179/?type=3&theater
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Caboclo das Sete Encruzilhadas
O Chefe, Caboclo das Sete Encruzilhdas, fora em vida anterior, o Frei Jesuíta Gabriel Malagrida, grande taumaturgo e humanista. Famoso pelas suas peregrinações no Nordeste do Brasil, pelas curas que efetuava com imposição de mãos, pela criação de casas beneficentes que acolhiam viúvas e ex-prostituas e pelo controle das forças naturais por meio de sua prece, queimado em Portugal, acusado de prática de bruxaria pela Inquisição, por ter previsto o terremoto que destruiu Lisboa no ano de 1755, e ter anunciado que esse terremoto era a ira divina que castigava os pecados dos portugueses. E que após, reencarnou em solo brasileiro como um indígena. Elevando-se, Ele, o Chefe, Caboclo das Sete Encruzilhadas, ao espaço na vida maior, encontrava-se chorando na intersecção dos Sete Caminhos do espaço, sem saber por onde seguir, e que nesse momento, Jesus, em sua inefável doçura, apontou-lhe o caminho e a sua divina missão de instituir o culto que mais tarde, Ele, chamou de Umbanda. E desse acontecimento, Ele, tirou seu bárbaro nome, ou seja, seu nome representa os SETE CAMINHOS do espaço, donde ele se encontrava quando veio-lhe Jesus. O Chefe, Caboclo das Sete Encruzilhadas, alto mensageiro do Cristo, o mais humilde arauto de Deus, foi incumbido pelo Senhor Deus, de transplantar a Árvore do Evangelho, da Palestina ao rincão de São Gonçalo, criando a Umbanda como religião brasileira. Baixou somente, e tão somente, por meio de seu aparelho mediúnico o Sr. Zélio Fernandino de Moraes, e após o desencarne do seu aparelho, nunca mais se manifestou. E que, se houvesse pessoa ou local para se manifestar, seria UNICAMENTE, em sua TENDA, a TENDA ESPÍRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE, localizada hoje, em conjunto com a CABANA DE PAI ANTÔNIO, em Boca do Mato, Cachoeiras de Macacú, Rio de Janeiro. Sua divina presença hoje é verificada pelo surgimento espontâneo de uma borboleta azul, no recinto das Sessões, ou em seu entorno.
História
Naquela ocasião, tendo o dirigente determinado que Zélio ocupasse um dos lugares à mesa, em determinado momento dos trabalhos, tomado por uma força desconhecida e superior à sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer um dos integrantes da mesa, Zélio levantou-se e disse: "Aqui está faltando uma flor!", retirando-se ato contínuo da sala. Retornou em poucos momentos, trazendo uma rosa, que depositou no centro da mesa. Esse gesto causou um princípio de polêmica entre os presentes. Restabelecida a "corrente", manifestaram-se, em vários dos médiuns presentes, espíritos que se identificaram como de indígenas ou caboclos e de escravos africanos. O dirigente dos trabalhos convidou esses espíritos a se retirar advertindo-os acerca do seu (deles) atraso espiritual.
De acordo com entrevista do próprio Zélio, nesse momento ele sentiu-se novamente dominado pela estranha força, que fez com que ele falasse, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz, perguntando o motivo que levava o dirigente dos trabalhos a não aceitar a comunicação daqueles espíritos, e porque eram considerados "atrasados" apenas pela diferença de cor ou de classe social que revelaram ter tido na última encarnação.
Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela mesa procuraram doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que estaria incorporado em Zélio, desenvolvendo uma sólida argumentação. Um dos médiuns videntes perguntou então:
- "- Afinal, porque o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? E qual é o seu nome, irmão?"
A resposta de Zélio, ainda tomado pela misteriosa força, foi:
- "- Se julgam atrasados estes espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que amanhã estarei em casa deste aparelho (o médium Zélio), para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem, e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E, se querem saber o meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim."
O médium vidente insistiu, com ironia: "- Julga o irmão que alguém irá assistir ao seu culto?" Ao que a entidade respondeu: "- Cada colina de São Gonçalo atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei!"
Ainda de acordo com o relato de Zélio, no dia seguinte, a 16 de novembro, na residência de sua família, na rua Floriano Peixoto n° 30, em Neves, ao se aproximar a hora marcada, 20 horas, já ali se reuniam os membros da Federação Espírita, visando comprovar a veracidade do que havia sido declarado na véspera, alguns parentes mais chegados, amigos, vizinhos, e, do lado de fora da residência, grande número de desconhecidos.
