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terça-feira, 16 de abril de 2013

Neurociência e Música




Há muito tempo vem se falando do papel da música dentro dos estudos da neurociência. 


Muitas pesquisas no campo feitas com a ajuda de aparelhos de ressonância magnética e tomografia, tem mostrado que os estímulos humanos estão diretamente ligados á música. Devido a esse fato, muitos estudos estão em andamento para tentar estabelecer uma relação da música com distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Nosso cérebro usa diferentes circuitos para ouvir, processar e e tocar música e essa é uma das certezas que os estudos em centros de neurociências já tem. Quando se escuta uma música, se ativa múltiplas funçòes cerebrais, como a audição que escuta e entende o som, a visão quando se lê partitura como a motora quando se toca ou dança e também as funções cognitivas, usadas para interpretar, sentir a música. A neurociência se refere a funções musicais para definir o conjunto de atividades cognitivas e motoras que ocorrem quando se escuta, toca ou interpreta uma música. Já se pesquisa também sobre a amusia, que é a perda das funções musicais, já sendo comprovado que ela não está ligada as afasias, que é a perda da linguagem, ou seja, a capacidade de compreender a linguagem muitas vezes está distinta da capacidade de compreender a música. A princípio a musica está presente em diversos pontos cerebrais, ao contrário da linguagem que se concentra em um local específico no cérebro. E a música faz bem ao cérebro. Ela interfere na plasticidade cerebral, melhorando a aproximação entre neurônios na área responsável pela memória e pela concentração. Ela também faz os dois lados do cérebro trabalharem em conjuntos. Psiquicamente falando, a música também está presente em muitos momentos da vida , onde passamos por situações emocionais marcantes como por exemplo, a música da escolinha, do seu casamento ou do enterro do avô. Até mesmo culturas antigas tem suas tradições baseadas em cantos e danças. A música esta incorporada no comportamento humano e estudos na área prometem trazer benefícios dela.sica com certas reações humanas. 

"A musicoterapia já faz parte do tratamento de paciente".


LADO DIREITO OU ESQUERDO DO CÉREBRO?

 Tradicionalmente, a música era considerada uma atividade inerente ao hemisfério direito do cérebro, por causa de sua íntima relação com a criatividade. Mas, recentemente, as pesquisas envolvendo imagens cerebrais mostraram que o processo musical envolve ambos os hemisférios, embora a maior parte dessa atividade realmente ocorra à direita.

 Maurice Ravel (1875-1937) foi um compositor francês impressionista. Ele sofria de uma doença desconhecida que afetou o hemisfério esquerdo, deixando-o incapaz para falar, realizar tarefas complexas, ler e escrever. Seu cérebro também perdera a função musical; não conseguia mais compor durante os últimos anos de sua vida. Em contraste com Ravel, o compositor russo Chebalin e o compositor britânico Benjamin Britten continuaram a escrever obras musicais, embora apresentassem dificuldades motoras de linguagem após lesões semelhantes no hemisfério esquerdo.
 Diante disso, percebe-se que a percepção e a execução musicais são atividades complexas, sendo difícil apontar áreas cerebrais específicas que se relacionem com essas atividades. Pesquisas recentes, as quais empregaram métodos modernos de imageamento cerebral, como a ressonância magnética funcional e a tomografia por emissão de pósitrons, demonstraram que tocar música profissionalmente desenvolve processos analíticos no hemisfério esquerdo, ao passo que outras formas de música executadas por indivíduos não profissionais parecem ativar processos em seus hemisférios direitos. Nos profissionais, portanto, houve evidências de maior lateralização musical à esquerda em comparação com os músicos amadores. O lado do cérebro que mais se envolve com a música também pode estar sujeito à influências culturais. Os japoneses, por exemplo, processam sua música tradicional no hemisfério esquerdo, enquanto que os ocidentais processam a mesma música no hemisfério direito.


 Fonte: http://brainworldmagazine.com/

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