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domingo, 4 de junho de 2017

A Fonoaudiologia neonatal


Qual o papel do fonoaudiólogo dentro da UTI Neonatal?

A Fonoaudiologia é uma ciência que estuda os distúrbios da comunicação humana, onde a intervenção terapêutica mais conhecida é a clínica, grande parte dos pacientes apresenta distúrbios de fala, linguagem e/ou audição.
Quando a atuação fonoaudiológica hospitalar é mencionada, muitas dúvidas e questionamentos surgem: o que o fonoaudiólogo faz dentro dos hospitais? Ensina a falar? Reabilita e adapta próteses auditivas? E dentro de uma UTI neonatal? O que fazer com bebês tão pequenos e sensíveis como os prematuros? O que fazer com neonatos que apresentam mal formações orofaciais, como alimentá-los?
A intervenção fonoaudiológica dentro das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, vem ganhando seu espaço e atualmente é considerada indispensável nas equipes interdisciplinares.
A primeira avaliação é realizada com o bebê ainda dentro da incubadora, são avaliadas a presença dos reflexos orais, força e ritmo da sucção, coordenação entre sucção- respiração e deglutição, condições do neonato em realizar a função de alimentação e qual meio será utilizado para tal, ou seja, se haverá estimulação oral pré e/ou peri gavagem ou se existe possibilidade de alimentação direta na mãe, enfatizando o estímulo ao aleitamento materno e complementação alimentar via oral com uso de copo.
Durante a intervenção são realizadas massagens extra-orais e estímulos intra-orais, estes tem como objetivo coordenar as funções do neonato, para que o mesmo consiga realizar alimentação segura e obter alta hospitalar com autonomia alimentar. Desde o início da internação na UTI neonatal, a conduta mais freqüente é o uso de sonda para o momento de alimentação até que o bebê tenha condições de iniciar a fonoterapia. Alguns critérios são seguidos para que a intervenção não prejudique a evolução clínica do bebê dentro da unidade e é indispensável que o fonoaudiólogo mantenha uma um bom relacionamento com a equipe interdisciplinar, tornando assim a atuação harmônica e eficaz.




Em vários centros hospitalares atualmente, o médico encaminha para avaliação fonoaudiológica, bebês com dificuldade de alimentação. O encaminhamento pode também não ser feito, no caso do médico não acreditar na possibilidade de alimentação por via oral. Ou o encaminhamento pode ser tardio, sob o ponto de vista do desenvolvimento motor oral e global e não só da alimentação por via oral.
Muitas vezes o encaminhamento é tardio por não haver um fonoaudiólogo atuando na rotina do hospital, onde nesse caso ele já estaria triando os bebês quanto à necessidade de um trabalho específico desde o momento em que existe a necessidade e que o quadro clínico do bebê permite.
Dentro de uma abordagem mais global, a alimentação é consequência e não o objetivo do trabalho em si. Ao bebê ou à criança é dada a possibilidade do uso apropriado da boca, exploração dos sistemas respiratórios e fonatórios, posicionamento mais compatíveis com suas necessidades e maior contato com os pais tentando proporcionar situações de interação mais efetivas.
O ideal seria que fosse o encaminhamento o mais rápido possível, nos seguintes casos:
Incoordenação de sucção e deglutição;
Utilização de sonda gástrica;
Sucção fraca;
Falhas respiratórias e /ou durante a alimentação;
Reflexo de vômito exagerado e episódios de tosse durante alimentação;
Prematuridade;
Início de dificuldade de alimentação;
Irritabilidade severa ou problemas comportamentais durante a alimentação;
Subnutrição;
História de pneumonias;
Quando existir preocupação com aspiração;
Letargia durante a alimentação;
Período de alimentação mais longo que 30 - 40 min;
Recusa inexplicável de alimento;
Vômitos, refluxo nasal, refluxo gastroesofágico;
 Baba e /ou aumento desta.

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