Às 20 horas, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas, declarando que, naquele momento, se iniciava um novo culto em que os espíritos dos velhos africanos, que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para trabalhos de feitiçaria, e os índios nativos do Brasil poderiam trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade (amor fraterno), seria a tônica desse culto, que teria como base o Evangelho de Cristo e como mestre supremo, Jesus.
Após estabelecer as normas em que se processaria o culto, deu-lhe também o nome, anotado por um dos presentes como Alabanda em homenagem ao Orixá Mallet, da Linha de Ogum, espírito do Oriente que trabalhou durante anos também com o Sr. Zélio de Moraes. O nome pelo qual se popularizaria, entretando, seria o de Umbanda, que em grego significa "Deus conosco", ou "Deus ao nosso lado."
Fundava-se, naquele momento, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, assim denominada "porque assim como Maria acolhe o filho nos braços, também seriam acolhidos, como filhos, todos os que necessitassem de ajuda ou conforto".
Após responder, em latim e em alemão, às perguntas de sacerdotes ali presentes, o Caboclo passou à parte prática da sessão, promovendo a cura de enfermos e fazendo andar aleijados. Antes do término dos trabalhos, manifestou-se um preto-velho, Pai Antônio, tendo este guia ditado o ponto hoje cantado em todo o Brasil:
- "Chegou, chegou, chegou com Deus,
- Chegou, chegou o Caboclo das Sete Encruzilhadas."
Estava fundada a Umbanda no Brasil. Anos mais tarde o dia 15 de novembro seria considerado como Dia Nacional da Umbanda.
Dez anos mais tarde, o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que a iniciava a segunda parte de sua missão: a criação de sete templos que seriam o núcleo a partir do qual se propagaria a religião de Umbanda. A tarefa ficou completa com a fundação da Tenda São Jerônimo (a Casa de Xangô), em 1935.
Em 1939, o caboclo determinou que se fundasse a Federação Espírita de Umbanda, posteriormente denominada como União Espiritista de Umbanda do Brasil, visando atuar como núcleo central doutrinário e congregar os templos umbandistas.
A entidade trabalhou até meados da década de 1970, quando Zélio faleceu, aos oitenta e quatro anos de idade. Segundo Zilmeia de Moraes (filha de Zélio) após o seu falecimento, a entidade não mais se manifesta em terreiros, estando atualmente incumbido apenas de zelar pela religião.
Na visão umbandista o caboclo foi, em uma das suas anteriores encarnações, o padre jesuíta Gabriel Malagrida
Por Leal de Souza
Cap.23 do livro O
Espiritismo, A Magia e as Sete Linhas de Umbanda, 1933.
Se alguma vez tenho estado em
contato consciente com algum espírito de luz, esse espírito é, sem dúvida,
aquele que se apresenta sob o aspecto agreste, e o nome bárbaro de Caboclo das
Sete Encruzilhadas.
Sentindo-o ao nosso lado, pelo bem-estar espiritual que nos envolve, pressentimos a grandeza infinita de Deus, e, guiados pela sua proteção, recebemos e suportamos os sofrimentos com uma serenidade quase ingênua, comparável ao enlevo das crianças, nas estampas sacras, contemplando, da beira do abismo, sob as asas de um anjo, as estrelas no céu.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas pertence à falange de Ogum, e, sob a irradiação da Virgem Maria, desempenha uma missão ordenada por Jesus. O seu ponto emblemático representa uma flecha atravessando um coração, de baixo para cima; a flecha significa direção, o coração sentimento, e o conjunto significam orientação dos sentimentos para o alto, para Deus.
Estava esse espírito no espaço, no ponto de intersecção de sete caminhos, chorando sem saber o rumo que tomasse, quando lhe apareceu, na sua inefável doçura, Jesus, e mostrando-lhe numa região da terra, as tragédias da dor e os dramas da paixão humana, indicou-lhe o caminho a seguir, como missionário do consolo e da redenção. E em lembrança desse incomparável minuto de sua eternidade, e para se colocar ao nível dos trabalhadores mais humildes, o mensageiro de Cristo tirou o seu nome do número dos caminhos que o desorientavam, e ficou sendo o Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Iniciou assim, a sua cruzada, vencendo, na ordem material, obstáculos que se renovam quando vencidos, e dos quais o maior é a qualidade das pedras com que se deve construir o novo templo. Entre a humildade e doçura extremas, a sua piedade se derrama sobre quantos o procuram, e não poucas vezes, escorrendo pela face do médium, as suas lágrimas expressam a sua tristeza, diante dessas provas inevitáveis a que as criaturas não podem fugir. .
