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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cientistas descobrem duas maneiras de apagar memórias indesejadas




Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge revela que há duas maneiras de voluntariamente esquecer memórias indesejadas





"As duas possíveis maneiras de se esquecer de memórias indesejadas são: reprimi-las ou substituí-las"



Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram duas maneiras de esquecimento voluntário de memórias malquistas. As descobertas podem explicar porque indivíduos conseguem lidar com experiências indesejadas e levar ao desenvolvimento de tratamentos para distúrbios de controle de memória.

As duas possíveis maneiras de se esquecer dememórias indesejadas são: reprimi-las ou substituí-las com mais recordações desejadas. As táticas podem acontecer por vias neurais distintas.

"O estudo é a primeira demonstração de dois mecanismos distintos que causam esquecimento: um por desligamento do sistema de memórias e outro por facilitar a ocupação da consciência com um substituto de memória", diz o autor principal do estudo, Roland Benoit, da Unidade de Ciências do Cérebro, na Universidade de Cambridge.

Benoit e o cientista Michael Anderson usaram ressonância magnética funcional para examinar as atividades cerebrais de voluntários que haviam aprendido associações entre pares de palavras e posteriormente tentaram esquecer essas lembranças bloqueando-as ou recordando de memórias substitutivas.

As duas metodologias de esquecimento foram igualmente eficientes, mas ativaram circuitos neurais distintos. Na supressão da memória, o córtex pré-frontal dorsolateral, uma estrutura do cérebro, inibiu a atividade do hipocampo, uma região essencial para a lembrança de eventos passados.

Já durante a substituição de memória ocorreu que duas outras estruturas cerebrais agiram, o córtex pré-frontal caudal e o córtex pré-frontal médio ventrolateral. Essas regiões são envolvidas em relembrar memórias específicas na presença de lembranças perturbadoras ou indesejadas.

“Uma melhor compreensão desses mecanismos e como eles entram em colapso pode ajudar no entendimento de distúrbios que são caracterizados por uma regulação deficiente de memórias, como no transtorno de estresse pós-traumático. Saber que processos distintos podem contribuir para o esquecimento é útil, porque as pessoas podem ser naturalmente melhores em um do que no outro” conclui Benoit.

O estudo foi publicado recentemente no jornal científico Neuron, especializado em neurociência.



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