A sua sabedoria se avizinha da onisciência. O seu profundíssimo conhecimento da Bíblia e das obras dos doutores da Igreja autorizam a suposição de que ele, em alguma encarnação, tenha sido sacerdote, porém, a medicina não lhe é mais estranha do que a teologia.
Acidentalmente, o seu saber se revela. Uma ocasião, para justificar uma falta, por esquecimento, de um de seus auxiliares humanos, explicou, minucioso, o processo de renovação das células cerebrais, descreveu os instrumentos que servem para observá-las, e contou numerosos casos de fenômenos que as atingiram e como foram tratados na grande guerra deflagrada em 1914. Também, para fazer os seus discípulos compreenderem o mecanismo, se assim posso expressar-me, dos sentimentos explicou a teoria das vibrações e a dos fluídos, e numa ascensão gradativa, na mais singela das linguagens, ensinou a homens de cultura desigual as transcendentes leis astronômicas. De outra feita, respondendo a consulta de um espírita que é capitalista em São Paulo e representa interesses europeus, produziu um estudo admirável da situação financeira criada para a França, pela quebra do padrão ouro na Inglaterra.
A linguagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas varia, de acordo com a mentalidade de seus auditórios. Ora chã, ora simples, sem um atavio, ora fulgurante nos arrojos da alta eloqüência, nunca desce tanto, que se abastarde, nem se eleva demais, que se torne inacessível.
A sua paciência de mestre é, como a sua tolerância de chefe, ilimitada. Leva anos a repetir, em todos os tons, através de parábolas, por meio de narrativas, o mesmo conselho, a mesma lição, até que o discípulo, depois de tê-la compreendido, comece a praticá-la.
A sua sensibilidade, ou perceptibilidade é rápida, surpreendendo. Resolvi, certa vez, explicar os dez mandamentos da Lei de Deus aos meus companheiros, e, à tarde, quando me lembrei da reunião da noite, procurei, concentrando-me, comunicar-me com o missionário de Jesus, pedindo-lhe uma sugestão, uma idéia, pois não sabia como discorrer sobre o mandamento primeiro: Ao chegar à Tenda, encontrei o seu médium, que viera apressadamente das Neves, no município de São Gonçalo, por uma ordem recebida à última hora, e o Caboclo das Sete Encruzilhadas baixando em nossa reunião, discorreu espontaneamente sobre aquele mandamento, e, concluindo, disse-me: Agora, nas outras reuniões, podeis explicar aos outros, como é vosso desejo.
E esse caso se repetiu: - havia necessidade de falar sobre as Sete Linhas de Umbanda, e, incerto sobre a de Xangô, implorei mentalmente, o auxílio desse espírito, e de novo o seu médium, por ordem de última hora, compareceu à nossa reunião, onde o grande guia esclareceu, numa alocução transparente, as nossas dúvidas sobre essa linha.
A primeira vez em que os videntes o vislumbraram, no início de sua missão, o Caboclo das Sete Encruzilhadas se apresentou como um homem de meia idade, a pele bronzeada, vestindo uma túnica branca, atravessada por uma faixa onde brilhava, em letras de luz, a palavra "CARITAS". Depois, e por muito tempo, só se mostrava como caboclo, utilizando tanga de plumas, e mais atributos dos pajés silvícolas. Passou, mais tarde, a ser visível na alvura de sua túnica primitiva, mas há anos acreditamos que só em algumas circunstâncias se reveste de forma corpórea, pois os videntes não o vêem, e quando a nossa sensibilidade e outros guias assinalam a sua presença, fulge no ar uma vibração azul e uma claridade dessa cor paira no ambiente.
Para dar desempenho à sua missão na terra, o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou quatro Tendas em Niterói e nesta cidade, e outras fora das duas capitais, todas da Linha Branca de Umbanda e Demanda
Ref: http://www.genuinaumbanda.com.br/artigos/o_caboclo_das_sete_encruzilhadas.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo_das_Sete_Encruzilhadas










